Idéias
de Novos Negócios - Oficina Mecânica
Apresentação do Negócio
As velhas oficinas mecânicas, pequenas e abafadas, cuja qualidade
de atendimento dependia do humor de seu proprietário, estão
com seus dias contados, garantem os especialistas.
Houve aumento da concorrência, mudança de tecnologia
e as exigências são maiores, o que torna necessário
investir na
modernização dos conceitos administrativos e dos serviços
para competir no ramo.
Mercado
O mercado consumidor dos serviços de uma oficina mecânica
é constituído por proprietários particulares
de automóveis e clientes
corporativos, incluindo-se seguradoras, cooperativas de transporte,
empresas ou pessoas que possuem diversos carros ou frota própria
de veiculo, tais como órgãos públicos, empresas
de energia, telefonia etc.
Nos últimos anos, as montadoras têm oferecidos modelos
com uma quantidade maior de componentes eletrônicos embarcados
no veiculo, assim como carros estrangeiros que demandam conhecimentos
específicos das oficinas.
Desta forma, o mercado automotivo passa por um processo de seleção
e de especialização e está cada vez mais competitivo.
Um dos fatores que vêm movimentando esse mercado é
a chegada de franquias especializadas, com grandes estruturas de
atendimento em redes espalhadas pelo País.
Localização
Sob o ponto de vista da exposição da oficina e do
fluxo de clientes, ruas e avenidas movimentadas são os pontos
ideais para se montar
uma oficina mecânica.
Contudo, outros fatores - além da proximidade dos clientes
- devem ser considerados; entre esses fatores citamos área
disponível, custos do ponto comercial, aluguel do imóvel,
localização em áreas de serviços mecânicos
complementares e não-concorrentes. Por exemplo, caso sua
oficina ofereça serviços de mecânica geral,
o ideal é que ela esteja localizada próxima a funilarias,
eletricistas automotivos, retíficas etc.
É ideal que o imóvel escolhido tenha áreas
de atendimento, escritório, almoxarifado, área operacional
para mecânica, além de vestiários e banheiros
para mecânicos e clientes.
O novo empresário deve procurar a prefeitura do município
onde pretende montar seu empreendimento para obter informações
quanto
às instalações físicas da empresa (localização)
e ao Alvará de Funcionamento.
Exigências legais específicas
Como foi dito no tópico anterior, o novo empresário
deve procurar a prefeitura do município onde pretende montar
seu empreendimento para obter informações quanto às
instalações físicas da empresa (localização)
e ao Alvará de Funcionamento.
Vale lembrar que toda oficina mecânica está sujeita
à legislação ambiental de cada estado, especialmente
com relação às emissões
atmosféricas (ruídos, fumaça etc.), ao uso
de pistola de pressão (pinturas) e à disposição
de resíduos sólidos e efluentes líquidos
(óleos, graxas etc.). Portanto, o órgão de
gestão ambiental estadual deve ser consultado sobre a legislação
pertinente.
Para abertura do empreendimento é necessário tomar
providências para a tais como:
-Registro da empresa na Junta Comercial
-Inscrição na Receita Federal para obtenção
do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica -CNPJ (www.receita.fazenda.gov.br)
-Se for contribuinte do ICMS (venda de autopeças), registrar
a empresa na Secretaria da Fazenda do Estado
-Inscrição da empresa na Prefeitura Municipal para
obtenção do Cadastro de Contribuinte do ISS
-Registro na Previdência Social para inscrição
da empresa no INSS (www.mpas.gov.br)
O novo empresário deve procurar a prefeitura do município
onde pretende montar seu empreendimento para obter informações
quanto
às instalações físicas da empresa (com
relação a localização) e também
o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos
e serviços às exigências do Código de
Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
Estrutura
Dependendo dos serviços prestados pela oficina (funilaria,
pintura, mecânica), existem alguns equipamentos que são
fundamentais para a qualidade do trabalho. Numa funilaria, o processo
de lixamento da carroceria deve ser a seco, utilizando-se ferramentas
especiais para se evitar o surgimento de pontos de ferrugem no futuro,
além de ser um processo manual que depende da força
empregada pelo funileiro.
As soldas com maçarico também não são
recomendadas, embora ainda comuns em pequenos estabelecimentos.
O problema é que esse processo de soldagem superaquece o
metal, comprometendo suas características e favorecendo o
aparecimento de corrosão.
O ideal é a utilização das soldas elétricas
(MIG ou MAG) que produzem temperaturas menores e não danificam
a chapa. Os estabelecimentos que trabalham com pintura devem contar
também com uma cabine ou estufa específica para esse
fim.
Em uma estufa, a secagem da pintura pode ser feita em cerca de 40
minutos, enquanto, ao ar livre, o processo pode demorar até
dois dias.
Além disso, a cabine impede que a carroceria tenha contato
com a sujeira ou outros resíduos que estejam suspensos no
ar.
No que diz respeito à parte mecânica, a eletrônica
presente nos veículos atuais torna imprescindível
a utilização de equipamentos
modernos de aferição tais como o Kaptorflex e funcionários
capacitados a operá-los.
