Idéias
de Novos Negócios - Sebo
Apresentação do Negócio
Sebo é o nome dado às livrarias que comercializam
livros usados.
Atualmente, além de livros, os sebos comercializam discos,
CDs, revistas, gibis, entre outros produtos culturais. Em um sebo,
“tudo é de
segunda mão”, como dizem os sebistas.
Quem comercializa livros usados é sebista e quem os compra
é “seboso”. Os primeiros sebos surgiram na Europa,
por volta do Século
XVI, quando os mercadores começaram a vender papiros e documentos
importantes da época aos pesquisadores.
O termo sebo vem do tempo em que não havia energia elétrica
e as pessoas tinham de ler à luz de velas.
As velas são feitas de produtos gordurosos. Aquecida pela
chama essa “gordura” derrete e escorre sobre os livros,
sujando e engordurando as páginas. Daí, por analogia,
os termos ensebado ou sebento.
No Brasil, não há um registro preciso de como se
iniciou essa atividade. Mas ela atingiu grandes proporções
no país, tomando corpo,
principalmente nas capitais e nas grandes cidades, especialmente
naquelas onde o ensino superior estava presente.
Os sebos foram e são uma ótima alternativa para quem
precisa adquirir livros e não tem capacidade financeira para
comprá-los.
Hoje, pode-se dizer que é difícil encontrar uma cidade
que não tenha pelo menos uma livraria de livros usados.
O sebo é um negócio como outro qualquer, mas requer
um perfil especial do empreendedor que deseja lançar-se nesse
ramo. Requer dedicação pessoal, muito gosto pela atividade
e um certo conhecimento sobre o conteúdo daquilo que esta
comercializando.
Vale ressaltar, que nos sebos se vendem, se compram e se trocam
livros de literatura, filosofia, história, didáticos,
enfim, de todas as
especialidades e até mesmo pornográficos. Revistas
e também coleção de jornais podem ser encontrados,
além de discos de vinil, CDs, DVDs e fitas VHS.
Mercado
É um mercado sem muitas informações, que depende
muito da percepção de oportunidade do empreendedor.
Por um lado aumentam
as quantidades de livros descartados de bibliotecas que se renovam,
favorecendo a compra de acervos por baixo custo. Por outro lado,
a internet amplia continuamente a oferta de livros usados através
dos sebos eletrônicos, ou e-commerce.
O sucesso desse tipo de negócio está ligado a um
conjunto de fatores que reúne:
- o gosto do comerciante pela atividade;
- o conhecimento do processo de compra dos produtos usados, ou
seja, onde encontra-los;
-ter uma boa política de compras e de definição
de preço de venda;
-a organização interna do estoque nas estantes e
no catálogo;
-o prazer em atender bem os freqüentadores dessas livrarias;
- o interesse em localizar obras solicitadas pelos clientes, na
livraria ou onde quer que elas estejam, satisfazendo as necessidades
dos clientes;
-agregar atividades culturais no local da loja, tais como: mostra
de artes plásticas, literárias, musicais e outras,
conforme as características culturais locais.
Localização
A localização deve levar em conta a proximidade de
universidades, centros de ensino, centros culturais, locais de grande
fluxo de pessoas, especialmente onde existem feiras permanentes
de artesanato ou feiras de final de semana.
Exigências legais específicas
A comercialização de livros usados não está
sujeita ao cumprimento de legislação especifica, sendo
tratada como negócio comum. Da
mesma forma, o benefício previsto no artigo 150 da Constituição
Federal, que prevê “não incidência de tributos
para a comercialização
de livros”, não se aplica a essa modalidade de negócio,
por tratar-se de livros usados
Estrutura
A estrutura de uma loja de livros usados não exige sofisticação.
Requer, apenas, uma boa organização interna.
Com certa freqüência, encontra-se loja dessa natureza
com um nível de desordem lamentável. O fato de se
comercializar produtos usados não justifica que o negócio
seja mal tratado. Isso demonstra falta de respeito ao cliente e
despreparo para o comércio.
Recomenda-se a definição de layout interno nos moldes
de uma livraria, com a organização dos livros por
grandes áreas ou temas, em
estantes apropriadas, e devidamente catalogados.
É indispensável a utilização de um
sistema de controle de estoque informatizado, para facilitar a informação
ao cliente e a localização da
obra.
Os demais produtos ofertados na loja também devem ser expostos
de forma adequada, em gôndolas, prateleiras ou displays.
