Idéias
de Novos Negócios - Indústria de Confecção
Apresentação do Negócio
O mercado de moda brasileiro é conhecido local e internacionalmente
por sua criatividade e dinamismo, com destaque para diversos
estilistas e produtores nacionais de renome no exterior. O ramo
de confecção vive em torno da moda, que como parte
de toda a cadeia têxtil vem passando por significativa transformação.
No cenário atual as indústrias têxteis brasileiras
tem investido na automação e qualificação
de mão-de-obra como forma de enfrentar a ameaça dos
tecidos estrangeiros.
Por outro lado, cerca de 18.000 confecções brasileiras,
conhecidas pelo emprego intensivo de mão-de-obra (segundo
dados da
ABRAVEST geram em torno de um milhão de empregos diretos
- 90% deles ocupados por mulheres-, buscam sustentar o ritmo de
crescimento de anos anteriores expandindo seus negócios para
outras regiões do País (atualmente cerca de 60% da
produção está
concentrada na Região Sudeste), ou migrando para locais (pólos)
onde os custos (principalmente mão-de-obra) possam ser menores
e a integração de empresas voltadas para fases distintas
do processo têxtil aparece como solução para
a concretização de um novo padrão de concorrência.
A histórica fragmentação do setor vem sendo
atenuada pela formação de redes compostas por ateliês
de design, fornecedores de
matérias-primas, confecções e grandes cadeias
varejistas onde a especialização e a conquista de
nichos aumentam as chances de
sobrevivência e sucesso dos empreendimentos.
Unidades fabris instaladas:
Distribuição Regional das fábricas - Ano
2004
Norte 276
Nordeste 2.401
Sudeste 10.123
Centro Oeste 839
Sul 3.887
TOTAL 17.526
Mercado
Uma característica da indústria do vestuário
(também conhecida como confecção) é
a heterogeneidade.Existem segmentos bastantes diferenciados no que
diz respeito às matérias-primas e aos processos produtivos
utilizados, bem como aos padrões de concorrência e
às estratégias empresariais enfrentadas.
O público-alvo primário da indústria de confecção
está subdividido em lojistas, magazines e lojas de departamento
de moda. Ampliando
essa categoria há também o público-alvo secundário
que está dividido por classe de renda, sexo, idade entre
outros. Ele será determinado de acordo com a estrutura e
tipo de segmento escolhido pelo empresário.
Dentre esses segmentos temos:
-Confecção infantil: crianças de 0 a 8 anos;
-Confecção juvenil: crianças de 9 a 14 anos;
-Confecção feminina: moda social ou esportiva para
mulheres de 15 a 20 anos; de 21 a 33 anos; de 34 a 45 anos; e acima
de 50 anos;
-Confecção masculina: moda social ou esportiva para
homens de 15 a 20 anos; de 21 a 30 anos; de 31 a 45 anos; e acima
de 50 anos;
-Moda íntima: para homens e mulheres nos grupos acima;
-Cama, mesa e banho: donas-de-casa, noivas (lençol, toalhas
de banho, toalhas de rosto, panos para copa, toalhas de mesa, guarnições
etc.);-Moda praia;
-Uniformes profissionais
Localização
Antes de se decidir pela escolha do imóvel para instalação
de sua Indústria de confecção, o empreendedor
deverá observar os
seguintes detalhes:
a) Verificar se imóvel em questão atende as suas
necessidades operacionais quanto à localização
(proximidade de fornecedores,
fontes de mão-de-obra, consumidores, atividades de confecção
complementares e não concorrentes) e capacidade de instalação
(vide
item Estrutura).
b) Certificar-se que o imóvel é atendido por serviços
de água, luz, força, esgoto, telefone etc. O local
ideal deve ser de fácil acesso,
possuir estacionamentos para veículos, local para carga e
descarga de mercadorias e serviço de transporte coletivo,
lembre-se que o valor gasto no transporte de seus funcionários
irá compor a sua estrutura de custos.
c) Ficar atento aos imóveis situados em locais sujeitos
a inundações ou próximos às zonas de
risco. Consulte a vizinhança a respeito.
d) Conferir se o imóvel está legalizado e regularizado
junto aos órgãos públicos municipais que possam
interferir ou impedir sua futura
atividade.
e) Observar a planta do imóvel aprovada pela Prefeitura,
e verificar se houve alguma obra posterior aumentando, modificando
ou
diminuindo a área primitiva.esta obra deverá estar
devidamente regularizada.
f) Verificar também na Prefeitura Municipal:
• se o imóvel está regularizado, ou seja, se
possui HABITE-SE;
• se as atividades a serem desenvolvidas no local respeitam
a Lei de Zoneamento do Município, já que alguns tipos
de negócios não são
permitidos em qualquer bairro;
• se os pagamentos do IPTU referentes ao imóvel encontram-se
em dia;
• no caso de serem instaladas placas de identificação
do estabelecimento, será necessário verificar o que
determina a legislação local sobre o licenciamento
das mesmas. A consulta junto à Prefeitura é necessária
para se conhecer as exigências relativas ao Código
Sanitário e ao Código de Obras. As atividades econômicas
da maioria das cidades são regulamentadas pelo Plano Diretor
Urbano (PDU). É essa Lei que determina o tipo de atividade
que pode funcionar em determinado endereço.
Exigências legais específicas
A seguir relacionamos a legislação aplicável
às indústrias de confecção:
-Resolução CONMETRO No- 6, de 19 /12/2005 ( publicada
no D.O.U. de 26 de dezembro de 2005, seção 1, pág.
119 e seguintes) - Dispõe sobre a aprovação
da Regulamentação Técnica de Etiquetagem de
Produtos Têxteis.
-Resolução CONMETRO nº 2, de 13/12/2001, aprovou
o Regulamento Técnico de Etiquetagem em Produtos Têxteis.
Desde junho de 1975, a legislação brasileira obriga
a industria têxtil a indicar a composição das
fibras têxteis constituintes dos artigos fabricados, com as
respectivas percentagens e instruções de conservação
em português Resolução Nº 2 de 13/12/01
do INMETRO.
O empreendimento está dispensado de obter registro ou autorização
de funcionamento específicos, junto a entidades ou órgãos
fiscalizadores de atividades regulamentadas, bastando ao empreendedor
obter a inscrição junto aos órgãos exigíveis
das sociedades empresárias em geral.
A pessoa jurídica também não está
sujeita à responsabilidade técnica, ou seja, não
se exige do empreendimento a manutenção, em seus
quadros, de profissional habilitado junto a órgão
ou conselho de classe fiscalizador de profissão regulamentada.
Recomenda-se anda fazer uma consulta ao PROCON para adequar seus
produtos às especificações do Código
de Defesa do Consumidor (Lei nº. 8.078/1990 - Código
de Defesa do Consumidor – Alterada pela Lei nº 8.656/1993,
Lei nº 8.703/1993, Lei nº 8.884/1994, Lei nº 9.008/1995,
Lei nº 9.298/1996 e Lei nº 9.870/1999).
Licenciamento Ambiental - Em geral a implantação
de uma indústria de tecidos e artigos de malha.
-fabricação de tecidos de malha ou artigos produzidos
em malharias (tricotagem), artefatos de tapeçaria, acessórios
para segurança
industrial e pessoal, incluindo guarda-chuvas, sombrinhas ou outros
que contenham materiais além de tecido, é considerada
fonte
poluidora e requer o Licenciamento Ambiental pelas Secretarias do
Meio Ambiente dos Estados (CRA).
Todavia, a confecção de peças e acessórios
do vestuário, roupas profissionais, peças interiores,
fabricação de artefatos têxteis a partir
de tecidos para vestuário, estão dispensadas do licenciamento
ambiental. Como essas exigências variam para cada Estado,
é
indispensável que o empresário informe-se junto ao
órgão de Saneamento Ambiental competente na sua região
antes de instalar sua
confecção.