Uma das maneiras de saber se os mecânicos da oficina são
treinados é pelos certificados ou diplomas que as empresas
e seus profissionais possuem, os quais devem estar expostos em locais
visíveis. Esses atestados podem vir de entidades como Automotive
Service Excellence - ASE, Instituto de Qualidade Automotiva - IQA
e Centro de Experimentação e Segurança Viária
- Cesvi Brasil ou de fabricantes de autopeças que fornecem
certificados de conclusão dos cursos que promovem.
Pessoal
A oficina deverá contar com profissionais especializados
em algumas áreas de atuação dependendo do tipo
de serviços realizados.
O ASE - Instituto Nacional para Excelência do Serviço
Automotivo, reconhece e certifica profissionalmente as seguintes
especialidades
dentre os ofícios executados pelas oficinas mecânicas:
-Reparo de Motor
-Freio
-Suspensão/Direção
-Escapamento
-Sistema Elétrico/Eletrônico
-Funilaria
-Pintura
-Motor Diesel
-Freio de Veiculo Pesado
-Auto-peças
-Aquecimento e ar condicionado
Geralmente uma oficina conta com dois ou três especialistas
e um grupo de auxiliares além do proprietário que
exerce a função de
gerente.
Há oficinas que disponibilizam uma pessoa para fazer o atendimento
comercial aos clientes e que, geralmente, também auxilia
o
proprietário nas funções administrativas .
Equipamentos
Os maquinários e ferramentas básicas, necessárias
para a abertura de uma oficina mecânica, são:
-Elevacar: de 2 colunas;
-Aparelho de geometria: rampa portátil ou valas;
-Encolhedor de molas: tipo vertical, pneumático
-Encolhedor de molas manual;
Ferramentas especiais: Para a substituição de buchas,
sendo que para cada montadora (marca do veículo), existe
uma ferramenta
determinada.
Ferramentas genéricas:
Chave de roda, jogo de soquetes, 1 jogo completo de chave de boca,
1 jogo completo de chaves estrelas,
1 jogo completo de chave combinada,
chaves Alem.
Estes são os equipamentos básicos para a montagem
de uma oficina mecânica, no entanto, ressalta-se a necessidade
de diversas outras
ferramentas, de custos não menos significativos (chaves de
fenda, alicates de vários tamanhos, etc.), porém,
fundamentais para o bom
desempenho do serviço tais como:
- Armários para mecânicos
- Armários Expositores
- Armários Ferramenteiros
- Bancadas de trabalho equipadas com gavetas e tornos nº 5
- Bomba manual de lubrificação
- Caixotes para lixo
- Carro para distribuição - óleo caixa de velocidades
- Cavaletes / preguiças
- Conjunto de ferramenta em caixa de uso individual ( conjunto por
mecânico)
- Conjunto de ferramentas, de uso coletivo, inerente a cada uma
das especialidades
- Conjunto de machos e caçonetes ( Sistema -Métrico
e Inglês )
- Conjunto de manutenção de baterias
- Esmeriladora de bancada
- Estrados de trabalho
- Grua hidráulica rol. Articulada 500Kg
- Macaco móvel p/ ext. cx. Velocidades
- Mala para testes / ensaios de diagnóstico ao motor e sistemas
- Manômetro para aferição de pressões
de motor, combustível e arrefecimento.
- Máquina de alta pressão
- Máquina de furar de bancada
- Máquina de limpeza de pisos
- Pistola com manômetro de pressão
- Pistola pneumática, compressor de ar de 140Lbs
- Prensa de 25 Ton.
- Quadros / Painéis para ferramentas
- Recuperador de óleo com bomba transversal
- Tabuleiro para circuito de arrefecimento
- Tabuleiro para líquido de arrefecimento
- Aparelho para focar faróis
- Cabos para baterias (Jogo + - )
- Carregador de Baterias
- Controlador de circuitos elétricos
- Multímetro digital
- Busca pólos 12 V
- Alicate de rebitar
- Chave de impacto 3/8"
- Conjunto de brocas ( de 1 a 10 mm)
- Fresas (cônica - cilíndrica )
Ar condicionado
- Equipamento carga, teste de “Ar-condicionado”.
Controle e diagnóstico
- Aparelhos de Medição e Verificação
- Bomba manual de vácuo
- Conjuntos de equipamentos de ensaio e controle.
- Manômetro para medir compressão Gasolina
- Paquímetro 1/50
- Régua de mecânico 1/50 - 600mm
Soldadura e corte
- Máquina de soldar por resistência ( pontos )
- Equipamento Tig
- Equipamento Mig-Mag
- Equipamento de soldadura a arco por eléctrodos revestidos
- Equipamento de soldadura oxi-acetilénica e Oxi-corte
Equipamentos de proteção
- Conjuntos adequados à proteção individual
/ coletiva para a realização das operações
a efetuar nos diferentes espaços e
equipamentos.
