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Idéias de Novos Negócios - Indústria de Confecção

Apresentação do Negócio

O mercado de moda brasileiro é conhecido local e internacionalmente por sua criatividade e dinamismo, com destaque para diversos
estilistas e produtores nacionais de renome no exterior. O ramo de confecção vive em torno da moda, que como parte de toda a cadeia têxtil vem passando por significativa transformação. No cenário atual as indústrias têxteis brasileiras tem investido na automação e qualificação de mão-de-obra como forma de enfrentar a ameaça dos tecidos estrangeiros.

Por outro lado, cerca de 18.000 confecções brasileiras, conhecidas pelo emprego intensivo de mão-de-obra (segundo dados da
ABRAVEST geram em torno de um milhão de empregos diretos - 90% deles ocupados por mulheres-, buscam sustentar o ritmo de
crescimento de anos anteriores expandindo seus negócios para outras regiões do País (atualmente cerca de 60% da produção está
concentrada na Região Sudeste), ou migrando para locais (pólos) onde os custos (principalmente mão-de-obra) possam ser menores e a integração de empresas voltadas para fases distintas do processo têxtil aparece como solução para a concretização de um novo padrão de concorrência.

A histórica fragmentação do setor vem sendo atenuada pela formação de redes compostas por ateliês de design, fornecedores de
matérias-primas, confecções e grandes cadeias varejistas onde a especialização e a conquista de nichos aumentam as chances de
sobrevivência e sucesso dos empreendimentos.

Unidades fabris instaladas:

Distribuição Regional das fábricas - Ano 2004
Norte 276
Nordeste 2.401
Sudeste 10.123
Centro Oeste 839
Sul 3.887
TOTAL 17.526

Mercado

Uma característica da indústria do vestuário (também conhecida como confecção) é a heterogeneidade.Existem segmentos bastantes diferenciados no que diz respeito às matérias-primas e aos processos produtivos utilizados, bem como aos padrões de concorrência e às estratégias empresariais enfrentadas.

O público-alvo primário da indústria de confecção está subdividido em lojistas, magazines e lojas de departamento de moda. Ampliando
essa categoria há também o público-alvo secundário que está dividido por classe de renda, sexo, idade entre outros. Ele será determinado de acordo com a estrutura e tipo de segmento escolhido pelo empresário.
Dentre esses segmentos temos:

-Confecção infantil: crianças de 0 a 8 anos;
-Confecção juvenil: crianças de 9 a 14 anos;
-Confecção feminina: moda social ou esportiva para mulheres de 15 a 20 anos; de 21 a 33 anos; de 34 a 45 anos; e acima de 50 anos;
-Confecção masculina: moda social ou esportiva para homens de 15 a 20 anos; de 21 a 30 anos; de 31 a 45 anos; e acima de 50 anos;
-Moda íntima: para homens e mulheres nos grupos acima;
-Cama, mesa e banho: donas-de-casa, noivas (lençol, toalhas de banho, toalhas de rosto, panos para copa, toalhas de mesa, guarnições
etc.);-Moda praia;
-Uniformes profissionais

Localização

Antes de se decidir pela escolha do imóvel para instalação de sua Indústria de confecção, o empreendedor deverá observar os
seguintes detalhes:

a) Verificar se imóvel em questão atende as suas necessidades operacionais quanto à localização (proximidade de fornecedores,
fontes de mão-de-obra, consumidores, atividades de confecção complementares e não concorrentes) e capacidade de instalação (vide
item Estrutura).

b) Certificar-se que o imóvel é atendido por serviços de água, luz, força, esgoto, telefone etc. O local ideal deve ser de fácil acesso,
possuir estacionamentos para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e serviço de transporte coletivo, lembre-se que o valor gasto no transporte de seus funcionários irá compor a sua estrutura de custos.

c) Ficar atento aos imóveis situados em locais sujeitos a inundações ou próximos às zonas de risco. Consulte a vizinhança a respeito.

d) Conferir se o imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais que possam interferir ou impedir sua futura
atividade.

e) Observar a planta do imóvel aprovada pela Prefeitura, e verificar se houve alguma obra posterior aumentando, modificando ou
diminuindo a área primitiva.esta obra deverá estar devidamente regularizada.

f) Verificar também na Prefeitura Municipal:

• se o imóvel está regularizado, ou seja, se possui HABITE-SE;
• se as atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento do Município, já que alguns tipos de negócios não são
permitidos em qualquer bairro;
• se os pagamentos do IPTU referentes ao imóvel encontram-se em dia;
• no caso de serem instaladas placas de identificação do estabelecimento, será necessário verificar o que determina a legislação local sobre o licenciamento das mesmas. A consulta junto à Prefeitura é necessária para se conhecer as exigências relativas ao Código Sanitário e ao Código de Obras. As atividades econômicas da maioria das cidades são regulamentadas pelo Plano Diretor Urbano (PDU). É essa Lei que determina o tipo de atividade que pode funcionar em determinado endereço.

Exigências legais específicas

A seguir relacionamos a legislação aplicável às indústrias de confecção:

-Resolução CONMETRO No- 6, de 19 /12/2005 ( publicada no D.O.U. de 26 de dezembro de 2005, seção 1, pág. 119 e seguintes) - Dispõe sobre a aprovação da Regulamentação Técnica de Etiquetagem de Produtos Têxteis.

-Resolução CONMETRO nº 2, de 13/12/2001, aprovou o Regulamento Técnico de Etiquetagem em Produtos Têxteis. Desde junho de 1975, a legislação brasileira obriga a industria têxtil a indicar a composição das fibras têxteis constituintes dos artigos fabricados, com as respectivas percentagens e instruções de conservação em português Resolução Nº 2 de 13/12/01 do INMETRO.

O empreendimento está dispensado de obter registro ou autorização de funcionamento específicos, junto a entidades ou órgãos fiscalizadores de atividades regulamentadas, bastando ao empreendedor obter a inscrição junto aos órgãos exigíveis das sociedades empresárias em geral.

A pessoa jurídica também não está sujeita à responsabilidade técnica, ou seja, não se exige do empreendimento a manutenção, em seus
quadros, de profissional habilitado junto a órgão ou conselho de classe fiscalizador de profissão regulamentada.

Recomenda-se anda fazer uma consulta ao PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº. 8.078/1990 - Código de Defesa do Consumidor – Alterada pela Lei nº 8.656/1993, Lei nº 8.703/1993, Lei nº 8.884/1994, Lei nº 9.008/1995, Lei nº 9.298/1996 e Lei nº 9.870/1999).

Licenciamento Ambiental - Em geral a implantação de uma indústria de tecidos e artigos de malha.

-fabricação de tecidos de malha ou artigos produzidos em malharias (tricotagem), artefatos de tapeçaria, acessórios para segurança
industrial e pessoal, incluindo guarda-chuvas, sombrinhas ou outros que contenham materiais além de tecido, é considerada fonte
poluidora e requer o Licenciamento Ambiental pelas Secretarias do Meio Ambiente dos Estados (CRA).

Todavia, a confecção de peças e acessórios do vestuário, roupas profissionais, peças interiores, fabricação de artefatos têxteis a partir
de tecidos para vestuário, estão dispensadas do licenciamento ambiental. Como essas exigências variam para cada Estado, é
indispensável que o empresário informe-se junto ao órgão de Saneamento Ambiental competente na sua região antes de instalar sua
confecção.

Licenciamento Municipalizado
Certas fontes poluidoras poderão submeter-se apenas ao licenciamento ambiental efetuado pelo município, mediante convênio assinado entre a Secretaria do Meio Ambiente e o Município, desde que este tenha implementado o Conselho Municipal de Meio Ambiente, e possua em seus quadros, ou à sua disposição, profissionais habilitados, tendo legislação ambiental específica e em vigor. Para tanto, verifique em seu município esta possibilidade.

