Idéias
de Novos Negócios - Loja de Informática
Apresentação do Negócio
As lojas de informática movimentam cerca de R$ 3 bilhões
por ano no Brasil e oferecem tecnologia, informação
e lazer. A Consultoria IT Data entrevistou 400 pessoas físicas
que pretendem adquirir computadores nos próximos meses e
concluiu: 38% dos entrevistados desejam adquirir o computador para
ser utilizado por toda a família; a principal atividade pretendida
é a comunicação via internet; o mais importante
objetivo da compra é a educação; as mulheres
desejam um design diferenciado e estão mais interessadas
na
compra de notebooks.
É importante ressaltar que o Brasil é o país
com o maior tempo de navegação residencial por usuário
da internet no mundo, com 21 horas e 20 minutos. As classes mais
baixas, compostas por famílias que possuem rendimento inferior
a 10 salários mínimos, representam
novos consumidores e compram os equipamentos sem grande conhecimento
da tecnologia, recorrendo a pessoas conhecidas para
obter informações.
Mercado
O mercado de informática cresce permanentemente e em escalas
consideráveis. Segundo a consultoria IT Data, por meio de
pesquisa
realizada a pedido da Associação Brasileira da Indústria
Elétrica e Eletrônica (Abinee), 4,334 milhões
de unidades de desktops foram
vendidas de janeiro até junho de 2007, o que implica em um
crescimento de 20% em relação ao mesmo período
do ano anterior. Já
a venda de notebooks registrou alta de 156% no segundo trimestre
de 2007 em relação ao segundo trimestre de 2006, num
total de 356 mil unidades.
A perspectiva atual do mercado é de crescimento. As vendas
de microcomputadores no Brasil poderão chegar a 10,1 milhões
este ano, o que gerará um acréscimo de 23% em relação
a 2006. O comércio é motivado principalmente pelo
aumento do consumo doméstico, já que muitos têm
adquirido um segundo computador. Para o mercado de notebooks, a
IT Data prevê um crescimento de 211%, chegando a 2,1 milhões
de unidades este ano.
O consumo doméstico cresceu devido aos seguintes fatores:
a) isenção do PIS e Cofins para desktops que custam
até R$ 2.500,00 e notebooks de até R$ 3.000,00;
b) combate à pirataria;
c) queda das cotações do dólar e
d) aumento da oferta de financiamento por meio do programa Computador
para todos do Governo Federal.
A concorrência na área de informática é
muito forte. Segundo a Microsoft, existem aproximadamente 12.000
estabelecimentos de revenda de computadores e acessórios
em todo o Brasil. Cerca de 3.000 novos lojistas entram no ramo todo
o ano, mas 80% não resistem aos primeiros 12 meses, principalmente
em razão da alta competitividade da área.
Os hipermercados agravam a concorrência por oferecem boas
condições de financiamento para a venda de computadores
novos. Há também empresas que montam computadores
sem marca e pequenos montadores que praticam irregularidades fiscais,
como utilização de peças contrabandeadas e
emissão de meias-notas ou subfaturamento. Esse mercado já
atingiu 70,5% das vendas e, atualmente, não chega a 50%,
segundo dados da Associação Brasileira da Indústria
Elétrica e Eletrônica (Abinee).
O preço já não é o único fator
importante na compra de produtos de informática. Hoje, as
empresas que desejam obter sucesso deverão oferecer, além
da compra da máquina e acessórios, consultoria e suporte
pós-venda.
O mercado de informática é dividido em dois: o corporativo,
direcionado às empresas e governo, e o doméstico,
voltado às pessoas
físicas que utilizam os equipamentos em seu cotidiano.
Localização
Uma boa localização é aquela que favorece,
com o menor grau possível de dificuldade, o acesso de clientes
ao estabelecimento. O tipo de público a ser atendido deve
ser levado em consideração ao se escolher o local
de instalação da loja de informática. Para
venda à
pessoa física ou à pequenos negócios, a proximidade
de escolas, escritórios, shopping-centers e outros comércios
traz bom resultados.
O bairro deve ter todas as condições urbanas que favorecem
o fluxo de clientes, tais como: ruas asfaltadas, estacionamento
nas proximidades, água e energia suficiente, recolhimento
de lixo, transporte público, policiamento, acesso fácil,
serviços bancários e outros.
