Idéias
de Novos Negócios - Hotel para Animais Domésticos
Apresentação do Negócio
Correntemente, quando alguma pessoa passa por um período
de dificuldades, fala-se que ela leva uma "vida de cão".
Embora essa
expressão idiomática traga uma conotação
de angústia e sofrimento, hoje podemos afirmar que alguns
animais domésticos desmentem este significado, pois recebem
um tratamento muito mais sofisticado. Pesquisas norte-americanas
comprovam que 42% dos cães dormem na mesma cama que seus
donos e 33% ganham presentes em seus aniversários. Para um
observador externo, pode ser confuso descobrir quem é o dono
de quem realmente.
O crescente status dos animais de estimação disparou
uma onda sem precedentes de ofertas criativas de produtos e serviços.
Foi-se o tempo em que o mercado se resumia a brinquedos de pelúcia
e bolas de borracha. Atualmente, os donos não poupam esforços
em proporcionar para seus bichinhos artigos de luxo como carne orgânica,
petiscos vegetarianos, refeições gourmet, vestidos
caninos de alta costura, jaquetas de couro, coleiras de pérolas,
pingentes de ouro, relógios, biquínis, chinelos, banheiros
internos, perfumes, medicamentos para depressão ou ansiedade,
psicoterapias, planos de saúde animal, cirurgias de alta
complexidade e cosméticos.
Para alguns proprietários, não há limites
para satisfazer os "desejos de seus animais" - o que,
na verdade, representam as expectativas e
vontades de seus próprios donos. Milhares de reais são
gastos em cirurgias plásticas de rinoplastia, lifting nos
olhos, lipoaspiração e
outros procedimentos estéticos que amenizam certas características
caninas como obesidade, olhos caídos e narizes achatados.
Tratamentos de canal, aparelhos odontológicos corretivos
e coroas para dentes lascados também estão se tornando
mais populares. O
Conselho Federal de Veterinária vem se posicionando contra
o abuso de veterinários que aplicam procedimentos médicos
puramente
estéticos ou desnecessários nos animais.
E o mercado não se restringe apenas a cães e gatos.
A biodiversidade brasileira contribui para o crescimento da onda
de criação de animais exóticos, como iguanas,
cobras, furões e outros. Estes animais, com alguma variação,
também demandam produtos e serviços
especializados. Cabe ressaltar que a criação de animais
silvestres depende de autorização legal do Ibama (Instituto
Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renovados).
Nota-se uma corrida para adaptar os produtos e serviços
tipicamente humanos aos animais de estimação. Esta
antropomorfização dos
bichos cria a percepção de que eles possuem problemas
e demandas humanas, como ansiedade, depressão e necessidade
de status.
Milhares de pequenos empreendedores estão farejando oportunidades
neste efervescente segmento. Um negócio que pode ser altamente
lucrativo é o hotel para animais domésticos, ou pet
hotel, que substituiu os antigos canis. Alguns empreendimentos já
possuem
acomodações com suítes privadas, camas em plataformas
elevadas, transmissão de programas do canal Animal Planet
e cabines "ossofônicas" para que os animais recebam
ligações de seus donos.
Tudo isso para amenizar o sofrimento dos animais durante a ausência
do dono e, principalmente, tranqüilizar os donos, assegurando
que
seus bichinhos estão sendo bem cuidados neste período.
Se bem gerenciado, pode-se concluir que o investimento no ramo de
hotéis para animais domésticos pode ser um negócio
"bom pra cachorro".
Mercado
Em uma década, calcula-se que os gastos das pessoas com
seus animais de estimação tenham dobrado. Hoje, os
norte-americanos
torram US$ 41 bilhões ao ano, com perspectiva de expansão
de 15% ao ano - cifra superior ao PIB de centenas de países.
Tal valor supera os gastos somados com cinema, videogames e música.
Cerca de 60% dos lares americanos, ou 71 milhões de domicílios,
possuem pelo menos um animal de estimação, em comparação
a 64 milhões há apenas cinco anos. Este é o
segmento que mais cresce no varejo, depois do consumo de produtos
eletrônicos.
Além da expansão do dispêndio por pessoa, aumenta
também o número de famílias que adquirem animais
domésticos. Contribuem
para isso a tendência moderna do home office - onde as pessoas
trabalham na própria casa -e o fato de jovens saírem
cedo da casa dos pais e necessitarem de alguma companhia para atenuar
o isolamento da família.
De acordo com dados da Anfal Pet - Associação Nacional
dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação
- existem no
Brasil 75 milhões de cães de raça (27 milhões
com pedigree), 11 milhões de gatos e 4 milhões de
outros animais de estimação. O
mercado de serviços para animais domésticos corresponde
a 13% do faturamento do setor. O segmento de pet shops apresenta
um
crescimento de 20% ao ano, consumindo R$ 16 bilhões no último
ano. Assim como nos Estados Unidos, por volta de 63% das famílias
brasileiras de classe A e B possuem animais. O número cresce
para 64% na classe C e cai para 55% na classe D. O gasto per capita
das famílias com os animais é de R$ 380 anuais. Já
o consumo de ração para cães e gatos é
de 1,234 milhões de tonelada por ano, com taxas anuais de
20% de crescimento.
Dentre os negócios relacionados aos animais de estimação,
o setor de hotéis é um dos segmentos que responde
pelos maiores índices de expansão. O mercado consumidor
é formado por pessoas com alto poder aquisitivo, geralmente
idosos com filhos emancipados. As
famílias com crianças, os jovens solteiros e os casais
sem filhos também representam fatias importantes deste mercado.
Nota-se também que os donos de animais de estimação
estão se tornando consumidores mais exigentes, rejeitando
produtos de baixa
qualidade ou serviços precários para seus animais.