Corpo de Bombeiros - vistoria do imóvel
Nos Estados com convênios firmados com os municípios, qualquer edificação que busque obter o “Habite-se” da Prefeitura local, deve
submeter-se previamente a aprovação do Corpo de Bombeiros. Esta aprovação é baseada na análise prévia do projeto do edifício,
onde são exigidos níveis mínimos de segurança, previsão de proteção contra incêndio da estrutura do edifício, rotas de fuga, equipamentos de combate a princípio de incêndio, equipamentos de alarme e detecção de incêndio, além de sinalizações que orientem a localização dos equipamentos e rotas de fuga.

Estrutura

A estrutura física de uma indústria de confecção compreende uma área não inferior a 100m², subdividida em 4 ambientes: Produção
Neste ambiente estão dispostos os equipamentos e empregados envolvidos nos processos de corte, costura, acabamento, planejamento
e controle da produção, os estoques de matéria prima e produtos acabados, e ainda as áreas de expedição e manutenção.

Área Técnica

Neste local são desenvolvidos os novos produtos (design), modelagem, amostras, estudo das especificações, inspeção e
qualidade.

Atendimento e Vendas

A indústria deve dispor de um local apropriado para realizar o atendimento comercial, vendas e planejar e executar o marketing de
seus produtos.

Finanças

Um espaço deve ser reservado para as atividades relacionadas aos controles financeiros, incluindo o controle das contas a pagar,
compras, contas a receber cobrança e folha de pagamento.

Pessoal

Uma característica marcante do setor de confecção brasileiro é o uso do trabalho domiciliar e relações informais de produção. Por esta razão o número de funcionários varia de acordo com o porte do empreendimento e o nível de formalidade.

Uma pequena indústria de confecção contém em seu quadro de pessoal fixo entre 10 e 20 pessoas trabalhando diretamente, assim
distribuídas:

-um desenhista de moda (Free lance),
-um modelista (free lance),
-quatro costureiras,
-uma cortadeira,
-dois auxiliares de acabamento,
-um gerente de produção,
-um assistente de compras,
-um coordenador de pedidos e entregas,
-um a quatro vendedores (externo e interno, autônomos),
-uma secretária geral / auxiliar administrativa,
-duas passadeiras
-e uma faxineira.

Equipamentos

O segmento de confecção é muito variado, devido aos tipos de peças do vestuário que podem ser produzidas. Os equipamentos são praticamente os mesmos, mudando o sistema de acabamento e a colocação de acessórios. A escolha do maquinário, portanto, dependerá de qual seguimento o empresário irá implementar. Dentre as principais máquinas e equipamentos estão:

Galoneira;
Máquina de costura overlock;
Máquina de costura interloc;
Máquina de costura reta industrial;
Máquina de costura pespontadeira;
Máquina de costura refiladora;
Máquina de costura zig-zag;
Máquina de pregar botões e ilhoses;
Máquina de casear;
Máquina de fusionar;
Máquina de travete;
Mesa caseadeira;
Ferros a vapor;
Mesa de corte;
Mesa de passar roupas;
Mesa de abrir costura;
Pespontadora de coluna;
Pespontadora rápida.

Abaixo estão listados alguns segmentos e seus respectivos equipamentos:

-Máquinas para Tecido Plano: a Reta; a de duas agulhas; a de três fios; a de cinco fios; a de pesponto base plana; a de pesponto braço; a de elástico; a de cós; a passante; a travette e a de caseado de olho;

-Máquinas para Linha Praia: a Reta; a de três fios leve; a colarette cilíndrica com catraca e a três pontinhos.Caso trabalhe com tecido de malha, ou elastano, tecidos que possuem elasticidade, são necessárias as maquinas, overloque com 3 agulhas, galoeira e máquina de corte.

-Máquinas para Camisaria Social: a Reta; a de duas agulhas; a pesponto de braço; a casadeira reta; botoneira; a de cinco fios e a de
três fios.

-Máquinas para Camisa de Malha: a Reta; a colarete; a de três fios e a casadeira reta. As máquinas de casear e pregar botões tem um custo mais elevado, portanto, quem está iniciando poderá terceirizar estas operações, enviando o material a empresas que prestam serviço.

Além dessas máquinas há também a necessidade de:

-Mesa de corte (5 x 2m);
-Mesa de apoio para acabamento (7 x 2m);
-Mesa de apoio para embalamento e etiquetagem (5 x 2m);
- Passadeira a vapor industrial . Para a montagem do escritório há necessidade de materiais, móveis e utensílios de escritório como mesa de reunião com seis cadeiras; bancada de trabalho para vendedores, com divisórias e ramais; arquivos de aço; mesas de escritório, computadores e impressoras. Os equipamentos a serem utilizados estão diretamente ligados ao tipo de tecido a ser trabalhado.

No site da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ, http://www.abimaq.com.br/ no item “Para Pequenos
Negócios”, encontram-se vários fornecedores nacionais de máquinas e equipamentos para confeccao de roupas, que podem auxiliar o
empreendedor na hora de escolher equipamentos novos e/ou usados.

Matéria Prima / Mercadoria

As principais matérias-primas empregadas no processo fabril de uma confecção incluem: embalagens, fios e linhas, aviamentos
(etiqueta; acessórios, botões, zíperes, etc.), e, especialmente, o tecido utilizado (disponíveis em diversos tipos, padronagens e
cores). Principais fibras têxteis do mercado Fibras naturais:

Lã (Fibra Protéica) – Quente e confortável, excelente isolante térmico;
resistente ao amassamento;
absorve bem a transpiração e a umidade;
amarela e desbota quando exposta ao sol;
baixa resistência ao atrito;
atacada por traças, insetos e fungos;
não resiste a produtos químicos;
exige precauções durante a conservação.

Seda (Fibra Protéica) – Muito macia, leve e confortável; não provoca irritações na pele;
baixa resistência;
desbota exposta ao sol e a transpiração;
não resiste a produtos químicos;
atacada por traças e insetos;
exige muitos cuidados na lavagem e tratamento.

Algodão (Fibra Celulósica) – Macio e confortável;
durável;
resistente ao uso, à lavagem, à traça e insetos;
lava-se com facilidade; tem tendência a encolher e a amarrotar;
atacado por fungos;
queima com facilidade;
não resiste a produtos químicos.

Linho (Fibra Celulósica) – Muito resistente e confortável;
lava-se com facilidade;
encolhe e amarrota com facilidade;
atacado por fungos;
queima com facilidade.

Fibras não naturais:

-Viscose – Macia e agradável para o verão;
absorve bem a umidade e a transpiração;
resiste bem à luz e às traças;
torna-se pouco resistente quando molhadas;
encolhe e amarrota com facilidade;
sensível ao ácido acético;
amarela e desbota com a transpiração;
queima com facilidade;

-Poliamida – Leve e macia;
não encolhe e nem deforma;
resistente ao uso, aos fungos e às traças;
de fácil tratamento e seca rapidamente;
sensível à luz;
tem tendência a reter poeira e sujeira;
mancha com facilidade;
não absorve umidade;
aquece pouco;
favorece a transpiração do corpo;
encolhe com o calor;
não resiste a produtos químicos;

-Poliéster – Boa resistência à luz e ao uso;
não enruga;
boa elasticidade;
resiste a maior parte dos produtos químicos;
de fácil tratamento e seca rapidamente;
áspero;
tem tendência a formar “bolinhas” com o uso;
desbota quando exposto ao sol:
encolhe com o calor.

