Idéias
de Novos Negócios - Videolocadora
Apresentação do Negócio
O negócio de videolocadora está
direcionado para a locação de DVDs, fitas VHS e jogos
eletrônicos. Permite agregar outros produtos de conveniência,
para aumentar a comodidade dos clientes, sem que haja a descaracterização
da atividade principal.
Como ocorre em todas as áreas, esse negócio requer
competência administrativa e gerencial, com muita dedicação,
criatividade e disposição para satisfazer clientes
especiais. É um mercado dinâmico caracterizado por
mudanças permanentes, exigindo uma gestão eficiente
e sintonizada com as tendências do setor.
Para quem deseja entrar nesse mercado é importante entender
o fluxo que percorrem os novos filmes. Após a produção
são direcionados aos cinemas para exibição
e posteriormente os representantes comerciais, agentes das distribuidoras,
realizam a comercialização para o mercado de homevideo.
Este é composto por dois mercados: o primeiro é chamado
de sell-thru, onde as vendas são direcionadas para o varejo,
ou seja, os filmes em VHS ou em DVD são comercializados para
os grandes magazines e disponibilizados para os consumidores finais;
o outro mercado é o de locação, chamado de
rental, direcionado para as videolocadoras.
Mercado
Nos últimos sete anos, o mercado de videolocadoras tem
apresentado bom nível de estabilidade. O Brasil tem, hoje,
mais de 11.000 lojas, espalhadas por todo o território nacional.
O interesse por esse ramo de negócio está em ascensão.
Segundo a União Brasileira de Vídeo - UBV, o Brasil
deverá alcançar a marca de 30 milhões de aparelhos
de DVDPlayers até 2007. Isso representa um acréscimo
de quase 50% em relação aos níveis de 2005.
O número de títulos de filmes lançados no
Brasil cresceu de 993 - no ano de 2000 - para 1.929, em 2005.
O número de locadoras não cresceu na mesma proporção.
Há espaço a ser explorado, porém, é
aconselhável que a instalação de novas lojas
seja orientada por pesquisas, para não se correr o risco
de abrir em locais já saturados pela concorrência.
De acordo com especialistas e profissionais desse mercado, o negócio
de videolocadora apresenta perspectivas animadoras, uma vez que
é crescente a valorização do entretenimento
em casa (em família), muito em razão do aumento da
violência urbana.
Ameaças e oportunidades
As oportunidades de negócios são definidas pelas possibilidades
de bons resultados que o empreendedor vislumbra ao implantar um
novo empreendimento.
O conhecimento real das possibilidades de sucesso somente será
possível através de pesquisa de mercado.
Uma pesquisa não precisa ser sofisticada, dispendiosa -
em termos financeiros - ou complexa. Ela pode ser elaborada de forma
simplificada e aplicada pelo próprio empresário, para
estudar a concorrência já instalada, o tipo de público
predominante na região em termos de capacidade aquisitiva,
os gostos pessoais, a cultura e as expectativas que as pessoas têm
em relação a uma videolocadora.
Também é importante pesquisar os preços praticados
pelos concorrentes, o padrão das lojas existentes;comparar
as características dos potenciais clientes e decidir-se ou
não pela instalação em um determinado bairro
ou região.
O risco de abrir as portas sem conhecimento do ambiente local é
muito grande.
As ameaças são representadas por todas as possibilidades
de insucesso que o futuro empresário pode identificar para
o novo negócio. A realização da pesquisa sugerida
acima fornece subsídios para a previsão de dificuldades
que poderão aparecer pelo caminho.
Os atuais proprietários de videolocadoras identificam alguns
fatores e que dificultam o setor, e que, portanto, merecem destaque:
- Concorrência desleal ocasionada pela pirataria;
- Falta de mão de obra qualificada;
- Baixo preço das locações praticado pelo mercado;
- Falta de legislação específica para o setor;
- Elevado grau de dependência em relação aos
fornecedores;
- Dificuldades financeiras – investimento e capital de giro.
Localização
A decisão sobre o local onde a loja será instalada
deve levar em conta fatores como:
- A quantidade e o perfil das pessoas que residem nas proximidades;
- O fluxo de automóveis na via pública, a quantidade
de pessoas que passam pelo local;
- A proximidade de estações e pontos de transporte
coletivo e a existência de estacionamento local ou próximo.