Matéria Prima / Mercadoria
Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes
Automotivos - Sindipecas revelam que a maioria das oficinas possui
estoque de peças com itens de maior giro.
O setor de autopeças fechou 2005 com faturamento 6% acima
de 2004. No que diz respeito ao emprego, a indústria de autopeças
iniciou 2006 com 189,6 mil empregados e encerrou com 196,5 mil,
uma contratação de 6,9 mil pessoas, ou 3,6% do total,
demonstrando a força deste mercado e o potencial de lucro
para o empresário.
É possível a uma oficina estar ligada a uma bandeira,
seja a uma montadora, seja a empresa de autopeças, já
que para as montadoras e
os fabricantes de autopeças há interesse em parcerias.
Os fabricantes brasileiros de autopeças para reposição
começam a se preocupar com o crescente aumento das importações
de produtos chineses, que chegam ao país com preços
menores que os dos similares nacionais.
Recomenda-se manter um estoque baixo de peças, pois há
muitos fornecedores no mercado e a variação negativa
de preços é comum.
As semanas anteriores a feriados prolongados, como Natal e Carnaval,
são épocas de maior movimento e o empresário
deve estar preparado para isso.
Organização do processo produtivo
Atendimento ao cliente
a)Emissão de orçamento
b)Abertura da ordem de serviço.
c)Emissão da Nota Fiscal /Fatura de Serviços
Técnica Automotiva
Diagnóstico, solução, acompanhamento e avaliação
dos serviços
realizados.
Administração e Finanças
-Faturamento
-Controle de Caixa (incluindo controle de cheque pré-datado;
controle de conta bancária / extratos e saldos conciliados
com o banco)
-Controle de contas a receber e Cobrança.
-Compras de insumos e controle das contas a pagar a fornecedores.
-Relacionamento com o escritório de contabilidade
Gestão de Recursos Humanos
-Admissão, rescisão, treinamento, pagamento de funcionários.
Automação
No mercado existem diversos “pacotes” de gerenciamento
e automação de oficinas mecânicas.
Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor
deve avaliar o preço cobrado, incluindo a manutenção.
Adicionalmente, deve verificar a sua conformidade em relação
à legislação fiscal municipal e estadual, a
facilidade de suporte e
atualizações oferecida pelo fornecedor, verificando,
ainda, se o aplicativo possui funcionalidades tais como:
-Módulos de Gerenciamento de Ordens de Serviço
-Módulos Financeiros com Faturamento e Administração
de Materiais, Controle de Estoque e Suprimentos.
Para os empreendedores que irão comercializar autopeças,
uma atenção especial deve ser dada ao módulo
de gestão de estoque e
suprimentos, que deve possuir funcionalidades tais como controle
do estoque mínimo, giro etc.
Dicas de software
-Administrar -software para autopeças, oficina mecânica
e similares
-S.I.F. - Oficina Mecânica 1.20
-Automec - Sistema de Gerenciamento para Centros Automotivos 3.0
-SGA - Sistema de Gerenciamento Automotivo 3.0
Canais de distribuição
A formação de parcerias (apoio externo) é
uma tendência no setor.
É possível estar ligado a uma bandeira, seja de uma
montadora, seja de uma empresa de autopeças, já que
para as montadoras e importadoras de veículos é interessante
contar com oficinas aplicadas no ofício.
As montadoras e importadoras acabam repassando serviços
como revisão ou manutenção, que não
podem ser feitas nas próprias
concessionárias.
No caso das autopeças, cria-se um sistema parecido com o
de consignação, onde as peças são pagas
à medida em que forem sendo
utilizadas.
Investimentos
Exemplo de investimento para yma oficina mecânica:
Reformas e adaptação do Imóvel Preço
Unitário –R$5.000,00
Luminoso + Fachada Preço Unitário – R$2.000,00
Abertura da Empresa Preço Unitário – R$2.000,00
Marketing Inicial Preço Unitário – R$2.000,00
Micro-computador Preço Unitário – R$1.500,00
Impressora Preço Unitário – R$500,00
Fax Preço Unitário – R$500,00
Mesas e cadeiras Preço Unitário – R$ 1.500,00
Móveis e utensílios de escritório Preço
Unitário – R$1.200,00
Linhas telefônicas Preço Unitário – R$200,00
Maquinário Preço Unitário – R$ 25.000,00
Ferramentas Genéricas Preço Unitário –
R$13.000,00
Ferramentas Especiais Preço Unitário – R$ 15.000,00
Estoque Inicial de Autopeças Preço Unitário
– R$12.000,00
Total do investimento R$81.400,00
Capital de giro
Capital de giro é um montante de recursos financeiros que
a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo
de negócio.
O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função
de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios
onde a empresa atua.
O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente,
à ocorrência dos fatores a seguir:
-Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
-Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades
desse mercado;
-Baixo volume de vendas;
-Aumento dos índices de inadimplência;
-Altos níveis de estoques.
O empreendedor deverá ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
O empresário deve evitar a retirada de valores alem do pró-labore
estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa
nela
deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão
do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar
mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de
capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.