Exigências legais específicas
A contratação de serviço contábil é
necessária para os procedimentos de registro da empresa,
pois fornecerá orientações na escolha do
melhor regime tributário para a loja e providenciará,
entre outras atribuições, a legalização
das devidas inscrições nos órgãos responsáveis.
O registro da empresa deve ser examinado nos seguintes órgãos:
• Junta Comercial;
• Secretaria da Receita Federal, para obtenção
do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
• Secretaria Estadual de Fazenda;
• Prefeitura do Município, para obter o alvará
de funcionamento;
• Entidade Sindical Patronal, para obter enquadramento. Por
ser uma pessoa jurídica em constituição, a
empresa ficará obrigada a recolher, até o dia 31 de
janeiro de cada ano a Contribuição Sindical Patronal.
• Caixa Econômica Federal, para fazer cadastramento
no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;
e
• Corpo de Bombeiros Militar.
Deve-se consultar a prefeitura da cidade onde se pretende montar
a loja para verificar o zoneamento e a possibilidade de instalação
desse tipo de negócio no local escolhido. As prefeituras
municipais também determinam onde se pode estacionar, fiscalizam
o cumprimento das normas de higiene e das questões de segurança
como: portas de emergência, porta corta-fogo e extintores,
sinalização de saídas, acesso para portadores
de deficiências, etc.
A Lei 9.609/98 de 19 de fevereiro de 1998 dispõe sobre
a proteção de propriedade intelectual do programa
de computador e a sua
comercialização no país, e a Lei 9.610/98 de
19 de fevereiro de 1998 traz a questão dos direitos autorais.
São leis que devem ser de
conhecimento do empresário em razão do seu teor referente
a programas, jogos e outros itens que estão amparados pela
propriedade
intelectual e pelos direitos autorais. A Lei 10.176/2001 de 11 de
janeiro de 2001, conhecida como Lei da Informática, dispõe
sobre a capacitação e competitividade do setor de
tecnologia da informação. O Programa Computador para
Todos, do Ministério de Ciências e Tecnologia, tem
por objetivo possibilitar o acesso das famílias de baixa
renda à compra do primeiro computador e foi regulamentado
pela portaria MCT 625 de 4 de outubro de 2005.
Estrutura
A estrutura básica de uma loja de informática deve
contar com uma área mínima que seja capaz de abrigar
os seguintes setores: área para exposição de
produtos, depósito, escritório, banheiro e área
para montagem e manutenção.
• Área para exposição de produtos:
local destinado ao balcão para o atendimento aos clientes,
ao caixa, às gôndolas, ao show-room de
exposição de produtos e à vitrine.
• Área de montagem e manutenção: local
em que se faz a manutenção e o conserto de equipamentos.
• Caixa: pode estar localizado próximo à saída,
ou em local que possibilite a visão mais ampla possível
da área de exposição de
produtos.
• Banheiro: deve ser bem sinalizado, arejado, limpo e confortável.
• Depósito: local de estocagem dos produtos, componentes
e peças para montagem e reposição.
• Escritório: local destinado às atividades
administrativas, como compras, controles de clientes, cobranças,
pagamentos, relacionamentos com bancos, controles de estoque, controles
de pedidos e atendimento, controles financeiros, propagandas, acompanhamentos
da página na internet, pós-vendas e definições
de estratégia do negócio.
O empreendedor deve verificar as condições de estacionamento
nas proximidades. Caso não haja espaço privativo ou
público, ele deverá providenciar convênios com
estacionamentos próximos.
Pessoal
O número de profissionais a serem empregados no estabelecimento
está relacionado ao porte do empreendimento. Uma loja de
pequeno porte deve contar, no mínimo, com os seguintes colaboradores:
• 2 atendentes;
• 1 caixa; e
• 1 técnico em informática.
Os atendentes de uma loja de informática devem ter um conhecimento
especializado, uma vez que o atendimento ao cliente é fator
fundamental para o sucesso do empreendimento. Os vendedores devem
estar preparados para responder aos clientes, já que a grande
maioria espera uma orientação técnica para
a sua decisão de compra. Além dos cursos nas áreas
de vendas e atendimento, é necessário que os atendentes
se atualizem constantemente em relação a novas tecnologias,
inovações, tendências e desempenhos de equipamentos
e acessórios, para oferecer ao consumidor uma consultoria
especializada.