Uma boa alternativa pode ser a instalação em locais
com grande concentração de pessoas.
A localização do ponto comercial escolhido para instalação
da loja é fator fundamental para o sucesso ou insucesso do
negócio.Alguns pontos de vital importância devem contar
com atenção especial do empreendedor.Os itens a seguir
elencados, devem estar presentes em qualquer estudo de viabilidade
para o ramo de videolocadora:
- Densidade demográfica – Pesquisas indicam que mais
de 60% das videolocadoras estão localizadas em bairros residenciais.
Ao verificar a viabilidade de instalação em locais
com essas características deve-se dar preferência a
bairros com grande incidência de prédios e casas residenciais.
- Fluxo de automóveis – Observar para a quantidade
de automóveis que trafegam no local e dar preferência
para instalação da loja no lado da pista em que os
carros circulam no sentido de volta para casa.
- Circulação de pessoas – A loja deve estar
onde as pessoas estão. O empreendedor deve dar atenção
a locais de grande fluxo de pessoas.
- Proximidade de estações e pontos de transportes
coletivos - Um bom local pode ser próximo a estações
e pontos de transportes coletivos, oferecendo a facilidade de aluguel
e devolução do filme quando o cliente dirige-se ao
trabalho, ou no seu retorno.
- Instalação em galerias, centros comerciais, shoppings,
postos de serviços – A instalação nesses
locais pode ser interessante, porém, deve-se atentar para
os custos de aluguel, taxas de condomínios e outras despesas
que podem comprometer a rentabilidade do negócio.
- Estacionamento – É fundamental que a loja ofereça
condições para o cliente estacionar seu carro com
segurança, enquanto escolhe os filmes.
Exigências legais específicas
A atividade de locação de vídeos não
está enquadrada em legislação específica
que exija providências especiais. É recomendável
o onhecimento das leis elencadas a seguir:
- Lei n° 9610 de 19 de fevereiro de 1998 - altera, atualiza
e consolida a legislação sobre direitos autorais;
- Decreto n° 2894, de 22 de dezembro de 1998 – regulamenta
a emissão e o fornecimento de selo ou sinal de identificação
dos fonogramas e das obras audiovisuais;
- Lei n° 8401, de 08 de janeiro de 1992- dispõe sobre
o controle e autenticidade de cópias de obras audiovisuais
em videograma postas em comércio;
- Lei nº 8078, de 11 de setembro de 1990 – regula a relação
de consumo em todo o território brasileiro - Código
de defesa do consumidor.
Estrutura
O arranjo físico da loja é fator fundamental para
uma primeira boa impressão ao cliente. Uma visão geral
do ambiente deve fazer com que ele sinta-se bem e coloque-se à
vontade para escolher os filmes que deseja. Para isso é importante
dar atenção aos seguintes pontos:
- Espaço amplo para trânsito entre as estantes;
- Seqüência das estantes;
- Posicionamento dos lançamentos e catálogos
- Design das vitrines e disposição dos produtos complementares;
- Harmonia de cartazes, banners e outros recursos de propaganda;
- Posicionamento do balcão de atendimento;
- Boa sinalização sobre os gêneros dos filmes;
- Iluminação adequada;
- Cores alegres e que intensifiquem a luminosidade;
- Climatização;
- Equipamentos de projeção – TV e DVD para apresentação
dos lançamentos
- Sistema de cadastramento rápido;
- Recursos tecnológicos que permitam gerenciamento eficiente
das informações necessárias – locação,
estoque, perfil de clientes, etc;
- Salas reservadas para gêneros específicos –
eróticos
- Sala de estar – mesas cadeiras, sofás;
- Espaço para entretenimento de crianças;
- Equipamentos de segurança – anti-furto, vigilância,
outros.
Devem-se criar espaços especiais para crianças e
sala de estar para clientes, sala reservada para o gênero
de filmes eróticos; boa sinalização interna,
facilitando a localização dos filmes; boa climatização,
boa iluminação e/ou circulação de ar
na loja; bom espaço entre as estantes
Deve-se evitar poluição visual – não
exagerar nos cartazes, banners e outras propagandas.