Licenciamento Municipalizado
Certas fontes poluidoras poderão submeter-se apenas ao licenciamento
ambiental efetuado pelo município, mediante convênio
assinado entre a Secretaria do Meio Ambiente e o Município,
desde que este tenha implementado o Conselho Municipal de Meio Ambiente,
e possua em seus quadros, ou à sua disposição,
profissionais habilitados, tendo legislação ambiental
específica e em vigor. Para tanto, verifique em seu município
esta possibilidade.
Corpo de Bombeiros - vistoria do imóvel
Nos Estados com convênios firmados com os municípios,
qualquer edificação que busque obter o “Habite-se”
da Prefeitura local, deve
submeter-se previamente a aprovação do Corpo de Bombeiros.
Esta aprovação é baseada na análise
prévia do projeto do edifício,
onde são exigidos níveis mínimos de segurança,
previsão de proteção contra incêndio
da estrutura do edifício, rotas de fuga, equipamentos de
combate a princípio de incêndio, equipamentos de alarme
e detecção de incêndio, além de sinalizações
que orientem a localização dos equipamentos e rotas
de fuga.
Estrutura
A estrutura física de uma indústria de confecção
compreende uma área não inferior a 100m², subdividida
em 4 ambientes: Produção
Neste ambiente estão dispostos os equipamentos e empregados
envolvidos nos processos de corte, costura, acabamento, planejamento
e controle da produção, os estoques de matéria
prima e produtos acabados, e ainda as áreas de expedição
e manutenção.
Área Técnica
Neste local são desenvolvidos os novos produtos (design),
modelagem, amostras, estudo das especificações, inspeção
e
qualidade.
Atendimento e Vendas
A indústria deve dispor de um local apropriado para realizar
o atendimento comercial, vendas e planejar e executar o marketing
de
seus produtos.
Finanças
Um espaço deve ser reservado para as atividades relacionadas
aos controles financeiros, incluindo o controle das contas a pagar,
compras, contas a receber cobrança e folha de pagamento.
Pessoal
Uma característica marcante do setor de confecção
brasileiro é o uso do trabalho domiciliar e relações
informais de produção. Por esta razão o número
de funcionários varia de acordo com o porte do empreendimento
e o nível de formalidade.
Uma pequena indústria de confecção contém
em seu quadro de pessoal fixo entre 10 e 20 pessoas trabalhando
diretamente, assim
distribuídas:
-um desenhista de moda (Free lance),
-um modelista (free lance),
-quatro costureiras,
-uma cortadeira,
-dois auxiliares de acabamento,
-um gerente de produção,
-um assistente de compras,
-um coordenador de pedidos e entregas,
-um a quatro vendedores (externo e interno, autônomos),
-uma secretária geral / auxiliar administrativa,
-duas passadeiras
-e uma faxineira.
Equipamentos
O segmento de confecção é muito variado, devido
aos tipos de peças do vestuário que podem ser produzidas.
Os equipamentos são praticamente os mesmos, mudando o sistema
de acabamento e a colocação de acessórios.
A escolha do maquinário, portanto, dependerá de qual
seguimento o empresário irá implementar. Dentre as
principais máquinas e equipamentos estão:
Galoneira;
Máquina de costura overlock;
Máquina de costura interloc;
Máquina de costura reta industrial;
Máquina de costura pespontadeira;
Máquina de costura refiladora;
Máquina de costura zig-zag;
Máquina de pregar botões e ilhoses;
Máquina de casear;
Máquina de fusionar;
Máquina de travete;
Mesa caseadeira;
Ferros a vapor;
Mesa de corte;
Mesa de passar roupas;
Mesa de abrir costura;
Pespontadora de coluna;
Pespontadora rápida.
Abaixo estão listados alguns segmentos e seus respectivos
equipamentos:
-Máquinas para Tecido Plano: a Reta; a de duas agulhas;
a de três fios; a de cinco fios; a de pesponto base plana;
a de pesponto braço; a de elástico; a de cós;
a passante; a travette e a de caseado de olho;
-Máquinas para Linha Praia: a Reta; a de três fios
leve; a colarette cilíndrica com catraca e a três pontinhos.Caso
trabalhe com tecido de malha, ou elastano, tecidos que possuem elasticidade,
são necessárias as maquinas, overloque com 3 agulhas,
galoeira e máquina de corte.
-Máquinas para Camisaria Social: a Reta; a de duas agulhas;
a pesponto de braço; a casadeira reta; botoneira; a de cinco
fios e a de
três fios.
-Máquinas para Camisa de Malha: a Reta; a colarete; a de
três fios e a casadeira reta. As máquinas de casear
e pregar botões tem um custo mais elevado, portanto, quem
está iniciando poderá terceirizar estas operações,
enviando o material a empresas que prestam serviço.
Além dessas máquinas há também a necessidade
de:
-Mesa de corte (5 x 2m);
-Mesa de apoio para acabamento (7 x 2m);
-Mesa de apoio para embalamento e etiquetagem (5 x 2m);
- Passadeira a vapor industrial . Para a montagem do escritório
há necessidade de materiais, móveis e utensílios
de escritório como mesa de reunião com seis cadeiras;
bancada de trabalho para vendedores, com divisórias e ramais;
arquivos de aço; mesas de escritório, computadores
e impressoras. Os equipamentos a serem utilizados estão diretamente
ligados ao tipo de tecido a ser trabalhado.
No site da Associação Brasileira de Máquinas
e Equipamentos – ABIMAQ, http://www.abimaq.com.br/ no item
“Para Pequenos
Negócios”, encontram-se vários fornecedores
nacionais de máquinas e equipamentos para confeccao de roupas,
que podem auxiliar o
empreendedor na hora de escolher equipamentos novos e/ou usados.
Matéria Prima / Mercadoria
As principais matérias-primas empregadas no processo fabril
de uma confecção incluem: embalagens, fios e linhas,
aviamentos
(etiqueta; acessórios, botões, zíperes, etc.),
e, especialmente, o tecido utilizado (disponíveis em diversos
tipos, padronagens e
cores). Principais fibras têxteis do mercado Fibras naturais:
Lã (Fibra Protéica) – Quente e confortável,
excelente isolante térmico;
resistente ao amassamento;
absorve bem a transpiração e a umidade;
amarela e desbota quando exposta ao sol;
baixa resistência ao atrito;
atacada por traças, insetos e fungos;
não resiste a produtos químicos;
exige precauções durante a conservação.
Seda (Fibra Protéica) – Muito macia, leve e confortável;
não provoca irritações na pele;
baixa resistência;
desbota exposta ao sol e a transpiração;
não resiste a produtos químicos;
atacada por traças e insetos;
exige muitos cuidados na lavagem e tratamento.
Algodão (Fibra Celulósica) – Macio e confortável;
durável;
resistente ao uso, à lavagem, à traça e insetos;
lava-se com facilidade; tem tendência a encolher e a amarrotar;
atacado por fungos;
queima com facilidade;
não resiste a produtos químicos.
Linho (Fibra Celulósica) – Muito resistente e confortável;
lava-se com facilidade;
encolhe e amarrota com facilidade;
atacado por fungos;
queima com facilidade.
Fibras não naturais:
-Viscose – Macia e agradável para o verão;
absorve bem a umidade e a transpiração;
resiste bem à luz e às traças;
torna-se pouco resistente quando molhadas;
encolhe e amarrota com facilidade;
sensível ao ácido acético;
amarela e desbota com a transpiração;
queima com facilidade;
-Poliamida – Leve e macia;
não encolhe e nem deforma;
resistente ao uso, aos fungos e às traças;
de fácil tratamento e seca rapidamente;
sensível à luz;
tem tendência a reter poeira e sujeira;
mancha com facilidade;
não absorve umidade;
aquece pouco;
favorece a transpiração do corpo;
encolhe com o calor;
não resiste a produtos químicos;
-Poliéster – Boa resistência à luz e
ao uso;
não enruga;
boa elasticidade;
resiste a maior parte dos produtos químicos;
de fácil tratamento e seca rapidamente;
áspero;
tem tendência a formar “bolinhas” com o uso;
desbota quando exposto ao sol:
encolhe com o calor.