Para os técnicos de informática, é necessária
a atualização permanente por meio da participação
em cursos de montagem e instalação de microcomputadores.
Sugere-se a participação de todos, inclusive do empresário,
em seminários, congressos e cursos, para manter a equipe
atualizada e sintonizada com as tendências do setor.
O empreendedor deverá estar atento à Convenção
Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores da área, utilizando-a
como balizadora dos
salários e orientadora da carga-horária de trabalho,
evitando assim, problemas contratuais.
Equipamentos
Serão necessários os seguintes móveis e equipamentos:
• 2 microcomputadores completos;
• 2 impressoras;
• 1 linha telefônica com acesso à internet banda
larga;
• 1 impressora de cupom fiscal;
• mesas, cadeiras e armários, de acordo com o dimensionamento
das instalações;
• gaveteiro para guardar dinheiro, cheques e tickets de cartões
de débito e crédito;
• máquinas para recebimento de pagamento de cartões
de débito e crédito (o empreendedor decide);
• sistema de ar condicionado dimensionado de acordo com o
tamanho do ambiente;
• balcões expositores de produtos;
• gôndolas;
• prateleiras para depósito;
• veículo utilitário de pequeno porte; e
• móveis e material de escritório.
Serão necessários para a área de montagem
e manutenção:
• ferramentas de reparos: multímetros, osciloscópios,
etc;
• bancada de madeira ou granito; e
• balcão.
Matéria Prima / Mercadoria
Peças e componentes utilizados para montagem, manutenção
e reparos de microcomputadores, além de periféricos
e acessórios, são as
matérias-primas utilizadas em uma loja de informática.
Os produtos básicos são:
• placa-mãe;
• processadores;
• gabinetes;
• coolers;
• discos rígidos (HD);
• gravadoras de DVD/CD;
• cabos;
• monitores;
• memórias;
• teclados;
• mouses;
• capas de proteção;
• caixas de som;
• fontes de alimentação;
• impressoras;
• câmeras;
• pen-drives;
• fones de ouvido; e
• outros, conforme decisão do empreendedor.
Organização do processo produtivo
Os processos produtivos de uma loja de informática são
divididos em:
• Serviços de Recepção e Atendimento
ao Cliente. É o processo responsável pelo primeiro
contato com o cliente. O atendente recebe o cliente e o orienta,
de acordo com as suas necessidades, sobre o serviço, sobre
a melhor configuração do equipamento, acessório
ou
suprimento. Negocia-se o orçamento e prazos de entrega.
• Serviços Administrativos. É o processo responsável
pela gerência e controle das atividades administrativas e
financeiras. Geralmente é
uma atividade exercida pelo proprietário.
• Serviços de Assistência Técnica e Pós-venda.
É uma atividade voltada ao atendimento relativo a montagens,
consertos, manutenções,
instalações e configurações de equipamentos.
È uma atividade exercida por técnicos qualificados.
Automação
Há uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de lojas
de informática. O empresário deve procurar uma solução
integrada
que contemple todos os processos da empresa: orçamentos de
venda, modelos de contratos e garantias, controle de estoque, controle
de itens mais vendidos, média de clientes, serviço
de mala direta, lançamentos contábeis, controles financeiros,
controles de caixa,
fluxos de caixa, históricos de serviços prestados,
informações dos fornecedores, contas a receber e a
pagar, controles de comissões
pagas, folhas de pagamento, registros de empregados, controles de
móveis e utensílios, etc.
Canais de distribuição
Os canais de distribuição são meios pelos
quais o produto percorre até chegar ao seu destino final.
No caso da informática, é, essencialmente, a própria
loja. No entanto, não se pode desprezar o canal de vendas
pela internet. O comércio eletrônico registrou um crescimento
de 53% no primeiro trimestre de 2007 em comparação
com o mesmo período do ano anterior. Produtos de informática
ocupam a terceira posição de produtos mais vendidos
virtualmente no primeiro trimestre de 2007, com 13% do volume total.
Investimentos
O investimento compreende todo o capital empregado desde o início
do negócio até sua auto-sustentação.