Pessoal
O negócio de videolocadora requer atendentes com perfil
adequado ao tipo de serviço oferecido. O cliente geralmente
é exigente e sua manutenção depende da qualidade
do atendimento dispensado.
O perfil do bom atendente inclui as seguintes competências:
- Conhecimento sobre cinema para identificar filmes cujo nome
o cliente não conhece ou não lembra e para sugerir
títulos dentro do gênero que o cliente aprecia;
- Conhecimentos básicos sobre vendas;
- Habilidade de comunicação;
- Capacidade de percepção – ambientes e pessoas;
- Bom controle emocional;
- Interesse e compromisso pela satisfação do cliente.
A capacitação de profissionais envolvidos com o atendimento
em videolocadoras deve estar direcionada para o desenvolvimento
das competências citadas acima.
Uma pequena loja opera com 3 (três) atendentes e, à
medida que aumenta o porte , as quantidades devem ser ajustadas
às necessidades.
Os níveis salariais básicos são definidos
pelos sindicatos da categoria e a partir daí cada loja deverá
manter políticas que remunerem adequadamente os empregados,
considerando-se os níveis de competências pessoais.
Equipamentos
O ramo de videolocadora requer serviços qualificados, com
bom nível de confiabilidade, rapidez e segurança.
No dia-a-dia de uma videolocadora estão envolvidos microcomputadores,
impressoras, impressoras de cupom fiscal, televisores e aparelhos
de DVD para apresentação dos lançamentos.
As lojas utilizam software de gestão integrada, destinado
ao gerenciamento do acervo, controle de locação, cadastramento
e classificação de clientes; além de controle
de receita e despesa e outros serviços que o sistema oferece.
O software de gestão pode ser desenvolvido especialmente
para o cliente interessado, no entanto, a maioria das lojas em operação
utiliza sistemas locados de empresas especializadas que também
fornecem assistência técnica e manutenção.
Lojas pertencentes a redes de franquias utilizam sistemas padronizados
e disponibilizados pela franqueadora.
O dimensionamento da necessidade de equipamentos depende muito
da percepção do empresário do volume de clientes
atendidos e da qualidade do atendimento que deseja oferecer.
Podem ser utilizados aparelhos como leitora ótica, web can,
identificação por impressão digital, controle
de acervo por código de barras, entre outros.
Lojas de porte médio – até 100 m² de área
– utilizam três microcomputadores, uma impressora, um
televisor, um DVDPlayer com equipamento de som para home theather,
uma impressora de cupom fiscal, aparelho antifurto etc.
É necessário instalar software de gerenciamento de
cadastramento e de controles de clientes, de locações
e de acervo. Esse sistema oferece, ainda, outros benefícios
complementares. Ele pode ser alugado. Não há necessidade
comprá-lo.
Matéria Prima / Mercadoria
O foco principal é a locação de DVDs, fitas
VHS e jogos eletrônicos. Podem ser agregados diversos produtos
de acordo com o perfil da clientela, como: brinquedos, artigos de
papelaria, chocolates, balas, sorvetes, refrigerantes, lanches,
pipocas, artigos para colecionadores, livros e revistas, velas e
sabonetes artesanais, revenda de filmes novos e usados, CDs com
trilhas sonoras de filmes, aparelhos DVD player, aparelhos home
theather.
As mercadorias que caracterizam o ramo de videolocadora são
os filmes colocados à disposição dos clientes
para locação. Via de regra, as videolocadoras agregam
outros produtos e compõem um mix, visando oferecer comodidade
ao cliente e ampliar seu leque de ofertas.
O suprimento de estoque é feito mediante a aquisição
direta das produtoras de cinema, compra de representantes regionais,
de lojas especializadas e de lojas virtuais através da internet.
O empresário deve identificar a melhor relação
custo x benefício, visando reduzir custos e despesas e maximizar
os lucros.
O fornecimento de produtos agregados é feito, geralmente,
por distribuidoras que entregam diretamente na loja.