-Acrílico – Macio, leve e quente;
não enruga;
boa resistência à luz, às traças e a
maior parte dos produtos químicos;
não encolhe;
de fácil tratamento;
forma “bolinhas” com o uso;
sensível ao calor e a produtos químicos;
queima com facilidade.
Organização do processo produtivo
Modelagem:
Etapas do processo de criação dos moldes:
-Criação do modelo pelo estilista ou desenhista
de moda;
-Confecção dos moldes para corte do tecido;
-Levantamento de pesquisa para compra dos acessórios e
tecidos;
-Confecção das peças de mostruário
para teste de produção.
Corte:
A primeira etapa do processo de produção é
o corte do tecido. Existem máquinas industriais de corte
que necessitam de uma operadora habilitada, para que não
ocorra desperdício de tecido. Entretanto, se o corte for
manual, tendo em vista que a produção
inicialmente será pequena, é fundamental a preparação
dos moldes para corte das partes do tecido que formarão a
peça final.
O corte manual é uma tarefa que exige habilidade do operador.
Com o auxílio de uma guilhotina (empresas maiores) ou de
uma serra fita ou circular e seguindo os moldes elaborados anteriormente
pela modelista, são cortadas em grandes mesas (mesa de corte)
várias peças do tecido sobreposto.
Este é um momento delicado do processo produtivo, pois
um erro nesta operação tem pouca chance de ser reparado,
representando perda parcial ou total do tecido e atraso na produção
para a empresa.
Enfesto
Etapa do processo produtivo de uma confecção que
consiste na colocação de uma camada (folha) de tecido
sobre a outra, de forma a
facilitar o corte simultâneo das peças comercializadas
pela empresa. O comprimento do enfesto é definido pelo comprimento
do risco,
acrescido das tolerâncias.
A quantidade de folhas de tecido é definida em função
do pedido de peças, do equipamento de corte a ser utilizado
e em função da
instabilidade do tecido. Overlock: Após o corte, cada pedaço
correspondente a uma parte da peça de vestuário receberá
o acabamento nas bordas, para evitar o desfiamento, chamado de overlock.
O empreendedor não deve esquecer que todas as peças
devem ter 1,5 cm de margem para costura e acabamento, e é
justamente nestas extremidades que o overlock será aplicado.
O overlock é uma costura que reveste a extremidade do tecido,
feito em máquina de costura especial, também chamada
overlock. Dependendo do tipo de tecido este acabamento pode ser
feito na costura final. Costura / montagem: Executada por costureiras,
esta é a etapa mais complexa e intensiva em trabalho. Consiste
na união de dois ou mais elementos de uma roupa.
Nesta fase, as peças são repassadas às costureiras
que possuem funções diferenciadas na linha de produção
(gola, punho, manga,
etiquetas, por exemplo) e que trabalham seguindo uma seqüência
lógica de tarefas. Durante o processo, são utilizados
vários tipos de
máquinas: zig-zag, overlock, etc.
As partes da peça são unidas na máquina reta,
devendo haver perfeito casamento entre elas, para assegurar o bom
caimento da roupa.
Acabamento: Etapas Complementares ao Processo de Acabamento:
Colocação de acessórios / aviamentos (botões,
zíperes, elásticos, etc.);
-Estamparia;-Lavagens e tingimentos especiais;
-Bordados ou gravações especiais.
A última etapa é a colocação dos acessórios,
como botões, bolsos, zíperes, golas, etc. Este trabalho
é o mais rápido, mas é o que exige
maior habilidade, porque a composição do acabamento
final é responsável pela qualidade visual do produto.
Controle de qualidade;
Etiquetagem, codificação , embalagem ,estoque e expedição.
Automação
O uso intensivo de mão-de-obra é uma das características
das confecções. A automação do processo
de produção ocorre principalmente nas fases anteriores
à costura: design, modelagem (uso de sistemas CAD, Computer
Aided Design) e máquinas operatrizes automatizadas para corte
(sistemas CAM, Computer Aided Manufacturing) e enfesto.
A etapa principal do ciclo produtivo – a costura, é
uma etapa de utilização intensiva de mão de
obra e, de forma geral, utiliza-se máquinas de costura operadas
por costureiras, com baixo uso de recursos de automação.
Em relação à gestão da produção
(controle de estoque, compras, etc.), força de vendas, relacionamento
com os clientes (CRM), dentre outras funções, existem
sistemas eletrônicos especialistas e focados para as indústrias
de confecções (vide www.abravest.org.br), dentre eles
alguns homologados pelo BNDES.
Canais de distribuição
O empreendedor deve escolher o melhor método de distribuição
de seus produtos avaliando a possibilidade da utilização
de representantes ou a venda direta por meio de visitas a lojas,
butiques, lojas de departamentos, etc.
A outra alternativa é participar de feiras ou abrir um estabelecimento
próprio e comercializar a produção. A promoção
do negócio pode ser realizada por meio de desfiles, anúncios
em revistas especializadas, catálogos e mala direta.
Investimentos
Para montar uma pequena confecção o investimento
varia conforme o número de máquinas, empregados, nivel
de tercerização, custo de
aquisição / aluguel / reformas do imóvel utilizado,
etc.Por isso, é importante fazer uma análise do capital
disponível para atender às suas
necessidades. Uma boa referência de preços pode ser
obtido em http://www.cmtdobrasil.com.br/venda
Ferros a vapor (2)
Galoneira (1)
Máquina de casear(1)
Máquina de corte, com dispositivo automático de afiação.(1)
Máquina de costura interloc;(1)
Máquina de costura pespontadeira;(1)
Máquina de costura refiladora;(1)
Máquina de costura reta industrial, equipadas com sistemas
de
lubrificação automática, mecanismo de reversão
do ponto (5)
Máquina de costura zig-zag;(1)
Máquina de fusionar;(1)
Máquina de pregar botões e ilhoses(1)
Máquina de termocolagem(1)
Máquina de travete;(1)
Máquina overloque industrial(1)
Mesa caseadeira;(1)
Mesa de abrir costura;(1)
Mesa de corte(1)
Mesa de passar roupas;(1)
Móveis e utensílios de escritório(1)
Passadeira a vapor industrial(1)
Pespontadora de coluna;(1)
Pespontadora rápida.(1)
Reformas do Imóvel(1)
Observações: Os equipamentos utilizados estão
diretamente ligados ao tipo de tecido a ser trabalhado. Caso trabalhe
com tecido de malha, ou elastano, tecidos que possuem elasticidade,
são necessárias as máquinas, overloque com
3 agulhas, galoeira e máquina de corte.
As máquinas de casear e pregar botões tem um custo
mais elevado, portanto, quem está iniciando poderá
terceirizar estas operações,
enviando o material a empresas que prestam serviço.
Capital de giro
Capital de giro é um montante de recursos financeiros que
a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo
de
negócio. O empreendedor deve planejar adequadamente seu fluxo
de caixa, principalmente no inicio de produção da
sua indústria de
confecção, visto que precisará vender seus
produtos a prazo (30, 60 ou 90 dias) e terá que pagar seus
fornecedores com um prazo reduzido. Portando a necessidade de capital
de giro é elevada neste tipo de atividade.
Porém a gestão do capital de giro de uma empresa
envolve outros fatores e, que requerem a atenção do
empreendedor para evitar
e corrigir eventos tais como:
- Altos níveis de estoques.
- Baixo volume de vendas;
- Aumento do volume de vendas a prazo (prazos de recebimento maiores
que os prazos de pagamento)
- Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
- Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades
desse mercado;
Aumento dos índices de inadimplência;
O empreendedor deverá ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
Além disso, ele deve evitar a retirada de valores além
do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso
que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando
o crescimento e a expansão do negócio.
Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente
sua auto-sustentação, favorecendo a formação
de um capital de giro próprio (e reduzindo a necessidade
de uso de capital de giro de terceiros ou aportes de recursos feitos
pelo empreendedor) e agregando maior valor ao novo negócio.
Custos
Um estudo do SEBRAE-SP tendo como base MPE- Micro e Pequenas Empresas
do Estado de São Paulo revelou a seguinte composição
de custo para o setor industrial de maneira geral:
Gastos com materiais (1) - Custo Mensal 53%
Gastos com empregados - Custo Mensal 24%
Impostos - Custo Mensal 16%
Outros Gastos (2) - Custo Mensal 7%
Total 100%
Nota (1): Inclui aquisição de matérias-primas,
mercadorias, peças e componentes e serviços de terceiros.
Nota (2): Inclui gastos com aluguel, água, energia elétrica,
telefone, combustíveis, gás, etc.
Para as indústrias de confecção, estes percentuais
devem ser estimados com base no volume de peças produzidas
mensalmente. Estima-se que para uma produção de 10.000
peças populares, o custo mensal total de fabricação
fique em torno de R$ 40.000,00.
Diversificação / Agregação de valor
SISTEMA DE PRONTA ENTREGA - Devido às incertezas da economia,
as lojas revendedoras e também a própria confecção
não
dispõem, às vezes, de capital suficiente para fazer
compras antecipadas, nem mesmo tem condições de prever
o estoque necessário ao plano de vendas esperando para a
nova coleção da estação.
É por isso que o Sistema de Pronta Entrega é uma
excelente idéia idéia além de ser muito lucrativo.
Funciona assim: a confecção lança
modelos exclusivos com produção limitada de no máximo
100 peças de cada modelo.Uma média de 3 modelos novos
por semana,
totalizando 12 modelos novos a cada mês.
Desta forma toda semana a confecção abastece as lojas
com modelos novos e exclusivos, girando muito mais rápido
o estoque, e mantendo a linha de produção sempre ativa.
Para esse sistema funcionar, a confecção deve contar
com um estilista dinâmico e consciente das tendências
da moda, pesquisando e avaliando os resultados de vendas dos modelos.
A produção deve ter uma oficina estruturada para
garantir a quantidade necessária para o abastecimento da
pronta-entrega e com a
qualidade exigida pelo consumidor.
Outras formas de agregação de valor, vão depender
de alguns fatores tais como habilidades específicas, investimento
disponível, capacidade produtiva, etc. Nestes casos, podem
ser agregados serviços tais como: pinturas especiais, prestação
de serviços para outras confecções com maquinas
especiais, etc.
Divulgação
O empreendedor deve prever no seu plano de divulgação
uma reserva de capital para investir num pequeno desfile de apresentação
das peças e convidar donos de lojas ou encarregados de compras
para assistir e comprar.
Adicionalmente, deve-se ter disponível para distribuição
os catálogos com o mostruário completo e/ou ainda
um catálogo eletrônico, através de um website.
É importante fornecer uma descrição detalhada
da composição dos modelos (tipo de tecido, cores,
tamanhos etc.) além de outras informações tais
como: preço, condições de pagamento, entrega,
etc.
Informações Fiscais e Tributárias
Para registrar sua empresa você precisa de um contador profissional
legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos, auxiliá-lo
na escolha da melhor forma jurídica e regime tributário
mais adequado para a sua empresa, além de realizar os registros
exigíveis às pessoas jurídicas nos respectivos
órgãos públicos.
Desde que atendidos os limites de enquadramento estabelecidos (vide
www.leigeral.com.br) as indústrias de confecção
são elegíveis a opção pelo SIMPLES NACIONAL
- Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições
das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte. No entanto, o
empreendedor deste ramo deve avaliar com seu Contador esta possibilidade,
uma vez que com o SIMPLES NACIONAL, empresas que não vendem
ao consumidor final (pessoas físicas) são impedidas
de transferir créditos de ICMS para clientes (pessoas jurídicas)
que adquirem seus produtos, o que pode fazer deste regime tributário
uma opção não atrativa para este segmento empresarial.
Glossário
Para ajudá-lo(a) a compreender um pouco os termos e conceitos
da Moda.
ACRÍLICO: fibra artificial sintética, a produção
para fins comerciais se iniciou em 1.950, nos EUA. Características:
leve, macio e quente, para o inverno ou frio, macio, semelhante
ao algodão e fresco para o verão, apresenta brilho
quando tingido com excelente
solidez.
ALGODÃO/COTTON: o algodão constitui uma das principais
fibras têxteis de produção, com comercialização
e uso em larga escala
mundial. No Brasil, é a principal fibra têxtil, tendo
suas fontes de produção localizada nas regiões
Nordeste, Sul e Centro-Oeste do país. As principais características
para a produção de fios de algodão de boa qualidade
são: o comprimento da fibra, e a resistência da
fibra.
ALONGAMENTO DO FIO: a capacidade de alongamento do fio.
OPEN END é maior, importante para a malharia, mas problemático
ao acabamento, pois malhas com fios OPEN END tendem a ficar mais
largas e necessitam de regulagens especiais.
ANEL, PROCESSO EM: no sistema Anel, podemos ter fios com torção
no sentido direito (Z), ou no sentido esquerdo (S). Neste sistema
a torção é realizada de fora da fibra para
dentro, o que resulta em um fio mais macio tanto no núcleo,
como na sua superfície.
APLIQUE, BORDADO COM: a máquina de bordar sustenta 15 cabeçotes
que podem produzir vários tipos de bordados, um modelo é
aquele que possui o aplique. Este aplique, já na forma do
desenho e tecido, pode ser de vários tecidos, como o feltro,
por exemplo. O aplique é posto manualmente depois é
preso pelo bordado feito em cima ou ao redor do aplique.
AVIAMENTO; Colocação de botões ou detalhes.
BÁSICO: estilo de vestir. Representa também a linguagem
dos tecidos e peças clássicas e comuns nas coleções
dos produtores de tecidos e confecções.
BODY: (em inglês) corpo.
BODY-SUIT: roupa colante, ajustada, que desenha o corpo, ressaltando
sensualmente os contornos.
BOTTOM: parte inferior. Saia, calça, bermuda, shorts, etc.
BOUCLÈ: do adjetivo francês bouclè (que forma
um anel). É um fio retorcido onde aparecem laçadas
e nós, resultando uma textura crespa.
BRIM: tecido grosso, empregado em diversos artigos, inclusive roupas
profissionais, calças, jaquetas, etc.
BUSTIER: que cobre o busto, pode ser curto como um sutiã
ou comprido como espartilho.
CALADO: expressão usada para referir-se às peças
de tricô, que descreve o acabamento sem costura (sem emenda),
quando a peça sai praticamente pronta da máquina.
CANELADO: possibilita um ajuste perfeito ao corpo, dando liberdade
aos movimentos. O ponto de malharia em canelado combina
elasticidade e alongamento, proporcionando um bom stretch. Sua textura
agrega um visual básico e moderno.
CARDADO, FIO: o fio cardado devido a não passar pela penteadeira,
possui mais fibras curtas, o que propicia uma maior formação
de pilling (bolinhas no tecido) e neps (defeito na regularidade
do fio). A aparência também é prejudicada, pois
o mesmo possui uma maior irregularidade.
CARDIGAN: casaco ou sweater tricotado, geralmente de lã,
sem gola Com ou sem mangas.
CARGO / UTILITY / CARPENTER: são modelos baseado nos estilos
dos uniformes de serviço e utilitários. Com base em
modelagens amplas e confortáveis dando um efeito de roupa
casual.
CASUAL: é o esportivo, básico, descompromissado,
descontraído, ocasional.
COTTON/ALGODÃO: o algodão constitui uma das principais
fibras têxteis de produção, com comercialização
e uso em larga escala mundial. No Brasil, é a principal fibra
têxtil, tendo suas fontes de produção localizada
nas regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste do país.
