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Idéias de Novos Negócios - Loja de Artesanato

Apresentação do Negócio

O comércio de artesanato surgiu nas chamadas “feiras hippies” e era visto com preconceito pela sociedade, principalmente pelos
integrantes das classes sociais A e B, fato que de certa forma inibia o crescimento deste negócio.

Felizmente, o artesanato por grande parte da sociedade. Isso é um fator motivante para o surgimento de pequenos empreendimentos que comercializam artesanatos.

Muitas vezes o próprio artesão comercializa seus produtos mas ressalta-se que se esta atividade não for bem gerida poderá implicar
em dificuldades .Pode ser que o artesão não tenha a mesma habilidade na comercialização como tem na criação das suas peças.Sendo assim, as lojas de artesanato surgem como uma alternativa para facilitar a chegada de peças artesanais nos centros comerciais mais
desenvolvidos e até mesmo no exterior.

O empreendedor de loja de artesanato tem ,além da função comercial ,uma função social, já que suas pesquisas para localização de artesãos em todo o Brasil também estarão possibilitando a sobrevivência do artesanato.

Mercado

O Brasil possui artesãos altamente criativos e nos mais diversos rincões brasileiros,.Além de contar com os artesãos os, empresários
podem contar ainda com o artesanato indígena . O empreendedor que tenha interesse em atuar nesse mercado deve escolher criteriosamente seus fornecedores, pois o que garante o sucesso deste mercado é a qualidade e a “individualidade” do produto que será comercializado em seu estabelecimento.

O mercado de loja de artesanatos oferece possibilidade de ingresso de novos empreendedores.No entanto tais empreendedores devem
ingressar com disposição e muito profissionalismo, pois normalmente os aventureiros têm vida curta, ou seja, o mercado tem espaço para empresários com visão comercial baseada em qualidade e atendimento diferenciado .

Localização

A definição da localização da loja de artesanato, juntamente com a definição de seus fornecedores, são os dois principais pontos para este nicho de comércio. Por isso a definição do ponto que será instalado a referida loja de artesanato terá que ser embasada numa boa pesquisa de mercado. Aliado a está pesquisa o empreendedor deverá ter em mente qual o público que será atendido majoritariamente em seu comércio? Qual a classe social de seus clientes?A cidade onde pretende instalar a loja recebe muitos turistas?

Se o público-alvo for os integrantes das classes sociais A e B, o endereço da loja de artesanato deverá ser direcionado para shopping
centers freqüentados por este público, aeroportos, hotéis de luxo, resorts, bairros de classe média alta, dentre outras opções. Se a cidade for turística , a instalação de tal loja poderá ocorrer em mercados tradicionais, centros culturais, feiras de artesanato (principalmente as que funcionam no final de tarde), etc..

É necessário verificar junto a Prefeitura Municipal da cidade que se planeja instalar a loja, para ver se seu comércio não é conflitante com o Plano Diretor Urbano - PDU do município, já que o PDU define as áreas específicas para instalação de tipos de comércio e outras orientações.

Assim a localização do empreendimento, como dito acima, irá depender da opção do empreendedor, mais nunca perca de vista o
público-alvo de seu negócio, levando em consideração hábitos, costumes e poder aquisitivo deste referido público.

Exigências legais específicas

O empreendedor deverá cumprir algumas exigências iniciais e somente poderá se estabelecer depois de cumpridas, quais sejam:

Etapas do Registro

1ª Etapa:

a) Registro da empresa nos seguintes órgãos:

-Junta Comercial;
-Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
-Secretaria Estadual de Fazenda;
-Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
-Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher por ocasião da constituição e até o dia 31 de
janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical Patronal);
-Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”.
-Corpo de Bombeiros Militar.

b) Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua loja para fazer a consulta de local e emissão das certidões de Uso do Solo e Número Oficial.

Estrutura

O tamanho da estrutura varia segundo o interesse e expectativa do empreendedor, que também deverá ficar atento a disponibilização de
espaços específicos para a comercialização,atividades administrativas e estoque.O ambiente reservado para a comercialização deve ser
agradável, bem iluminado e de fácil movimentação.

Os espaços indicados acima devem ser dotados de lay-out adequado, visando facilitar a movimentação, conforme segue:

a) Administrativa(opcional)– este espaço deverá ser dotado de mobiliário (mesas, cadeiras), microcomputadores, dentre outros.Eles
devem estar dispostos de forma organizada, possibilitando o desenvolvimento das atividades de escritório.

b) Vendas (obrigatório) – este espaço deverá ser dotada de vitrines com vidros amplos e sempre limpos.É ideal que esta área tenha
estantes em vidro, para que os clientes possam visualizar todas as peças de artesanato que a empresa comercializa.

