Idéias
de Novos Negócios - Loja de Material de Construção
Apresentação do Negócio
O mercado de construção civil e reforma de imóveis
nunca teve totalmente estagnado, no entanto a partir de meados da
década de 90,
com a estabilização da economia, ficando o processo
inflacionário dentro de patamares mais estáveis permitiu
assim maiores
programações financeiras, possibilitando aos brasileiros
das classes sociais mais baixas realizarem alguns de sonhos dantes
relegados a segundo plano.
Diante desta nova realidade econômica os brasileiros puderam
trazer a tona o sonho da casa própria ou mesmo reformar o
seu lar.
Embasado nesta premissa o empreendedor que pretenda inserir-se
neste segmento comercial poderá ter a sua frente uma ótima
possibilidade de crescimento, contudo precisa estar preparado para
enfrentar uma forte concorrência, isto porque este mercado
tem
recebido a inserção de várias e várias
novas empresas além de ter que concorrer com as lojas que
já estão atuando neste segmento.
No entanto a concorrência não pode ser um elemento
que afaste o interesse em inserir-se neste mercado, pois este elemento
–
concorrência – deve ser uma meta a ser superada, isto
porque em qualquer segmento de mercado existirão outras empresas
que já atuam além das que planejam entrar em tal mercado.
Mercado
O mercado para as lojas de material de construção
tem um grande espaço para crescimento a cada dia que passa.
Isto porque são inúmeros as pessoas que estão
construindo, fazendo grandes ou pequenas reformas, enfim os consumidores
estão dispostos a comprar.
O segmento comercial de lojas de materiais de construção
obtiveram no ano passado um crescimento vertiginoso em suas vendas
tendo um faturamento anual na ordem de R$ 40 bilhões, tendo
como peça fundamental neste bolo todo é que cerca
de 70% de todo o
faturamento deste segmento de mercado vem das pequenas e médias
empresas.
Os maiores consumidores de materiais de construção,
cerca de 72% são das classes sociais C e D.
Com isto o mercado de lojas de materiais de construção
oferece uma boa possibilidade de crescimento para os empreendedores
que
resolverem a ingressar neste segmento comercial.
Ressalta-se que no início das atividades o empreendedor
deverá se conter um pouco mais os seus anseios de comprar
vários itens para
compor o mix de produtos de seu negócio. Assim é importante
adquiri pequenas quantidades de produtos que tem um giro mais rápido,
evitando assim ficar com recursos financeiros imobilizados em estoques.
Localização
A definição do local torna um dos itens mais importantes
para o sucesso da empresa, pois sua localização estará
intimamente ligada a
possibilidade de ter grande quantitativo de procura por compradores
ou não. Isto porque se estiver localizada em uma área
de difícil acesso por exemplo, o nível de fracasso
estará um pouco mais presente, por isso mesmo deve-se procurar
instalar seu comércio em um local com grande movimentação
de pessoas, sejam pedestres ou em veículos.
Na definição do local é importante que identifique
um imóvel que possibilite futuras ampliações,
pois mesmo que a empresa comece
pequena, mas sempre existe a real possibilidade crescimento no decorrer
do tempo.
Entende-se que a ampliação é bem mais adequada
do que ter que procurar um novo imóvel, fato que caso seja
necessário poderá ensejar em perda de clientes até
então costumeiros, além de ter que viabilizar todo
um processo de formação de ponto comercial dentre
outras situações.
Exigências legais específicas
O empreendedor deverá estar muito atento ao adquirir produtos
que sejam vistoriados e certificados pelos órgãos
oficiais e entidades
credenciadas, como por exemplo, a ABNT, INMETRO e o IPT, para expedir
normas técnicas e certificar tais produtos, sendo que alguns
dos itens comercializados pelas lojas de materiais de construção
requerem certificação obrigatória.