Os clientes esperam que, no período em que estiverem afastados,
seus animais estejam em segurança e sendo bem tratados.
O negócio de hotel para animais domésticos está
intimamente ligado ao setor de turismo. O principal motivo pelo
qual as pessoas deixam seus animais em hotéis é por
viagem turística. Neste caso, um crescimento no número
de viagens nacionais e internacionais impacta positivamente na demanda
por este serviço.
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se
a realização de ações de pesquisa de
mercado para avaliar a demanda e a
concorrência. Seguem algumas sugestões: · Pesquisa
em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações
de bairro para quantificação do mercado alvo.
· Pesquisa a guias especializados e revistas sobre animais
domésticos. Trata-se de um instrumento fundamental para fazer
uma análise da
concorrência, selecionando concorrentes por bairro, faixa
de preço e especialidade.
· Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos
fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.
· Participação em seminários especializados.
Localização
A localização do ponto comercial é uma decisão
estratégica para a implantação de um hotel
para animais domésticos. Dentre todos os
aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se considerar
prioritariamente a densidade populacional, o perfil dos consumidores
locais, a concorrência, os fatores de acesso e locomoção,
a visibilidade, a proximidade com fornecedores, a segurança
e a limpeza do local.
Outra característica importante é um certo isolamento
do hotel. Animais tendem a ficar inquietos e agitados longe de casa,
causando
muito ruídos, principalmente à noite. Vizinhos muito
próximos podem reclamar e inviabilizar o funcionamento do
hotel. Chácaras e terrenos afastados minimizam estes problemas.
Alguns detalhes devem ser observados na escolha do imóvel:
· O imóvel atende às necessidades operacionais
referentes à localização, capacidade de instalação
do negócio, possibilidade de expansão, características
da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água,
luz, esgoto, telefone e internet.
· O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento
para veículos, local para carga e descarga de mercadorias
e conta com serviços de
transporte coletivo nas redondezas.
· O local está sujeito a inundações
ou próximo a zonas de risco.
· O imóvel está legalizado e regularizado
junto aos órgãos públicos municipais.
· A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura.
· Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando
ou diminuindo a área primitiva.
· As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam
a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município.
· Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se
em dia.
· A legislação local permite o licenciamento
das placas de sinalização.
Exigências legais específicas
Para registrar uma empresa, a primeira providência é
contratar um contador – profissional legalmente habilitado
para elaborar os atos
constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma
jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os
formulários exigidos pelos órgãos públicos
de inscrição de pessoas jurídicas.
O contador pode informar sobre a legislação tributária
pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador
de serviço,
deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários
com negócios semelhantes.
Para legalizar a empresa, é necessário procurar
os órgãos responsáveis para as devidas inscrições.
As etapas do registro são:
· Registro de empresa nos seguintes órgãos:
o Junta Comercial;
o Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
o Secretaria Estadual da Fazenda;
o Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
o Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará
obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical
Patronal).
o Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no
sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”.
o Corpo de Bombeiros Militar.
· Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a
sua escola (quando for o caso) para fazer a consulta de local.
· Obtenção do alvará de licença
sanitária – adequar às instalações
de acordo com o Código Sanitário (especificações
legais sobre as
condições físicas). Em âmbito federal
a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias
Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso).
· Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV
do seu Estado para, solicitando a vistoria das instalações
e equipamentos.
· Registro do produto (quando for o caso).
As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado
de consumo devem observar as regras de proteção ao
consumidor,
estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação
de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar
a relação entre consumidores e fornecedores.
O CDC somente se aplica às operações comerciais
em que estiver presente a relação de consumo, isto
é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica)
adquire produtos ou serviços como destinatário final.
Ou seja, é necessário que em uma negociação
estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou
serviço adquirido satisfaça as necessidades próprias
do consumidor, na condição de destinatário
final.
Na maioria das vezes, os negócios envolvendo artigos usados
não possuem garantias contratuais e são baseados apenas
em relações de transparência e confiança.
Portanto, operações não caracterizadas como
relação de consumo não estão sob a proteção
do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para
serem revendidas pela casa. Nestas operações, as mercadorias
adquiridas se destinam à revenda, e não ao consumo
da empresa. Tais negociações se regulam pelo Código
Civil brasileiro e legislações comerciais específicas.
Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta
e exposição dos produtos destinados à venda,
fornecimento de orçamento prévio dos serviços
a serem prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas,
responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços,
os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças
de dívidas.
Em relação aos principais impostos e contribuições
que devem ser recolhidos pelo hotel, vale uma consulta ao contador
sobre da Lei
Geral da Micro e Pequena Empresa (disponível em http://www.leigeral.com.br),
em vigor a partir de 01 de julho de 2007.
Estrutura
A estrutura do hotel vai depender fundamentalmente da capacidade
de investimento do empreendedor. Este negócio exige um amplo
espaço para a acomodação dos animais, realização
de atividades externas e serviços veterinários.
Os terrenos devem ter condições de abrigar diversos
canis individuais, com área aproximada de 2 x 3 metros cada.
Deve haver estruturas separadas e independentes para cães,
gatos e outros animais.
O fato de os hóspedes serem animais não isenta o
proprietário de manter os canis e áreas comuns limpas,
arrumadas e com odor agradável. A parede e o teto devem estar
conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações,
mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência
e durabilidade e de fácil manutenção. Embora
os animais sempre estranhem passar alguns dias longe de casa e dos
donos, canis limpos e ventilados minimizam o desconforto.
A fachada do hotel, a recepção e o saguão
de entrada cumprem um importante papel para atrair clientes e transmitir
o conceito do
empreendimento. Uma decoração interna alegre e divertida,
com tema de animais, pode encantar os fãs de animais de estimação.