O Capital de Giro suficiente para sustentação da oficina
mecânica por um período adequado (não inclui
a compra do estoque inicial de
autopeças), ou seja, até que o negócio comece
a dar retorno financeiro é de aproximadamente R$ 10.000,00.
Custos
Os custos para uma abrir um empreendimento devem ser estimados
considerando os itens abaixo:
1. Salários, comissões e encargos;
2. Tributos, impostos, contribuições e taxas;
3. Aluguel, taxa de condomínio, segurança;
4. Água, Luz, Telefone e acesso a internet;
5. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;
6. Recursos para manutenções corretivas;
7. Assessoria contábil;
8. Propaganda e Publicidade da empresa;
9. Aquisição de matéria-prima e insumos;
10. Despesas com vendas;
11. Despesas com armazenamento e transporte;
Exemplo de custo mensal de uma oficina mecânica:
-Mão de Obra: R$ 3.000,00
-Depreciação de equipamentos: R$ 600,00
-Impostos: R$ 1.600,00
-Aluguéis, condomínios e IPTU: R$ 1.600,00
-Água, luz e telefone: R$ 1.000,00
-Contador: R$400,00
-Manutenção e conservação: R$ 100,00
-Marketing e publicidade: R$ 100,00
-Material de escritório: R$ 100,00
-Material de limpeza: R$ 200,00
-Outros: R$ 1.500,00
Total mensal: R$ 10.200,00
Obs.: os valores apresentados são indicativos e servem de
base para o empresário decidir se vale ou não a pena
aprofundar a análise de investimento.
Diversificação / Agregação de valor
Com a maior concorrência do setor, exige-se maior criatividade
do futuro empreendedor para identificação do seu nicho
de mercado
considerando-se além de seus conhecimentos e orçamento
de investimento.
Devem ser levadas em consideração, além de
seus conhecimentos e orçamento de investimento, as seguintes
questões:
-A possibilidade de trabalhar preferencialmente com determinados
marcas de automóveis, serviços (mecânica geral,
alinhamentos,
auto-pecas) nacionalidade (carros importados), ou público
(há oficinas para atendimento preferencial a mulheres).
-oferecer serviços extras, como a retirada e entrega do
veículo no local indicado pelo cliente ou, ainda, investir
na aquisição de
ferramental ou equipamentos para serviços de maior valor
agregado;
-manter parcerias (apoio externo) é uma tendência
no setor. É possível estar ligado a uma bandeira,
seja de uma montadora ou de
uma empresa de autopeças, já que para as montadoras
e importadoras de veículos é interessante contar com
oficinas aplicadas no ofício.
As montadoras e importadoras acabam repassando serviços
como revisão ou mesmo manutenção que não
pode ser feita nas próprias
concessionárias e, no caso das autopeças, cria-se
um sistema parecido com o de consignação, onde as
peças são pagas à medida que forem sendo utilizadas.
Divulgação
O primeiro passo para a estruturação de um bom plano
de divulgação de uma oficina mecânica diz respeito
a encontrar a resposta para
algumas perguntas:
-Quanto investir em divulgação?
-Para que fazer, o que vamos vender - divulgar a marca, produtos,
serviços?
-Em que momento?
-Que mídia usar?
-Quanto tempo veicular?
-Que mensagem/imagem queremos passar?
Podemos dizer que os clientes de uma oficina mecânica não
diferem dos clientes de outros ramos: como todos os clientes eles
querem
vantagens!
Freqüentarão sua oficina mecânica se obtiverem
maiores vantagens.
Mas o que são vantagens?
Geralmente, são pequenos detalhes:
• Bom atendimento, comodidade e conforto
• Preço - Uma política de preços competitiva
associada a um bom resultado na solução dos problemas
mecânicos dos clientes é uma
poderosa ferramenta de diferenciação de sua oficina
mecânica, principalmente em locais de concorrência acirrada
• Limpeza - percebida em detalhes
• Inovação - sua oficina mecânica é
atualizada (esta imagem tem de ser constante)
• Confiança e credibilidade - você passa a idéia
de que seus técnicos são capazes de efetuar um bom
diagnostico e solucionar os problemas dos automóveis de seus
clientes?
Uma das opções das oficinas mecânicas para
fazer com que sua marca seja reconhecida pelo mercado é a
busca de parcerias com os fornecedores, desenvolvimento de um plano
de mídia e premiações, além da criação
de campanhas e qualificação (através de certificações,
cursos e palestras) de seus funcionários.
Informações Fiscais e Tributárias
O empreendedor que deseja montar uma oficina mecânica deverá
verificar junto a seu contador o melhor regime tributário
a ser
escolhido, dado às características de sua empresa.
Vale ressaltar que a atividade pode ser incluída no Sistema
Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições
das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples.