Além das exigências indicadas acima este tipo de
empreendimento, como qualquer outro do mercado comercial requer
ainda o que se
solicita para as empresas em geral, quais sejam:
a) Ato constitutivo da empresa – Contrato Social;
b) Registro do contrato social na junta comercial de seu estado;
c) Registro junto a Secretaria da Receita Federal para obtenção
do CNPJ;
d) Registro da Secretaria da Receita Estadual, para obtenção
da inscrição estadual;
e) Registro junto a Secretaria da Receita Municipal, visando a obtenção
da inscrição municipal;
f) Registro junto ao INSS;
g) Visando a utilização de máquina registradora
ECF (Emissora de Cupom Fiscal), será necessário o
preenchimento de formulário específico exigido pela
Secretaria da Fazenda Estadual.
É importante também que o empresário se atenha
a necessidade de se registrar a marca de seu negócio, pois
como se sabe as marcas a partir do momento que se tornam conhecidas
apresentam um valor bastante expressivo no mercado, fato que direciona
o cliente para tal registro, buscando com isto preservar o surgimento
de outras lojas concorrentes com o mesmo nome de sua marca no mercado,
seja na condição legal ou mesmo de pirataria.
Para obter o registro o empresário deverá preparar
os documentos para dar entrada no pedido de registro:
a) Cópia do contrato social;
b) Cópia das possíveis alterações contratuais
que possam ter ocorrido;
c) Cópia do cartão do CNPJ;
d) Cópia de declaração de microempresa (se
for o caso);
e) Em caso de marca mista (escrita e figura) ou só com figura
é necessário que você apresente 16 etiquetas
no tamanho 6cm x 6cm. Tais etiquetas deverão ser impressas
em papel ofício em preto e branco;
f) Torna-se necessário também procurar o PROCON, para
adequação às exigências legais da Lei
nº 8.078 de 11 de setembro de 1990.
Com o material indicado acima, poder-se-á dar entrada no
processo junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade
Industrial, sendo que para isto haverá a cobrança
de taxa para realização de tais serviços, fato
que ocorre desde o pedido de registro até a expedição
do Certificado de Registro. Os valores destas taxas variam de acordo
com o tipo de serviço solicitado.
ATENÇÃO: caso o empresário não efetue
o registro de sua marca, estará aberta a possibilidade para
que outros o façam, perdendo o seu criador todo e qualquer
direito sobre a marca outrora criada.
Estrutura
A estrutura inicial é bastante variável, no entanto
deverá se ater a um espaço mínimo que possibilite
a instalação da empresa,
sendo o ideal o seguinte:
-área total 700 m², que devem ser dividos em espaço
específico para a loja (showroom) – mais ou menos uns
150 m² - local que será
destinado a exposição dos produtos comercializados
pela loja.
-Os 550 m² não utilizados na loja deverá ser
utilizado para escritório (uma pequena parte) e o metros
quadrados restantes deve ser destinado a depósito para estocagem
de mercadorias.
Pessoal
A loja de material de construção, em seu início
poderá contar com um quantitativo de 7 (sete) funcionários,
sendo alocados da
seguinte forma:
a) Um auxiliar administrativo;
b) Um auxiliar de serviços gerais;
c) Dois vendedores;
d) Um motorista;
e) Dois auxiliares de entrega, carga e descarga.
Equipamentos
Os equipamentos necessários para a montagem da sua loja
são basicamente estes:
-balcão;
-gôndolas;
-máquina ECF;
-telefone;
-microcomputadores;
-impressoras;
-móveis de escritório (mesa, cadeira e fax);
-veículo para entrega.
No que tange a tecnologia, o empreendedor deverá informatizar
seu empreendimento desde o início, pois são muitos
itens que compõe os produtos comercializados por uma loja
de materiais de construção o que dificulta e muito
a tentativa de controle manual.
Sabe-se que em qualquer segmento comercial os consumidores sempre
gostam de encontrar o que procuram no momento que querem
comprar naquele momento. Por isso mesmo não deve ter descontrole
de estoque.
Assim o empreendedor deverá iniciar seu negócio totalmente
automatizado, tendo como base de apoio, se possível um sistema
integrado de gestão, pois além de possibilitar o controle
de estoques, também irá facilitar o gerenciamento
da empresa, que passa desde a avaliação de rentabilidade,
custos, despesas, receitas, dentre outros pontos inerentes a gestão
empresarial.