A loja deve dispor de mesa e cadeira em espaço próprio
para que o cliente possa acomodar-se e avaliar os livros encontrados.
Sugere-se atendimento qualificado no caixa, com a possibilidade
de pagamento com cartão de débito e/ou crédito,
além de cheque e
dinheiro.
Uma boa estruturação da loja representará
um diferencial competitivo, uma vez que não é comum
esse tipo de organização nos sebos
instalados.
A criação de espaço para exposições
e mostras culturais dependerá de decisão do empreendedor,
com base em avaliação prévia do mercado e da
cultura local.
Pessoal
Esse tipo de negócio requer competências pessoais
bem específicas. Geralmente, o proprietário trabalha
na loja, porque gosta desse tipo de negócio. É ele
quem faz a diferença no desempenho do sebo.
Os demais profissionais devem ser bem treinados e orientados para
satisfazer o perfil do cliente que procura o sebo. Ao mesmo tempo
em que um estudante procura um livro de preço mais acessível,
outro cliente pode estar curtindo aquele espaço e deliciando-se
com a
possibilidade de encontrar obras antigas, raras e especiais para
o seu gosto apurado.
O sebista precisa ter faro para negócio, perceber o tipo
de cliente e até a forma como ele percebe e encara um livro
usado.
Para trabalhar nesse negócio, o empregado deve ter muita
dedicação à leitura, flexibilidade, paciência
e interesse pelos clientes.
É necessário entender as expectativas, os gostos
e os desejos dos clientes, ou seja, é preciso detectar qual
o motivo que os levou até
aquele sebo.
Clientes desse tipo de negócio gostam e exigem informações
consistentes sobre o estoque que a loja possui, a origem e a história
das obras ofertadas.
A quantidade de empregados depende do porte da loja e o proprietário
deve decidir a quantidade de atendentes, com base na quantidade
de livros disponíveis.
O atendimento de caixa é dimensionado em função
do fluxo de clientes.
O empreendedor deve estar atento para a convenção
coletiva do sindicato dos trabalhadores nessa área, utilizando-a
como balizadora
dos salários e orientadora da carga-horária de trabalho,
evitando, assim, conseqüências desagradáveis.
O Sebrae da localidade poderá ser consultado para que se
aprofunde as orientações sobre o treinamento adequado
ao pessoal.
Equipamentos
Não há a necessidade de equipamentos sofisticados.
O porte da loja definirá a quantidade de terminais de consulta
ao acervo. Sugere-se, inicialmente os seguintes equipamentos:
-03 microcomputadores completos, destinados para os controles
operacionais, para o Caixa e para consulta de estoque/acervo;
-01 impressora;
-01 impressora de cupom fiscal;
-01Gaveteiro para guardar o dinheiro recebido.
Opcionalmente poderão ser instalados aparelhos de TV, DVD
player, videocassete, e toca-discos de vinil.
Matéria Prima / Mercadoria
A matéria prima é representada por livros usados,
revistas usadas, gibis usados, CDs e DVDs usados, fitas VHS, discos
de vinil antigos, coleções de jornais de época
e outros produtos afins.
O acervo dos sebos é formado principalmente pela aquisição
de bibliotecas que promovem atualização dos seus acervos.
Pessoas físicas também vendem livros, seja pela morte
de pessoas que mantinham grandes bibliotecas, seja pela redução
de espaço das
moradias ou transferência de pessoas de casas espaçosas
para apartamentos menores e mais compactos.
É necessário catalogar instituições
e pessoas que renovam acervos periodicamente. O sebista precisa
ter bom relacionamento com
potenciais fornecedores e estar ligado em todas as possibilidades
de adquirir estoque.
O sebista deve estar sempre atento para o risco de comprar estoque
de pessoas inescrupulosas que roubam volumes de pessoas, de empresas,
de bibliotecas públicas ou de instituições
de ensino público ou privado.
Organização do processo produtivo
-Uma loja de livros usados deve ser organizada com foco na comodidade
do cliente.
-A loja deve se organizar utilizando estantes para acomodar os
livros disponíveis, distribuídos por áreas
de conhecimento, temas e assuntos.
-Os atendentes devem dedicar atenção e apoiar os
clientes em suas buscas.
-A loja deve oferecer espaço para o cliente sentar e avaliar
as obras encontradas e após a decisão de compra ele
deve ter facilidade para pagar a conta e retirar seu pacote.