-Acrílico – Macio, leve e quente;
não enruga;
boa resistência à luz, às traças e a maior parte dos produtos químicos;
não encolhe;
de fácil tratamento;
forma “bolinhas” com o uso;
sensível ao calor e a produtos químicos;
queima com facilidade.

Organização do processo produtivo

Modelagem:

Etapas do processo de criação dos moldes:

-Criação do modelo pelo estilista ou desenhista de moda;

-Confecção dos moldes para corte do tecido;

-Levantamento de pesquisa para compra dos acessórios e tecidos;

-Confecção das peças de mostruário para teste de produção.

Corte:

A primeira etapa do processo de produção é o corte do tecido. Existem máquinas industriais de corte que necessitam de uma operadora habilitada, para que não ocorra desperdício de tecido. Entretanto, se o corte for manual, tendo em vista que a produção
inicialmente será pequena, é fundamental a preparação dos moldes para corte das partes do tecido que formarão a peça final.

O corte manual é uma tarefa que exige habilidade do operador. Com o auxílio de uma guilhotina (empresas maiores) ou de uma serra fita ou circular e seguindo os moldes elaborados anteriormente pela modelista, são cortadas em grandes mesas (mesa de corte) várias peças do tecido sobreposto.

Este é um momento delicado do processo produtivo, pois um erro nesta operação tem pouca chance de ser reparado, representando perda parcial ou total do tecido e atraso na produção para a empresa.

Enfesto

Etapa do processo produtivo de uma confecção que consiste na colocação de uma camada (folha) de tecido sobre a outra, de forma a
facilitar o corte simultâneo das peças comercializadas pela empresa. O comprimento do enfesto é definido pelo comprimento do risco,
acrescido das tolerâncias.

A quantidade de folhas de tecido é definida em função do pedido de peças, do equipamento de corte a ser utilizado e em função da
instabilidade do tecido. Overlock: Após o corte, cada pedaço correspondente a uma parte da peça de vestuário receberá o acabamento nas bordas, para evitar o desfiamento, chamado de overlock.

O empreendedor não deve esquecer que todas as peças devem ter 1,5 cm de margem para costura e acabamento, e é justamente nestas extremidades que o overlock será aplicado. O overlock é uma costura que reveste a extremidade do tecido, feito em máquina de costura especial, também chamada overlock. Dependendo do tipo de tecido este acabamento pode ser feito na costura final. Costura / montagem: Executada por costureiras, esta é a etapa mais complexa e intensiva em trabalho. Consiste na união de dois ou mais elementos de uma roupa.

Nesta fase, as peças são repassadas às costureiras que possuem funções diferenciadas na linha de produção (gola, punho, manga,
etiquetas, por exemplo) e que trabalham seguindo uma seqüência lógica de tarefas. Durante o processo, são utilizados vários tipos de
máquinas: zig-zag, overlock, etc.

As partes da peça são unidas na máquina reta, devendo haver perfeito casamento entre elas, para assegurar o bom caimento da roupa.

Acabamento: Etapas Complementares ao Processo de Acabamento:

Colocação de acessórios / aviamentos (botões, zíperes, elásticos, etc.);

-Estamparia;-Lavagens e tingimentos especiais;

-Bordados ou gravações especiais.

A última etapa é a colocação dos acessórios, como botões, bolsos, zíperes, golas, etc. Este trabalho é o mais rápido, mas é o que exige
maior habilidade, porque a composição do acabamento final é responsável pela qualidade visual do produto.

Controle de qualidade;

Etiquetagem, codificação , embalagem ,estoque e expedição.

Automação

O uso intensivo de mão-de-obra é uma das características das confecções. A automação do processo de produção ocorre principalmente nas fases anteriores à costura: design, modelagem (uso de sistemas CAD, Computer Aided Design) e máquinas operatrizes automatizadas para corte (sistemas CAM, Computer Aided Manufacturing) e enfesto.

A etapa principal do ciclo produtivo – a costura, é uma etapa de utilização intensiva de mão de obra e, de forma geral, utiliza-se máquinas de costura operadas por costureiras, com baixo uso de recursos de automação.

Em relação à gestão da produção (controle de estoque, compras, etc.), força de vendas, relacionamento com os clientes (CRM), dentre outras funções, existem sistemas eletrônicos especialistas e focados para as indústrias de confecções (vide www.abravest.org.br), dentre eles alguns homologados pelo BNDES.

Canais de distribuição

O empreendedor deve escolher o melhor método de distribuição de seus produtos avaliando a possibilidade da utilização
de representantes ou a venda direta por meio de visitas a lojas, butiques, lojas de departamentos, etc.

A outra alternativa é participar de feiras ou abrir um estabelecimento próprio e comercializar a produção. A promoção do negócio pode ser realizada por meio de desfiles, anúncios em revistas especializadas, catálogos e mala direta.

Investimentos

Para montar uma pequena confecção o investimento varia conforme o número de máquinas, empregados, nivel de tercerização, custo de
aquisição / aluguel / reformas do imóvel utilizado, etc.Por isso, é importante fazer uma análise do capital disponível para atender às suas
necessidades. Uma boa referência de preços pode ser obtido em http://www.cmtdobrasil.com.br/venda

Ferros a vapor (2)
Galoneira (1)
Máquina de casear(1)
Máquina de corte, com dispositivo automático de afiação.(1)
Máquina de costura interloc;(1)
Máquina de costura pespontadeira;(1)
Máquina de costura refiladora;(1)
Máquina de costura reta industrial, equipadas com sistemas de
lubrificação automática, mecanismo de reversão do ponto (5)
Máquina de costura zig-zag;(1)
Máquina de fusionar;(1)
Máquina de pregar botões e ilhoses(1)
Máquina de termocolagem(1)
Máquina de travete;(1)
Máquina overloque industrial(1)
Mesa caseadeira;(1)
Mesa de abrir costura;(1)
Mesa de corte(1)
Mesa de passar roupas;(1)
Móveis e utensílios de escritório(1)
Passadeira a vapor industrial(1)
Pespontadora de coluna;(1)
Pespontadora rápida.(1)
Reformas do Imóvel(1)

Observações: Os equipamentos utilizados estão diretamente ligados ao tipo de tecido a ser trabalhado. Caso trabalhe com tecido de malha, ou elastano, tecidos que possuem elasticidade, são necessárias as máquinas, overloque com 3 agulhas, galoeira e máquina de corte.

As máquinas de casear e pregar botões tem um custo mais elevado, portanto, quem está iniciando poderá terceirizar estas operações,
enviando o material a empresas que prestam serviço.

Capital de giro

Capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de
negócio. O empreendedor deve planejar adequadamente seu fluxo de caixa, principalmente no inicio de produção da sua indústria de
confecção, visto que precisará vender seus produtos a prazo (30, 60 ou 90 dias) e terá que pagar seus fornecedores com um prazo reduzido. Portando a necessidade de capital de giro é elevada neste tipo de atividade.

Porém a gestão do capital de giro de uma empresa envolve outros fatores e, que requerem a atenção do empreendedor para evitar
e corrigir eventos tais como:

- Altos níveis de estoques.

- Baixo volume de vendas;

- Aumento do volume de vendas a prazo (prazos de recebimento maiores que os prazos de pagamento)

- Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;

- Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado;

Aumento dos índices de inadimplência;

O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão. Além disso, ele deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio.

Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente sua auto-sustentação, favorecendo a formação de um capital de giro próprio (e reduzindo a necessidade de uso de capital de giro de terceiros ou aportes de recursos feitos pelo empreendedor) e agregando maior valor ao novo negócio.

