Idéias
de Novos Negócios - Loja Virtual
Apresentação do Negócio
O conceito de loja virtual pode ser definido, de forma simplificada,
como um site na Internet com um software de gerenciamento de
pedidos, onde as empresas expõem e vendem seus produtos.
Os clientes acessam o site de qualquer lugar, escolhem os produtos
para
aquisição, pagam através do sistema de pagamento
que a loja virtual oferece e recebem estes produtos no local designado
no ato da compra.
A criação de uma loja virtual é um processo
relativamente simples e pode ser realizado pelo próprio empresário,
desde que este possua
conhecimentos de informática. Empresas especializadas oferecem
roteiros em seus sites que permitem a implantação
e utilização dos
softwares, com baixo nível de complexidade. No entanto, o
mais comum é que o empresário contrate técnicos
que assumam o encargo
de preparar todo o processo e colocar a página no ar, munida
de todos os recursos necessários.
Deve-se tomar o máximo de cuidado para que o serviço
de hosting da loja virtual tenha alta disponibilidade e segurança,
para que o sistema permaneça estável e a possibilidade
de ataque ao portal seja dificultado ao máximo. A infra-estrutura
de hosting oferece também o recurso de back up para que as
informações estejam sempre disponíveis e à
salvo de ataques.
Na maioria dos casos, em se tratando de lojas virtuais de pequeno
e médio porte, esses serviços fazem parte do pacote
terceirizado e ficam a cargo do provedor de acesso contratado.
Os meios de pagamentos de uma loja virtual são os mesmos
disponíveis para as lojas físicas, conforme descrito
abaixo:
Boleto Bancário: Integrado com os bancos conveniados permite
o pagamento e a liberação do pedido mediante a comprovação
da
liquidação;
Transferência eletrônica: Interação em
ambiente seguro com bancos credenciados;
Financiamento: Liberação online de acordo com condições
de financiamento negociadas junto a financeiras;
Cartões de crédito: Representam a forma mais comum
de pagamento, realizado através de integração
entre a loja virtual e as
administradoras, o que permite a efetivação da operação
com o cartão e liberação imediata da compra.
As operações com cartão de crédito
permitem parcelamento e essas condições podem ser
negociadas entre a loja e as administradoras de cartões.
Mercado
A empresa de análises Júpiter Research sustenta que
até 2010 o mercado virtual estará em franco desenvolvimento
e a partir daí
começará a atingir sua maturidade. Quem ainda não
compra pela internet estará comprando em curto prazo.
Segundo a e-bit, empresa de pesquisa e marketing online, no ano
de 2006 o faturamento do setor de comércio eletrônico
foi de 4,4 bilhões de reais, o que representa um crescimento
de 76%. O número foi 100 milhões de reais acima do
esperado para o período
pela companhia em relação a 2005, já que a
previsão era de 4,3 bilhões de reais, 72% acima dos
2,5 bilhões de 2005. Apesar de o montante ser alto, a empresa
afirma que não estão inclusas nos números as
vendas de passagens aéreas, automóveis e leilão
virtual.
Para 2007, a previsão é de que o setor de comércio
eletrônico cresça 45%, atingindo a marca de 6,4 bilhões
de reais de faturamento de bens de consumo. Este crescimento deverá
ocorrer baseado ainda na entrada de novos adeptos às compras
virtuais e no aumento da
freqüência de compra no canal.
Localização
A loja virtual estará disponível na grande rede de
computadores, em qualquer parte do mundo, bastando para isso, ter
acesso a um
computador conectado à internet.
Como uma loja virtual precisa ser registrada e regularizada em
todos os órgãos, da mesma forma que uma loja comum,
a instalação dos
equipamentos deverá ocorrer no endereço onde for alocada
a empresa.As atualizações e alterações
poderão ser providenciadas de
qualquer lugar que ofereça acesso.
Exigências legais específicas
Com relação ao registro e legalização
da empresa, os trâmites são idênticos:
-Registrar na Junta Comercial;
-Registrar na Secretária da Fazenda;
-Registrar na Prefeitura do Município;
-Providenciar o cadastro de Conectividade Social junto à
Caixa Econômica Federal;
-Requerer Alvará de Funcionamento;
-Providenciar adesão ao Sindicato Patronal.