A área física da empresa varia conforme o local, ou seja, se for shopping center, aeroportos ou hotéis o empresário poderá ter sua loja
montada em um córner, quiosque ou mesmo um espaço maior.Tudo isso irá depender do capital que o empreendedor disponha para bancar o aluguel mensal e ainda o que estiver disponível nesses locais. Assim a referida área física poderá variar de 6m² (corner ou quiosque) a 50m².

Pessoal

Apresentamos abaixo um quadro mínimo para o início das atividades:

a) 2 empregados na área de vendas podendo executar o serviço de “caixa”, ou seja, vender e receber ;
b) 1 empregado na área administrativa.O próprio empresário poderá executar estas tarefas..

O proprietário deverá estar presente em todos os momentos e atividades da empresa, principalmente as relacionadas a área administrativa, sem contudo esquecer a área de vendas. Deve-se atentar também ao Caixa.Foi sugerido a que as próprias vendedoras
atuem nesse setor no início dessa atividadessional.

Equipamentos

Os principais equipamentos para iniciar uma loja de artesanato são os seguintes:

a) Balcão e vitrine;
b) Prateleiras;
c) Embalagens comuns e para presentes;
d) Telefone;
e) Máquina de calcular;
f) Máquina de ECF;
g) Mesas, cadeiras, microcomputadores, impressora e telefone.

Matéria Prima / Mercadoria

Este tipo de estabelecimento trabalha com peças prontas e podem oferecer peças que representem as mais variadas formas de
manifestações culturais e artísticas das diversas regiões brasileiras, lista alguns exemplos:

a) Aromas;
b) Bijuterias e adereços de enfeites pessoais;
c) Bolsas e mochilas customizadas artesanalmente;
d) Cerâmicas;
e) Peças de enfeites natalinos;
f) Esculturas em pedra sabão, bronze, madeira e metais variados;
g) Mobiliário rústicos;
h) Painéis e pinturas rupestres;
i) Rendas;
j) Tapetes;
k) Xilogravura;
l) Forros e caminhos de mesas;
m) Peso de portas;
n) Dentre outros vários itens.

Pode surgir uma grande variedade de outros itens desejados pelos consumidores, por isso mesmo o empresário deverá estar disponível
para adquirir “aquilo que o cliente busca” e não apenas “aquilo que lhe agrade”.

Organização do processo produtivo

Para que mantenha seu estabelecimento organizado e atenda a demanda dos clientes é necessário ficar atento a algumas tarefas:

-organizar e expor dos produtos, dividindo as peças por seções;

-montar espaços com sugestões de decorações, fazendo surgir necessidades de consumo nos clientes;

-colocar os preços em cada peça de forma bem visível.

O empresário deverá controlar o estoque para que não falte nenhum item dos produtos além de manter a fachada da loja sempre bem limpa e por último efetuar a limpeza do ambiente.

O ambiente da loja de artesanato deve ser um espaço agradável, limpo, arejado/climatizado, bem iluminado, com as vitrines dispostas de forma a possibilitar facilidade para que o cliente possa visualizar as peças que são comercializadas.

Automação

O nível de automação é relativamente baixo, já que tipo de empreendimento envolve a área de vendas, controle de estoques e
administrativo-financeiro o ideal é adquirir um software para auxiliar na gestão, mas empreendedor pode deixar esta opção para um segundo momento.No entanto, é necessário que eles sejam executados pelo menos em planilhas eletrônicas . Inicialmente com um
microcomputador será possível viabilizar uma gestão automatizada.

O ideal é que o empreendedor procure o apoio de profissionais qualificados para prestar uma assessoria na definição de um software
amigável e de fácil manuseio para tirar o máximo de produtividade de tal ferramenta.

Investimentos

O volume de recursos a ser investido dependerá do empreendedor, bem como do espaço disponível para montagem da loja de
artesanato. Visando dar uma idéia de tais investimentos segue uma exposição de itens e quantidades entendidas como necessárias para se ter estruturada uma loja de artesanatos de médio porte.

a. Balcão - 2 unidades x R$ 360,00 = R$ 720,00
b. Vitrine – 2 unidades x R$ 430,00 = R$ 860,00
c. Prateleiras – 6 unidades x R$ 175,00 = R$ 1.050,00
d. Embalagens comuns e para presentes – várias – R$ 800,00
e. Telefone – 1 unidade x R$ 40,00 = R$ 40,00
f. Máquina de calcular – 2 unidades x R$ 60,00 = R$ 120,00
g. Máquina de ECF – 1 unidade x R$ 1.215,00 = R$ 1.215,00
h. Mesas – 2 unidades x R$ 300,00 = R$ 600,00
i. Cadeiras – 6 unidades x R$ 120,00 = R$ 720,00
j. Microcomputadores – 2 unidades x R$ 1.300,00 = R$ 2.600,00
k. Impressora – 1 unidade x R$ 500,00 = R$ 500,00
Total dos equipamentos e acessórios – R$ 9.225,00

A estimativa de investimento para aquisição de mercadorias estará situado entre R$ 10.000,00 a R$ 200.000,00, distribuídos entre os
mais diversos itens que são necessários para comercialização na loja de artesanatos.