Matéria Prima / Mercadoria
Esse tipo de empreendimento trabalha com diversas mercadorias,
tendo como base alguns itens, conforme segue:
-Rolos de tintas e pincéis;
-Trinchas e lixas (metal, paredes e lavável);
-Desempenadeira e espátula;
-Pisos e azulejos;
-Materiais elétricos (fios, cabos, interruptores, disjuntores,
fusíveis);
-Louças sanitárias;
-Materiais hidráulicos (válvulas, torneiras, acessórias
e conexões);
-Metais sanitários (bóias de vazão total, mecanismo
de vedação, válvulas e acessórios para
ducha higiênica);
-Cimento e argamassa;
-Lâmpadas, luminárias, lustres;
-Tintas;
-Telhas;
-Lajes;
-Areia;
-Canos/tubos de PVC;
-Tijolos.
Organização do processo produtivo
Para que se tenha um processo produtivo que mantenha a loja em
ordem ao mesmo tempo atenda as necessidades do cliente é
necessário estar atento a alguns detalhes:
1. Organizar os produtos de forma fácil de ser localizado,
de preferência separando os por setores;
2. Manter as prateleiras separadas uma das outras, a uma distância
razoável para que o cliente tenha um bom acesso aos produtos;
3. Manter a loja sempre bem limpa e arrumada, com isso o ambiente
se torna mais agradável aos olhos do cliente;
4. Estar sempre atento aos produtos do estoque, para que não
venha a faltar;
5. Colocar preços visíveis em todos os produtos, para
maior praticidade e tranqüilidade dos clientes.
Automação
Como citado no tópico Equipamentos e Tecnologia, o nível
de automação não é alto, no entanto
extremamente necessário, pois um
bom sistema integrado de gestão (ERP) devidamente instalado
e parametrizado segundo as necessidades da empresa é uma
ferramenta
muito útil, pois tal ferramenta será um auxiliar altamente
eficaz.
O ERP, se bem manuseado e adequadamente parametrizado, procederá
a gestão de estoques de forma segura e precisa, além
deste
controle extremamente necessário o empresário não
pode abri mão de ter o “conhecimento” completo
de sua empresa.
A empresa é uma parte integrante da vida do empresário,
portanto, conhecer todos os seus atos e fatos são fundamentais,
já que uma
empresa bem gerida estará bem encaminhada rumo ao sucesso
empresarial.
Canais de distribuição
No caso de loja de materiais de construção como
as vendas são feitas somente no varejo, o principal canal
de distribuição são as
entregas em domicilio que normalmente são feitas por intermédio
de bicicleta cargueira e moto com ou sem caretinha, para entrega
de
pequenos itens ou pequenas quantidade, produtos de fácil
manuseio e um veículo de porte médio para grande para
realizar as entregas de itens em maiores quantidades.
Investimentos
O investimento inicial irá variar de acordo com o espaço
a ser definido para a instalação da loja, não
a definição do espaço total, mais sim o espaço
que será estruturado para o funcionamento da loja, escritório
e área complementar para estocagem de produtos.
Assim entende-se que o montante a ser aplicado para estruturação
de uma loja com espaço estruturado para a loja, escritório
e estoque na ordem de 700m² requererá um investimento
inicial na ordem de R$ 300.000,00.A distribuição do
investimento provavelmente estará
instaurada da seguinte forma:
a) Balcão – 4 unid. x R$ 350,00 = R$ 1.400,00
b) Gôndolas para loja – 30 unid. x R$ 230,00 = R$ 6.900,00
c) Gôndolas para estoque – 100 unid. x R$ 230,00 = R$
23.000,00
d) Máquina de ECF – 1 unid. x R$ 1.250,00 = R$ 1.250,00
e) Microcomputadores – 5 unid. x R$ 1.300,00 = R$ 6.500,00
f) Servidor – 1 unid. x R$ 3.500,00 = R$ 3.500,00
g) Impressoras
a. Matricial – 2 unid. x R$ 1.000,00 = R$ 2.000,00
b. Laser – 2 unid. x R$ 600,00 = R$ 1.200,00
h) Mobiliário e equipamentos
a. Mesas – 8 unid. x R$ 250,00 = R$ 2.000,00
b. Cadeiras
i. Fixas – 16 unid. x R$ 80,00 = R$ 1.280,00
ii. Giratórias – 8 unid. x R$ 120,00 = R$ 960,00
i) Fax – 1 unid. x R$ 450,00 = R$ 450,00
j) Telefones – 8 unid. x R$ 50,00 = R$ 400,00
k) Veículos para entrega
a. Bicicleta cargueira – 1 unid. x R$ 300,00 = R$ 300,00
b. Moto – 2 unid. x R$ 4.000,00 = R$ 8.000,00
c. Caminhão ¾ - 1 unid. x R$ 30.000,00 = R$ 30.000,00
l) Estruturação de rede para computadores –
R$ 2.500,00
m) Software de ERP – R$ 10.000,00
n) Reforma de estruturação do imóvel –
R$ 20.000,00
Total ............................................................................