Procurar o PROCON local para adequar-se às exigências
do Código de Defesa do Consumidor (Lei Nº. 8.078 DE
11.09.1990). A maioria das questões e impasses gerados na
modalidade de comércio eletrônico serão analisados
e julgados com base no Código de Defesa do Consumidor.
A ausência de leis específicas para o comércio
eletrônico remete as questões dessa área ao
Código Comercial, o qual não apresenta
atualização aos modelos do comércio praticado
pela internet. Não só o Brasil, mas todas as economias
mundiais carecem de soluções para essa nova onda gerada
pelo e-commerce. As questões tributárias e fiscais,
seguem igualmente, a legislação aplicável ao
comércio
tradicional.
Estrutura
Uma loja virtual compreende as dimensões da estrutura física
e estrutura lógica.
Estrutura Física
Compreende as instalações, os equipamentos, móveis
e demais recursos necessários.
Após a decisão do empreendedor sobre a modalidade
de loja que irá compor, poderá ser definido o espaço
necessário para a instalação do negócio.
O espaço deverá ser dimensionado levando-se em consideração
o que segue:
-O empreendedor dedicar-se-á apenas ao comércio
eletrônico e não manterá estoque;
-O empreendedor manterá estoque de produtos;
-O empreendedor já possui comércio convencional e
vai agregar comércio eletrônico;
-O empreendedor terá fornecedores que entregarão diretamente
os produtos comercializados;
-Outros casos específicos.
No caso de montagem somente de um escritório é recomendada
uma área de 30m², destinada a acomodar os equipamentos
e os móveis necessários ao funcionamento da estrutura
física da loja virtual. Para cada caso em particular, deverá
ser desenhada uma estrutura.
Estrutura Lógica
Tendo em vista que a loja será virtual, grande parte da
estrutura será puramente lógica. Será considerada
como estrutura lógica, o conjunto de serviços e softwares
dos quais a empresa deverá dispor para gerenciar a loja e
disponibilizá-la aos clientes, desde canais de comunicação
banda larga, até a loja propriamente dita, que nada mais
é do que um site auto-gerenciável.
O primeiro serviço que deve ser adquirido é a internet
banda larga, disponibilizado pela grande maioria das empresas de
telefonia.
Existem vários tipos de serviços desse gênero
com inúmeras características técnicas diferenciadas,
entretanto, especial atenção deve
ser dada à questão da velocidade de transferência
de dados, pois influenciará diretamente na velocidade de
reposta. Esta não deve ser
menor que 300 Kbps.
Ainda é preciso ter um provedor de acesso para estar realmente
conectado a internet. Grande parte das empresas de telefonia também
oferece esse serviço, mas pode-se optar por qualquer outra
empresa no mercado, caso as condições sejam mais satisfatórias.
Com o acesso à internet disponível é necessário
um domínio registrado, por exemplo, www.suaempresa.com.br.
Como a maioria das empresas de hospedagem de sites poupam o cliente
deste trabalho registrando o domínio, essa parte não
será tratada. Para maiores
informações acesse o site www. registro.br.
Será preciso então contratar um serviço de
hospedagem. Existem empresas que possuem servidores exclusivamente
para hospedar
arquivos dos sites de seus clientes, tornando-os disponíveis
para acesso via internet 24h por dia, 7 dias por semana. A maioria
dessas
empresas costuma prestar também serviços como: registrar
seu domínio, disponibilizar contas de e-mail referentes a
cada domínio,
estatísticas de acesso ao seu site, entre outros. Estar atento
a esses serviços “adicionais” para estabelecer
uma boa relação custo benefício é uma
parte importante, já que existem inúmeras empresas
desse ramo no mercado apresentando grande variação
de preço.
O ponto crucial na montagem da estrutura lógica é
o próprio site, em outras palavras, a loja virtual. Pode-se
optar por contratar uma equipe para desenvolver o site, entretanto,
esse custo será um tanto elevado.
Pensando nisso e no crescente mercado virtual, grande parte das
empresas de hospedagem e/ou desenvolvimento de software já
possui
lojas virtuais prontas. Basta escolher aquela que disponha das funcionalidades
desejáveis para a administração.