Ressalta-se que neste segmento de mercado normalmente a compra de mercadorias (artesanatos) dificilmente ocorre a prazo, ou seja,
normalmente os artesãos somente vendem as peças produzidas à vista. Assim praticamente não existem negócios a prazo na aquisição de peças de artesanatos, isto porque a produção feita pelos artesãos tem a finalidade primordial de prover seus familiares.

O montante a ser investido na reformado imóvel e adequação às necessidades da empresa é variável, pois dependerá do material de
construção que será empregado, bem como o espaço a ser utilizado.No entanto como deve ser uma estrutura com um visual bastante
chamativo o investimento nesta área irá girar em torno de R$ 15.000,00.

Capital de giro

Capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio.

O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir:

-Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
-Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado;
-Baixo volume de vendas;
-Aumento dos índices de inadimplência;
-Altos níveis de estoques.

O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
O empresário deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela
deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.

O nível de Capital de Giro para este segmento deverá ser em montante suficiente para suportar a movimentação operacional em torno de 18 meses, sendo este montante elaborado em relação aos desembolsos que compõe o início da empresa.

Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos
consumidos no processo de produção.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Os custos para uma abrir uma loja de artesanato devem ser estimados considerando os itens abaixo:

1. Salários, comissões e encargos;
2. Tributos, impostos, contribuições e taxas;
3. Aluguel, taxa de condomínio, segurança;
4. Água, Luz, Telefone e acesso a internet;
5. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;
6. Recursos para manutenções corretivas;
7. Assessoria contábil;
8. Propaganda e Publicidade da empresa;
9. Aquisição de mercadorias;
10. Despesas com vendas;
11. Despesas com estocagem e transporte.

Um ponto fundamental a ser observado pelo empresário de loja de artesanato e que difere um pouco dos demais negócios que a questão de “comprar pelo menor preço”. Dependendo da forma de negociação com o artesão poderá ocasionar a “extinção” de tal profissional.As aquisições de artesanatos em valores insuficientes para que o artesão tenha condições de manter suas necessidades básicas poderá fazer com que tal profissional abandone seu “sonho” que é o de ser um artista do artesanato, levando o buscar outras fontes de ganhos financeiros.

E sem sombra de dúvida esta decisão por parte do artesão, estará sendo corroborada fortemente pelo empresário que atua de forma
inescrupulosa com seus fornecedores, além da questão de estar contribuindo para a eliminação de possíveis profissionais qualificados
deste mercado estará também auto-eliminando aos poucos o seu comércio.

Claro que o empresário poderá entender que sempre irá aparecer novos artesãos, no entanto esta máxima poderá se tornar inverídica.

Diversificação / Agregação de valor

Nesse segmento de mercado diversificar é o diferencial que o tornará um empresário comum ou de sucesso. Apresente peças inovadoras, produzidas exclusivamente por um artesão para serem comercializadas em sua loja, pois são estas inovações manterão a empresa em constante evidência junto ao consumidor.

As peças comercializadas podem servir para a decoração do lar, adorno pessoal (bijuterias) e para consumo próprio como bebidas e
doces artesanais.

O empreendedor deverá estar sempre atento ao surgimento dos anseios de consumo e as expectativas dos consumidores . Isto porque sempre surgem “novos” artesãos.

Ressalta-se que o empresário deverá buscar manter em sua linha de produtos comercializados a maior variedade possível de peças de
artesanatos para ter em sua loja, visando atender vários tipos de cliente.

Divulgação

Por se tratar de um negóciode relacionado também ao ramo de decoração, tem que haver um forte processo de divulgação da loja pois consumidor buscará as peças de artesanato que mais vezes estiverem em contato com seus olhos e seu subconsciente.

A divulgação deverá ser fewia em rádio, outdoor, revistas, jornais, panfletos ,dentre outros. As peças publicitárias deverão ser bem
produzidas, por isso mesmo o empreendedor deverá buscar auxílio de profissionais qualificados .