Pode ser caracterizado como:
• Investimento fixo: abrange o capital empregado na compra
de imóveis, máquinas, equipamentos, móveis,
utensílios, instalações,
reformas, veículos, taxas de franquias (se for o caso), etc.
• Investimentos pré-operacionais: são todas
as despesas desprendidas com projetos, pesquisas de mercado, registro
da empresa, projeto de decoração, honorários
profissionais e outros.
• Capital de giro: É o capital necessário
para suportar todas as despesas iniciais, geradas pela atividade
produtiva da empresa.
Destina-se a viabilizar as compras iniciais, pagamento de salários
nos primeiros meses de funcionamento, impostos, taxas, honorários
contábeis, despesas com vendas, financiamento de vendas a
prazo, giro de estoques e outras. Para uma loja de pequeno porte,
com uma área aproximada de 100 m², pode-se estabelecer
uma estimativa de investimento para os seguintes itens:
• reforma e adaptação de instalações,
incluindo placa de identificação e segurança;
• 2 microcomputadores completos, software, impressora e
impressora de cupom fiscal;
• infra-estrutura de comunicação, como telefone,
internet, site, etc.;
• móveis, ferramentas, veículos, estantes, balcões,
prateleiras e gôndolas;
• aparelhos de ar-condicionado;
• despesas de registro da empresa, honorários profissionais,
taxas, etc.; e
• capital de giro para suportar o negócio nos primeiros
meses.
Capital de giro
Capital de giro é um montante de recursos financeiros necessários
para a empresa garantir a dinâmica do seu processo de negócio.
Ele precisa de controle permanente, pois tem a função
de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios
no qual a empresa atua. O desafio da gestão do capital de
giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores
a seguir:
• variação dos diversos custos absorvidos pela
empresa;
• aumento de despesas financeiras, em decorrência das
instabilidades do mercado;
• baixo volume de vendas;
• aumento dos índices de inadimplência; e
• altos níveis de estoques.
O empreendedor deverá ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
O empresário deve evitar a retirada de valores além
do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso
obtido pela empresa deverá
permanecer nela, possibilitando o crescimento e a expansão
do negócio. Dessa forma, a empresa poderá alcançar
rapidamente a auto-sustentação, reduzindo as necessidades
de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.
A necessidade de capital de giro para uma loja de informática
é alta. A matéria-prima e os estoques de produtos
requerem a aplicação de um valor significativo. Pode-se
estabelecer um percentual em torno de 30% do investimento total
inicial para o capital de giro.
Custos
Os custos são todos os gastos incorporados posteriormente
no preço dos produtos ou serviços prestados, relativos
à sua produção, como:aluguel, água,
luz, salários, honorários profissionais, despesas
de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo
de
produção.
O cuidado na administração e redução
de todos os custos envolvidos na compra, produção
e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio,
indicam o sucesso ou insucesso do empreendedor. Os pontos fundamentais
para o êxito são a redução de desperdícios,
a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas
internas. Quanto menor o custo, maior a chance de ganhar no resultado
final do negócio.
Os custos para abrir uma loja de informática devem ser estimados
considerando os itens abaixo:
• salários, comissões e encargos;
• tributos, impostos, contribuições e taxas;
• aluguel, taxa de condomínio, segurança;
• água, luz, telefone e acesso à internet;
• limpeza, higiene, conservação e manutenção;
• assessoria contábil;
• propaganda e publicidade da empresa;
• aquisição de estoques, componentes e insumos;
e
• despesas com vendas, armazenamento e transporte.
Diversificação / Agregação de valor
O negócio de loja de informática exige alto nível
de agregação de valor e os principais diferenciais
podem estar ligados à orientação e
apoio técnico, serviços de manutenção,
configurações de sistemas e adaptações
de máquinas e periféricos, atendimento ao cliente
qualificado, rapidez e competência técnica.
Hoje não é problema comprar máquinas e equipamentos,
pois as grandes lojas de eletroeletrônicos e supermercados
oferecem aos
consumidores preços convidativos. A dificuldade das pessoas
e das pequenas empresas está no domínio da tecnologia.
Elas precisam de rapidez, confiabilidade e preços acessíveis
para a manutenção e a adaptação das
soluções tecnológicas.