À primeira vista esta escolha pode parecer fácil,
no entanto, uma escolha precipitada nesse momento pode acarretar
problemas que só
serão percebidos com o uso diário. Existem sistemas
que possuem inúmeras funcionalidades, muitas das quais não
serão efetivamente usadas. Por outro lado, talvez deixem
de apresentar outras que seriam cruciais para a administração
da loja virtual.
Funcionalidades indispensáveis a qualquer loja virtual:
-Carrinho de compras;
-Cálculo automático de despesas de envio;
-Pagamento via boleto bancário e por cartão de crédito
das principais bandeiras;
-Newsletter – Mala direta (informativo) para clientes e visitantes
cadastrados;
-Possibilidade para o cliente ou visitante indicar o site ou produto
a um ou mais amigos;
-Serviço de ajuda ao usuário com fácil localização;
-Controle de status dos pedidos;
-Estatísticas de acesso;
-Controle de estoque;
-Organização do Catálogo de Produtos;
-Manutenção do cadastro de usuários;
-Relatórios do histórico completo de vendas com possibilidade
de filtragem
Pessoal
A definição do perfil e da quantidade de pessoas
envolvidas em uma loja virtual dependerá da decisão
do tipo de loja a ser implantada. Para todos os casos será
necessário contar com pessoas para a operação
dos equipamentos e sistemas que mantém a loja virtual em
operação na rede de computadores, porém, esse
número é bastante reduzido, podendo-se estimar que
01 pessoa é suficiente para operar um negócio de pequeno
a médio porte. As demais operações e o quantitativo
de pessoas dependem exclusivamente das decisões estratégicas
que o empreendedor irá tomar. A seguir serão apresentadas
algumas considerações que pretendem auxiliar essa
decisão:
1 – A loja manterá estoque para remessa aos clientes
Nesse caso será necessário manter pessoal de apoio
para providenciar
compras, recepção, armazenamento, expedição
e controle de estoques, além do pessoal encarregado dos registros
contábeis, financeiros e administrativos em geral.
2 – A loja manterá parceria com distribuidores que
providenciarão a remessa aos clientes Nessa situação,
a loja virtual encarregar-se-á apenas do processo de venda
e das escriturações das operações realizadas,
sem envolver-se com a movimentação de produtos. Ela
repassará as vendas aos distribuidores que cuidarão
da remessa aos seus clientes. A loja receberá apenas as faturas
dos produtos que os distribuidores encaminharam diretamente aos
consumidores. Essa modalidade envolve as atividades de registros
contábeis, financeiros e administrativos em geral.
3 – A loja virtual funcionará em anexo a uma loja
física já existente Nesse caso a loja virtual funcionará
como um recurso adicional ao
processo mercadológico da loja existente.
Esse tipo de negócio oferece condições para
um alto nível de criatividade e inovação. Parcerias
variadas podem ocorrer, bem como o compartilhamento de serviços
e responsabilidades. Somente após o desenho operacional do
negócio é que será possível a definição
do
pessoal necessário.
Equipamentos
Listagem de equipamentos necessários para estruturação
básica de uma loja virtual que não conta com estoque
próprio:
-02 microcomputadores
-02 impressoras
-02 linhas telefônicas – 01 com canal ADSL
-01 modem
Sugestão de configuração do microcomputador
-Placa Mãe: 4GB de Memória e ativa Duochannel
-Processador: Duo Core 4MB
-Memória RAM: 2GB
-Disco Rígido: 250GB
-Gravador de DVD: Sim LG H55N
-Fonte de Energia: 500W reais
-Placa de Video: 512MB
-Placa de som
-Mouse ótico
-TecladoMonitor LCD de 17"
-Gravador DE CD e DVD
-Caixas de som
-2 saídas USB
Matéria Prima / Mercadoria
As mercadorias para uma loja virtual são variadas. Vendem-se
todos os tipos de produtos pela internet, atualmente. Os negócios
virtuais são versáteis e permitem ajustes e adaptações
com grande velocidade. É necessário ter em mente que
há por trás uma empresa, com objetivos e finalidades
específicas, e que as variações de ramo requerem
ajustes e alterações de contrato social, conforme
estabelece a lei.