Uma outra forma de divulgação é fornecer suas peças empréstadas para decoração de ambientes comerciais, imóveis (exemplo:
apartamentos em estágio de exposição para venda) direcionados ao seu público-alvo.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de loja de artesanato, assim entendido o comércio varejista de artigos de artesanatos, poderá optar pelo SIMPLES
Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional):

-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-INSS (contribuição para a seguridade social).

Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

Alguns Estados concedem benefícios de isenção para o ICMS sobre as atividades de artesanato; dessa forma, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

Essa opção de tributação poderá ser amplamente vantajosa para o segmento de loja de artesanato, motivo pelo qual sugerimos uma
avaliação cuidadosa do regime de tributação apresentado.

Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.

O empreendedor deverá avaliar bem essa opção, pois ela poderá ser bem interessante para o seu segmento de negócio, da mesma forma que, dependendo do nível de faturamento, aliado ao volume de seus custos mais despesas, talvez essa opção não venha a ser interessante.

Dessa forma, o ideal é buscar um profissional da área contábil para assessorá-lo nos cálculos de identificação da melhor opção tributária para o seu estabelecimento comercial. Isso porque não existe modelo sistemático para assegurar essa decisão, pois o que é bom para uma empresa que tem características similares a sua poderá não se aplicar ao seu empreendimento e vice-versa.

Ressalta-se também que as peças de artesanatos que são adquiridas diretamente dos artesãos, que efetivamente se enquadram nesta
categoria de profissional não se confunde com a empresa que irá comercializar as referidas peças de artesanatos.

Isto porque o Decreto nº 4.544 de 26/12/2002 define em seu Artigo 7º o seguinte:

“Art. 7º Para os efeitos do art. 5º:
I – no caso do seu inciso III, produto de artesanato é o proveniente de trabalho manual realizado por pessoa natural, nas seguintes condições:
a) quando o trabalho não conte com o auxílio ou participação de terceiros assalariados; e
b) quando o produto seja vendido a consumidor, diretamente ou por intermédio de entidade de que o artesão faça parte ou seja assistido.”

Com isto o empresário ao buscar adquirir as peças de artesanato deverá se revestir de todo o procedimento legal, visando não incorrer
em aquisições ilegais, para isto caso o artesão que seja seu fornecedor não esteja vinculado a uma entidade que o assista, necessário se faz que tal artesão emita NF ou não a tendo (o que é muito comum) faça o mediante a emissão de NF avulsa junto a Secretaria da Fazenda de cada Estado.

Dicas do Negócio

O candidato a empresário na área de loja de artesanato deve entrar neste negócio consciente de que terá que estar presente tempo integral, principalmente no início das atividades do novo empreendimento, tanto na parte comercial, quanto operacional e na gestão financeira do negócio.

O empreendedor deve estar muito atento ao que acontece no mercado de artesanato.É importante acompanhar o desenvolvimento dos
produtos, identificar novos artesãose tendências .

Este segmento requerer inovações contínuas, seja na oferta de novas e inovadoras peças de artesanato ou na forma de comercializar seus produtos.

O empreendedor deverá estar disposto a se dedicar integralmente a loja de artesanato, pois terá que viajar pelas mais diversas regiões do país procurando identificar novos artesãos e possíveis fornecedores exclusivos .Durante sua ausência deverá contar com outro um gestor que pelo menos consiga cumprir suas ordens .

Características específicas do empreendedor

O empreendedor que tender a iniciar uma loja de artesanato, deve ter algumas características básicas, tais como:

1. Ter conhecimento específico sobre artesanato e suas diversas variações étnicas, culturais, etc.. Este conhecimento pode ser adquirido com a participação em cursos e eventos sobre artes e artesanato;

2. Habilidades para analisar uma peça de artesanato, conhecer a história de cada região produtora de artesanato bem como do artesão;

3. Sr capaz de elaborar mostruário que desperte a atenção dos clientes, apresentar sugestões de utilização das peças de artesanato;

4. . Ter habilidade no tratamento com pessoas tanto com seus colaboradores quanto com clientes, fornecedores/artesãos, enfim com
todos que de forma direta ou indireta tenha ligação com a empresa;

6. Ser empreendedor antecipando as tendências, ter visão de futuro no que tange o interesse de consumo, além de estar sempre antenado com as inovações de mercado;

7. Ser humilde o suficiente para entender que o que vende é o gosto do cliente e não o seu, por isso deverá adquirir peças de artesanato que atenda os anseios da clientela e não apenas tentar impor o seu próprio gosto.

Bibliografia Complementar

SEBRAE/MG – www.sebraeminas.com.br
SEBRAE/SC – www.sebrae-sc.com.br
SEBRAE/ES – www.sebraees.com.br
http://www.hobbyart.com.br
http://www.megaartesanal.com.br
http://www.portaldoartesao.org.br