Automação
Para esse tipo de negócio é indicada apenas a aquisição
de software específico para controlar o estoque.
Pode ser um sistema simplificado que opere num microcomputador
da loja, que será definido como servidor, ligado em rede
com os demais terminais de consulta.
Canais de distribuição
Os produtos são ofertados na própria loja ou em feiras
de livros.
Investimentos
Investimento fixo – compreende o capital empregado na compra
de imóveis, máquinas, equipamentos, móveis,
utensílios, instalações,
reformas, veículos, taxas de franquias, (se for o caso),
etc.
Investimentos pré-operacionais – são todos
os gastos ou despesas realizadas com projetos, pesquisas de mercado,
registro da empresa, honorários profissionais e outros.
O quadro a seguir apresenta um exemplo de previsão de capital
para instalar e manter uma pequena loja até sua auto-sustentação,
prevista para 6 meses.
Item \ Discriminação do investimento \ Valor
01 Reforma e adaptação de uma sala de 50m².
Valor: R$10.000,00
02 Microcomputadores completos e 1 impressora. Valor: R$3.500,00
03 Móveis, estantes, prateleiras, balcões. Valor:
R$12.000,00
04 Infra-estrutura de comunicação (telefone, internet,
site), sistema de controles internos, exigências legais com
geração de cupom fiscal e outros. Valor: R$3.500,00
05 Despesas pré-operacionais – registro da empresa,
honorários profissionais, taxas. Valor: R$1.500,00
06 Compra de estoque inicial – 15.000 livros, mais revistas,
gibis, discos, coleções. Valor: R$20.000,00
07 Capital de giro para suportar a loja nos primeiros 6 meses.
Valor: R$15.000,00
Valor: total: R$65.500,00
Capital de giro
Compreende todo o capital necessário para suportar os gastos
e as despesas iniciais geradas pela atividade produtiva da empresa.
Destina-se a viabilizar as compras iniciais, pagamento de salários
nos primeiros meses de funcionamento, impostos, taxas, honorários
de
contador, despesas com vendas, financiamento de vendas a prazo,
giro de estoques e outras.
Sugere-se uma provisão de pelo menos 30% do investimento
inicial para capital de giro.
Exemplo: Investimento de R$ 50.000,00 para montar a loja, indica
um valor de R$ 15.000,00 para cobrir a diferença entre receita
e
despesas nos primeiros meses de funcionamento do negócio.
Custos
São todos os gastos realizados na produção
de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente
no preço de venda.
O cuidado na administração e redução
de todos os custos envolvidos na compra e venda de produtos que
compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá
ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental
a redução de desperdícios, a compra pelo melhor
preço e o controle de todas as despesas internas da loja.
Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado
final do negócio.
Diversificação / Agregação de valor
O empreendedor deve verificar todas as possibilidades de agregar
outros produtos que tenham relação com o negócio
de livros usados. É recomendável visitar outras lojas
que já funcionam há algum tempo, pesquisar na internet
para conhecer lojas virtuais e para tirar idéias para o site
da sua loja.
Deve, ainda, estabelecer parcerias com pessoas e instituições
ligadas a movimentos culturais e promover encontros e eventos diversos
na loja, convidando clientes e pessoas que poderão se tornar
clientes ou divulgadores do negócio.
Deve, também, procurar fixar o conceito de estabelecimento
cultural e evitar que a loja seja vista como um ambiente retrógrado,
desorganizado e que oferece apenas obras ultrapassadas e sem valor.
O empreendedor pode e deve colocar o acervo no site para consultas
aos títulos disponíveis. Além disso, pode agregar
aos serviços
prestados a venda do acervo via internet.
O negócio de livros usados carece de criatividade e inovação.
Mais uma loja desorganizada, cheirando a mofo não faz sentido.
Há espaço para quem esteja disposto a fazer diferente,
a fazer melhor.
Divulgação
A divulgação pode ser feita através de panfletos
dirigidos a públicos específicos, como estudantes
universitários.
Pode, também, ser usado o anúncio em revistas locais,
em jornais de bairro ou em “jornais de casa” –
hoje, a última palavra em informação dirigida
às residências.
A internet deve usada – é fundamental num negócio
como esse. O proprietário deve manter um site da loja com
a possibilidade de
cadastro de interessados em receber catálogos e/ou mensagens
destinadas a divulgação do acervo.
É importante manter parcerias com instituições
que permitam o acesso para divulgação interna a empregados,
estudantes e outros públicos.