Organização do processo produtivo
Uma loja virtual desafia os conceitos clássicos e os padrões
de comércio, pela variabilidade de procedimentos que podem
ocorrer,
mas mesmo assim, pode-se estabelecer um conjunto de passos que vão
desde a oferta dos produtos até a recepção
pelo cliente:
1. Exposição dos produtos da loja virtual em um site
na internet;
2. Acesso dos clientes potenciais motivados por propaganda eletrônica;
3. Escolha dos produtos e decisão de compra - inclui os diversos
meios de pagamento;
4. Notificação eletrônica das vendas efetuadas;
5. Logística de entrega eficaz – com rapidez e segurança;
6. Acompanhamento dos níveis de satisfação
dos clientes
Todas as etapas do processo são indispensáveis,
porém, muitas tentativas de comércio eletrônico
fracassam por deficiência de
logística. O cliente efetua a compra, realiza o pagamento
e fica esperando a mercadoria por longos períodos. Isso ocorre
por várias
razões, mas uma das mais comuns é a dependência
de produtos de fornecedores ou distribuidores, os quais não
apresentam compromisso com o cliente, ou são ineficazes na
entrega.
O comércio eletrônico requer a atuação
conjunta de fornecedores de serviços na área da tecnologia
da informação – softwares, sistemas de acesso,
sistemas de busca e outros, além de fornecedores de produtos
e/ou distribuidores terceirizados, serviço de entrega rápida,
transportadores convencionais, assistência técnica
autorizada e muito mais. Parcerias bem sucedidas são construídas
com base na confiança, no compromisso mútuo e no respeito
ao cliente.
Automação
Uma loja virtual é pura automação. Os softwares
utilizados garantem a realização do processo de compra
pelos clientes, sem a necessidade de intervenção e
informam ao empresário as vendas realizadas e os meios de
pagamentos utilizados. A partir daí os demais processos passam
a requerer maior intervenção das pessoas, providenciando
o despacho das mercadorias, controlando o recebimento pelos clientes,
monitorando os níveis de satisfação e realizando
todas as demais atividades que uma empresa demanda. Para lojas que
mantenham estoques, todos os demais procedimentos também
poderão contar com níveis variados de utilização
dos benefícios da automação.
Canais de distribuição
Os produtos são comercializados através da loja virtual,
na internet e a estratégia da logística global deverá
ser estabelecida de
acordo com as características dos produtos vendidos. Se o
empreendedor produz os produtos, terá que agregar aos processos
já
existentes a sistemática de entrega aos clientes da loja
virtual. Se ele vai comercializar produtos de terceiros, entra aí,
a necessidade de
montar a estratégia conjunta com os seus fornecedores, visando
a redução de custos e tempo de entrega, racionalizando
o transporte e
simplificando os procedimentos de distribuição.
Investimentos
Investimento compreende todo o capital empregado para iniciar e
viabilizar o negócio até o momento de sua auto-sustentação.
Pode ser
caracterizado como:
Investimento fixo – compreende o capital empregado na compra
de imóveis, máquinas, equipamentos, móveis,
utensílios, instalações,
reformas, veículos, taxas de franquias, (se for o caso),
etc.
Investimentos pré-operacionais – são todos
os gastos ou despesas realizadas com projetos, pesquisas de mercado,
registro da empresa, honorários profissionais e outros.
Capital de giro – É o capital necessário para
suportar todos os gastos e despesas iniciais, geradas pela atividade
produtiva da empresa.
Destina-se a viabilizar as compras iniciais, pagamento de salários
nos primeiros meses de funcionamento, impostos, taxas, honorários
de
contador, despesas com vendas, financiamento de vendas a prazo,
giro de estoques e outras.
Para colocar em operação uma loja virtual com baixo
nível de sofisticação, pode-se prever a necessidade
de capital para os ítens a
seguir:
-02 computadores completos, 02 impressoras, 02 linhas telefônicas,
canal ADSL, modem;
-Móveis de escritório para 02 estações
de trabalho;
-Despesas de registro da empresa, honorários de contador,
taxas diversas;
-Despesas com material de escritório;
-Taxas e outras despesas envolvidas nos acordos, parcerias e recursos
acessórios;
-Capital de giro para suportar o negócio nos primeiros meses.
A previsão acima não considera a aquisição
de produtos e estoque próprio. Cada empreendedor apresentará
uma condição específica, e sendo assim, cada
caso deverá ser tratado de acordo com as particularidades
de cada um. Também não foi considerado gasto com
adaptação de imóvel, uma vez que a necessidade
de instalação requer uma sala pequena e sem sofisticações.