Custos

Um estudo do SEBRAE-SP tendo como base MPE- Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo revelou a seguinte composição de custo para o setor industrial de maneira geral:

Gastos com materiais (1) - Custo Mensal 53%

Gastos com empregados - Custo Mensal 24%

Impostos - Custo Mensal 16%

Outros Gastos (2) - Custo Mensal 7%

Total 100%

Nota (1): Inclui aquisição de matérias-primas, mercadorias, peças e componentes e serviços de terceiros.
Nota (2): Inclui gastos com aluguel, água, energia elétrica, telefone, combustíveis, gás, etc.

Para as indústrias de confecção, estes percentuais devem ser estimados com base no volume de peças produzidas mensalmente. Estima-se que para uma produção de 10.000 peças populares, o custo mensal total de fabricação fique em torno de R$ 40.000,00.

Diversificação / Agregação de valor

SISTEMA DE PRONTA ENTREGA - Devido às incertezas da economia, as lojas revendedoras e também a própria confecção não
dispõem, às vezes, de capital suficiente para fazer compras antecipadas, nem mesmo tem condições de prever o estoque necessário ao plano de vendas esperando para a nova coleção da estação.

É por isso que o Sistema de Pronta Entrega é uma excelente idéia idéia além de ser muito lucrativo. Funciona assim: a confecção lança
modelos exclusivos com produção limitada de no máximo 100 peças de cada modelo.Uma média de 3 modelos novos por semana,
totalizando 12 modelos novos a cada mês.

Desta forma toda semana a confecção abastece as lojas com modelos novos e exclusivos, girando muito mais rápido o estoque, e mantendo a linha de produção sempre ativa.

Para esse sistema funcionar, a confecção deve contar com um estilista dinâmico e consciente das tendências da moda, pesquisando e avaliando os resultados de vendas dos modelos.

A produção deve ter uma oficina estruturada para garantir a quantidade necessária para o abastecimento da pronta-entrega e com a
qualidade exigida pelo consumidor.

Outras formas de agregação de valor, vão depender de alguns fatores tais como habilidades específicas, investimento disponível, capacidade produtiva, etc. Nestes casos, podem ser agregados serviços tais como: pinturas especiais, prestação de serviços para outras confecções com maquinas especiais, etc.

Divulgação

O empreendedor deve prever no seu plano de divulgação uma reserva de capital para investir num pequeno desfile de apresentação das peças e convidar donos de lojas ou encarregados de compras para assistir e comprar.

Adicionalmente, deve-se ter disponível para distribuição os catálogos com o mostruário completo e/ou ainda um catálogo eletrônico, através de um website. É importante fornecer uma descrição detalhada da composição dos modelos (tipo de tecido, cores, tamanhos etc.) além de outras informações tais como: preço, condições de pagamento, entrega, etc.

Informações Fiscais e Tributárias

Para registrar sua empresa você precisa de um contador profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos, auxiliá-lo na escolha da melhor forma jurídica e regime tributário mais adequado para a sua empresa, além de realizar os registros exigíveis às pessoas jurídicas nos respectivos órgãos públicos.

Desde que atendidos os limites de enquadramento estabelecidos (vide www.leigeral.com.br) as indústrias de confecção são elegíveis a opção pelo SIMPLES NACIONAL - Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte. No entanto, o empreendedor deste ramo deve avaliar com seu Contador esta possibilidade, uma vez que com o SIMPLES NACIONAL, empresas que não vendem ao consumidor final (pessoas físicas) são impedidas de transferir créditos de ICMS para clientes (pessoas jurídicas) que adquirem seus produtos, o que pode fazer deste regime tributário uma opção não atrativa para este segmento empresarial.

Glossário

Para ajudá-lo(a) a compreender um pouco os termos e conceitos da Moda.

ACRÍLICO: fibra artificial sintética, a produção para fins comerciais se iniciou em 1.950, nos EUA. Características: leve, macio e quente, para o inverno ou frio, macio, semelhante ao algodão e fresco para o verão, apresenta brilho quando tingido com excelente
solidez.

ALGODÃO/COTTON: o algodão constitui uma das principais fibras têxteis de produção, com comercialização e uso em larga escala
mundial. No Brasil, é a principal fibra têxtil, tendo suas fontes de produção localizada nas regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste do país. As principais características para a produção de fios de algodão de boa qualidade são: o comprimento da fibra, e a resistência da
fibra.

ALONGAMENTO DO FIO: a capacidade de alongamento do fio.

OPEN END é maior, importante para a malharia, mas problemático ao acabamento, pois malhas com fios OPEN END tendem a ficar mais largas e necessitam de regulagens especiais.

ANEL, PROCESSO EM: no sistema Anel, podemos ter fios com torção no sentido direito (Z), ou no sentido esquerdo (S). Neste sistema a torção é realizada de fora da fibra para dentro, o que resulta em um fio mais macio tanto no núcleo, como na sua superfície.

APLIQUE, BORDADO COM: a máquina de bordar sustenta 15 cabeçotes que podem produzir vários tipos de bordados, um modelo é aquele que possui o aplique. Este aplique, já na forma do desenho e tecido, pode ser de vários tecidos, como o feltro, por exemplo. O aplique é posto manualmente depois é preso pelo bordado feito em cima ou ao redor do aplique.

AVIAMENTO; Colocação de botões ou detalhes.

BÁSICO: estilo de vestir. Representa também a linguagem dos tecidos e peças clássicas e comuns nas coleções dos produtores de tecidos e confecções.

BODY: (em inglês) corpo.

BODY-SUIT: roupa colante, ajustada, que desenha o corpo, ressaltando sensualmente os contornos.

BOTTOM: parte inferior. Saia, calça, bermuda, shorts, etc.

BOUCLÈ: do adjetivo francês bouclè (que forma um anel). É um fio retorcido onde aparecem laçadas e nós, resultando uma textura crespa.

BRIM: tecido grosso, empregado em diversos artigos, inclusive roupas profissionais, calças, jaquetas, etc.

BUSTIER: que cobre o busto, pode ser curto como um sutiã ou comprido como espartilho.

CALADO: expressão usada para referir-se às peças de tricô, que descreve o acabamento sem costura (sem emenda), quando a peça sai praticamente pronta da máquina.

CANELADO: possibilita um ajuste perfeito ao corpo, dando liberdade aos movimentos. O ponto de malharia em canelado combina
elasticidade e alongamento, proporcionando um bom stretch. Sua textura agrega um visual básico e moderno.

CARDADO, FIO: o fio cardado devido a não passar pela penteadeira, possui mais fibras curtas, o que propicia uma maior formação de pilling (bolinhas no tecido) e neps (defeito na regularidade do fio). A aparência também é prejudicada, pois o mesmo possui uma maior irregularidade.

CARDIGAN: casaco ou sweater tricotado, geralmente de lã, sem gola Com ou sem mangas.

CARGO / UTILITY / CARPENTER: são modelos baseado nos estilos dos uniformes de serviço e utilitários. Com base em modelagens amplas e confortáveis dando um efeito de roupa casual.

CASUAL: é o esportivo, básico, descompromissado, descontraído, ocasional.

COTTON/ALGODÃO: o algodão constitui uma das principais fibras têxteis de produção, com comercialização e uso em larga escala mundial. No Brasil, é a principal fibra têxtil, tendo suas fontes de produção localizada nas regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste do país. As principais características para a produção de fios de algodão de boa qualidade são: o comprimento da fibra, e a resistência da fibra.

DÉLAVÉ, PROCESSO: lavagem estonada com aplicação de clareamento e alvejante químico, deixando o tecido com um visual mais macio que o simples estonado.