Carpetes com pegadas de cães, bichinhos de pelúcia
espalhados e papéis de parede coloridos proporcionam um toque
final na atmosfera do ambiente.
Outros profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores)
poderão ajudar a definir as alterações a serem
feitas no imóvel escolhido para funcionamento do hotel, orientando
em questões sobre ergometria, fluxo de operação,
design dos móveis, iluminação, ventilação,
etc.
Pessoal
O número de funcionários varia de acordo com o tamanho
do empreendimento. Certamente, um hotel para animais domésticos
exige
os seguintes perfis de profissionais:
· Gerente: responsável pelas atividades administrativas,
financeiras, e da comercialização. Deve ter conhecimento
da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado.
Fundamentalmente, deve gostar de animais. Pode ser o proprietário.
· Recepcionista: responsável pelo atendimento aos
clientes, recepção e entrega de animais. Cuida também
dos pagamentos e outras tarefas administrativas
· Veterinário: responsável pela programação
de atividades e pela integridade física dos animais. Deve
ser cadastrado junto ao Conselho
Federal de Medicina Veterinária.
· Tratadores: responsáveis pelo cuidado com os animais.
O hotel funciona 24 horas e 7 dias por semana. Geralmente, o movimento
diminui em dias úteis e aumenta aos sábados, domingos,
feriados e períodos de férias. O atendimento é
um item que merece uma atenção especial do empresário,
visto que nesse segmento de negócio há uma tendência
ao relacionamento de longo prazo com o cliente e à indicação
de novos clientes.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento
com a empresa, eleva o nível de retenção de
funcionários, melhora a
performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com
a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve
desenvolver as seguintes competências:
· Capacidade de percepção para entender e
atender as expectativas dos clientes.
· Agilidade e presteza no atendimento.
· Capacidade de apresentar e vender os serviços do
hotel.
· Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do
Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como
balizadora dos salários e orientadora das relações
trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos
e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se
atualizado e
sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade
poderá ser consultado para aprofundar as orientações
sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.
Por fim, todos os empregados que tiverem contato com os animais
devem respeitar as orientações presentes na Declaração
Universal dos Direitos dos Animais. São elas:
Artigo 1º: Todos os animais nascem iguais diante da vida,
e têm o mesmo direito à existência.
Artigo 2º:
a) Cada animal tem direito ao respeito;
b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se
o direito de exterminar os outros animais, ou explorá-los,
violando esse direito. Ele tem o dever de colocar a sua consciência
a serviço dos outros animais;
c) Cada animal tem direito à consideração,
à cura e à proteção do homem.
Artigo 3º:
a) Nenhum animal será submetido a maus tratos e a atos cruéis;
b) Se a morte de um animal é necessária, deve ser
instantânea, sem dor ou angústia.
Artigo 4º:
a) Cada animal que pertence a uma espécie selvagem tem o
direito de viver livre no seu ambiente natural terrestre, aéreo
e aquático, e tem o direito de reproduzir-se;
b) A privação da liberdade, ainda que para fins educativos,
é contrária a este direito.
Artigo 5º:
a) Cada animal pertencente a uma espécie, que vive habitualmente
no ambiente do homem, tem o direito de viver e crescer segundo o
ritmo e as condições de vida e de liberdade que são
próprias de sua espécie;
b) Toda a modificação imposta pelo homem para fins
mercantis é contrária a esse direito.
Artigo 6º:
a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito
a uma duração de vida conforme sua longevidade natural;
b) O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.
Artigo 7º: Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável
limitação do tempo e intensidade do trabalho, a uma
alimentação adequada e ao repouso.
Artigo 8º:
a) A experimentação animal, que implica em sofrimento
físico, é incompatível com os direitos do animal,
quer seja uma experiência
médica, científica, comercial ou qualquer outra;
b) As técnicas substitutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas.
Artigo 9º: Nenhum animal deve ser criado para servir de alimentação,
ser nutrido, alojado, transportado e abatido, quando, para isso,
tenha que passar por ansiedade ou dor.
Artigo 10º: Nenhum animal deve ser usado para divertimento
do homem. A exibição dos animais e os espetáculos
que utilizem animais
são incompatíveis com a dignidade do animal.
Artigo 11º: O ato que leva à morte de um animal sem
necessidade é um biocídio, ou seja, um crime contra
a vida.
Artigo 12º:
a) Cada ato que leve à morte um grande número de animais
selvagens é genocídio, ou seja, um delito contra a
espécie;
b) O aniquilamento e a destruição do meio ambiente
natural levam ao genocídio.
Artigo 13º:
a) O animal morto deve ser tratado com respeito;
b) As cenas de violência de que os animais são vítimas,
devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que
tenham como fim
mostrar um atentado aos direitos dos animais.
Artigo 14º:
a) As associações de proteção e de salvaguarda
dos animais devem ser representadas em nível de governo;
b) Os direitos dos animais devem ser defendidos por leis, como os
direitos dos homens.
Equipamentos
Os materiais básicos para a instalação de
um hotel para animais domésticos são:
· Balcão de recepção.
· Produtos veterinários.
· Aspirador de pó.
· Lavadora a jato.
· Secadores.
· Cadeiras.
· Gaiolas com divisões variadas.
· Telefone.
· Aparelho de fax.
· Microcomputador.
· Impressora.
Alguns hotéis oferecem frota de veículos próprios
para transporte, incluindo trailers e utilitários. O transporte
de cães e outros animais
deve ser realizado em gaiolas e caixas de fibra apropriadas.
Ao fazer o layout do hotel, o empreendedor deve levar em consideração
a ambientação, decoração, circulação
de animais,
ventilação e iluminação. Na área
externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, carga e descarga,
entradas, saídas e estacionamento.