Afinal, quem já não precisou de um conserto de computadores
ou da assistência de um técnico na configuração
de acesso à internet e não sabia a quem recorrer?
A loja pode oferecer diversas formas de atendimento: 24 horas; nos
sete dias da semana; atendimento na loja ou a domicílio;
atendimento remoto pela internet ou por telefone.
A oferta de pacotes mensais, trimestrais ou semestrais de manutenção
ou serviço são itens importantes para a satisfação
dos clientes.
Pesquisas indicam que a oferta de suporte ao consumidor pode garantir
maior contentamento, e clientes satisfeitos compram mais e
indicam a loja a outros. Embora não seja possível
estabelecer valores específicos, as pesquisas realizadas
nas lojas estabelecidas indicam que a oferta de suporte aos clientes
garante uma receita adicional que corresponde de 10 a 50% da receita
total da loja.
Os serviços de suporte ainda garantem a diferenciação
em relação às grandes redes e aos hipermercados.
Outra solução bastante utilizada para proporcionar
um atendimento qualificado é a oferta das principais novidades
do setor, tais como:
monitor de cristal líquido, teclado para palmtops, mouse
óptico e sem fios., ou ainda vender produtos que não
se encontram facilmente nas prateleiras dos supermercados tais como
placas de vídeo, processadores, e placas de captura de TV.
Nesse caso, é importante pesquisar nos concorrentes para
conhecer os serviços que estão sendo adicionados e
desenvolver opções específicas com o objetivo
de proporcionar ao cliente um atendimento diferenciado. Além
disso, conversar com os clientes atuais para
identificar suas expectativas é muito importante para o desenvolvimento
de novos serviços, ou produtos personalizados, o que amplia
as possibilidades de fidelizar os atuais clientes, além de
cativar novos.
Divulgação
Os meios de divulgação de uma loja de informática
variam de acordo com o porte e o público-alvo escolhido.
Para um empreendimento de pequeno porte, a mala direta é
um sistema, rápido, barato e simples, no qual podem ser utilizados
os cadastros de clientes obtidos em bancos de dados da loja ou comprados
em listagens vendidas por empresas de marketing direto. O telefone
é um meio de contato amplamente utilizado nos dias atuais.
Pode-se ainda distribuir panfletos nas proximidades da loja.
De acordo com a intenção e com as possibilidades,
poderão ser utilizados anúncios em cadernos de classificados
de informática,
rádios, revistas especializadas, outdoors e internet.
Outros recursos podem ser aplicados se forem de interesse do empreendedor,
e um profissional de marketing e comunicação poderá
ser contratado para desenvolver uma campanha específica.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de loja de informática e montagem de computadores,
assim entendido como o comércio atacadista de computadores
e
equipamentos periféricos, além da reparação
e manutenção dos mesmos, poderá optar pelo
SIMPLES Nacional - Regime Especial
Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições
devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído
pela Lei
Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade
não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00
(empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos
na Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza) –
se prestar serviços de manutenção e reparação
de computadores (assistência
técnica); e,
-INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para o ramo de atividade
de serviços prestados, vão de 4% até 11,61%,
dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. Se o empreendedor
realizar atividades de prestação de serviços
de reparação e manutenção de computadores
e periféricos (desde que previsto nos atos de constituição
do
empreendimento), o Anexo III determina alíquotas entre 6%
até 17,42%. Havendo as duas atividades, cada receita específica
deverá
ser incluída no Anexo pertinente. No caso de início
de atividade no próprio ano-calendário da opção
pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação
da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor
utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita
do próprio mês de apuração multiplicada
por 12 (doze).
No caso do ICMS, o Estado em que o empreendedor estiver exercendo
a atividade conceder benefícios de isenção
e/ou substituição tributária para o ICMS, a
alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera
Federal poderá ocorrer redução quando se tratar
de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007, do
Comitê Gestor de Tributação das Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte).
Essa opção de tributação poderá
ser amplamente vantajosa para o segmento de negócio de loja
de informática e montagem de
computadores, motivo pelo qual sugerimos uma avaliação
cuidadosa do regime de tributação apresentado.
Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências
legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem
ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.