DESGASTE LOCALIZADO, PROCESSO DE: são acabamentos feitos peça a peça, com difícil reprodutibilidade entre as peças e efeitos diversos. Existem vários efeitos que se pode obter: o Used (uso de pistola para clarear uma parte determinada), o Lixado
(processo manual de abrasão com lixa na peça bruta para desgastar o tecido em um local específico), o Detonado (efeitos com uso de
esmeril dando picotes na peça antes de lavar revelando, depois de lavado, marcas localizadas) e o Bigode (que dá um efeito imitando as
marcações de tanque, feitas manualmente com uso de gabaritos e lixadas com retífica manual).

DESTROYED, PROCESSO: lavagem parecida com a estonagem, porém utiliza mais enzimas que corroem a fibra levemente, deixando um aspecto meio "destruído" justificando assim a palavra destroyed, que no Inglês significa "destruído".

DICRON: é uma malha stretch, elaborada com microfibra e elastano que garantem a maciez e a elasticidade da peça. O diferencial deste produto é o brilho discreto obtido através do uso de um fio iridescente que emite pequenos pontos de luz com o movimento e a incidência da luz sobre a peça.

DRY FIT: conceito utilizado para definir o tecido feito com poliamida e elastano, ou seja, o SUPPLEX que, devido a sua estrutura e a titulagem do fio, proporciona um conforto propício para peças de esporte que exigem uma alta capacidade de transpiração. A peça com o conceito Dry Fit, possui o tecido com capacidade de tirar a umidade do corpo e transporta-lo para fora do tecido. "Dry fit" significa em inglês "Caimento seco", justificando assim seu benefício. Na Cia.Hering estas malhas são a J59 e a J55.

ELASTANO, FIO (SPANDEX): fibra artificial proveniente do poliuretano, mais conhecida comercialmente como LYCRA. Provém da família das fibras químicas que possuem a maior capacidade elástica existente. Seu espichamento é altíssimo o que confere a ele a capacidade de esticar e retornar ao seu estado inicial sem danificações. A Cia.Hering utiliza a melhor lycra existente, proveniente de fornecedores como a Rhodia, por exemplo. O fio de spandex é muito utilizado em roupas que necessitem de movimentos livres (como nos artigos da linha ACTIVE WEAR) e uma alta transpiração, sendo que misturado com tecidos como o algodão, proporcionam conforto, elasticidade, boa transpiração e ótima resistência ao calor e ao frio.

ENFESTO - Etapa do processo produtivo de uma confecção. Consiste na colocação de uma camada (folha) de tecido sobre a outra, de forma a facilitar o corte simultâneo das peças comercializadas pela empresa. O comprimento do enfesto é definido pelo comprimento do risco, acrescido das tolerâncias.

ENFESTO PAR e IMPAR. No enfesto par, há o casamento das folhas de tecido e no ímpar as folhas são dispostas sempre no mesmo sentido, ou seja, primeira folha com o direito para cima, todas as demais com o direito para cima. Primeira folha com direito para baixo, as demais com o direito para baixo. Para enfesto par, os tecidos com pé e com sentido são proibidos devido a sua própria característica. A quantidade de folhas de tecido é definida em função do pedido de peças, do equipamento de corte a ser utilizado e
em função da instabilidade do tecido.

ENZIME WASH: confere aspecto "envelhecido" com bom toque, consiste em uma lavagem enzimática de 60 minutos a 40º C, depois passa por um processo de amaciamento.

ESTONAGEM: processo de lavagem do artigo em tambores que levam junto, as pedras de argila, chamadas de SINASITAS. Durante a lavagem as pedras entram em atrito com o artigo deixando-o com um aspecto "batido", mais "usado". Oferece-se também o aspecto um pouco desbotado e amaciado.

FIAÇÃO: hoje em dia existem vários tipos de processamentos para as fibras naturais e artificiais. Os fios comprados pela Cia.Hering utilizam apenas os processados em "ANEL" e os processados em "OPEN END". O processo de fabricação dos fios influencia diretamente na sua estrutura construtiva, o que fornece aos mesmos, características individuais.FIL.

FIL: tecido de construção de tela sendo os fios tintos ou seja tanto o fio da trama quanto o fio do urdume são tingidos na mesma cor dando um aspecto de tom sobre tom FRUFRU: talvez o ornamento feminino por excelência. Forma onomatopéica de babadinhos franzidos, em geral estreitos.

FUSEAU: (do francês) calça justa e afunilada, cuja linha lembra a de um fuso. A diferença entre uma calça fuseau e uma legging é que na primeira, as pernas tem uma alça de união que fica na sola do pé, enquanto a legging tem o comprimento das pernas até a metade da parte inferior destas, nunca chegando aos tornozelos.

GARMENT DYE: processo de tingimento para artigos confeccionados em fundo pré-tratado, cuja característica dependerá do tipo de corante e procedimento utilizado. Existem o garment dye reativo que dá um aspecto mais brilhante e solidez na cor, e o garment dye por pigmento que dá o aspecto um pouco mais envelhecido.

GARMENT WASH: processo de lavação para tecidos na cor, com finalidade e pré-encolher a peça e alguns casos melhorar o
toque. As peças que sofrem este processo apresentam leves efeitos de
marcação nas costuras.

GEL EM RELEVO, ESTAMPA: estampa aplicada com uma camada em relevo de gel incolor (PLASTISOL) o qual dá um aspecto plastificado e meio brilhante na estampa.

GLITTER, ESTAMPA: a malha é estampada em quadro com o glitter na cor desejada e esta estampa leva uma camada de pasta incolor que não sai na lavagem em máquina, pois a pasta incolor a protege.

GOUFRE / JACQUARD: são malhas que apresentam desenhos que são obtidos através de um selecionamento eletrônico das
agulhas dos teares.

ÍNDIGO BLUE: nome do tecido utilizado universalmente para calças jeans. O nome índigo é uma alusão à planta indiana chama INDIGUS a qual continha em sua raiz um corante de coloração natural azul e na época servia de base para tingimentos nas tribos. Hoje o índigo se define como corante para calças jeans em tons de azul.

INTERLOCK, MALHA: estrutura de malha que devido ao seu entrelaçamento, proporciona ótimo caimento, toque mais firme e agradável.

JACQUARD: complexo método de tecelagem inventado por Joseph J.M. Jacquard no anos 1801-1804. Por meio de um sistema eletrônico, que controla as agulhas de tecimento, muitas configurações podem ser obtidas resultando tecidos com "desenhos" especiais (não possíveis em teares comuns).

JEANS: denominamos jeans um estilo de confecção, caracterizado pela estrutura reforçada evidenciando rebites e costuras duplas, por
exemplo.

JOGGING: do inglês jog (correr em ríitmo de trote). Agasalho (blusa e calça) para fazer esportes (deve ser usado com tênis). Também conhecido como trainning ou abrigo.

LÃ: fibra natural, animal, proveniente da tosquia de ovelhas e carneiros. A lã é utilizada desde a idade da pedra, sendo que evoluiu, de uma fibra grosseira na antiguidade, a uma fibra nobre, pela seleção de raças de animais produtores.

LEGGING: tipo de roupa-meia, ou estilo da meia-calça. Fruto do movimento da moda, inspirado nas roupas esportivas, o legging ultrapassou as fronteiras da academia e passou a ser utilizado com amplas camisetas ou bustiers como roupa urbana.LINHO: fibra natural vegetal, proveniente do caule da planta de mesmo nome, é provavelmente a primeira fibra natural que foi utilizada pelo homem para usos têxteis.LYCRA ® fibra DuPont Sudamerica S/A: fibra sintética, elástica, resistente à abrasão e com excelentes propriedades de extensão e retração.

LOOK: do inglês (olhar), é o estilo, o resultado da soma de roupa, acessórios, maquiagem e cabelo, que se percebe numa única olhada. Sinônimo de visual.