R$121.640,00
O restante do investimento deverá ser aplicado em produtos
para comercialização, atentando que parte deste montante
não consumido
neste momento, cerca de R$ 178.360,00, deverá ser separado
um valor suficiente para custear os gastos com pessoal, aluguel,
energia, água, telefonia, dentre outros itens.
Capital de giro
O montante de capital giro para uma loja de materiais de construção,
deve ser levantado segundo os valores para as seguintes verbas:
1. Salário dos funcionários;
2. Tributos, impostos e contribuições;
3. Aluguel;
4. Água, Luz, Telefone e acesso a internet;
5. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;
6. Recursos para manutenções corretivas;
7. Assessoria contábil;
8. Propaganda e Publicidade da empresa.
O empreendedor deverá calcular o gasto total destas verbas,
de forma mensal, e manter uma reserva para cobrir tais pagamentos
por um período mínimo de 18 meses. Ressalta-se que
não existe uma regra para definir o período indicado,
no entanto é um tempo necessário para que o empreendimento
consiga uma estabilização mínima e comece a
gerar recursos financeiros.
A necessidade de manter esta reserva financeira, denominada Capital
de Giro, será utilizada para cobrir os desembolsos necessários
até que a empresa tenha condições de se manter
com seu próprio movimento de vendas e suas respectivas receitas.
Apenas como orientação complementar o empreendedor
deverá ser extremamente rígido com suas finanças,
pois em todo início de
atividade empresarial o controle orçamentário tem
que ser seguido em sua íntegra de forma a não consumir
recursos sem prévia e adequada previsão, bem como
efetiva disponibilidade de capital, sob pena de incorrer em grandes
dificuldades financeiras, fato que em grande parte é o responsável
pelo fechamento de novas empresas antes mesmo de completar o primeiro
ano de vida em funcionamento.
O empresário deve atentar e não se submeter a desejos
que são naturais do ser humano, ou seja, a vontade de reaver
os recursos
investidos em um determinado negócio, pois no início
todo o recurso que entrar na empresa deverá ficar na própria
empresa. Isto significa que todos os rendimentos obtidos nas operações
da empresa deverão ser reinvestidos no desenvolvimento/crescimento
do seu comércio.
O reinvestimento citado no parágrafo anterior, significa
não usar recursos embenefício próprio, no entanto
os pagamentos das
atividades operacionais da empresa isto é permitido e até
mesmo importantíssimo, já que todo negócio
deve se pagar, portanto, os
ganhos que a empresa obter podem e devem ser aplicados na sustentabilidade
do dia-a-dia da empresa. Assim os possíveis
ganhos angariados irão compor o Capital de Giro necessário
a sobrevida do novo negócio.
Custos
Os custos que a empresa incorre são os que estão
indicados no item Capital de Giro, sendo agregado a este conjunto
de verbas o que
denomina-se CUSTO DE MERCADORIAS VENDIDAS – CMV, que é
o valor do custo de aquisição de mercadorias para
revenda, agregado a este o valor dos impostos diretos, fretes, custos
administrativos e operacionais, aplicadosindividualmente a cada
produto adquirido e a ser comercializado.