Para abertura do empreendimento é necessário tomar
providências para a tais como:
-Registro da empresa na Junta Comercial
-Inscrição na Receita Federal para obtenção
do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica -CNPJ (www.receita.fazenda.gov.br)
-Se for contribuinte do ICMS (venda de autopeças), registrar
a empresa na Secretaria da Fazenda do Estado
-Inscrição da empresa na Prefeitura Municipal para
obtenção do Cadastro de Contribuinte do ISS
-Registro na Previdência Social para inscrição
da empresa no INSS (www.mpas.gov.br)
O novo empresário deve procurar a prefeitura do município
onde pretende montar seu empreendimento para obter informações
quanto
às instalações físicas da empresa (com
relação a localização) e também
o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos
e serviços às exigências do Código de
Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
Glossário
ABS - Sigla em inglês (Anti-lock Breaking System) que pode
ser traduzida como sistema de freios antitravamento. Trata-se de
um item
de segurança, que evita o travamento das rodas em freadas
bruscas para manter o carro controlável.
AEROFÓLIO - Peça instalada na parte traseira da carroceria
que aproveita a força do ar para pressionar o carro contra
o solo,
tornando-o mais estável em alta velocidade. É projetado
por computador, com base nas informações conseguidas
a partir de testes
em túnel de vento. Geralmente é encontrado em modelos
esportivos, que atingem alta velocidade, condição
essencial para funcionar com eficiência.
AIRBAG - Bolsa inflável que protege os ocupantes em caso
de acidente. Dependendo do modelo em questão, os air bags
podem ser
instalados no painel, na parte superior das janelas e nas laterais
dos bancos dianteiros. No caso de uma colisão, sensores informam
uma
central eletrônica que envia a ordem de disparo, feito em
frações de segundo.
ASR - Sistema de controle de tração automático
que impede que as rodas motrizes patinem em pisos com baixa aderência.
A central ASR detecta se a roda está patinando, calculando
a diferença de giro entre as rodas dianteiras e traseiras.
Caso isso ocorra o torque é reduzido momentaneamente até
se restabelecer a aderência.
BALANCIM - Componente interno do motor que comanda as válvulas,
feito geralmente de aço forjado, mas há exemplos de
modelos mais leves, de liga de alumínio.
BARRA DE TORÇÃO - Espécie de mola usada na
suspensão com uma extremidade fixada no chassi e outra presa
ao braço de
sustentação da roda, o que gera torção.
Como tem flexão limitada, a barra tende a voltar à
posição original depois de retorcida.
BATIDA DE PINO - Termo que indica um ruído metálico
irregular provocado por uma explosão na câmara de combustão
depois de
disparada a centelha da vela, elevando subitamente a pressão
e a temperatura na câmara de conbustão. Na maioria
das vezes, esse efeito acontece em baixa rotação e
com o acelerador acionado a fundo.
BLOCO DO MOTOR - É a estrutura de suporte o motor, na qual
ficam os cilindros e os suportes do virabrequim. Pode ser feito
de ferro fundido, ou de liga de alumínio e apresenta uma
série de ranhuras de reforço nos pontos mais críticos.
Na parte superior, é fechado pelo cabeçote e, por
baixo, pelo reservatório de óleo (cárter).
BLOQUEIO DO DIFERENCIAL - Peça do sistema de transmissão
usado nos modelos com tração integral para evitar
que uma as rodas tracionadas patine em condições de
baixa aderência enquanto a outra fica parada. Torna os eixos
motrizes unidos, transmitindo força para a roda que tiver
melhor condição de aderência.
BRAÇOS OSCILANTES - Componente usado nas suspensões
independentes com uma extremidade unida ao chassi e a outra à
manga de eixo. Podem ser transversais ou longitudinais e variar
em número de acordo com o tipo de suspensão. Geralmente,
são feitos de aço, mas em modelos sofisticados são
de liga-leve.
CABEÇOTE - Peça que fecha a parte superior do cilindro
e no qual, nos motores de quatro tempos, estão alojados as
válvulas, os
balancins, as câmaras de combustão, os dutos que refrigeram
o motor, os comandos de válvulas e os coletores de admissão
e de escape.
CÂMARA DE COMBUSTÃO - É o espaço formado
pela parte interna do cabeçote, pelas paredes dos cilindros
e pela superfície do
pistão quando ele se encontra no ponto mais alto (ponto morto
superior). Quando tem o formato de semi-esfera, é chamada
de
hemisférica e favorece a queima da mistura ar-combustível
por permitir que a vela seja instalada no centro do cabeçote.
CARDÃ - Tem a função de ligar a saída
do câmbio à caixa do diferencial nos modelos com tração
traseira e motor dianteiro. Em
geral é formado por um eixo tubular com juntas instaladas
em uma ou ambas as extremidades.
CÁRTER - Reservatório em forma de bandeja onde é
armazenado o óleo do motor, enviado sob pressão a
vários componentes móveis por meio de uma bomba. Os
modelos feitos de alumínio exalam melhor o calor, o que contribui
para manter a viscosidade ideal do lubrificante e torna o motor
mais leve.
CATALISADOR - Também chamado de conversor catalítico,
é instalado no sistema de escapamento para transformar os
gases tóxicos e poluentes em vapor d´água ,
gás carbônico e nitrogênio.