MEIA MALHA (JERSEY): estrutura mais simples de uma malha. As camisetas da linha World da Hering possuem este tecido e quando aliadas ao elastano, proporcionam ao artigo um ótimo caimento, maior durabilidade e possuem a capacidade de moldarem-se
ao corpo em seus movimentos.

MELÀNGE: fio 100% algodão, onde a característica mescla é obtida no processo de fiação, com o tingimento da pluma do algodão.

MERCERIZAÇÃO: tratamento com hidróxido de sódio concentrado que é aplicado ao fio ou tecido de algodão o qual proporciona um brilho acentuado, maior afinidade com corantes, toque mais macio, maior resistência e maior encolhimento, portanto é um fio (ou tecido) que já foi extensamente beneficiado para proporcionar menos encolhimento nas próximas lavagens. O processo requer um
maquinário caro e leva bastante tempo; daí a explicação de ser uma malha mais cara.

MICROFIBRA: o termo microfibra é concedido a fios sintéticos que são formados por filamentos extremamente finos. Estes filamentos podem ser 60 vezes mais finos que um fio de cabelo e 10.000 filamentos de microfibra podem pesar menos que 1 grama. Os artigos de malha produzidos com Microfibras possuem como características, o toque sedoso, vestem muito bem, encolhimento da peça extremamente baixo, alta resistência, baixo abarrotamento e bom isolamento quanto a vento e frio. As microfibras podem ser de
poliéster, poliamida (nylon), acrílico ou viscose.

MICRO MODAL: fibra composta de 100% da mais pura celulose (o liocel). Micro Modal corresponde a todas exigências humanas e ecológicas e é produzida exclusivamente a partir de celulose tratada sem cloro. Micro Modal não contem concentrações de substâncias nocivas, é livre de pesticidas e não causa irritações cutâneas. Tecido de alta maciez, brilho, caimento e transpira quase 50% da umidade. Na coleção, a fibra é utilizada juntamente com o Algodão para elaborar malhas para os artigos underwear, uma vez que provoca a sensação de conforto e maciez altíssimos para um vestuário íntimo e que fica em contato constante com a pele humana.

MODAL BY LEAZING: é a marca registrada da fibra modal pela empresa Leazing. A fibra modal é ecologicamente produzida da celulose encontrada na madeira. Esta fibra possui uma ótima absorção e evaporação de umidade, é parceria ideal para misturas com outras fibras. Os tecidos de modal possuem um toque agradável, macio e proporcionam grande conforto.

MOLETOM, MALHA: estrutura de malha que tem o entrelaçamento feito de tal forma que os fios da malha, no interior, fiquem "flutuantes", ou seja, aliado a um processo de peluciagem ele oferece maior aquecimento do corpo não deixando que o calor se
transporte para fora do corpo.

NATURAIS, FIOS: os fios naturais são obtidos diretamente da natureza e os filamentos são feitos a partir de processos mecânicos de torção, limpeza e acabamento. Podem ser obtidos a partir de frutos, folhas, cascas e lenho. As principais plantas têxteis são: o Algodoeiro (fibra de algodão), a Juta (para fazer cordas), o Sisal (parecido com o linho), o Linho (caule com filamentos rígidos)
e o Rami (também muito utilizado como o linho).

NYLON: é o termo aplicado para um produto de origem sintética largamente utilizado em fibras têxteis, que se caracteriza pela sua grande resistência, tenacidade, brilho e elasticidade. Foi desenvolvido nos anos 30 e hoje, Nylon é o nome dado a toda uma família de fios e fibras sintéticas, chamadas de poliamidas.

OPEN END: o sistema OPEN END é hoje o método mais prático para a produção de fios. Este sistema tem um fluxo de máquinas reduzido, e é utilizado na sua grande maioria para aproveitar resíduos de outros sistemas de produção em específico o ANEL. Este sistema apresenta melhores resultados com fibras mais curtas do que o processo em ANEL. Devido este detalhe geralmente as
fiações tem uma linha de fio ANEL e outra linha de fios OPEN END, a qual aproveita os resíduos da linha anel.

OXFORD: tecido de construção de tela sendo um fio tinto e um fio cru no entrelaçamento da trama e do urdume, deixando um aspecto na camisa de duas cores (sendo o fundo branco).

PANAMÁ: nome fantasia para tecido em construção de tela 1 x 1 em 100% algodão.

PENTEADO, FIO: no sistema penteado o fio passa por um equipamento que se chama penteadeira. Este equipamento tem a função de retirar as fibras mais curtas (antes de se formar o fio) e impurezas como cascas, que são provenientes do algodão e não foram retirados em processos anteriores. Este processo confere um fio de qualidade superior, visto que este é mais limpo, não possui fibras curtas, e é mais resistente.Tem menos Neps, e forma menos pilling na malha acabada. Porém devido à retirada de mais fibras no processo, a perda de algodão para a produção do fio é maior, o que juntamente com a inclusão de mais um equipamento no fluxo produtivo eleva o custo de fabricação e conseqüentemente o preço do fio, sendo este o fator principal para o encarecimento do fio penteado.

PICUETA: acabamento dado a barras, decotes e punhos em artigos de malha que possui um efeito de bordado nas pontas. Esse efeito é produzido através da regulagem da máquina overlock.

PIQUE, MALHA: estrutura de malha com nome originado da França. Possui uma aparência e textura que favorecem as camisas de gola pólo. A Cia.Hering produz um pique que é considerado o melhor em termos de encolhimento no mercado.

PLANO, TECIDO: formado pelo entrelaçamento de fios perpendiculares, ou seja, os fios do comprimento (vertical-URDUME) entrelaçam-se com os fios da largura (horizontal-TRAMA), compondo o tecido.

POLIAMIDA (NYLON): a poliamida, ou nylon; nome comercial pelo qual também é muito conhecido; foi a primeira fibra sintética criada pelo homem. Tem como características a alta resistência, fácil lavagem, resiste ao amarrotamento, baixa absorção de umidade, toque agradável, e secagem rápida. Uma grande vantagem da poliamida (nylon) em relação ao poliéster é o toque mais sedoso e melhor
transpiração.

POLIÉSTER: fibra artificial sintética, obtida de processos químicos, derivada do petróleo. O poliéster é caracterizado por ter uma ótima resistência, baixo encolhimento, secagem rápida, resistente ao amarrotamento e abrasão, baixa propagação de chamas. A Cia.Hering possui a malha J53PE, a qual utiliza o fio DTEX 167 f 144 (microfibra), devido ao alto número de filamentos deste fio, ele tem um toque agradável, alta durabilidade e secagem rápida. A principal vantagem quando comparado com as microfibras de poliamida é o custo. Sua desvantagem é o processo de tingimento, o qual requer mais calor e leva mais tempo para ter a cor fixada.

POLYOCELL: o Polyocell é a mistura de três fibras naturais: Lyocel, Modal e o Poliéster. Esta fusão proporcionou um resultado perfeito, ou seja, as três fibras combinadas alcançaram os melhores índices de conforto, durabilidade, estabilidade e tudo isso com fácil manuseio.

POPELINE: tecido de construção de tela com um fio de algodão de menor qualidade que o algodão penteado mercerizado.

QUADROS, ESTAMPARIA EM: processo em que são utilizados quadros para estampar a malha já no molde pronto. Estes quadros são cobertos por vários tipos de pigmentos, dependendo do aspecto que se quer dar. A estampa pode ser Frontal Total ou localizada e pode-se colocar para acabamento, o glitter, o gel em relevo, papel fosco, papel brilhante, silicone, puff ou vários outros tipos de efeitos de pigmentos que a Hering oferece dentro do que é mais moderno e em voga na moda.

QUALIDADE ÓTICA: expressão utilizada para referir-se a óculos que são fabricados de modo que as lentes possam ser removidas (trocadas) e as armações possam ser ajustadas, ou seja, óculos vendidos em lojas não especializadas (lojas de confecção, como é o caso da Hering) mas que tem a mesma qualidade dos óculos comercializados nas óticas.