Organização do processo produtivo
O processo produtivo de uma Videolocadora é composto de
um conjunto de fatores, que combinados entre si, geram condições
favoráveis a um atendimento qualificado ao cliente e otimizam
os resultados da empresa.
As principais atividades de uma Videolocadora são representadas
pelas operações de compra, montagem e manutenção
do ambiente da loja, serviço de locação e manutenção
da clientela.
A seguir relacionamos alguns comentários serão apresentados,
no intuito de chamar a atenção para alguns pontos-chave
do negócio:
- A compra de fitas e DVD’s, bem como dos produtos a serem
revendidos deve ser orientada para a busca da satisfação
do cliente. Deve-se comprar produtos de qualidade, conforme o perfil
da clientela que a loja pretende servir e colocá-los a preço
condizente com as condições econômico-financeiras
dos potenciais clientes.
- Disposição dos produtos na loja – A montagem
de prateleiras, displays e outros recursos devem favorecer a escolha,
facilitar e agilizar o atendimento e estimular o cliente a comprar
os produtos e alugar os DVD’s e Fitas;
- Serviço de entrega em domicílio ou no trabalho –
Essa iniciativa agrega valor ao negócio, traz comodidade
e fideliza o cliente;
- Automação dos serviços de atendimento –
A utilização de softwares para controle de locação,
controle de estoque, cadastro de cliente e acompanhamento dos resultados
é requisito fundamental nesse ramo. A utilização
do recurso de leitora ótica agiliza e simplifica os serviços
de atendimento, tanto na locação quanto no retorno
dos DVD’s e Fitas VHS. Da mesma forma, a identificação
dos clientes através de sistemas de reconhecimento por microcameras
ou impressão digital, é uma iniciativa muito importante.
Ou seja, tudo o que puder ser feito para acelerar o atendimento
e dar qualidade aos serviços é sempre bem visto pelo
cliente.
- Uso da internet – Manter site com divulgação
do acervo, dos lançamentos e das promoções
é uma exigência dos dias atuais. Um site permite ainda
que o cliente possa interagir com a loja.
Automação
A loja deve instalar o que se chama de software de gestão,
que pode ser comprado ou alugado de empresas especializadas.
A sugestão é que o empresário faça uma
rápida pesquisa em lojas já instaladas para levantar
informações sobre as alternativas existentes para
uso.
A função desse sistema é controlar o acervo,
cadastrar os clientes, controlar as locações, acompanhar
os níveis de procura por filme e por gênero, controlar
receitas e despesas, além de outras utilidades que o software
proporciona.
Há muito para se criar e oferecer ao cliente nesse ramo.
Atualmente, utilizam-se os recursos de micro informática
para operar sistema de gestão elementar, que inclui os controles
de clientes, de estoques, de locações, de receitas
e despesas, entre outros recursos básicos.
Empresários com melhor percepção de oportunidade
já se movimentam para o uso de tecnologias que possibilitem
aprimorar e acelerar o processo de cadastramento e de identificação
de clientes, visando reduzir o tempo de atendimento e gerar diferencial
qualitativo de serviços.
É possível instalar sistemas de identificação
de clientes por cartões magnéticos, por imagem, por
identificação de impressão digital e, ainda,
a leitura de títulos de filmes por códigos de barras.
É importante, também, verificar a necessidade de instalação
de sistema antifurto.
Existem softwares de gestão disponíveis até
mesmo na internet, porém, é importante conhecer os
serviços que cada sistema oferece e como funciona a assistência
técnica.
O que se verifica na prática é que a grande maioria
das lojas aluga o software de empresas especializadas, que dão
assistência técnica e cobram mensalidade.
Canais de distribuição
O serviço de locação de vídeo não
requer canais sofisticados para que o empresário alcance
o cliente. A prestação de serviços ocorre na
loja, por entrega e coleta em domicílio ou no local de trabalho.
Está em franco crescimento a prática de atendimento
ao cliente em seu próprio domicílio, no local de trabalho
ou em qualquer outro lugar definido por ele.
A entrega e a busca em domicílio é um serviço
essencial para o negócio, na medida em que o entretenimento
em casa avança na preferência das pessoas.
A comodidade é um item destacado pelos clientes, transformando
esse serviço em fator fundamental para a conquista e a manutenção
de clientes.