Matéria Prima / Mercadoria
O hotel é tipicamente um prestador de serviços.
Portanto, como não há venda de mercadorias, o consumo
de produtos resume-se
ao material de limpeza e manutenção da estrutura.
Organização do processo produtivo
O processo produtivo pode ser dividido em três grandes etapas:
1) Recepção e check in dos hóspedes
É o momento em que os donos deixam seus animais no hotel.
Trata-se de uma situação delicada, que pode gerar
stress e ansiedade, tanto para os animais quanto para seus donos.
A atuação dos profissionais é importante para
proporcionar segurança. Com o passar do tempo, os animais
ficam mais familiarizados com o novo ambiente, reduzindo o desconforto.
É necessário um controle rígido sobre a entrada
de cães, em especial quanto a vacinas, alimentação
e medicação. Recomenda-se uma
vistoria minuciosa no animal para identificar machucados ou doenças
visíveis. Neste caso, os problemas identificados devem ser
registrados para que não ocorram acusações
de maus tratos durante a estadia.
Alguns hotéis oferecem o serviço de recolhimento
e entrega do animal em domicílio. Neste caso, o empreendedor
deve ter veículos
preparados para o transporte de animais.
2) Estadia
O hotel é responsável pela segurança do animal
durante todo o período em que estiver hospedado. Deve-se
proporcionar um ambiente semelhante ao que ele está acostumado,
incluindo alimentação e agenda de atividades similares
às de casa. Os cuidados devem ser
redobrados, já que os animais, quando afastados de casa,
ficam fragilizados e, às vezes, agressivos, podendo comprometer
a sua
saúde.
A alimentação e eventual medicação
devem ser feitas de acordo com a orientação do proprietário
e seguidas rigorosamente, para que não haja rejeição
ou reação adversa por parte do animal. Cuidados com
a higiene do local e com a vacinação também
são essenciais para garantir a saúde dos animais durante
o período de hospedagem.
As atividades de limpeza do local, banho e recreação
exigem muita atenção. Descuidos podem provocar acidentes
e ferir os animais ou os próprios funcionários. Alguns
hóspedes podem necessitar de dietas especiais.
Em caso de mau comportamento de alguns animais, pode-se utilizar
o instrumento do castigo. Trata-se de deixá-los em uma jaula
por um período determinado. Animais muito agressivos precisam
ser isolados.
A recreação animal e o exercício físico
são atividades importantes, que facilitam o convívio
dos bichos neste novo ambiente. Uma
programação intensa destas atividades contribui para
que o animal durma à noite sem grandes problemas.
Outro fator que ajuda os animais a se sentirem em casa é
o som da televisão. Muitas vezes, este som é familiar
aos sensíveis ouvidos dos animais e tornam o ambiente mais
aconchegante.
3) Entrega e check out.
Para os clientes de primeira viagem, a entrega do animal ao seu
dono é cercada de ansiedade e expectativa. Por isso, é
muito importante a realização de um relato detalhado
sobre o comportamento do animal durante a hospedagem, transmitindo
confiança e tranquilidade a seu dono.
Recomenda-se o agendamento de um horário determinado para
entrega. Desta forma, é possível planejar as atividades
do animal e
entregá-lo limpo, alimentado e com as medicações
tomadas.
Para os serviços de entrega em domicílio, convêm
não rodar muitos quilômetros com o animal no carro
para não estressá-lo. Transportar diretamente de um
ponto para outro minimiza transtornos ao animal.
Automação
Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (softwares)
que podem auxiliar o empreendedor na gestão de um hotel de
animais
domésticos (vide http://www.baixaki.com.br ou http://www.superdownloads.com.br).
Trata-se de sistemas de gestão de hotéis comuns que
podem ser adaptados para hotéis de animais Seguem algumas
opções:
· Guesthouse – Gestion Hoteliére.
· Guesthouse – Guest Management System.
· Sia Hotel.
· Hotel OnLine.
· Mr. Hotel.
· Maxximus Hotel.
· Hotel.
· Imagic Reservation Lite.
· DM3 Hotelaria.
· ADMH.
· GH – Gestor Hoteleiro.
· Campground Máster.
· ContHOT – Controle Hoteleiro.
· MaxHotel.
· CpuHotel.
· Controle de Hotéis e Pousadas.
· YellowTip Health Reservations.
Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor
deve avaliar o preço cobrado, o serviço de manutenção,
a conformidade em relação à legislação
fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações
oferecidas pelo fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui
funcionalidades tais como:
· Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão
de caixa e bancos (conta corrente).
· Controle de mercadorias.
· Organização de compras e contas a pagar.
· Emissão de pedidos.
· Controle de taxa de serviço.
· Lista de espera.
· Relatórios e gráficos gerenciais para análise
real do faturamento do hotel.
Canais de distribuição
A hospedagem e os serviços prestados são sempre realizados
na própria sede do hotel. O empreendedor pode oferecer recolhimento
e entrega em domicílio e, em alguns casos, assistência
para o transporte aéreo.
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento.
Um hotel com faturamento mensal de R$ 10 mil exige um investimento
inicial de R$ 300 mil, a ser alocado majoritariamente nos seguintes
itens:
· Reforma do local.
· Balcão de recepção.
· Produtos veterinários.
· Aspirador de pó.
· Lavadora a jato.
· Secadores.
· Cadeiras.
· Gaiolas com divisões variadas.
· Telefone.
· Aparelho de fax.
· Microcomputador.
· Impressora.
· Abertura da empresa.
· Marketing inicial.
· Estoque inicial.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento
inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano
de negócio
disponível no Sebrae.
Capital de giro
Capital de giro é o montante de recursos financeiros que
a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo
de negócio.