As principais características para a produção
de fios de algodão de boa qualidade são: o comprimento
da fibra, e a resistência da fibra.
DÉLAVÉ, PROCESSO: lavagem estonada com aplicação
de clareamento e alvejante químico, deixando o tecido com
um visual mais macio que o simples estonado.
DESGASTE LOCALIZADO, PROCESSO DE: são acabamentos feitos
peça a peça, com difícil reprodutibilidade
entre as peças e efeitos diversos. Existem vários
efeitos que se pode obter: o Used (uso de pistola para clarear uma
parte determinada), o Lixado
(processo manual de abrasão com lixa na peça bruta
para desgastar o tecido em um local específico), o Detonado
(efeitos com uso de
esmeril dando picotes na peça antes de lavar revelando, depois
de lavado, marcas localizadas) e o Bigode (que dá um efeito
imitando as
marcações de tanque, feitas manualmente com uso de
gabaritos e lixadas com retífica manual).
DESTROYED, PROCESSO: lavagem parecida com a estonagem, porém
utiliza mais enzimas que corroem a fibra levemente, deixando um
aspecto meio "destruído" justificando assim a palavra
destroyed, que no Inglês significa "destruído".
DICRON: é uma malha stretch, elaborada com microfibra e
elastano que garantem a maciez e a elasticidade da peça.
O diferencial deste produto é o brilho discreto obtido através
do uso de um fio iridescente que emite pequenos pontos de luz com
o movimento e a incidência da luz sobre a peça.
DRY FIT: conceito utilizado para definir o tecido feito com poliamida
e elastano, ou seja, o SUPPLEX que, devido a sua estrutura e a titulagem
do fio, proporciona um conforto propício para peças
de esporte que exigem uma alta capacidade de transpiração.
A peça com o conceito Dry Fit, possui o tecido com capacidade
de tirar a umidade do corpo e transporta-lo para fora do tecido.
"Dry fit" significa em inglês "Caimento seco",
justificando assim seu benefício. Na Cia.Hering estas malhas
são a J59 e a J55.
ELASTANO, FIO (SPANDEX): fibra artificial proveniente do poliuretano,
mais conhecida comercialmente como LYCRA. Provém da família
das fibras químicas que possuem a maior capacidade elástica
existente. Seu espichamento é altíssimo o que confere
a ele a capacidade de esticar e retornar ao seu estado inicial sem
danificações. A Cia.Hering utiliza a melhor lycra
existente, proveniente de fornecedores como a Rhodia, por exemplo.
O fio de spandex é muito utilizado em roupas que necessitem
de movimentos livres (como nos artigos da linha ACTIVE WEAR) e uma
alta transpiração, sendo que misturado com tecidos
como o algodão, proporcionam conforto, elasticidade, boa
transpiração e ótima resistência ao calor
e ao frio.
ENFESTO - Etapa do processo produtivo de uma confecção.
Consiste na colocação de uma camada (folha) de tecido
sobre a outra, de forma a facilitar o corte simultâneo das
peças comercializadas pela empresa. O comprimento do enfesto
é definido pelo comprimento do risco, acrescido das tolerâncias.
ENFESTO PAR e IMPAR. No enfesto par, há o casamento das
folhas de tecido e no ímpar as folhas são dispostas
sempre no mesmo sentido, ou seja, primeira folha com o direito para
cima, todas as demais com o direito para cima. Primeira folha com
direito para baixo, as demais com o direito para baixo. Para enfesto
par, os tecidos com pé e com sentido são proibidos
devido a sua própria característica. A quantidade
de folhas de tecido é definida em função do
pedido de peças, do equipamento de corte a ser utilizado
e
em função da instabilidade do tecido.
ENZIME WASH: confere aspecto "envelhecido" com bom toque,
consiste em uma lavagem enzimática de 60 minutos a 40º
C, depois passa por um processo de amaciamento.
ESTONAGEM: processo de lavagem do artigo em tambores que levam
junto, as pedras de argila, chamadas de SINASITAS. Durante a lavagem
as pedras entram em atrito com o artigo deixando-o com um aspecto
"batido", mais "usado". Oferece-se também
o aspecto um pouco desbotado e amaciado.
FIAÇÃO: hoje em dia existem vários tipos de
processamentos para as fibras naturais e artificiais. Os fios comprados
pela Cia.Hering utilizam apenas os processados em "ANEL"
e os processados em "OPEN END". O processo de fabricação
dos fios influencia diretamente na sua estrutura construtiva, o
que fornece aos mesmos, características individuais.FIL.
FIL: tecido de construção de tela sendo os fios tintos
ou seja tanto o fio da trama quanto o fio do urdume são tingidos
na mesma cor dando um aspecto de tom sobre tom FRUFRU: talvez o
ornamento feminino por excelência. Forma onomatopéica
de babadinhos franzidos, em geral estreitos.
FUSEAU: (do francês) calça justa e afunilada, cuja
linha lembra a de um fuso. A diferença entre uma calça
fuseau e uma legging é que na primeira, as pernas tem uma
alça de união que fica na sola do pé, enquanto
a legging tem o comprimento das pernas até a metade da parte
inferior destas, nunca chegando aos tornozelos.
GARMENT DYE: processo de tingimento para artigos confeccionados
em fundo pré-tratado, cuja característica dependerá
do tipo de corante e procedimento utilizado. Existem o garment dye
reativo que dá um aspecto mais brilhante e solidez na cor,
e o garment dye por pigmento que dá o aspecto um pouco mais
envelhecido.
GARMENT WASH: processo de lavação para tecidos na
cor, com finalidade e pré-encolher a peça e alguns
casos melhorar o
toque. As peças que sofrem este processo apresentam leves
efeitos de
marcação nas costuras.
GEL EM RELEVO, ESTAMPA: estampa aplicada com uma camada em relevo
de gel incolor (PLASTISOL) o qual dá um aspecto plastificado
e meio brilhante na estampa.
GLITTER, ESTAMPA: a malha é estampada em quadro com o glitter
na cor desejada e esta estampa leva uma camada de pasta incolor
que não sai na lavagem em máquina, pois a pasta incolor
a protege.
GOUFRE / JACQUARD: são malhas que apresentam desenhos que
são obtidos através de um selecionamento eletrônico
das
agulhas dos teares.
ÍNDIGO BLUE: nome do tecido utilizado universalmente para
calças jeans. O nome índigo é uma alusão
à planta indiana chama INDIGUS a qual continha em sua raiz
um corante de coloração natural azul e na época
servia de base para tingimentos nas tribos. Hoje o índigo
se define como corante para calças jeans em tons de azul.
INTERLOCK, MALHA: estrutura de malha que devido ao seu entrelaçamento,
proporciona ótimo caimento, toque mais firme e agradável.
JACQUARD: complexo método de tecelagem inventado por Joseph
J.M. Jacquard no anos 1801-1804. Por meio de um sistema eletrônico,
que controla as agulhas de tecimento, muitas configurações
podem ser obtidas resultando tecidos com "desenhos" especiais
(não possíveis em teares comuns).
JEANS: denominamos jeans um estilo de confecção,
caracterizado pela estrutura reforçada evidenciando rebites
e costuras duplas, por
exemplo.
JOGGING: do inglês jog (correr em ríitmo de trote).
Agasalho (blusa e calça) para fazer esportes (deve ser usado
com tênis). Também conhecido como trainning ou abrigo.
LÃ: fibra natural, animal, proveniente da tosquia de ovelhas
e carneiros. A lã é utilizada desde a idade da pedra,
sendo que evoluiu, de uma fibra grosseira na antiguidade, a uma
fibra nobre, pela seleção de raças de animais
produtores.