O ramo de videolocadora é bastante dinâmico e requer
ações inovadoras que satisfaçam as expectativas
dos clientes, de acordo com o perfil da região onde a loja
está instalada.
Ouvir os clientes e identificar oportunidades de criar novos serviços
deve ser tarefa permanente do novo empreendedor.
Receitas prontas sobre o que cada um deve fazer podem não
ajudar. O que conta e faz a diferença é aquilo que
se ajusta na medida certa dos desejos, aspirações
e necessidades da clientela específica do bairro ou cidade,
onde a loja será instalada.
Investimentos
O valor total a ser investido depende de um conjunto de decisões
que precedem a instalação do negócio; exemplo:
- Que tipo de imóvel será alugado? onde?
- Que padrão de acabamento será dado à loja?
- Qual o tamanho da loja?
- Qual a quantidade de filmes que terá o acervo?
- Qual o padrão de acabamento das estantes, balcões
e outros móveis?
- Quantos e quais equipamentos, a estrutura de salas e ambientes
que serão instalados?
As respostas a essas questões surgem na elaboração
do plano de negócio, que deverá ser realizada pelo
futuro empreendedor.
As orientações necessárias para a pesquisa
o empresário conseguirá junto às Unidades do
SEBRAE.
Após levantamento e análise dos dados, o empreendedor
definirá o local, o tamanho da loja, a dimensão do
estoque para compor o acervo, os equipamentos necessários,
o software auxiliar de gestão, os móveis e estantes,
e também estabelecerá a necessidade de pessoal que
trabalhará no atendimento.
A decisão de instalar o negócio em imóvel
alugado ou próprio é crucial no momento de estabelecer
o valor a ser investido. A decisão de comprar ou construir
imóvel envolve análise específica e cuidadosa.
As orientações aqui apresentadas não consideram
compra ou aquisição de imóvel, o que não
quer dizer que não seja um bom negócio. Tudo depende
da análise que deve ser feita em cada caso.
Redes de franquias de videolocadoras estabelecem parâmetros
que variam entre R$ 1.000,00 (um mil reais) e R$1.300,00 (um mil
e trezentos reais) por m² de loja instalada, incluindo gastos
com aquisição dos filmes, máquinas, equipamentos,
software de gestão, móveis e estantes, adaptação
de imóvel para instalação do negócio
e demais despesas típicas dessa fase, incluindo taxa de franquia
que pode ser estimada em torno de 10% do montante.
Apesar das particularidades de cada caso, pode-se estimar um investimento
inicial em torno de R$ 1.000,00 (um mil reais) o m², tendo-se
em mente que esse parâmetro é meramente um referencial
inicial, que assumirá contornos reais à medida que
os dados relativos ao novo negócio forem sendo levantados.
O valor médio aplicado na montagem de uma videolocadora fica
em torno de R$ 1.000,00, por metro quadrado de loja, considerando-se
a reforma e adaptação do imóvel, acervo inicial,
equipamentos, máquinas, móveis e estantes, despesas
de legalização e outras.
Exemplo: loja de 70m² X 1.000,00 = 70.000,00 de investimento
para montagem.
Este valor serve apenas de parâmetro preliminar e estimativo.
Assume dimensões variadas, quando considerados os fatores
específicos de cada caso real.
Capital de giro
O capital de giro tem por finalidade suprir a empresa de recursos
financeiros necessários para a realização de
suas operações e requer gerenciamento permanente e
cuidadoso.
No caso de empresa nova, deverá ser estabelecido um plano
que garanta o funcionamento da loja, de forma que se possa suportar
um faturamento baixo nos primeiros meses.
Começar o negócio sem reserva para capital de giro
é garantia de dificuldades em curto espaço de tempo
- e muitas vezes essas dificuldades tornam-se a razão principal
das altas taxas de mortalidade de novas empresas que se verificam
no Brasil.
É preciso realizar um planejamento de vendas e de locação
- no início das atividades - e correr atrás do objetivo
traçado.
O crescimento será gradual e terá de ser acelerado
por campanhas envolvendo promoções e diversas iniciativas
de propaganda.