O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função
de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios
onde a empresa atua.
O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente,
à ocorrência dos fatores a seguir:
· Variação dos diversos custos absorvidos
pela empresa.
· Aumento de despesas financeiras, em decorrência das
instabilidades desse mercado.
· Baixo volume de vendas.
· Aumento dos índices de inadimplência.
· Altos níveis de estoques.
O empreendedor deve ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
O empresário deve evitar a retirada de valores além
do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso
que entrar na empresa nela
deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão
do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar
mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de
capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.
Geralmente, a necessidade de capital de giro é baixa para
a operação de um hotel para animais domésticos.
O empreendedor não necessita ter muito dinheiro em caixa,
apenas o necessário para compras do dia a dia.
Custos
São todos os gastos realizados na produção
de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente
ao preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários,
honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima
e insumos
consumidos no processo de produção.
O cuidado na administração e redução
de todos os custos envolvidos na compra, produção
e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio,
indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso,
na medida em que encarar como ponto fundamental à redução
de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle
de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a
chance de ganhar no resultado final do negócio.
Os custos para uma abrir um hotel para animais domésticos
devem ser estimados considerando os itens abaixo:
· Salários, comissões e encargos.
· Tributos, impostos, contribuições e taxas.
· Aluguel, taxa de condomínio, segurança.
· Água, luz, telefone e acesso à internet.
· Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários.
· Recursos para manutenções corretivas.
· Assessoria contábil.
· Propaganda e publicidade da empresa.
· Aquisição de matéria-prima e insumos.
· Despesas com vendas.
· Despesas com armazenamento e transporte.
Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:
· Comprar pelo menor preço.
· Negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores.
· Evitar gastos e despesas desnecessárias.
· Manter equipe de pessoal enxuta.
· Reduzir a inadimplência, através da utilização
de cartões de crédito e débito.
Diversificação / Agregação de valor
Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares
ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo
o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos
concorrentes não oferecem. É necessário que
esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva
e aumente o seu nível de satisfação com o produto
ou serviço prestado.
As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação
de benefícios de valor agregado. No caso de um hotel
para animais domésticos, existem várias oportunidades
de diferenciação, tais como:
· Prestação de serviços de recolhimento
e entrega em domicílio, comumente chamado de taxidog.
· Prestação de serviços adicionais,
tais como banhos terapêuticos, tosa, acupuntura, massagem
e natação.
· Comercialização de rações,
acessórios, roupas e guloseimas.
· Contratação de serviços de passeio
com dog walkers.
· Montagem de cursos e treinamentos para cães, ministrados
por adestradores.
· Entrega de um presente aos hóspedes após
a estadia.
· Disponibilização do serviço adicional
de "atendimento especializado", para animais carentes
de um cuidado mais afetuoso.
· Oferta de quartos vips, com direito a cama ortopédica,
música ambiente e televisão.
· Gerenciamento da hospedagem do animal em software especializado,
com controle de alimentação, medicamento, vacina,
atividade física e hábitos comportamentais.
Divulgação
A divulgação é um componente fundamental para
o sucesso de um hotel para animais domésticos. As campanhas
publicitárias devem ser adequadas ao orçamento da
empresa, à sua região de abrangência e às
peculiaridades do local. Por ser um tipo de negócio ainda
pouco explorado, a mensagem precisa comunicar os benefícios
oferecidos e o conceito de um pet hotel, além de divulgar
o próprio estabelecimento.
Abaixo, sugerem-se algumas ações mercadológicas
acessíveis e eficientes:
· Confeccionar folders e flyers para a distribuição
em escritórios e residências.
· Participar de feiras de animais.
· Oferecer brindes para clientes que indicam outras clientes.
· Anunciar em jornais de bairro.
· Fazer parcerias com pet shops e lojas de rações
para divulgar o estabelecimento.
· Oferecer descontos e pacotes promocionais para serviços
combinados (por exemplo, hospedagem acima de três dias ganha
um banho
terapêutico).
· Realizar promoções conjuntas com estabelecimentos
comerciais vizinhos (por exemplo, clientes da academia X têm
10% de desconto
no hotel).
· Montar um website para a divulgação do
hotel e para a compra de produtos.
O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando
puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor
propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de serviço de hotel para animais, assim entendida
as atividades de alojamento de animais domésticos, poderá
optar pelo
SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação
de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar
nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não
ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa
de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na
Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
-ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza); e,
-INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo III da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para o ramo de atividade
de serviços prestados, vão de 6% até 17,42%,
dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso
de início de atividade no próprio ano-calendário
da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação
da alíquota no primeiro mês de atividade, o
empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada,
a receita do próprio mês de apuração
multiplicada por 12 (doze).
Essa opção de tributação poderá
ser amplamente vantajosa para o segmento de hotel para animais,
motivo pelo qual sugerimos uma
avaliação cuidadosa do regime de tributação
apresentado.
Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências
legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem
ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.
Glossário
Seguem alguns termos técnicos.
ABOBADADO: Diz-se de uma região do corpo do animal que
apresenta perfil convexo.
ACAJU: Coloração vermelha intensa.
AGRESSIVO: Tendência para atacar sem ser provocado (não
entra em nenhum padrão).
ALANO: Cão de grande porte utilizado na idade média
para caça de animais de grande porte (javali, urso, lobo).
São reconhecidos três tipos de alanos: o alano gentil
(próximo ao lebrel), o de açougue (guarda e boiadeiro)
e o vautre (próximo ao mastim).
ALMOFADAS PLANTARES: Almofadas amortecedoras do pé, revestidos
de epiderme córnea, grossa, irregular e muito pigmentada.
ANDADURA: Modo de locomoção do cão (passo,
trote, galope).