Capital de giro
Capital de giro é um montante de recursos financeiros que
a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo
de negócio.
O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função
de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios
onde a empresa atua.
O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente,
à ocorrência dos fatores a seguir:
-Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
-Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades
desse mercado;
-Baixo volume de vendas;
-Aumento dos índices de inadimplência;
-Altos níveis de estoques.
O empreendedor deverá ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
O empresário deve evitar a retirada de valores além
do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso
que entrar na empresa nela
deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão
do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar
mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de
capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.
Para uma loja vitual que não pretenda manter estoques de
produtos, a necessidade de capital de giro é baixa. Caso
o empresário decida
manter estoques, isso deverá ser levado em conta para a previsão
de reservas financeiras de segurança.
Custos
São todos os gastos realizados na produção
de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente
no preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários,
honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima
e insumos consumidos no processo de produção.
O cuidado na administração e redução
de todos os custos envolvidos na compra, produção
e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio,
indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso,
na medida em que encarar como ponto fundamental a redução
de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle
de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a
chance de ganhar no resultado final do negócio.
Os custos para abrir uma loja virtual devem ser estimados considerando
os itens abaixo:
1. Salários, comissões e encargos;
2. Tributos, impostos, contribuições e taxas;
3. Aluguel, taxa de condomínio, segurança;
4. Água, Luz, Telefone e acesso a internet;
5. Limpeza, higiene, conservação e manutenção;
6. Assessoria contábil;
7. Propaganda e Publicidade da empresa;
8. Aquisição de matéria-prima e insumos, quando
for o caso;
9. Despesas com armazenamento e transporte, quando for o caso;
No caso de uma loja virtual, as possibilidades de administrar
e reduzir custos são imensas. Esse modelo de comércio
dispensa toda a
estrutura física necessária para uma loja convencional,
minimizando os custos fixos e simplificando o processo de comercialização.
Diversificação / Agregação de valor
Esse negócio oferece infinitas possibilidades de diversificação
na oferta de produtos, inovação, flexibilização,
comodidade ao cliente,
facilidade de pagamento e a possibilidade de ter um produto em casa
sem a necessidade de andar, procurar, enfrentar filas de caixas,
procurar estacionamento e ter despesas de transporte.
De maneira geral, as pessoas buscam produtos ou serviços
de qualidade, pelo menor preço e com rapidez na entrega.
O
compromisso com a satisfação do cliente faz a diferença.
O empreendedor deve procurar incessantemente manter os clientes
satisfeitos para que eles voltem a comprar na sua loja virtual e
indiquem seu site de compra para outras pessoas.
O empreendedor deve ter em mente que agregar valor significa ampliar
a satisfação do cliente, seja por serviços
auxiliares que
facilitam a vida das pessoas, ou pela qualidade do atendimento,
demonstrando valorização a cada indivíduo,
pelo respeito, atenção,
interesse, compromisso e responsabilidade que cada profissional
dispensa no desempenho das suas atividades. Isso vale para o
atendimento presencial ou virtual.
Um site de compras deve ter em primeiro lugar a preocupação
de ser facilmente utilizado pelo cliente e estimular a navegabilidade
pelo
ambiente de compras.
Divulgação
Para a divulgação da loja o empreendedor deve utilizar,
além da mídia tradicional, a própria Internet,
sendo esta uma ação indispensável para alavancar
as vendas. Pode-se colocar anúncios nos sites de maior visibilidade,
participar de sites especializados em busca de produtos e serviços
específicos, associar-se a sites dedicados à divulgação
de produtos e serviços, participar dos grandes portais de
e-commerce. Outros recursos poderão ser utilizados e se for
de interesse do empreendedor, um profissional de marketing e comunicação
via web poderá ser contratado para desenvolver campanha específica.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de loja virtual é classificado pelo CNAE (classificação
nacional de atividades econômicas) como atividade de comércio
atacadista de mercadorias em geral, sem a predominância de
alimentos ou insumos agropecuários. Dessa forma, poderá
optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação
de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar
nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não
ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa
de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na
Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal.