É necessário prever compras mensais para manter o
acervo atualizado e garantir a capacidade de gerar receita, porém,
isso representa gasto em um momento em que a loja ainda não
equilibrou receita x despesa.
Além disso, há despesas de aluguel, salários,
impostos, telefone, material de consumo, entre tantas outras.
Prazos de compra
O negócio de videolocadora oferece a possibilidade de se
comprar os filmes com prazos que vão até 90 dias.
Considerando que o faturamento da loja será feito à
vista, a relação de recebimento e desembolso será
positiva.
Isso favorece bastante, mas não salva o negócio do
risco do endividamento.
Exemplo de necessidade de capital de giro para os primeiros meses
de funcionamento:
- Despesas fixas do mês R$ 3.700,00
- Aquisição de filmes (lançamentos) R$ 1.500,00
- Aquisição de outros produtos R$ 2.200,00
- Impostos e outras despesas R$ 1.100,00
- Despesas totais no mês R$ 8.500,00
- Faturamento do mês R$ 6.200,00
- Necessidade de capital de giro para este mês R$ 2.300,00
Durante toda a existência do negócio, o capital de
giro suportará possíveis desequilíbrios na
relação entre disponibilidades financeiras, contas
a receber, estoques e contas a pagar.
É importante que o novo empresário reserve pelo menos
30% do investimento inicial para capital de giro, pois se isso não
ocorrer, ele estará muito cedo envolvido com dívidas
e possíveis dificuldades.
Custos
As despesas fixas são aquelas que ocorrem independentes
do volume de negócio realizado. Se a videolocadora ainda
não estiver funcionando ou estiver faturando muito pouco,
de qualquer forma o empresário terá de pagar o aluguel,
os salários, os honorários do contador, as contas
de água, luz, telefone.
As despesas variáveis mantêm-se em níveis mais
baixos enquanto a loja está com volume menor de locações
e aumentam à medida que aumenta o movimento. Exemplo: impostos,
despesas com entregas em domicílio, royalties pagos às
franqueadoras.
No caso de uma videolocadora, é fundamental definir os fornecedores
e decidir-se por comprar os filmes pelo menor custo e por prazos
mais extensos.
A decisão de locar o imóvel para instalação
da loja deve ser precedida de uma análise criteriosa, uma
vez que representa custo fixo vultoso no montante dos gastos mensais.
A relação custo x benefício deve nortear a
decisão, buscando-se imóvel de boa localização,
com boa apresentação, espaço suficiente para
as instalações, bom preço e fácil adaptação
para o tipo de negócio.
A equipe de atendentes deve ser cuidadosamente dimensionada para
não onerar excessivamente a empresa. A equipe deve ser competente,
mas não necessariamente grande.
Diversificação / Agregação de valor
O foco do negócio é a locação de DVDs,
porém, é aconselhável agregar o comércio
de alguns produtos de conveniência que tornem a videolocadora
um local mais interessante ao cliente.
A loja pode compartilhar o espaço comercial também
com outros ramos de negócio como cybercafé, cafeteria
tradicional, LanHouse e sorveteria.
Agregar valor nada tem a ver com preço ou valor monetário.
Quando alguém associa um benefício adicional a um
produto ou serviço está agregando valor.
Uma videolocadora agrega valor a seus serviços quando fornece
informações via internet sobre lançamentos;
quando comunica a seus clientes que recebeu um filme de interesse
especial. quando facilita o processo de devolução
através de caixas coletoras ou quando facilita o processo
de cadastramento via internet.
Agregar valor é oferecer o inesperado ao cliente; ir além
da obrigação; oferecer mais e melhor.
Divulgação
A divulgação de uma videolocadora pode ser feita
através de panfletos, outdoor, jornais, sites na internet,
boletins informativos, rádio, eventos locais, telefone.