ANDADURA FLUENTE: Vivacidade dos movimentos.
ANDADURA FÁCIL: Realizada sem dificuldade aparente.
ANDADURA REGULAR: Velocidade constante e passos iguais.
ANDADURA APRUMO: Quando os membros anteriores e posteriores de
um mesmo lado se levantam e pousam ao mesmo tempo.
ARAME: Pêlo muito duro e áspero.
AREIA: Coloração amarela muito clara, resultado da
diluição do fulvo.
ARQUEADO: Que apresenta forma complexa.
ARREBITADO: Nariz ou focinho curto e levantado.
BAMBOLEADO: Movimento transversal do corpo do cão a cada
passo.
BARBELA: Dobra de pele na parte inferior do pescoço, ao
nível da garganta, podendo se estender até o antepeito.
BASSET: Tipo de cão que possui o corpo semelhante ao de
outro maior do qual deriva, suportado por membros encurtados.
BELTON: Pelagem branca salpicada de manchas finas ou de mosqueados.
BICHON: Palavra francesa derivada de barbichon, um pequeno cão
de companhia de pelo longo ou curto, frisado ou liso.
BICOLOR: Pelagem de duas cores distintas.
BLENHEIM: Pelagem caracterizada pela ausência de pigmento
no pelo.
BOIADEIRO: Cão utilizado para conduzir gado.
BRACHET: Designação medieval para cão sabujo
de tamanho médio e pelo raso.
BRACO: Cão de aponte de pelo duro.
BRAGADAS: Pêlo abundante nas coxas, descendo abaixo das culotes.
BRAQUICÉFALO: Cão de cabeça curta, larga e
redonda (ex.: bulldog).
BRAQUIÚRO: Cão cuja cauda é naturalmente curta
(ex.: pembroke).
BREVILÍNEO: Cão de proporções atarracadas
e corpo comprimido.
CACHORRINHO DO MATO: Cão que caça no mato, que afugenta
a presa, mas não a detêm nem a persegue (sinônimo
de levantador).
CAMALHA: Pêlos longos e abundantes recobrindo o pescoço
e os ombros.
CÃO DE APONTE: Cão que se imobiliza quando sente
a proximidade da presa, apontando para ela.
CÃO DE ORDEM: Cão sabujo que caça em matilha.
CÃO DE PISTA DE SANGUE: Cão de caça especializado
na busca de caça grossa (caça de grande porte) ferida,
também chamada de busca de sangue, porque segue a trilha
de sangue deixada pelo animal.
CÃO RASTREADOR: Cão de aponte adestrado para caça
com redes.
CÃO SABUJO: Cão de orelhas pendentes e bom farejador,
que persegue a caça.
CAPA INTERNA: Subpêlo.
CARBONADA: Pelagem de fundo mais ou menos clara (fulvo ou areia)
sombreada de preto, castanho ou azul.
CASTANHO: Fulvo avermelhado ou alaranjado.
CAUDA CHICOTE: Tipo de cauda do cão de caça (extremidade
da cauda).
CAUDA EM ESPIGA: Cauda ou extremidade da cauda onde os pêlos
se abrem como uma espiga de trigo.
CAUDA (COMPRIMENTO): O ponto de referência para o comprimento
da cauda é o jarrete (equivalente ao calcanhar no cão).
A
cauda curta termina acima do jarrete. A cauda media termina na altura
do jarrete. A cauda longa termina abaixo do jarrete.
CAUDA (POSTURA): Posição da cauda típica da
raça. Pode ser: enrolada sobre o dorso (akita), na horizontal,
em foice, formando arco duplo ou empinada.
CERNELHA: Região situada entre o pescoço e o dorso.
CHAMA: Faixa branca estreita, encontrada às vezes na testa.
CHOCOLATE: Coloração marrom avermelhado escuro.
CINZELADO: Diz-se de um focinho ou de uma cabeça de linhas
puras, com contornos precisos e nítidos, e com relevos bem
desenhados. (sinônimo de esculpido).
COB: Cão compacto, atarracado com membros relativamente
curtos, fortes e de formas arredondadas (ex.: pug).
CODORNA: Pelagem de fundo branco com manchas rajadas.
COLAR: Marca branca ao redor do pescoço, pêlos ao
redor do pescoço.
CONCAVILÍNEO: Cão apresentando perfil côncavo,
osso frontal deprimido, uma face achatada, um dorso recolhido.
CONVEXILÍNEO: Cão com perfil convexo, osso frontal
arqueado.
COR DE PULGA: Marrom escuro.
CORÇO: Fulvo carbonado.
CULOTE: Pêlo longo e abundante recobrindo as coxas. Designa
às vezes as franjas da parte posterior das coxas.
DESBOTADO: Cor muito atenuada.
DOGUE: Cão de guarde de grande porte, de cabeça larga,
com maxilares fortes (ex.: molossos de pelo curto).
DOLICOCÉFALO: Cão cuja cabeça é longa
e estreita (ex.: galgos).
EMPENACHADA: Pelagem caracterizada pela presença de manchas
brancas sobre um fundo unicolor.
ESCOVA: Cauda parecida com a da raposa.
ESGALGADO: Ventre muito recolhido (ex.: greyhound).
ESTRELA: Marca branca com contornos irregulares na testa ou no
antepeito.
ERGOTS: Dedo lateral das patas traseiras.
EUMÉTRICO: Cão de porte médio.
FÍGADO: Cor marrom.
FOLE: Caixa torácica.
FRANJA: Pêlos longos formando uma faixa nos contornos das
conchas das orelhas, na parte posterior dos membros, na cauda e
no
ventre.
FULVO: Cor amarela, as marcas "fogo" são fulvas.
Também pode significar mistura de branco, vermelho e preto
ou marrom.