LEGGING: tipo de roupa-meia, ou estilo da meia-calça. Fruto
do movimento da moda, inspirado nas roupas esportivas, o legging
ultrapassou as fronteiras da academia e passou a ser utilizado com
amplas camisetas ou bustiers como roupa urbana.LINHO: fibra natural
vegetal, proveniente do caule da planta de mesmo nome, é
provavelmente a primeira fibra natural que foi utilizada pelo homem
para usos têxteis.LYCRA ® fibra DuPont Sudamerica S/A:
fibra sintética, elástica, resistente à abrasão
e com excelentes propriedades de extensão e retração.
LOOK: do inglês (olhar), é o estilo, o resultado da
soma de roupa, acessórios, maquiagem e cabelo, que se percebe
numa única olhada. Sinônimo de visual.
MEIA MALHA (JERSEY): estrutura mais simples de uma malha. As camisetas
da linha World da Hering possuem este tecido e quando aliadas ao
elastano, proporcionam ao artigo um ótimo caimento, maior
durabilidade e possuem a capacidade de moldarem-se
ao corpo em seus movimentos.
MELÀNGE: fio 100% algodão, onde a característica
mescla é obtida no processo de fiação, com
o tingimento da pluma do algodão.
MERCERIZAÇÃO: tratamento com hidróxido de
sódio concentrado que é aplicado ao fio ou tecido
de algodão o qual proporciona um brilho acentuado, maior
afinidade com corantes, toque mais macio, maior resistência
e maior encolhimento, portanto é um fio (ou tecido) que já
foi extensamente beneficiado para proporcionar menos encolhimento
nas próximas lavagens. O processo requer um
maquinário caro e leva bastante tempo; daí a explicação
de ser uma malha mais cara.
MICROFIBRA: o termo microfibra é concedido a fios sintéticos
que são formados por filamentos extremamente finos. Estes
filamentos podem ser 60 vezes mais finos que um fio de cabelo e
10.000 filamentos de microfibra podem pesar menos que 1 grama. Os
artigos de malha produzidos com Microfibras possuem como características,
o toque sedoso, vestem muito bem, encolhimento da peça extremamente
baixo, alta resistência, baixo abarrotamento e bom isolamento
quanto a vento e frio. As microfibras podem ser de
poliéster, poliamida (nylon), acrílico ou viscose.
MICRO MODAL: fibra composta de 100% da mais pura celulose (o liocel).
Micro Modal corresponde a todas exigências humanas e ecológicas
e é produzida exclusivamente a partir de celulose tratada
sem cloro. Micro Modal não contem concentrações
de substâncias nocivas, é livre de pesticidas e não
causa irritações cutâneas. Tecido de alta maciez,
brilho, caimento e transpira quase 50% da umidade. Na coleção,
a fibra é utilizada juntamente com o Algodão para
elaborar malhas para os artigos underwear, uma vez que provoca a
sensação de conforto e maciez altíssimos para
um vestuário íntimo e que fica em contato constante
com a pele humana.
MODAL BY LEAZING: é a marca registrada da fibra modal pela
empresa Leazing. A fibra modal é ecologicamente produzida
da celulose encontrada na madeira. Esta fibra possui uma ótima
absorção e evaporação de umidade, é
parceria ideal para misturas com outras fibras. Os tecidos de modal
possuem um toque agradável, macio e proporcionam grande conforto.
MOLETOM, MALHA: estrutura de malha que tem o entrelaçamento
feito de tal forma que os fios da malha, no interior, fiquem "flutuantes",
ou seja, aliado a um processo de peluciagem ele oferece maior aquecimento
do corpo não deixando que o calor se
transporte para fora do corpo.
NATURAIS, FIOS: os fios naturais são obtidos diretamente
da natureza e os filamentos são feitos a partir de processos
mecânicos de torção, limpeza e acabamento. Podem
ser obtidos a partir de frutos, folhas, cascas e lenho. As principais
plantas têxteis são: o Algodoeiro (fibra de algodão),
a Juta (para fazer cordas), o Sisal (parecido com o linho), o Linho
(caule com filamentos rígidos)
e o Rami (também muito utilizado como o linho).
NYLON: é o termo aplicado para um produto de origem sintética
largamente utilizado em fibras têxteis, que se caracteriza
pela sua grande resistência, tenacidade, brilho e elasticidade.
Foi desenvolvido nos anos 30 e hoje, Nylon é o nome dado
a toda uma família de fios e fibras sintéticas, chamadas
de poliamidas.
OPEN END: o sistema OPEN END é hoje o método mais
prático para a produção de fios. Este sistema
tem um fluxo de máquinas reduzido, e é utilizado na
sua grande maioria para aproveitar resíduos de outros sistemas
de produção em específico o ANEL. Este sistema
apresenta melhores resultados com fibras mais curtas do que o processo
em ANEL. Devido este detalhe geralmente as
fiações tem uma linha de fio ANEL e outra linha de
fios OPEN END, a qual aproveita os resíduos da linha anel.
OXFORD: tecido de construção de tela sendo um fio
tinto e um fio cru no entrelaçamento da trama e do urdume,
deixando um aspecto na camisa de duas cores (sendo o fundo branco).
PANAMÁ: nome fantasia para tecido em construção
de tela 1 x 1 em 100% algodão.
PENTEADO, FIO: no sistema penteado o fio passa por um equipamento
que se chama penteadeira. Este equipamento tem a função
de retirar as fibras mais curtas (antes de se formar o fio) e impurezas
como cascas, que são provenientes do algodão e não
foram retirados em processos anteriores. Este processo confere um
fio de qualidade superior, visto que este é mais limpo, não
possui fibras curtas, e é mais resistente.Tem menos Neps,
e forma menos pilling na malha acabada. Porém devido à
retirada de mais fibras no processo, a perda de algodão para
a produção do fio é maior, o que juntamente
com a inclusão de mais um equipamento no fluxo produtivo
eleva o custo de fabricação e conseqüentemente
o preço do fio, sendo este o fator principal para o encarecimento
do fio penteado.
PICUETA: acabamento dado a barras, decotes e punhos em artigos
de malha que possui um efeito de bordado nas pontas. Esse efeito
é produzido através da regulagem da máquina
overlock.
PIQUE, MALHA: estrutura de malha com nome originado da França.
Possui uma aparência e textura que favorecem as camisas de
gola pólo. A Cia.Hering produz um pique que é considerado
o melhor em termos de encolhimento no mercado.
PLANO, TECIDO: formado pelo entrelaçamento de fios perpendiculares,
ou seja, os fios do comprimento (vertical-URDUME) entrelaçam-se
com os fios da largura (horizontal-TRAMA), compondo o tecido.
POLIAMIDA (NYLON): a poliamida, ou nylon; nome comercial pelo qual
também é muito conhecido; foi a primeira fibra sintética
criada pelo homem. Tem como características a alta resistência,
fácil lavagem, resiste ao amarrotamento, baixa absorção
de umidade, toque agradável, e secagem rápida. Uma
grande vantagem da poliamida (nylon) em relação ao
poliéster é o toque mais sedoso e melhor
transpiração.
POLIÉSTER: fibra artificial sintética, obtida de
processos químicos, derivada do petróleo. O poliéster
é caracterizado por ter uma ótima resistência,
baixo encolhimento, secagem rápida, resistente ao amarrotamento
e abrasão, baixa propagação de chamas. A Cia.Hering
possui a malha J53PE, a qual utiliza o fio DTEX 167 f 144 (microfibra),
devido ao alto número de filamentos deste fio, ele tem um
toque agradável, alta durabilidade e secagem rápida.
A principal vantagem quando comparado com as microfibras de poliamida
é o custo. Sua desvantagem é o processo de tingimento,
o qual requer mais calor e leva mais tempo para ter a cor fixada.
POLYOCELL: o Polyocell é a mistura de três fibras
naturais: Lyocel, Modal e o Poliéster. Esta fusão
proporcionou um resultado perfeito, ou seja, as três fibras
combinadas alcançaram os melhores índices de conforto,
durabilidade, estabilidade e tudo isso com fácil manuseio.