A situação ideal é sempre desenvolver ações
orientadas por profissionais capacitados para elaboração
de campanhas publicitárias, no entanto, isso gera custos
e pode pesar no orçamento.A maioria das videolocadoras estabelecidas
utiliza-se das alternativas descritas a seguir, para alcançar
o seu público-alvo:
- Site na internet apresentando a loja, os filmes e as promoções;
- Boletins eletrônicos enviados para grupos de clientes e
potenciais clientes, com notícias rápidas sobre cinema,
divulgação de lançamentos e pacotes promocionais;
- Folhetos distribuídos na loja, na vizinhança e pelos
Correios;
- Contato telefônico informando lançamentos e promoções;
- Propagandas em rádio, jornais de bairro, outdoor;
- Patrocínio de eventos locais ligados a cinema e/ou cultura
em geral;
- Propaganda em revistas locais e regionais.
Informações Fiscais e Tributárias
Sugere-se que a abertura da empresa contemple as atividades de
serviços de locação e de comércio varejista,
possibilitando diversificar o mix de produtos oferecidos ao cliente.
No caso de atividade restrita à locação de
vídeos, não há incidência de Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Prestação
de Serviços-ICMS , somente será devido o Imposto sobre
Serviços-ISS , no entanto, o estabelecimento ficará
engessado e impedido de comercializar quaisquer outros produtos
complementares , inclusive filmes. Demais tributos, encargos e taxas
incidem normalmente sobre a atividade.
O segmento de videolocadoras, assim entendido como o aluguel de
fitas de vídeo, DVDs, CDs e similares, poderá optar
pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação
de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar
nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não
ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa
de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na
Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
- IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
- CSLL (contribuição social sobre o lucro);
- PIS (programa de integração social);
- COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
- ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e
serviços) – se realizar a venda de CDs, DVDs, fitas
de vídeo, etc.;
- IPI (imposto sobre produtos industrializados) – se aplicável
ao segmento;
- ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza); e,
- INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo III da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade,
vão de 6% até 17,42%, dependendo da receita bruta
auferida pelo negócio e do montante pago a título
de salários, incluídos os encargos trabalhistas (folha
de salários). No caso de início de atividade no próprio
ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional,
para efeito de determinação da alíquota no
primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará,
como receita bruta total acumulada, a receita do próprio
mês de apuração multiplicada por 12 (doze).
No caso do ICMS (se houver comercialização de fitas
de vídeo, DVDs, CDs e similares), o Estado em que o empreendedor
estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção
e/ou substituição tributária para o ICMS, a
alíquota poderá ser reduzida conforme o caso, ou será
necessário realizar o recolhimento do imposto a parte do
Simples Nacional. Na esfera Federal poderá ocorrer redução
quando se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº
05/2007, do Comitê Gestor de Tributação das
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).
Essa opção de tributação poderá
ser vantajosa para o segmento de negócio de videolocadoras,
motivo pelo qual sugerimos uma avaliação cuidadosa
do regime de tributação apresentado.
O segmento de videolocadoras, assim entendido como o aluguel de
fitas de vídeo, DVDs, CDs e similares, poderá optar
pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação
de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar
nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não
ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa
de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na
Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
- IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
- CSLL (contribuição social sobre o lucro);
- PIS (programa de integração social);
- COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
- ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e
serviços) – se realizar a venda de CDs, DVDs, fitas
de vídeo, etc.;
- IPI (imposto sobre produtos industrializados) – se aplicável
ao segmento;
- ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza); e,
- INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo III da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade,
vão de 6% até 17,42%, dependendo da receita bruta
auferida pelo negócio e do montante pago a título
de salários, incluídos os encargos trabalhistas (folha
de salários). No caso de início de atividade no próprio
ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional,
para efeito de determinação da alíquota no
primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará,
como receita bruta total acumulada, a receita do próprio
mês de apuração multiplicada por 12 (doze).
No caso do ICMS (se houver comercialização de fitas
de vídeo, DVDs, CDs e similares), o Estado em que o empreendedor
estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção
e/ou substituição tributária para o ICMS, a
alíquota poderá ser reduzida conforme o caso, ou será
necessário realizar o recolhimento do imposto a parte do
Simples Nacional. Na esfera Federal poderá ocorrer redução
quando se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº
05/2007, do Comitê Gestor de Tributação das
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).
Essa opção de tributação poderá
ser vantajosa para o segmento de negócio de videolocadoras,
motivo pelo qual sugerimos uma avaliação cuidadosa
do regime de tributação apresentado.