CFM - Sigla de "Cubic Feet Minute", ou pés cúbicos
por minuto, unidade que mede a capacidade de vazão dos carburadores.
CILINDRADA - Unidade de medida do volume aspirado por cada pistão
multiplicado pelo número de cilindros. É geralmente
divulgada em centímetros cúbicos (cm³) ou em
litros (l).
COEFICIENTE DE RESISTÊNCIA AERODINÂMICA - Mede a eficiência
da carroceria ao atravessar o ar. Divide-se a força que o
ar exerce na carroceria pela mesma força uma placa 1m²
de área. A partir dessa divisão, chega-se ao Cx. Quanto
menor ele for, melhor será a aerodinâmica
COMANDO DE VÁLVULAS - Componente que controla o movimento
das válvulas do motor. Geralmente é feito de aço
sinterizado (mais resistente que o convencional), para suportar
o atrito com os componentes de acionamento das válvulas.
COMANDO VARIÁVEL - Eixo comando de válvulas com variador
de fase, que permite modificar o diagrama de abertura de fechamento
das válvulas. Esse recurso torna possível obter, além
de uma potência específica elevada, respostas ágeis
ao comando do acelerador desde as primeiras marcações
do contagiros.
COMPRESSOR VOLUMÉTRICO - Dispositivo que fornece ar, ou
mistura carburada, ao motor a uma pressão superior à
atmosférica. São acionados por correia e não
pelos gases de escape como as turbinas convencionais, característica
que se torna uma vantagem por assegurar pressão de sobrealimentação
também em baixos regimes de rotação.
CONVERSOR DE TORQUE - Peça que liga o motor ao câmbio
automático. Na prática, ele substitui a embreagem
convencional e
permite adotar câmbios com um número menor de marchas
do que as que seriam necessárias num câmbio manual.
Isso porque ele tem a capacidade de aumentar o torque produzido
pelo motor. A ligação ao motor é feita por
meio de fluido especial.
CUBO DA RODA - É a parte central da roda, onde costumam
ficar os rolamentos e os elementos de fixação. Normalmente
é reforçado com ranhuras ou paredes espessas.
CVT - Sigla que identifica os câmbios automáticos
com relações de marca continuamente variáveis.
Caracteriza-se pela presença de polias expansíveis,
ligadas por uma correia especial, que assumem diâmentro diferente
dependendo do regime do motor. O controle desse tipo de transmissão
é feito por uma central eletrônica que leva em conta
dados como a velocidade do carro e o regime de rotação
do motor.
DIFERENCIAL - Quando o carro entre numa curva, suas rodas internas
percorrem uma distância menor do que as externas. Por isso,
é preciso usar um dispositivo no sistema de transmissão
que seja capaz de permitir que as duas rodas se movimentem com velocidades
diferentes. Esse dispositivo é o diferencial.
EFEITO-SOLO - Força aerodinâmica dirigida para baixo
que pode alcançar valores consideráveis em altas velocidades.
É conseguida de acordo com o emprego de apêndices aerodinâmicos,
como aerofólios e espóilers.
ESP - Sigla de Eletronic Stability Program. Trata-se de um sistema
que avalia o ângulo de derrapagem e impede que o carro saia
da
trajetória, cortando a potência do motor e freando
as rodas com ajuda do sistema antitravamento (ABS).
FEIXE DE MOLAS - Tipo de mola formada por feixes formados por várias
lâminas de aço curvas, sobrepostas e de comprimentos
diferentes. No caso das molas de perfil parabólico, os feixes
são compostos por apenas duas lâminas em contato entre
si apenas na
parte central.
INJEÇÃO DIRETA - É o sistema de alimentação
no qual o combustível é injetado por um ou mais jatos
precisamente orientados
para o interior dos cilindros, ou na câmara de combustão.
Nesse tipo de injeção, a pressão é maior
que a usada nos sistema de injeção
indireta.
INJEÇÃO INDIRETA - Sistema de injeção
que introduz o combustível sob forma de jato pulverizado
no coletor de admissão, ou
na câmara auxiliar (no caso dos motores diesel).
INTERCOOLER - Espécie de radiador do turbo, usado para baixar
a temperatura do ar enviado aos cilindros. Dessa forma, o ar
comprimido que entra na câmara de combustão é
mais denso, o que aumenta o rendimento do motor e diminui o desgaste
das válvulas,
pistões e paredes dos cilindros.
MANÔMETRO - Instrumento de medição de pressão.
Os mais comuns são os que indicam a pressão de óleo.
Em alguns modelos
com motor turbinado a instrumentação pode incluir
um manômetro da pressão do turbocompressor.
MCPHERSON - São as suspensões com rodas independentes
nas quais o eixo de cada roda é fixado diretamente ao conjunto
formado pela mola e pelo amortecedor. Esse tipo de suspensão
é empregado principalmente no eixo dianteiro.