REATIVA, ESTAMPARIA: estampa feita com corantes reativos que oferecem um toque mais macio e melhor solidez (resistência da cor no tecido após várias lavagens).

RESISTÊNCIA DO FIO DE ALGODÃO: a resistência do fio OPEN END é cerca de 20% menor, do que a do fio ANEL. Junto
com a regularidade, são os principais fatores para se obter uma boa tecibilidade na malharia.RETILÍNEA: máquina de malharia por
urdume que produz sweater, golas de camisa Pólo, blusas, etc.. geralmente utiliza fio tinto.

RIBANA, MALHA: estrutura feita em teares de dupla frontura, ou seja, uma face da malha é diferente da outra. Estas faces podem ser trabalhadas ou lisas, proporcionam um alto alongamento e elasticidade capacitando desta maneira que o tecido se molde e acompanhe os movimentos do corpo.

ROTATIVA, ESTAMPARIA: estamparia feita em cilindros com o máximo de 6 cores. A malha, ou tecido, já são estendidos prontos para serem estampados pelo cilindro, que através de perfurações milimétricas soltam a cor para formar o desenho desejado em cima do
tecido. SSARJA: construção de ligação do tecido plano, caracterizado pelo pronunciamento da diagonal. Tecido básico e versátil apresenta um excelente caimento, um ótimo aspecto após lavagem e combina com qualquer tipo de clima. É mais utilizada por amarrotar menos do que a tela.

SEDA: fibra natural, animal. É um filamento contínuo formado pelo bicho-da-seda em um casulo. Supõe-se que a seda tenha sido descoberta por volta de 2.640 AC, por uma princesa chinesa.

SINTÉTICOS, FIOS: os fios sintéticos são obtidos através de processos industriais químicos os quais originam polímeros químicos
transformados posteriormente em fibras sintéticas. Este fio pode ser constituído por um alto número de filamentos, sendo sua classificação feita através do sistema DTEX (peso em gramas de cada 10.000 metros de fio).

SOFT: foi planejado e desenvolvido com o objetivo de proporcionar ao usuário leveza, mantendo a temperatura do corpo em equilíbrio, garantindo conforto térmico. Indicado especialmente para vestuário de inverno e roupas esportivas.

STONE WASHED: acabamento obtido em peças (artigos) já costurados e tingidos ou estampados, através de lavação industrial das peças na presença de pedras ou enzimas. Resultam artigos com aspecto "usado.

STRETCH: palavra inglesa que significa esticar. É aplicável a tecido com elasticidade obtida através de filamentos de poliéster texturizado ou de fibras.

SUPLEX ® fibra DuPont Sudamerica S/A: é indicado para tecidos esportivos, visto que alia as propriedades das malhas de algodão, confere maciez e flexibilidade a peças confeccionadas, em adição a durabilidade e resistência do nylon (poliamida). Devido ao sistema de texturização a ar, desenvolve um toque parecido com o do algodão, aliado a vantagens das fibras sintéticas. Tecido que proporciona conforto, resistência, caimento e possui uma secagem relativamente mais rápida que outros tecidos.

SWAROVSKI, CRISTAL: cristais produzidos e lapidados uma a uma industrialmente provêm da Áustria, de mão-de-obra bastante cara, bem como sua importação. A indústria produz em média de 3 milhões de cristais por dia para atender o mercado mundial. A Hering aplica os cristais por processos manuais e termocolantes e em sua coleção utiliza em várias peças. Os artigos com os cristais podem ser lavados em máquina comum. Nos Estados Unidos também existem estes cristais conhecidos como Rhine Stones, que são um pouco menos encarecidos, sendo que estes também são usados pela empresa.

TACTEL ® fibra DuPont Sudamerica S/A: tecido 100% poliamida é um tipo de microfibra o qual sua estrutura possui fios texturizados a ar que o capacita ser de alta secagem e alta transpiração. A fibra possui padrão internacional de qualidade dos fios DuPont. O tactel é um tecido que não retém o suor e seca rapidamente quando exposto ao sol; por isso é muito utilizado para calções e shorts de banho na coleção Hering Basics de Verão.

TELA: construção de ligação do tecido plano, caracterizada pela simetria da distribuição dos fios na proporção 1 fio por 1 fio (entre urdume e trama). Esta construção em tela plana proporciona uma superfície plana e regular.

TENCEL: nome fantasia da fibra liocel. Fibra celulósica proveniente da polpa de madeira de árvores que são constantemente replantadas e o processo químico utiliza um solvente totalmente reciclável, por isso chama-se de uma fibra Ecologicamente Correta.O liocel representa a grande novidade entre as matérias primas têxteis, possibilita um tecido que alia a resistência do algodão, o toque e a maciez da seda e o perfeito caimento e frescor das fibras celulósicas. A Cia. Hering utiliza a fibra em misturas com o algodão e a lycra, por exemplo, proporcionando malhas com caimento e frescor necessários para a coleção de Primavera/Verão 2002.

TEXTURIZAÇÃO: a texturização é obtida com a união de filamentos contínuos e tem o objetivo de fornecer ao fio, melhor textura e aparência aumentando o aquecimento e a absorção e diminuindo a possibilidade de formação de pilling (bolinhas que se formam sobre o tecido).

TERMOCOLANTE, ETIQUETA: etiqueta pronta que é colocada através de uma prensa térmica. A Hering possui hoje 8 prensas térmicas para atender o número de lote solicitado.

TOP: do inglês (alto, topo) é a parte de cima de qualquer roupa, miniblusa, jaqueta, camiseta, etc.

TOQUE DO FIO: o toque do fio OPEN END é muito inferior ao dos fios ANEL. Isto ocorre em função das características construtivas descritas acima. O amaciante não consegue a mesma penetração no interior do núcleo do fio, quando comparado com o ANEL.

TRAMA, FIOS DE: fios horizontais do tecido plano.

TRICOLINE: tecido de construção de tela com a leveza e a resistência do algodão penteado mercerizado, atende a um mercado cada vez mais sofisticado e exigente em tecidos leves, especialmente nos segmentos de camisaria.

TWIN-SET: conjunto, blusa e um casaco de material ou padronagens iguais.

URDUME, FIOS DE: fios verticais do tecido.

UTILITY / CARPENTER: são modelos baseado nos estilos dos uniformes de serviço e utilitários. Com base em modelagens amplas e confortáveis dando um efeito de roupa casual.

VISCOSE / MODAL / LYOCEL: fibra artificial de polímero natural, proveniente de celulose regenerada a partir de algodão ou polpa de madeira. As fibras Modal e Lyocell são subcategorias da viscose.

Dicas do Negócio

É essencial a atualização dos produtos, conforme as tendências da moda. O responsável pela preparação das coleções deve buscar informações em revistas e feiras especializadas e estar atento a todos os referenciais da moda, para saber identificar o que terá de maior demanda.

Uma outra recomendação é a elaboração de um plano de negócios detalhado para que tenha noção dos investimentos necessários e a
determinação do preço real de seus produtos. Este plano de negócio, dentre outras consideracoes, deve avaliar o custo benefício de se
terceirizar parte da produção ou manter confecção própria em cada fase do processo ( algumas empresas compradoras exigem confecção própria).

Caso opte pela terceirização, o que pode reduzir bastante a necessidade de investimento, a dica eéinvestir tempo suficiente para a
adequada supervisão e controle de qualidade dos produtos feitos por terceiros.