– o DAS (Documento de Arrecadação do Simples
Nacional):
-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade,
vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta
auferida pelo negócio. No caso de início de atividade
no próprio ano-calendário da opção pelo
SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota
no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará,
como receita bruta total acumulada, a receita do próprio
mês de apuração multiplicada por 12 (doze).
Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade
conceder benefícios de isenção e/ou substituição
tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso.
Na esfera Federal poderá ocorrer o quando se tratar de PIS
e/ou COFINS
(Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor
de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte).
Essa opção de tributação poderá
ser amplamente vantajosa para o segmento de negócio de bar,
motivo pelo qual sugerimos uma
avaliação cuidadosa do regime de tributação
apresentado.
Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências
legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem
ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.
Glossário
E-commerce – É um tipo de transação
comercial feita especialmente através de um equipamento eletrônico,
como, por exemplo, um
computador. O ato de vender ou comprar pela internet é em
si um bom exemplo de e-commerce.
Modem – É um dispositivo eletrônico que modula
um sinal digital em uma onda analógica, pronta a ser transmitida
pela linha telefônica.
Utilizado para conexão à Internet, BBS, ou a outro
computador.
Canal banda larga – É o nome usado para definir qualquer
conexão acima da velocidade padrão dos modems analógicos
(56 Kbps).
Hosting – Hospedagem, geralmente relacionada à sites
na internet.
Backup – Cópia de segurança.
Site – Local onde se concentra um conjunto de páginas
da internet.
Dicas do Negócio
-Ter a noção clara de que uma loja virtual é
uma empresa e como tal deve ser tratada;
-Estar sempre atento às mudanças e oportunidades que
o negócio oferece;
-Possibilitar fácil acesso do cliente à empresa pelos
diversos meios de contato;
-Operar de acordo com as normas do Código de Defesa do Consumidor;
-Solucionar prontamente os problemas dos clientes, relacionados
às transações efetuadas;
-Aprofundar conhecimentos na área de comércio virtual;
-Entender que o processo de venda é virtual, mas o relacionamento
com o cliente deve ser real;
-Utilizar o e-commerce para extrair benefícios à empresa
e ao cliente.
Características específicas do empreendedor
Empreendedores de sucesso, em geral, apresentam um conjunto de
características pessoais que os distinguem da grande massa.
Essas
características podem estar presentes naturalmente nos indivíduos,
ou podem ser desenvolvidas, desde que haja interesse na busca do
aprimoramento pessoal. A seguir estão descritas algumas características
que poderão facilitar o sucesso de um empreendedor direcionado
ao negócio que ora se propõe. É aconselhável
uma auto-análise para verificar qual a situação
do futuro empreendedor frente a esse conjunto de características,
e identificar oportunidades de desenvolvimento.
-Ter paixão pela atividade e conhecer bem o ramo de negócio;
-Ter disposição e dedicação ao negócio
– estar presente, não deixar na mão de terceiros;
-Pesquisar e observar permanentemente o mercado onde está
instalado, promovendo ajustes e adaptações no negócio;
-Acompanhar o desempenho dos concorrentes;
-Ter facilidade para identificar fornecedores para o seu negócio;
-Saber administrar todas as áreas internas da empresa;
-Saber negociar, vender e manter clientes satisfeitos;
-Ter visão clara de onde quer chegar;
-Planejar e acompanhar o desempenho da empresa;
-Ser persistentes e não desistir dos seus objetivos;
-Ter coragem para assumir riscos calculados;
-Estar sempre disposto a inovar e promover mudanças;
-Ter grande capacidade para perceber novas oportunidades e agir
rapidamente para aproveitá-las.
O ramo de comércio eletrônico apresenta infinitas
possibilidades de inovação, diversificação
e adequação de produtos e serviços a
segmentos de clientes específicos. Essa atividade requer
grande capacidade de mudança e adaptação, além
de competência para
estabelecer acordos e parcerias.
Bibliografia Complementar
SOUZA, Lázaro Evair de. Loja Virtual. Pequenas Empresas
Grandes Negócios. jul.1998. nº. 114. p.78 a 82.
AIUB, George Wilson. Plano de Negócios: Serviços./George
Wilson Aiub, Nadir Andreolla, Rogério Della Fávera
Allegretti. 2.ed – Porto Alegre : SEBRAE, 2000. site: www.netface.com.br