MISTURA AR-COMBUSTÍVEL - Termo técnico que indica
a proporção de ar e combustível enviada a cada
cilindro.
MONOBLOCO - É a carroceria dos modelos cuja estrutura é
formada por um único bloco, onde os componentes da parte
mecânica e da suspensão são montados.
MULTILINK - Termo usado para indicar o sistema de suspensão
de braços múltiplos.
MULTIPLEX - Sistema elétrico controlado por um módulo
central interligado aos demais módulos eletrônicos
do veículo. Por isso, os
sistemas de travamento elétrico, alarme, iluminação
e até de controle do limpador de pára-brisa funcionam
interligados. Esse intercâmbio de informações
torna possível, por exemplo, o destravamento das portas e
o acionamento da luz interna ao retirar a chave do contato.
NÍVEL DE ADITIVAÇÃO - Indicado como uma das
especificações dos óleos lubrificantes com
a sigla API seguida da letra S e de outra que varia conforme a quantidade
de aditivos e agentes dispersantes e antioxidantes. Quanto mais
próxima essa outra letra estiver do final do alfabeto, mais
moderno e aditivado será o lubrificante. Ex: SH é
mais aditivado que SG.
OCTANAGEM - Indica o poder antidetonante do combustível.
Quanto mais alta a octanagem, maior a capacidade do combustível
ser
comprimido na câmara de combustão sem causar detonação.
PINÇA DE FREIO - Componente que inclui os pequenos pistões
e as pastilhas. Uma vez acionado pelo circuito hidráulico,
permite frear a rotação do disco, que é comprimido
pelos pistões ligados às pastilhas.
RELAÇÃO DE MARCHA - Indica quantas voltas do motor
são transmitidas ao diferencial. As marchas mais baixas têm
relações de
marchas mais curtas, por receberem uma quantidade maior de voltas
do motor, o que é necessário para transmitir mais
tração ao solo. Com o carro já "embalado",
as marchas mais altas recebem menos voltas do motor para manter
a velocidade com economia de combustível.
RELAÇÃO PESO/POTÊNCIA - Parâmetro que
indica quanto peso cada cavalo-vapor de potência do motor
carrega. Quanto menos peso cada "cv" do motor levar, mais
ágil será o carro.
RELÊ - Interruptor que controla o fluxo de corrente elétrica
no circuito dos sistemas eletrônicos e de ignição.
ROLAMENTO - Peça interposta entre a roda e o respectivo
eixo. Se lubrificada adequadamente, trabalha por longos períodos
com atrito e desgaste insignificantes, mesmo sob pressão
e alta velocidade.
SENSOR CREPUSCULAR - Sistema que aciona os faróis de acordo
com a luminosidade
SENSOR DE DETONAÇÃO - Sensor fixado no bloco que
avisa a central de controle da injeção a iminência
da detonação. Com esse
aviso, a curva de avanço da ignição é
atrasado ou adiantado.
SERVOFREIO - Dispositivo que age sobre o cilindro mestre do sistema
de freio quando o pedal é acionado, multiplicando a força
pelo
motorista. Esse aumento da força varia de 1,9 a 4 vezes,
dependendo do modelo.
SINCRONIZADOR - Componente que facilita o engate das marchas, mesmo
quando existe uma diferença grande entre a velocidade de
rotação do eixo e da engrenagem.
SOBREALIMENTAÇÃO - Recurso que aumenta a potência
do motor sem aumento da cilindrada e sem usar regimes de rotação
muito altos. A sobrealimentação pode ser feita por
turbina ou compressor volumétrico, que enviam ar com pressão
superior à atmosférica aos cilindros. Como conseqüência,
em todas as fases úteis do motor, é liberada uma quantidade
maior de calor, o que garante melhor rendimento energético.
Isso significa aumento de potência e torque.
TAXA DE COMPRESSÃO - Indica quantas vezes a mistura ar/combustível
(aspirada para o cilindro) precisa ser comprimida para
ocupar o volume da câmara de combustão. Quanto maior
a taxa de compressão melhor o rendimento térmico do
motor. Mas existe um
limite para estabelecer a taxa de compressão, que precisa
estar de acordo com a octanagem do combustível. Apenas combustíveis
com
alta octanagem podem funcionar em motores de alta taxa de compressão.
TORQUE - É o produto da for?a em que o pistão é
empurrado para baixo pela metade da distância que percorre
dentro do cilindro. Mede a facilidade do motor ganhar rotação.
Quanto maior o torque enviado às rodas, maior a força
de tração que os pneus transmitem ao solo. Geralmente
é expresso em kgfm (quilogrâmetros).
TRAÇÃO INTEGRAL - O mesmo que tração
4x4, ou seja, aquela que distribui a tração entre
as quatro rodas do carro. Fala-se de tração integral
permanente ou manual. No primeiro caso, está sempre ligada
ao motor por meio dos componentes de transmissão. No outro,
um dos eixos pode transmitir tração controlado por
sistema de comando acionado pelo motorista.
TRAMBULADOR - Trata-se do mecanismo que comanda a mudança
das marchas pelo acionamento das engrenagens.