Como dicas de negócio, listamos ainda alguns programas de apoio existentes:

PROGRAMA TEXBRASIL / ABIT - O Programa Estratégico da Cadeia Têxtil – Texbrasill, possui apoio da APEX/BRASIL e tem
como objetivo realizar cursos, seminários, palestras, encontros e rodadas de negócios com compradores internacionais, missões de
negócios e apoio estratégico às empresas brasileiras em diversas feiras internacionais

EXPORTAÇÃO - Empresas têxteis ou de confecção que tenham interesse em começar a exportar, podem participar do Programa
Texbrasil, gratuitamente, mesmo que não sejam associadas à ABIT. Apoiado pelo Governo Brasileiro, o Texbrasil orienta e promove as
empresas brasileiras no exterior visando fomentar as exportações. Empresas brasileiras interessadas podem obter mais informações pelos telefones: (11) 3823 6142 / 6143 / 6141 e-mail: texbrasil@abit.org.br.

VIAGENS DE PESQUISA - Algumas viagens também fazem parte do programa TexBrasil - Enfoque - Moda & Informação. Trata-se de uma viagem formada por um grupo de empresários brasileiros, com assessoria da ABIT e acompanhamento de um consultor de moda. O objetivo é pesquisar e conhecer os principais centros de moda da França e Inglaterra. Essas viagens acontecem duas vezes por ano, na alta temporada - outono/inverno e primavera/verão. Para mais informações, ligue para 3823.6142 ou envie um e-mail para texbrasil@abit.org.br

CONSÓRCIOS DE EXPORTAÇÃO - O Projeto de Formação de Consórcio tem por objetivo a associação de empresas com interesse voltado para a exportação. Os Projetos de Consórcio podem apoiar a formação de um consórcio para a exportação e as ações de promoção de exportação dos produtos das empresas consorciadas.O que é Consórcio de Exportação? É o agrupamento de empresas com interesses comuns, reunidas em uma entidade estabelecida juridicamente sem fins lucrativos, na qual as empresas participantes tenham maneiras de trabalho conjugados e em cooperação, com objetivos comuns de melhoria da oferta exportável e de promoção de exportações.

Características específicas do empreendedor

-Saber estabelecer parcerias estratégicas no interior da cadeia têxtil, fornecedores de insumos e tecnologia.

-Saber identificar tendências de mercado e mudanças no comportamento dos clientes.

-Saber direcionar seus produtos para segmentos específicos de clientes (conceito e design)

-Saber gerenciar estratégias de produção própria e subcontratação (terceirizada)

-Ter competência para marketing,design e comercialização.

-Especificar e quantificar materiais, ferramentas, equipamentos e aviamentos necessários para o processo de confecção de roupas;

-Planejar e programar confecção de roupas determinando as operações e etapas a serem realizadas, recursos necessários e cronograma de execução;

-Elaborar orçamento de serviços;

-Confeccionar peças-piloto, definindo rendimentos de materiais e componentes, custos de produção, tempo de produção e efetuando testes e ajustes nas peças;

-Utilizar materiais, ferramentas, equipamentos, máquinas e aviamentos, de acordo com especificações técnicas, peças para a costura e método estabelecido;

-Montar e cortar peças em artigos de tecido plano ou malha;

-Encaixar grade de modelagem e efetuar a matriz do risco, determinando o percentual de consumo e desperdício;

-Enfestar tecido plano ou malha conforme ordem de corte;

-Costurar peças em artigos de tecido plano ou malha;

-Identificar e corrigir defeitos na costura de roupas;

-Realizar acabamentos manuais e em máquinas em peças confeccionadas;

-Preparar e executar serviços de passadoria em partes a serem confeccionadas e em peças confeccionadas;

-Embalar produtos confeccionados para armazenagem e expedição;

-Prever pontos críticos inerentes aos processos;

-Interagir com pessoas envolvidas no processo;

-Selecionar e utilizar fontes de consulta para a obtenção de informações necessárias a confecção de roupas;

-Aplicar procedimentos técnicos, normas técnicas, ambientais, de segurança, de saúde e higiene no trabalho e padrões de qualidade
adequados aos processos de confecção de roupas;

-Utilizar recursos existentes de forma racional e econômica;

-Manter ambiente de trabalho limpo e organizado;

-Realizar manutenção autônoma;

-Interpretar e elaborar fichas técnicas, modelagem, desenhos técnicos e desenhos de moda, obedecendo aos requisitos dos clientes.

Bibliografia Complementar

AGUIAR NETO, Pedro Pita. Fibras Têxteis. Vol. 1 e 2 – Rio de Janeiro: SENAI/CETIQT, 1996.

ARAÚJO, Mário de. Tecnologia do vestuário. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian , 1996.

BARRETO, Antonio Amaro Menezes. Qualidade e produtividade na indústria de confecção: uma questão de sobrevivência. Londrina:
Fundação Biblioteca Nacional, 1997.

DUARTE, Sonia; SAGGESE, Sylvia. Modelagem industrial brasileira. Rio de Janeiro: Letras Expressões Brasileiras, 1998.

GOULARTI FILHO, Alcides; JENOVEVA NETO, Roseli. A indústria do vestuário: economia, estética e tecnologia. Florianópolis:
Letras Contemporâneas, 1997.

GRAVE, Maria de Fátima. A modelagem sob a ótica da ergonomia. São Paulo: Zennex Publishing, 2004.

JONES, Sue Jenkin. Fashion design - Manual do estilista. Tradução: Iara Biderman. São Paulo: Cosac & Naify, 2005.LEITE, Adriana
Sampaio; VELLOSO, Marta Delgado.

KASNAR, Marta de; DWYER Daniela. As Engrenagens da Moda- Editora Senac

LIEKWEG, Dieter. Apostila: métodos ótimos de costura. São Paulo. SENAI, 1998

RIGUEIRAL, Carlota; RIGUERAL, Flávio. Design & moda: como agregar valor e diferenciar sua confecção. São Paulo: Instituto de
Pesquisa Tecnológica, 2002.

SENAC DN. Modelagem plana feminina: noções básicas. Paulo Fulco. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2003.

SENAI/DN, SENAI/CETIQT, CNPq, IBICT, PADCT, TIB, 1996. (Série Estudos Têxteis, 01-D).

SOUZA, Sidney Cunha. Introdução à tecnologia da modelagem industrial. Rio de Janeiro: SENAI CETIQT, 1997.

Modelagem plana masculina: noções básicas. Paulo Fulco. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2003.

Moldes femininos: noções básicas. Rosa Marly Cavalheiro; Rosa Lucia de Almeida Silva. Rio de Janeiro: SENAC Nacional,

2003. Concurso Público – Edital nº 065/2006-CPCP-AP Internet Servico Brasileiro de Respostas Tecnicas http://sbrt.ibict.br/lista_respostas.php

Comunidades ORKUT
Cooperativa e confecção :366 membros.Comunidade Voltada aos empresários do setor de confecção.Visando surgir futuras
cooperativas, parcerias e negócios.Trocando dicas e informações importantes para os novos empreendedores e ...

-Confecção Brasil :311 membros.Confeccionistas de todo Brasil, esta comunidade vem com intúito de unir profíssionais do ramo de
confecção de roupas, com propósito de aumentar o conhecimento geral, como dicas de mercado de trabalho ...

-Tecnólogos em Confecção Têxtil:102 membros.Para todos os TECNÓLOGOS EM CONFECÇÃO TÊXTIL.

Estilismo em Confecção Ind. 78 membros.Para quem faz, ja fez ou vai fazer Estilismo em Confecção Industrial no Senai -RS.

Sou Técnico em Confecção :86 membros.Essa comunidade é dedicada a todos aqueles que se formaram na nobre profissão de técnico em confecção. Venha se juntar a nós e conte suas experiências seja vc formado no CETIQT, SENAI-SP, SENAI ...