GARUPA: Região da bacia.
GÁZEO: Olho despigmentado, a parte despigmentada do olho
gázeo é cinza, azul claro, cinza azulado e às
vezes esbranquiçado.
GRIFO: Cão de aponte ou sabujo de pelo longo ou semilongo,
eriçado, desgrenhado ou hirsuto.
HIPERMÉTRICO: Cão de porte superior a média.
ISABEL: Fulvo muito pálido, sinônimo de areia.
JUBA EM GRAVATA: Pêlos longos, mais ou menos levantados,
ao redor do pescoço.
LEPRA: Presença de áreas despigmentadas.
LEVANTADOR: Sinônimo de cachorrinho do mato, cão que
espanta a caça sem a perseguir.
LILÁS: Cor resultante da diluição do marrom,
variante do bege.
LIMÃO: Amarelo claro, fulvo claro.
LISTA: Faixa branca situada sobre o canal nasal e que, geralmente,
se prolonga até a testa.
LOBEIRO OU COR DE LOBO: Pelagem fulvo carbonada ou areia carbonada.
LOMBO: Região lombar, entre o dorso e a garupa.
LONGILÍNEO: Contrário de brevilíneo, cão
de corpo alongado e esbelto, com o comprimento superior à
largura.
LUVAS: Marcas brancas nas extremidades dos membros.
MANTO: Cor escura no dorso, diferente da cor do resto do corpo.
MÁSCARA: Coloração escora na face.
MASTIM: Qualquer cão de grande porte de guarda, caça
ou pastoreio.
MATIZADO: Pelagem apresentando marcas de contornos irregulares
de um pigmento não diluído sobre um fundo claro.
MEDIOLÍNEO: Cão de proporções médias
(sinônimo de mesomorfo).
MERLE: Pelagem com manchas escuras irregulares sobre um fundo mais
claro, muitas vezes cinza (os cães continentais com esse
tipo de pelagem são chamados de arlequim, enquanto que as
raças britânicas são chamadas de merle).
MOLOSSO: Grande cão de guarda de cabeça larga, corpo
muito poderoso e músculos espessos.
MOSAICO: Conjunto de manchas brancas que invadem a partir da extremidade
um fundo colorido.
MOSQUEADA: Pelagem empenachada que apresenta pequenos salpicos.
MULTICOLOR: Pelagem de várias cores, com justaposição
de manchas ou áreas coloridas.
NANISMO: Diminuição harmoniosa de todas as partes
de um indivíduo normal.
NUANCE: Grau de intensidade que uma cor pode ter.
NUMULAR: Que tem formato de moeda, refere-se as manchas do dálmata.
OSSATURA: Conjunto de ossos e dos membros do corpo.
PADRÃO: Descrição do modelo ideal, o primeiro
padrão canino foi o do bulldog, redigido em 1876.
PARTICOLOR: Pelagem com duas ou mais cores bem distintas.
PASTILHA: Mancha arredondada de cor castanha na testa dos cães
das raças: King Charles Spaniel e Cavalier King Charles Spaniel.
Também pode designar as marcas fulvas por cima dos olhos
dos cães preto e fogo.
PÉ DE GATO (PATA DE GATO): Pata com formato redondo.
PÉ DE LEBRE: Pata com formato alongado e estreito (típico
do collie).
PIRIFORME: Em forma de pêra.
PLACA: Mancha de cor cobrindo uma grande superfície sobre
um fundo branco.
PLASTRÃO: Antepeito.
POINTER: Cão de aponte de pelo raso.
PONTEADO: Pêlo mesclado com pintas ou mosqueado.
PRETO E FOGO: Cão preto com marcas fulvas (tan), típico
do rottweiler.
PRIMITIVO: Relativo aos cães mais antigos.
PROGNATISMO: Mandíbula proeminente (típico do bulldog).
QUATRO OLHOS: Cão que tem marcas fulvas sobre os olhos,
cães preto e fogo.
RAJADO OU TIGRADO: Pelagem com listras escuras mais ou menos verticais
sobre um fundo mais claro.
RASO: Pêlo muito curto.
RECOLHIDO: Diz-se de um cão curto, atarracado, compacto.
RETILÍNEO: Cães que possui linhas retas, (ex.: pointers
e setters).
RETRIEVER: Cão de caça que encontra e recolhe a presa.
RUÃO: Pelagem caracterizada pela mescla uniforme de pelos
brancos com pelos vermelhos ou fulvos.
RUBI: Pelagem vermelha intensa.
RUBICAN: Presença de pêlos brancos em uma pelagem
que não é branca.
RUIVO: Coloração entre o vermelho e o amarelo, avermelhado.
RÚSTICO: Cão que suporta as intempéries, que
não requer cuidados especiais.
SABUJO DE TRELA: Cão de faro muito desenvolvido que busca
preso a uma guia.
SALPICADA: Pelagem branca onde aparecem pontos de cor ou pelagem
colorida com pontos brancos.
SARAPINTADA: Pelagem com pequenas manchas.
SECO: Cabeça seca ou cabeça cinzelada, de pele estreitamente
ligada ao osso e músculos chatos. Articulação
seca: que possui contornos vigorosos, não amolecidos por
um tecido espesso. Lábios secos: finos, bem firmes.
SETTER: Cão de aponte das ilhas britânicas.
SOMBREADO: Pelagem clara com partes escuras.
STOP: Ângulo entre o crânio e o focinho, formada pelo
osso frontal e pelo nasal.
TAN: Sinônimo para fogo.
TERRIER: Cão que caça animais em tocas, caça
debaixo da terra.
TRICOLOR: Coloração típica do bernese, o cão
é quase todo preto, com o ventre branco e marcas "fogo"
na face e nas patas.