TUCHO - Elemento do sistema de acionamento das válvulas
dotado de movimento retilíneo alternativo (sobe e desce).
No caso dos tuchos hidráulicos, há um dispositivo
telescópico alimentado pelo óleo do motor que absorve
ruído e elimina a necessidade de regular as
válvulas.
VELA - Componente responsável pela ignição
da mistura ar-combustível no interior do cilindro, fixado
ao cabeçote.
VIRABREQUIM - Peça rotatória dotada de uma série
de manivelas por meio das quais o movimento das bielas é
transmitido ao motor.
VISCOSIDADE - Resistência de um líquido ao escoamento.
Nos óleos, a viscosidade é indicada pela norma SAE,
segundo a qual o
número colocado antes da letra W (de winter, inverno em inglês)
corresponde ao código da temperatura mínima que o
óleo é capaz de
suportar sem perder suas propriedades lubrificantes, e o número
que vem em seguida está relacionado à temperatura
máxima em que pode ser usado.
ZF - Fabricante alemão de sistemas de transmissão
e direção. É fornecedor de marcas renomadas,
como Mercedes- Benz, Jaguar e
Porsche
Dicas do Negócio
Os tempos mudaram e as oficinas também.-da apresentação
à formação dos profissionais tudo é
diferente.
O carro mudou muito.A quantidade de inovações agregadas
é enorme e cresce na medida em que se tornam mais populares.
A evolução tecnológica e a chegada de carros
importados forçaram o automóvel brasileiro a evoluir
.
Atualmente, não basta conhecer os defeitos do carro. Se
antes era menos importante saber o que e como funciona, hoje isso
é vital.
Até os acessórios mudaram. Antigamente algumas chaves
bastavam, mas agora há computadores, câmaras, equipamentos
de testes de
injeção e avaliações específicas,
muitos ligados ao microcomputador.
As ferramentas de hoje não se resumem à chave de
fenda e alicate. Já chegaram os microcomputadores desenvolvidos
especialmente para utilização automotiva, requerendo
uma formação profissional cada vez mais complexa.
Um aspecto bastante importante e valorizado pelos clientes é
a disponibilidade de horário.
Quem trabalha de segunda a sexta-feira costuma deixar as questões
relativas aos seus carros para serem resolvidas aos sábados.
E
problema com carro é algo que normalmente a gente quer solucionar
rápido.
Logo, não abrir a oficina neste dia faz com que seus clientes
atuais ou aqueles em potencial busquem outras opções
em oficinas
concorrentes. Assim, mesmo que a qualidade do seu serviço
seja boa, o que é condição necessária
para o progresso do seu negócio, a
conveniência tão procurada pode fazer com que as pessoas
mudem de fornecedor. Independentemente da dúvida sobre abrir
ou não aos sábados, é sempre adequado pensar
em se diferenciar dos concorrentes. Serviços como, por exemplo,
buscar e levar o carro dos clientes, manter um cadastro com os últimos
serviços realizados, ter o ambiente limpo e organizado, são
diferenciais relevantes no seu ramo.
Em resumo: para prosperar é preciso manter-se atento às
expectativas e necessidades dos clientes. Mas isso também
não quer dizer que você tenha que desprezar suas crenças.
Características específicas do empreendedor
O ideal é que o empresário do setor de oficinas mecânicas
tenha formação técnica na área e conheça
mecânica de motores, sendo capaz de aplicar normas técnicas
e especificações de catálogos técnicos,
manuais e tabelas em processos de fabricação e manutenção
veícular;
Além disso, considerando-se a evolução que
os equipamentos de aferição e calibragem têm
sofrido nos últimos anos é importante o
conhecimento básico de informática e que o empresário
do ramo saiba buscar, utilizar e controlar esses recursos.
Ele deve ser capaz, também, de aplicar normas técnicas
de qualidade, saúde e segurança no trabalho e técnicas
de controle de qualidade e preservação do meio ambiente;
Dada à diversidade de serviços possíveis de
serem oferecidos e a acirrada concorrência, é importante
que o empresário tenha a
capacidade de descobrir nichos; de ter perseverança e tenacidade
para vencer obstáculos e diferenciar-se.
Bibliografia Complementar
Revistas
O Mecânico - Publicação com 20 anos de circulação
editada pela GG Editora de Publicações Técnicas
Ltda.
Oficinas aceleram. Pequenas Empresas, Grandes Negócios. Destaques.
mar.1998. p. 8.
Vistoria anima mecânicas. Marcos de Oliveira. Pequenas Empresas
Grandes Negócios. abr. 1998. nº 111. p. 39 a 42.
Oficina mecânica. O Estado de São Paulo. Painel de
Negócios. 23.dez.1997. p. 2.
Renovação é a arma do negócio. O Estado
de São Paulo. Outros Negócios. 20.jan.1998. p. 8.
Parceria com fornecedor é tendência. O Estado de São
Paulo. Outros Negócios. 20.jan.1998. p. 9.