POPELINE: tecido de construção de tela com um fio
de algodão de menor qualidade que o algodão penteado
mercerizado.
QUADROS, ESTAMPARIA EM: processo em que são utilizados quadros
para estampar a malha já no molde pronto. Estes quadros são
cobertos por vários tipos de pigmentos, dependendo do aspecto
que se quer dar. A estampa pode ser Frontal Total ou localizada
e pode-se colocar para acabamento, o glitter, o gel em relevo, papel
fosco, papel brilhante, silicone, puff ou vários outros tipos
de efeitos de pigmentos que a Hering oferece dentro do que é
mais moderno e em voga na moda.
QUALIDADE ÓTICA: expressão utilizada para referir-se
a óculos que são fabricados de modo que as lentes
possam ser removidas (trocadas) e as armações possam
ser ajustadas, ou seja, óculos vendidos em lojas não
especializadas (lojas de confecção, como é
o caso da Hering) mas que tem a mesma qualidade dos óculos
comercializados nas óticas.
REATIVA, ESTAMPARIA: estampa feita com corantes reativos que oferecem
um toque mais macio e melhor solidez (resistência da cor no
tecido após várias lavagens).
RESISTÊNCIA DO FIO DE ALGODÃO: a resistência
do fio OPEN END é cerca de 20% menor, do que a do fio ANEL.
Junto
com a regularidade, são os principais fatores para se obter
uma boa tecibilidade na malharia.RETILÍNEA: máquina
de malharia por
urdume que produz sweater, golas de camisa Pólo, blusas,
etc.. geralmente utiliza fio tinto.
RIBANA, MALHA: estrutura feita em teares de dupla frontura, ou
seja, uma face da malha é diferente da outra. Estas faces
podem ser trabalhadas ou lisas, proporcionam um alto alongamento
e elasticidade capacitando desta maneira que o tecido se molde e
acompanhe os movimentos do corpo.
ROTATIVA, ESTAMPARIA: estamparia feita em cilindros com o máximo
de 6 cores. A malha, ou tecido, já são estendidos
prontos para serem estampados pelo cilindro, que através
de perfurações milimétricas soltam a cor para
formar o desenho desejado em cima do
tecido. SSARJA: construção de ligação
do tecido plano, caracterizado pelo pronunciamento da diagonal.
Tecido básico e versátil apresenta um excelente caimento,
um ótimo aspecto após lavagem e combina com qualquer
tipo de clima. É mais utilizada por amarrotar menos do que
a tela.
SEDA: fibra natural, animal. É um filamento contínuo
formado pelo bicho-da-seda em um casulo. Supõe-se que a seda
tenha sido descoberta por volta de 2.640 AC, por uma princesa chinesa.
SINTÉTICOS, FIOS: os fios sintéticos são obtidos
através de processos industriais químicos os quais
originam polímeros químicos
transformados posteriormente em fibras sintéticas. Este fio
pode ser constituído por um alto número de filamentos,
sendo sua classificação feita através do sistema
DTEX (peso em gramas de cada 10.000 metros de fio).
SOFT: foi planejado e desenvolvido com o objetivo de proporcionar
ao usuário leveza, mantendo a temperatura do corpo em equilíbrio,
garantindo conforto térmico. Indicado especialmente para
vestuário de inverno e roupas esportivas.
STONE WASHED: acabamento obtido em peças (artigos) já
costurados e tingidos ou estampados, através de lavação
industrial das peças na presença de pedras ou enzimas.
Resultam artigos com aspecto "usado.
STRETCH: palavra inglesa que significa esticar. É aplicável
a tecido com elasticidade obtida através de filamentos de
poliéster texturizado ou de fibras.
SUPLEX ® fibra DuPont Sudamerica S/A: é indicado para
tecidos esportivos, visto que alia as propriedades das malhas de
algodão, confere maciez e flexibilidade a peças confeccionadas,
em adição a durabilidade e resistência do nylon
(poliamida). Devido ao sistema de texturização a ar,
desenvolve um toque parecido com o do algodão, aliado a vantagens
das fibras sintéticas. Tecido que proporciona conforto, resistência,
caimento e possui uma secagem relativamente mais rápida que
outros tecidos.
SWAROVSKI, CRISTAL: cristais produzidos e lapidados uma a uma industrialmente
provêm da Áustria, de mão-de-obra bastante cara,
bem como sua importação. A indústria produz
em média de 3 milhões de cristais por dia para atender
o mercado mundial. A Hering aplica os cristais por processos manuais
e termocolantes e em sua coleção utiliza em várias
peças. Os artigos com os cristais podem ser lavados em máquina
comum. Nos Estados Unidos também existem estes cristais conhecidos
como Rhine Stones, que são um pouco menos encarecidos, sendo
que estes também são usados pela empresa.
TACTEL ® fibra DuPont Sudamerica S/A: tecido 100% poliamida
é um tipo de microfibra o qual sua estrutura possui fios
texturizados a ar que o capacita ser de alta secagem e alta transpiração.
A fibra possui padrão internacional de qualidade dos fios
DuPont. O tactel é um tecido que não retém
o suor e seca rapidamente quando exposto ao sol; por isso é
muito utilizado para calções e shorts de banho na
coleção Hering Basics de Verão.
TELA: construção de ligação do tecido
plano, caracterizada pela simetria da distribuição
dos fios na proporção 1 fio por 1 fio (entre urdume
e trama). Esta construção em tela plana proporciona
uma superfície plana e regular.
TENCEL: nome fantasia da fibra liocel. Fibra celulósica
proveniente da polpa de madeira de árvores que são
constantemente replantadas e o processo químico utiliza um
solvente totalmente reciclável, por isso chama-se de uma
fibra Ecologicamente Correta.O liocel representa a grande novidade
entre as matérias primas têxteis, possibilita um tecido
que alia a resistência do algodão, o toque e a maciez
da seda e o perfeito caimento e frescor das fibras celulósicas.
A Cia. Hering utiliza a fibra em misturas com o algodão e
a lycra, por exemplo, proporcionando malhas com caimento e frescor
necessários para a coleção de Primavera/Verão
2002.
TEXTURIZAÇÃO: a texturização é
obtida com a união de filamentos contínuos e tem o
objetivo de fornecer ao fio, melhor textura e aparência aumentando
o aquecimento e a absorção e diminuindo a possibilidade
de formação de pilling (bolinhas que se formam sobre
o tecido).
TERMOCOLANTE, ETIQUETA: etiqueta pronta que é colocada através
de uma prensa térmica. A Hering possui hoje 8 prensas térmicas
para atender o número de lote solicitado.
TOP: do inglês (alto, topo) é a parte de cima de qualquer
roupa, miniblusa, jaqueta, camiseta, etc.
TOQUE DO FIO: o toque do fio OPEN END é muito inferior ao
dos fios ANEL. Isto ocorre em função das características
construtivas descritas acima. O amaciante não consegue a
mesma penetração no interior do núcleo do fio,
quando comparado com o ANEL.
TRAMA, FIOS DE: fios horizontais do tecido plano.
TRICOLINE: tecido de construção de tela com a leveza
e a resistência do algodão penteado mercerizado, atende
a um mercado cada vez mais sofisticado e exigente em tecidos leves,
especialmente nos segmentos de camisaria.
TWIN-SET: conjunto, blusa e um casaco de material ou padronagens
iguais.
URDUME, FIOS DE: fios verticais do tecido.
UTILITY / CARPENTER: são modelos baseado nos estilos dos
uniformes de serviço e utilitários. Com base em modelagens
amplas e confortáveis dando um efeito de roupa casual.
VISCOSE / MODAL / LYOCEL: fibra artificial de polímero natural,
proveniente de celulose regenerada a partir de algodão ou
polpa de madeira. As fibras Modal e Lyocell são subcategorias
da viscose.