URAKORP: Marcas brancas nas laterais do focinho, bochechas, sob
o queixo, na garganta, no antepeito, ventre, face interna dos membros
e parte inferior da cauda. Esse termo só é usado para
as raças japonesas como o akita e o shiba.
Dicas do Negócio
A maior parte das despesas de um hotel para animais domésticos
é formada por custos fixos, sem grandes alterações
de acordo com o
movimento. Tanto para um dia em que o hotel esteja lotado, quanto
para um dia em que o hotel esteja vazio, as despesas mensais ficam
mantidas no mesmo patamar. Portanto, um canil que ficou desocupado
por uma noite representa uma oportunidade de receita que nunca mais
volta. O empreendedor deve trabalhar para ocupar todos os canis
todas as noites, mesmo que para isso seja necessário reduzir
um pouco a margem bruta de vendas. Promoções para
períodos maiores de hospedagem ocupam as vagas ociosas e
melhoram o faturamento do negócio.
Neste segmento, o segredo do sucesso consiste na oferta de serviços
agregados. O segmento é recheado de idéias criativas
e oportunidades para o lançamento de novos produtos. Banho
terapêutico, adestramento, tosa, piscina, massagem e salão
de beleza valorizam os serviços prestados pelo hotel e incrementam
o faturamento.
Alguns hotéis, com uma estrutura de lazer mais desenvolvida,
oferecem os serviços de clubes para animais. Neste caso,
os donos pagam uma mensalidade e podem deixar seus bichinhos (sócios
do clube) passarem o dia, aproveitando as piscinas, parques e atividades
programadas. Caso o dono queira buscar o animal no dia seguinte,
paga-se à parte a pernoite. Porém, antes de aceitar
novos sócios, o hotel deve realizar uma avaliação
comportamental para assegurar a segurança de todos os animais.
Outro exemplo de serviço inovador é o aluguel de
cães por hora. Trata-se de uma opção para pessoas
que não têm disponibilidade para cuidar de animais
domésticos, mas gostariam de passear com um cão de
vez em quando. Geralmente, as pessoas que demandam este serviço
gostariam de desfrutar de um animal de estimação,
mas não têm nem tempo nem dinheiro para cuidar dele.
Uma boa idéia para aumentar a segurança dos donos
e reduzir a ansiedade provocada pelo afastamento de seus animais
é a instalação
de câmeras web nos quartos e nas áreas comuns. Desta
forma o dono pode acompanhar de forma on line, por meio da internet,
as atividades de seu animal, verificar se ele está sendo
bem tratado, comprovar que o massagista chegou na hora marcada ou
visualizar o comportamento de seu bichinho durante a estadia.
Aos poucos, o empreendedor pode anexar ao hotel alguns serviços
básicos de atendimento veterinário. Este é
um ramo que também
apresenta notável crescimento, onde alguns estabelecimentos
já buscam adaptar os serviços prestados por um hospital
humano. Já
existem hotéis e clínicas para animais que oferecem
os serviços de cardiologia, oftalmologia, ortopedia, fisiatria,
medicina ortomolecular,
anestesia, dermatologia, entre outras especializações,
além do tradicional clínico-geral.
O hotel também pode prestar assistência para o caso
de utilização de transporte aéreo. Neste caso,
deve-se atuar como um despachante, cuidando de todo o trâmite
formal, desde a emissão dos documentos legais necessários
até o embarque do animal.
Para os animais mais sedentários e obesos, o hotel pode
funcionar como um verdadeiro spa e oferecer dietas programadas.
Alimentação com baixa caloria e exercícios
regulares podem deixar os gordinhos em forma e melhorar as condições
metabólicas do animal.
É importante não ironizar ou desprezar as manias
e exigências de alguns donos. Às vezes, aquele animal
representa quase um ente
familiar para seu dono. O hotel precisa ter flexibilidade para proporcionar
um atendimento personalizado para alguns clientes mais
exigentes.
Por fim, a união dos serviços de hospedagem, spa,
clínica veterinária, pet shop, transporte, clube e
escola de adestramento garante maior conveniência, segurança
e conforto aos proprietários dos animais, além de
reduzir o risco do negócio (o empresário não
fica dependente somente de um serviço) e elevar o faturamento.
Para atuar nos segmentos de clínica veterinária e
pet shop, o empreendedor deve observar toda a legislação
específica sobre estes serviços, inclusive as resoluções
do Conselho Federal de Medicina Veterinária.
Características específicas do empreendedor
Neste segmento, o empreendedor precisa gostar de animais de todas
as espécies. Cuidar do seu próprio animal de estimação
pode ajudá-lo a desenvolver o traquejo com bichos e empatia
com o cliente.
Outras características importantes, relacionadas ao risco
do negócio, podem ajudar no sucesso do empreendimento:
· Busca constante de informações e oportunidades.
· Iniciativa e persistência.
· Comprometimento.
· Qualidade e eficiência.
· Capacidade de estabelecer metas e assumir riscos.
· Planejamento e monitoramento sistemáticos.
· Independência e autoconfiança.
· Senso de oportunidade.
· Conhecimento do ramo.
· Liderança.
Bibliografia Complementar
CFMV. Conselho Federal de Medicina Veterinária. Disponível
em http://www.cfmv.org.br. Acesso em 22 de março de 2008.
PETBR. Guia do Mercado Pet Brasileiro. Disponível em http://www.petbr.com.br.
Acesso em 22 de março de 2008.
SBRT. Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas. Disponível
em: <http://www.sbrt.ibict.br>. Acesso em 22 de março
de 2008.
SEBRAE. Biblioteca On-line. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br>.
Acesso em 22 de março de 2008.
SEU CACHORRO. Disponível em http://www.seucachorro.com.br.
Acesso em 22 de março de 2008