É aconselhável a participação em feiras
de negócios, feiras culturais e eventos em geral, que possibilitem
a participação como expositor,
patrocinador ou apoiador. Participar de feiras do sebo, eventos
muito comuns em diversas cidades, amplia o conhecimento da loja
e
proporciona novas oportunidades de negócios.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de sebo, assim entendido como o comércio varejista
de objetos usados, exceto veículos (e suas peças)
e móveis antigos,
poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado
de Arrecadação de Tributos e Contribuições
devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela
Lei Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade
não
ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa
de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos
previstos na Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-IPI (imposto sobre produtos industrializados) – se aplicável
ao segmento;
-INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade,
vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta
auferida pelo negócio.
No caso de início de atividade no próprio ano-calendário
da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação
da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor
utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita
do próprio mês de apuração
multiplicada por 12 (doze).
Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade
conceder benefícios de isenção e/ou substituição
tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso.
Na esfera Federal poderá ocorrer o quando se tratar de PIS
e/ou COFINS
(Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor
de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte).
Essa opção de tributação poderá
ser amplamente vantajosa para o segmento de negócio de sebo,
motivo pelo qual sugerimos uma
avaliação cuidadosa do regime de tributação
apresentado.
Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências
legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem
ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.
Glossário
Sebo-É o nome dado as livrarias que comercializam livros
usados. O termo vem do tempo em que não havia energia elétrica
e as pessoas tinham que ler a luz das velas.
Sebista-Denominação popular atribuída a quem
comercializa livros usados.
Seboso-Leitor assíduo dos livros dos sebos.
Sebo virtual-Comércio de livros usados, negociados via internet.
Dicas do Negócio
-Ter noção clara de que um sebo é um negócio
cultural, mas que precisa ter sustentabilidade própria, portanto,
deve ser gerenciado
como empresa
-O sebista precisa dominar as atividades que envolvem um sebo,
ou seja, precisa saber onde comprar, quanto pagar, como atribuir
o preço de venda
-Ter capacidade para identificar os diversos tipos de clientes,
desde os mais apaixonados por obras especiais até o estudante
que está apenas procurando um livro com preço mais
acessível
-Identificar os diversos movimentos da classe de sebistas e participar
de feiras locais, de sites na internet que promovem vendas virtuais
compartilhadas
-Ceder espaço da loja para manifestações da
cultura regional ligada à poesia, música, dança
e outros eventos que despertem interesse dos clientes reais e potenciais
Características específicas do empreendedor
Investimento compreende todo o capital empregado para iniciar e
viabilizar o negócio até o momento de sua auto-sustentação.
Pode ser
caracterizado como:
As características a seguir fazem parte de um perfil pessoal
bastante adequado a um Sebista. É aconselhável uma
auto-análise para verificar qual a situação
do futuro empreendedor frente a esse conjunto de características
para identificar oportunidades de desenvolvimento.
-Ter paixão pela atividade e conhecer bem o ramo de negócio;
-Entender que além de negócio o sebo também
é uma instituição cultural;
-Pesquisar e observar permanentemente o mercado onde está
instalado,promovendo ajustes e adaptações no negócio
-Acompanhar o desempenho dos concorrentes;
-Ter facilidade para identificar fornecedores para o seu negócio;
-Saber administrar todas as áreas internas da empresa;
-Saber negociar, vender e manter clientes satisfeitos;
-Ter visão clara de onde quer chegar;
-Planejar e acompanhar o desempenho da empresa;
-Ser persistentes e não desistir dos seus objetivos;
-Ter coragem para assumir riscos calculados;
-Estar sempre disposto a inovar e promover mudanças;
-Ter grande capacidade para perceber novas oportunidades e agir
rapidamente para aproveitá-las.
Bibliografia Complementar
BRITO, Jorge. Guia dos Sebos do Brasil. 4a. Edição.
Brasília. Avants Gráfica, 2003.
AMORIM, Luiz Carlos. Crônica: A Literatura dos Sebos. Disponível
em: http://geocities.Yahoo.com.br/prosapoesiaecia/aliteraturadosseboscronica.htm
DELGADO, Márcia Cristina. Cartografia sentimental de sebos
e livros. Belo Horizonte, Autêntica, 1999.
SECCHIN, Antonio Carlos. Guia dos Sebos da cidade de São
Paulo. Rio de Janeiro, Fundação Biblioteca Nacional,
1997.