O empreendedor deverá atentar que o Custo de Mercadorias
Vendidas somente irá ocorrer quando da efetiva comercialização
de cada
produto anteriormente adquirido, por isso mesmo torna-se muito importante
que o empresário conte com a assessoria de um contador
experiente para proceder os registros contábeis adequados
visando com isto poder avaliar continuamente o desempenho da empresa,
bem como não pagar mais impostos, tributos e contribuições
do que o estritamente devido.
Este ponto citado acima se prende ao fato de que as mercadorias
comercializadas reduzem os estoques, surgindo assim a necessidade
de reposição de tais estoques. Diante disto faz-se
necessário que as vendas sejam feitas de forma consciente
e devidamente ajustadas
financeiramente, ou seja, não poderá haver desencaixe
entre a entrada e saída de recursos, senão a empresa
estará em dificuldades para honrar seus compromissos assumidos
mediante seus fornecedores.
Diversificação / Agregação de valor
A loja de materiais de construção, segundo visão
de seu empreendedor, tem que buscar mecanismos auxiliares para que
o desenvolvimento comercial de seu negócio ocorra no menor
espaço de tempo, por isso a necessidade de diversificar produtos
e que estes referidos produtos agreguem valor ao seu negócio.
Para viabilizar estes pontos – diversificação
e agregar valor ao seu negócio – existe várias
possibilidades, mas cada uma destas
possibilidades requer criatividade do empresário, investimento,
espaço físico dentre outros fatores. Como dica pode
se sugerir:
1) Montar a loja numa estrutura de showroom com gôndolas
baixas de sorte que o cliente possa ter uma visão ampla dos
produtos expostos na loja, fato que irá criar o auto-atendimento;
2) O auto-atendimento não significa que a loja não
precise de vendedores, até pelo contrário tem que
ter vários vendedores para tirar
dúvidas ou até mesmo sugerir ao cliente o que é
necessário para cada caso;
3) Ressalta-se que por vezes o cliente nem sabe ao certo o que
precisa em sua obra, seja ela de construção ou reforma,
por isso os vendedores terão que ser especialistas no ramo,
para que exista um auxílio real para o cliente.
Atenção: nunca “empurre” mercadorias
nos clientes, pois como em qualquer outro comércio o segmento
de material de construção é
cíclico, ou seja, o cliente sempre estará fazendo
uma outra pequena obra em sua residência, comércio,
etc.. Assim o que precisa existir é respeito e confiança
entre as partes, o que irá gerar retorno a sua loja, além
de que o cliente satisfeito irá fazer propaganda gratuita
de seu estabelecimento.
4) De preferência que a frente da loja seja toda em vidros,
não existindo paredes, que toda a loja seja extremamente
bem iluminada,
gerando assim nos passantes o interesse por olhar para dentro da
loja;
5) Outro ponto que nunca deve ser deixado de lado é o compromisso
com a pontualidade nas entregas. A preferência é que
as entregas
inclusive sejam agendadas por horário, isto irá gerar
no cliente conforto e tranqüilidade, uma vez que atualmente
as contratações de
mão-de-obra para construção ou reforma tem
sido feita por hora, por isso mesmo jamais o pedreiro poderá
ficar parado na obra por falta de material;
6) Outro ponto importante é a composição
do mix de produtos que são comercializados na loja, que pode
ser bastante variável, como
incremento o empresário poderá agregar outros itens
que não se destinam exclusivamente a construção
ou reforma de um imóvel, por
exemplo:
a. Varais para roupas;
b. Cabideiros e porta toalhas;
c. Suportes variados;
d. Materiais elétricos e hidráulicos;
e. Utilidades domésticas variadas;
f. E num ponto mais arrojado até mesmo produtos eletroeletrônicos,
como exemplo, fogão de bancada, forno de embutir, etc.
Desta forma a loja de material de construção transforma-se
em numa loja que poder-se-ia denominar Lar & Construção,
gerando assim um diversificação de produtos para venda
e também agregando valor ao seu empreendimento, buscando
com isto aumentar o fluxo de pessoas dentro de seu estabelecimento
no menor espaço de tempo possível e ainda aumentar
a permanência dos clientes na sua loja além de possibilitar
comodidade e facilidade aos clientesno momento da compra.