Glossário
- Acervo – Estoque de filmes à disposição
do cliente na videolocadora.
- Bomboneria – Local onde se vendem bombons e artigos semelhantes.
- Catálogo – Filmes que deixaram de ser considerados
como lançamentos. Representam a - grande maioria do acervo.
- Cyber Café – Cafeteiras que alem dos serviços
tradicionais oferecem ambientes especiais com revistas, livros,
acesso à internet e outras comodidades aos clientes.
- Estudo de viabilidade – Levantamento de dados e informações
sobre todos os fatores envolvidos num projeto de negócio,
visando reduzir riscos e incertezas.
- Home theather – Conjunto de aparelhos de som e imagem,
destinados a oferecer qualidade superior na projeção
de filmes.
- Lançamento – Novos filmes disponibilizados pelas
produtoras ao mercado de locação – rental. Os
lançamentos chegam às locadoras, em períodos
que variam de 3 a 6 meses, após o início da exibição
nos cinemas.
- LAN House - Casas de games, conectadas em redes, que oferecem
jogos on line, envolvendo vários jogadores simultaneamente.
- Mix de produtos – É o conjunto de todos os produtos
e itens colocados à venda na loja.
- Sistema de franquia – Sistema em que uma empresa detentora
de uma marca e de um processo de negócio, autoriza outra
a explorar os direitos de uso da marca e do seu processo de produção,
comércio ou serviço, em um mercado definido, sob certas
condições definidas em contrato.
- Software de Gestão – Sistema tecnológico
operado em microcomputador, destinado a controlar o acervo, os empréstimos
de DVDs, o cadastramento de clientes, controle de faturamento, controle
de despesas, além de gerar gráficos e relatórios
auxiliares ao gerenciamento da loja.
- Web Cam – Sistema de câmeras digitais de imagem,
instaladas em computadores e utilizadas para identificar clientes
e/ou monitorar ambientes.
Dicas do Negócio
O foco do negócio é a locação de DVDs,
porém, é aconselhável agregar o comércio
de alguns produtos de conveniência, que tornem a videolocadora
um local mais interessante ao cliente. A loja pode compartilhar
o espaço comercial com outros ramos de negócio como:
cyber café, cafeteria tradicional, Lan House e sorveteria.
É aconselhável que o gerenciamento seja exercido
de forma permanente pelo proprietário ou por gerente devidamente
preparado, requerendo um grande conhecimento de cinema, leitura
de revistas do ramo, pesquisa sites e outras fontes.
É necessário estar bem informado e acompanhar as
tendências do mercado.
Características específicas do empreendedor
O sucesso de um empreendedor é determinado por um conjunto
de fatores relacionados ao ambiente de negócios e ao seu
estilo pessoal de conduzir o empreendimento.
As características a seguir fazem parte de um perfil pessoal
bastante adequado a um empresário do ramo de videolocadora.
É aconselhável uma auto-análise para verificar
qual a situação do futuro empreendedor frente a esse
conjunto de características, e identificar oportunidades
de desenvolvimento.
- Conhecer bem o ramo de negócio que vai atuar;
- Pesquisar e observar permanentemente o mercado onde está
instalado;
- Acompanhar o desempenho dos concorrentes;
- Conhecer bem os fornecedores;
- Saber administrar todas as áreas internas da empresa;
- Saber vender e manter clientes satisfeitos;
- Planejar e acompanhar o desempenho da empresa;
- Estar sempre disposto a inovar e promover mudanças;
- Ter grande capacidade para perceber novas oportunidades e agir
rapidamente para aproveitá-las.
Bibliografia Complementar
SILVA, José Pereira. Análise Financeira das Empresas.
4ª edição. São Paulo: Atlas, 1999.
BIRLEY, Sue e MUZYKA, Daniel F. Dominando os Desafios do Empreendedor.
São Paulo: Pearson/PrenticeHall, 2004.
DOLABELA, Fernando. O Segredo de Luisa. 14ª edição.
São Paulo: Cultura Editores Associados, 1999.
COSTA, Nelson Pereira. Marketing para Empreendedores: um guia para
montar e manter um negócio. Rio de Janeiro: Qualitymark,
2003.