Dicas do Negócio
É essencial a atualização dos produtos, conforme
as tendências da moda. O responsável pela preparação
das coleções deve buscar informações
em revistas e feiras especializadas e estar atento a todos os referenciais
da moda, para saber identificar o que terá de maior demanda.
Uma outra recomendação é a elaboração
de um plano de negócios detalhado para que tenha noção
dos investimentos necessários e a
determinação do preço real de seus produtos.
Este plano de negócio, dentre outras consideracoes, deve
avaliar o custo benefício de se
terceirizar parte da produção ou manter confecção
própria em cada fase do processo ( algumas empresas compradoras
exigem confecção própria).
Caso opte pela terceirização, o que pode reduzir
bastante a necessidade de investimento, a dica eéinvestir
tempo suficiente para a
adequada supervisão e controle de qualidade dos produtos
feitos por terceiros.
Como dicas de negócio, listamos ainda alguns programas de
apoio existentes:
PROGRAMA TEXBRASIL / ABIT - O Programa Estratégico da Cadeia
Têxtil – Texbrasill, possui apoio da APEX/BRASIL e tem
como objetivo realizar cursos, seminários, palestras, encontros
e rodadas de negócios com compradores internacionais, missões
de
negócios e apoio estratégico às empresas brasileiras
em diversas feiras internacionais
EXPORTAÇÃO - Empresas têxteis ou de confecção
que tenham interesse em começar a exportar, podem participar
do Programa
Texbrasil, gratuitamente, mesmo que não sejam associadas
à ABIT. Apoiado pelo Governo Brasileiro, o Texbrasil orienta
e promove as
empresas brasileiras no exterior visando fomentar as exportações.
Empresas brasileiras interessadas podem obter mais informações
pelos telefones: (11) 3823 6142 / 6143 / 6141 e-mail: texbrasil@abit.org.br.
VIAGENS DE PESQUISA - Algumas viagens também fazem parte
do programa TexBrasil - Enfoque - Moda & Informação.
Trata-se de uma viagem formada por um grupo de empresários
brasileiros, com assessoria da ABIT e acompanhamento de um consultor
de moda. O objetivo é pesquisar e conhecer os principais
centros de moda da França e Inglaterra. Essas viagens acontecem
duas vezes por ano, na alta temporada - outono/inverno e primavera/verão.
Para mais informações, ligue para 3823.6142 ou envie
um e-mail para texbrasil@abit.org.br
CONSÓRCIOS DE EXPORTAÇÃO - O Projeto de Formação
de Consórcio tem por objetivo a associação
de empresas com interesse voltado para a exportação.
Os Projetos de Consórcio podem apoiar a formação
de um consórcio para a exportação e as ações
de promoção de exportação dos produtos
das empresas consorciadas.O que é Consórcio de Exportação?
É o agrupamento de empresas com interesses comuns, reunidas
em uma entidade estabelecida juridicamente sem fins lucrativos,
na qual as empresas participantes tenham maneiras de trabalho conjugados
e em cooperação, com objetivos comuns de melhoria
da oferta exportável e de promoção de exportações.
Características específicas do empreendedor
-Saber estabelecer parcerias estratégicas no interior da
cadeia têxtil, fornecedores de insumos e tecnologia.
-Saber identificar tendências de mercado e mudanças
no comportamento dos clientes.
-Saber direcionar seus produtos para segmentos específicos
de clientes (conceito e design)
-Saber gerenciar estratégias de produção própria
e subcontratação (terceirizada)
-Ter competência para marketing,design e comercialização.
-Especificar e quantificar materiais, ferramentas, equipamentos
e aviamentos necessários para o processo de confecção
de roupas;
-Planejar e programar confecção de roupas determinando
as operações e etapas a serem realizadas, recursos
necessários e cronograma de execução;
-Elaborar orçamento de serviços;
-Confeccionar peças-piloto, definindo rendimentos de materiais
e componentes, custos de produção, tempo de produção
e efetuando testes e ajustes nas peças;
-Utilizar materiais, ferramentas, equipamentos, máquinas
e aviamentos, de acordo com especificações técnicas,
peças para a costura e método estabelecido;
-Montar e cortar peças em artigos de tecido plano ou malha;
-Encaixar grade de modelagem e efetuar a matriz do risco, determinando
o percentual de consumo e desperdício;
-Enfestar tecido plano ou malha conforme ordem de corte;
-Costurar peças em artigos de tecido plano ou malha;
-Identificar e corrigir defeitos na costura de roupas;
-Realizar acabamentos manuais e em máquinas em peças
confeccionadas;
-Preparar e executar serviços de passadoria em partes a
serem confeccionadas e em peças confeccionadas;
-Embalar produtos confeccionados para armazenagem e expedição;
-Prever pontos críticos inerentes aos processos;
-Interagir com pessoas envolvidas no processo;
-Selecionar e utilizar fontes de consulta para a obtenção
de informações necessárias a confecção
de roupas;
-Aplicar procedimentos técnicos, normas técnicas,
ambientais, de segurança, de saúde e higiene no trabalho
e padrões de qualidade
adequados aos processos de confecção de roupas;
-Utilizar recursos existentes de forma racional e econômica;
-Manter ambiente de trabalho limpo e organizado;
-Realizar manutenção autônoma;
-Interpretar e elaborar fichas técnicas, modelagem, desenhos
técnicos e desenhos de moda, obedecendo aos requisitos dos
clientes.
Bibliografia Complementar
AGUIAR NETO, Pedro Pita. Fibras Têxteis. Vol. 1 e 2 –
Rio de Janeiro: SENAI/CETIQT, 1996.
ARAÚJO, Mário de. Tecnologia do vestuário.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian , 1996.
BARRETO, Antonio Amaro Menezes. Qualidade e produtividade na indústria
de confecção: uma questão de sobrevivência.
Londrina:
Fundação Biblioteca Nacional, 1997.
DUARTE, Sonia; SAGGESE, Sylvia. Modelagem industrial brasileira.
Rio de Janeiro: Letras Expressões Brasileiras, 1998.
GOULARTI FILHO, Alcides; JENOVEVA NETO, Roseli. A indústria
do vestuário: economia, estética e tecnologia. Florianópolis:
Letras Contemporâneas, 1997.
GRAVE, Maria de Fátima. A modelagem sob a ótica da
ergonomia. São Paulo: Zennex Publishing, 2004.
JONES, Sue Jenkin. Fashion design - Manual do estilista. Tradução:
Iara Biderman. São Paulo: Cosac & Naify, 2005.LEITE,
Adriana
Sampaio; VELLOSO, Marta Delgado.
KASNAR, Marta de; DWYER Daniela. As Engrenagens da Moda- Editora
Senac
LIEKWEG, Dieter. Apostila: métodos ótimos de costura.
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2003. Concurso Público – Edital nº 065/2006-CPCP-AP
Internet Servico Brasileiro de Respostas Tecnicas http://sbrt.ibict.br/lista_respostas.php
Comunidades ORKUT
Cooperativa e confecção :366 membros.Comunidade Voltada
aos empresários do setor de confecção.Visando
surgir futuras
cooperativas, parcerias e negócios.Trocando dicas e informações
importantes para os novos empreendedores e ...
-Confecção Brasil :311 membros.Confeccionistas de
todo Brasil, esta comunidade vem com intúito de unir profíssionais
do ramo de
confecção de roupas, com propósito de aumentar
o conhecimento geral, como dicas de mercado de trabalho ...
-Tecnólogos em Confecção Têxtil:102
membros.Para todos os TECNÓLOGOS EM CONFECÇÃO
TÊXTIL.
Estilismo em Confecção Ind. 78 membros.Para quem
faz, ja fez ou vai fazer Estilismo em Confecção Industrial
no Senai -RS.
Sou Técnico em Confecção :86 membros.Essa
comunidade é dedicada a todos aqueles que se formaram na
nobre profissão de técnico em confecção.
Venha se juntar a nós e conte suas experiências seja
vc formado no CETIQT, SENAI-SP, SENAI ...