Salienta ainda que a composição do mix de produtos
para uma loja de material de construção que esteja
sendo concebida é combinar os itens a serem comercializados
com o tipo de público e necessidades momentâneas, por
exemplo:
a) Se a loja for montada em um bairro que esteja sendo implantado/nascendo,
o ideal é reforçar o estoque de materiais básicos,
como areia, cimento, brita, ferro, tijolos, encanamento, fiação
e tinta.
b) Já em casos de bairros formados ou estágio avançado
de formação provavelmente a demanda dos clientes será
por produtos de
acabamento, tipo pisos, azulejos, materiais sanitários, metais,
iluminação e acessórios para banheiros.
Entende-se importante ressalvar que para compor uma loja na estrutura
sugerida acima poderá requerer um volume maior de recursos
do empreendedor como base de seu Capital de Giro inicial. Isto porque
os custos para esta implementação tendem a ser maior,
no
entanto nada que um bom projeto que contemple todas as fases do
negócio e um plano de negócio bem estruturado não
consiga direcionar o empresário para o caminho que pode ser
trilhado com maior segurança.
Divulgação
O meio de divulgação deste segmento empresarial são
os tradicionais, como exemplo cita-se:
-Propagandas em Rádio e TV;
-Folder, cartazes e cartões de visita;
-Publicação em jornais.
Além destes mecanismos de divulgação o empreendedor
deverá apresentar toda a sua criatividade e identificar meios
de publicidade de
sua empresa inovadores e que capazes ampliar o foco de sua atuação,
como exemplo poder-se-ia sugerir a inclusão de um consultor
comercial que estaria visitando o cliente diretamente no local de
realização de sua obra buscando atendê-lo em
suas necessidades no
momento que o mesmo mais precisa.
No entanto a visita deste consultor comercial não deve ser
apenas para vendas, mais sim agregar a tais visitas elementos técnicos
de
orientação ao cliente, criando assim um elo de respeito,
confiança e “cumplicidade”, já que as
orientações prestadas tem que ser precisas e não
podem falha.
Ressalta-se no entanto que a propaganda tradicionalíssima
que é a do boca-a-boca ainda continua sendo, sem sombra de
dúvida, a melhor forma de divulgação, pois
tal divulgação é desinteressada, se tornando
uma mídia indireta, por isso mesmo fortemente eficaz.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de loja de materiais de construção, assim
entendido o comércio de materiais de construção
em geral, sem especialização,
poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado
de Arrecadação de Tributos e Contribuições
devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela
Lei Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade
não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00
(empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos
previstos na Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
CSLL (contribuição social sobre o lucro);
PIS (programa de integração social);
COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade,
vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta
auferida pelo negócio. No caso de início de atividade
no próprio ano-calendário da opção pelo
SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota
no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará,
como receita bruta total acumulada, a receita do próprio
mês de apuração multiplicada por 12 (doze).
Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade
conceder benefícios de isenção e/ou substituição
tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso.
Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando
se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007,
do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte).
Essa opção de tributação poderá
ser amplamente vantajosa para o segmento de loja de materiais de
construção, motivo pelo qual
sugerimos uma avaliação cuidadosa do regime de tributação
apresentado.No entanto o empresário precisa estar bem assessorado
por um profissional contábil, já que para dizer que
a opção pelo Simples agora Simples Federal ou Super
Simples precisa ser
minuciosamente calculado na “ponta do lápis”
pois apenas inferir que a alíquota a ser aplicada é
“baixa” não é suficiente e em vários
casos poderá “pregar algumas peças” no
empreendedor, já que todos os cálculos de impostos
dependerá da relação entre o binômio
“faturamento versus custos/despesas”.
Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências
legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem
ser
atendidos para operacionalização dessa atividade
Glossário
Gôndolas: estante ou conjunto de prateleiras;
Dicas do Negócio
O empreendedor deste segmento empresarial deverá estar ciente
de sua responsabilidade, que vai desde a sua entrega total ao comércio
bem como ser uma pessoa que tem muita habilidade em se relacionar
com outras pessoas de qualquer nível social e ser sempre
agradável, pois o proprietário sempre será
o espelho de seu negócio. Cita-se abaixo alguns pontos que
não podem ser deixados de lado em qualquer negócio
e que não é diferente para uma loja de material de
construção:
-Jamais deixar de acompanhar os avanços tecnológicos,
principalmente quando o estabelecimento começa a apresentar
crescimento, por isso é muito importante ter uma boa estrutura
de microcomputadores para instalar software de controle de estoque
e auxilio na gestão do negócio;
-Manter um bom relacionamento com todos os clientes e processar
troca de informações, pois estes sempre poderá
estar lhe trazendo o sentimento real e desinteressado sobre o seu
comércio, por isso o relacionamento interpessoal é
uma grande ferramenta;
-Atentar também para que o sistema de entrega em domicílio
não seja apenas um serviço complementar à disposição
do cliente, mais sim que seja um serviço eficiente e que
cumpre os horários acordados para entrega e também
que se realize com muita presteza e com
funcionários vestidos adequadamente, de preferência
uniformizados, penteados e acima de tudo que façam com prazer
o seu trabalho.
Complementa ainda o tópico Dicas do Negócio:
-Atentar que nem sempre o cliente tem condições
de transportar o que foi comprado, por isso o serviço de
entrega deverá estar sempre a disposição;
-O local da implantação da loja deve ter espaço
disponível para futuras ampliações;
-No início da loja de material de construção
é melhor comprar os produtos de uma distribuidora. Apesar
dos preços serem um pouco
mais alto do que as compras diretas da fábrica, torna-se
possível adquirir pequenas quantidades e também negociar
prazos diferenciais
e ainda até mesmo possibilidade de devolução
de mercadorias que não tem comercialização;
-Inicie seu negócio com os dois pés bem firmes no
chão, ou seja, não alce vôos mais altos que
suas possibilidades econômicas e financeiras;
-Busque incrementar outros itens ao seu mix de produtos a medida
de seu crescimento natural, evite operações de riscos;
-Sempre ouça o cliente, pois a sabedoria humana é
incomparável, por isso respeite cada pessoa que busque seu
estabelecimento comercial;
-Tenha flexibilidade em suas negociações com seus
clientes, pois a implantação de vendas somente a vista
poderá inviabilizar seu
negócio, no entanto isto não significa que deve-se
vender a prazo aleatoriamente, a loja deverá ser dotado de
um setor de cadastro que
possibilite avaliar o crédito de cada cliente interessado.
Desta forma mantendo a precaução comercial necessária
poder-se-á comercializar com redução no risco.
Características específicas do empreendedor
Como dito em vários itens anteriores, a principal característica
do empreendedor é ser uma pessoa fácil convivência
com o público em
geral, tenha grande habilidade no ato de servir o próximo,
que neste caso é o seu bem mais precioso, ou seja o CLIENTE.
O empreendedor tem que ser uma pessoa que consiga enxergar além
do que a vista consegue ver, ou seja, ser arrojado o suficiente
para perceber momentos adequados para com movimentos sincronizados
e seguro possa sempre estar um passo a frente de seus concorrentes,
fazendo assim com que seu empreendimento seja modelo e não
apenas mais um no segmento.
Como em qualquer segmento empresarial, as principais características
do empreendedor são:
a) Arrojo comercial e empresarial;
b) Disponibilidade para investir no início de um novo negócio;
c) Estar preparado para aceitar as inovações tecnológicas
e assumi-las em seu empreendimento;
d) Ter conhecimento do negócio, evitando sempre as “aventuras
empresariais” uma vez que o mercado não perdoa amadorismo;
e) Denotar habilidade e conhecimento com o ramo de materiais de
construção, contudo caso não tenha amplos conhecimentos
o
empresário deverá se esforçar ao máximo
para se familiarizar com tal segmento.
Bibliografia Complementar
www.sebraees.com.br
www.anamaco.com.br
www.feicon.com.br
www.fenavid.com