Glossário
Desktop – Desktop, expressão inglesa oriunda de desktop
publisher (editor de textos de mesa). São os computadores
de mesa. Possui
partes separadas (rato ou mouse, teclado, CPU ou unidade central
de processamento, monitor, impressora...). e são os de menor
custo.
Notebooks – também chamado de laptop, é um
computador portátil, leve, designado para poder ser transportado
e utilizado em diferentes lugares com facilidade. Normalmente contém
tela de LCD (cristal líquido), teclado, mouse (é em
geral um touchpad, área onde se desliza o dedo), unidade
de disco rígido, portas para conectividade via rede local
ou fax/modem e gravadores de CD/DVD.
Software - Software, ou programa de computador é uma seqüência
de instruções serem seguidas e/ou executadas, na manipulação,
redirecionamento ou modificação de um dado ou acontecimento.
Dicas do Negócio
1. Dimensionar o conjunto de serviços que serão agregados
é importante para se tornar mais competitivo. Avaliar o custo/benefício
desses serviços é vital, pois pode representar um
elevado custo sem geração de receita compatível.
2. Jamais esquecer que o foco central do negócio é
informática.
3. Investir na qualidade global de atendimento ao consumidor, ou
seja, em: qualidade do serviço; ambientes agradáveis;
profissionais
atenciosos, respeitosos e interessados pelo cliente.
4. Procurar fidelizar a clientela com ações de pós-venda,
como:
remessa de cartões de aniversário;
comunicação de novos serviços e novos produtos
ofertados;
contato telefônico lembrando de eventos e promoções.
5. A presença do proprietário em tempo integral
é fundamental para o sucesso do empreendimento.
6. O empreendedor deve estar sintonizado às novidades da
área. A informática é um negócio que
requer inovação e adaptação constantesem
face às novas tendências que surgem dia após
dia, o que torna equipamentos e acessórios sem mercado rapidamente;
7. Os empregados devem participar de cursos de aperfeiçoamento,
congressos e seminários para garantir a atualização
da empresa.
8. Deve-se tomar cuidados especiais com o estoque. O empresário
pode iniciar o negócio com estoque reduzido e diversificado
e
atualizá-lo de acordo com as demandas da clientela,
9. O processo de manutenção e pós-venda exige
uma atenção constante já que qualidade, agilidade
e presteza no atendimento contribuem para formar a imagem da loja.
10. O processo de compra de peças e equipamentos importados,
sem conhecimento da procedência, deve ser foco de atenção
redobrada, em razão dos riscos envolvidos.
Características específicas do empreendedor
O empreendedor envolvido com atividades comerciais ligadas à
tecnologia da informação deve se adequar a um perfil
arrojado e
comprometido com a evolução acelerada do setor, que
é amplamente disputado por concorrentes nem sempre fáceis
de serem vencidos. É aconselhável uma auto-análise
para verificar qual a situação do futuro empreendedor
frente a esse conjunto de características, e identificar
oportunidades de desenvolvimento. A seguir, algumas características
desejáveis ao empresário desse ramo:
• ter paixão pela atividade e conhecer bem o ramo
de negócio;
• pesquisar e observar permanentemente o mercado no qual está
instalado, promovendo ajustes e adaptações no negócio;
• ter atitude e iniciativa para promover as mudanças
necessárias;
• acompanhar o desempenho dos concorrentes;
• saber administrar todas as áreas internas da empresa;
• saber negociar, vender benefícios e manter clientes
satisfeitos;
• ter visão clara dos objetivos a serem alcançados;
• planejar e acompanhar o desempenho da empresa;
• ser persistente e não desistir dos seus propósitos;
• manter o foco definido para a atividade empresarial;
• ter coragem para assumir riscos calculados;
• estar sempre disposto a inovar e promover mudanças;
• ter grande capacidade para perceber novas oportunidades
e agir rapidamente para aproveitá-las; e
• ter habilidade para liderar a equipe de profissionais da
empresa.
Bibliografia Complementar
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BIRLEY, Sue; MUZYKA, Daniel F. Dominando os desafios do empreendedor.
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DOLABELA, Fernando. O Segredo de Luisa. 14 ed. São Paulo:
Cultura Editores Associados, 1999.
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DAUD, Miguel; RABELLO, Walter. Marketing de varejo: como incrementar
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