Idéias
de Novos Negócios - Fábrica de Produtos de
Chocolate
Apresentação do Negócio
O que há de tão especial no chocolate? Algumas pessoas
são identificadas como "chocólatras" e necessitam
de acompanhamento
psicológico para "tratar do vício", tamanho
é o desejo (incontrolável) por chocolate. Some-se
à "idolatria ao chocolate" o fato de os
bombons serem presentes comuns entre casais apaixonados.
Teobroma, que em grego quer dizer "alimento dos deuses",
é "o nome de batismo" do chocolate. Isso se deu
em meados do Século XVIII.O "padrinho" foi Carlos
Linnaeus, um botânico sueco que conhecia muito bem a trajetória
do chocolate ao longo da História. Mas a história
do chocolate começou antes desse período: teve início
com as civilizações pré-colombianas das Américas,
asteca e maia, onde hoje ficam o México e a Guatemala.
Os astecas (México) cultuavam o deus Quetzalcoatl, que personificava
a sabedoria e o conhecimento, e foi ele quem, entre outras coisas,
lhes deu o chocolate. Os astecas acreditavam que Quetzalcoatl trouxera
do céu as sementes de cacau para o povo. Eles festejavam
as colheitas através de rituais cruéis, que envolviam
sacrifícios humanos, oferecendo às vítimas
taças de chocolate.
Quando envelheceu, Quetzalcoatl decidiu abandonar os astecas e
partiu em uma jangada construída com serpentes para o seu
lugar o
origem: a Terra do Ouro. Antes de partir, Quetzalcoatl prometeu
voltar no período de "um cunho" - que ocorria uma
vez a cada ciclo de 52 anos do calendário que ele próprio
havia criado para os astecas.
Por volta de 600 a.C., os maias - que também já conheciam
o chocolate estabeleceram as primeiras plantações
de cacau na região de
Yucatan (no México) e no território onde hoje é
a Guatemala.
Considerados importantes comerciantes na América Central,
os maias aumentaram mais ainda suas riquezas com as colheitas de
cacau. Em toda região, naquela época, a importância
do cacau não se resumia ao fato de que dele se obtinha uma
bebida fria e espumante, chamada tchocolath. O valor do cacau também
estava em suas sementes, que eram usadas como moeda. Na época,
por exemplo, um
coelho podia ser comprado com oito sementes e um escravo por 100.
Até então, o cacau - e seu precioso produto, o chocolate
- só circulava pelos rituais, banquetes e pelo comércio
da hoje América Central.
Passaram-se séculos, e em 30 de julho de 1502, o navegador
genovês Cristovão Colombo - que descobrira as Américas
em 1492,
acreditando ter chegado às Índias - baixa âncoras
na Ilha Guajano.
Uma majestosa piroga aborda a caravela de Colombo. Alguns estudiosos
acreditam que 1665 foi o ano da primeira tentativa de
implantar a cultura cacaueira na Bahia. O correto, no entanto, é
1746. Neste ano, o colono francês Louis Frederic Warneaux
trouxe sementes do Pará e as plantou na fazenda Cubículo,
à margem direita do rio Pardo, na capitania de São
Jorge de Ilhéus, hoje município de Canavieiras. As
condições climáticas, a topografia e o solo
baiano eram propícios à cultura do cacau, por esta
razão, a região de Ilhéus acabou se tornando
uma das principais produtoras do mundo.
De acordo com alguns estudiososa cultura do cacau somente deve
ter chegado ao Brasil em 1665, com a primeira tentativa de plantio
no sul da Bahia. Uma data mais precisa, no entanto, é 1746,
quando o colono francês Louis Frederic Warneaux levou sementes
do Pará e as plantou na fazenda Cubículo, na margem
direita do rio Pardo, na então Capitania de São Jorge
de Ilhéus, hoje município da Canavieiras.
As condições climáticas, a topografia e o
solo do sul baiano eram propícios à cultura do cacau,
o que possibilitou que a região de Ilhéus
se transformasse em uma das principais produtoras do mundo.
Mercado
O Brasil, apesar do clima quente e do alto nível dos produtos
industrializados, possui um grande mercado em potencial para o chocolate
feito artesanalmente. Especialistas afirmam que em paises frios
como a Suiça, o consumo por habitante chega a 16 kg per capita
por ano; no Brasil, é de apenas 2 kg por habitante/ano, variando
de 100 g anuais - nas regiões mais quentes - a 3 kg/pessoa/ano
nas regiões mais frias do país.
Os pequenos fabricantes têm o costume de unir bom preço
à boa qualidade, adotando uma política realista de
mercado, pois reduzindo a margem de lucro fica mais fácil
aumentar o número de clientes. O Brasil ocupa a 5º posição
no ranking mundial em produção de
chocolates, cerca de 305 mil toneladas/ano. Este mercado atrai grande
número de empreendedores e, portanto, concorrentes, mas,
mesmo com a grande concorrência, a fabricação
de produtos de chocolate caseiro oferece muitas oportunidades para
o pequeno empreendedor.
O chocolate tem uma grande receptividade na Páscoa, mas,
ao contrário do que se pensa, não é só
na Páscoa ou no Natal que os
bombons e os ovos de chocolate fazem sucesso. Com criatividade é
possível elaborar coleções temáticas
com chocolates em forma de coração e de flores para
o Dia dos Namorados, por exemplo, ou de cachimbo e de gravata para
o Dia dos Pais, além da produção para batizados,
casamentos, aniversários etc.
A produção de chocolates com logotipos para empresas
que gostam de dar brindes a seus clientes também pode ser
um caminho interessante. O empreendedor deve identificar segmentos
de mercado que ainda não foram explorados , aproveitar os
períodos de “baixa” nas vendas para estocar materiais
não-perecíveis, como a embalagem, além de fazer
campanhas promocionais para esquentar as vendas.
Localização
A localização do empreendimento depende do tipo de
comercialização que será adotada. Por exemplo;
no caso de comercialização por
encomenda, o local tem papel secundário, podendo o empreendimento
localizar-se em qualquer região. Vale lembrar, porém,
que o chocolate para ser transportado em viagens de longa duração
requer procedimentos especiais de embalagens, climatização
e armazenamento, o que torna a logística de distribuição
em um elemento chave.
Já no caso da comercialização por venda direta,
é fundamental que a produção e a venda estejam
em locais de intenso fluxo de pessoas - em regiões turísticas,
por exemplo -, em centros comerciais ou em ponto de rua, estabelecidos
em quiosques ou pequenos pontos de venda.
A escolha do local e do espaço físico necessário
para instalar seu negócio é uma decisão muito
importante para o sucesso do empreendimento. O local deve oferecer
uma infra-estrutura necessária para sua instalação
e, ainda, propiciar o seu crescimento, ser de acesso fácil
para os clientes e ser um ponto de vendas atrativo.
Dentre os aspectos de infra-estrutura devem ser observados aspectos
como disponibilidade de água, rede de esgoto, energia, vias
de
transporte e sistema de comunicação, além,
claro, do custo.
Exigências legais específicas
Decreto - Lei nº 986, de 21 de outubro de 1969. Institui
normas básicas sobre alimentos. Diário Oficial da
União. Brasília, DF, 21out
1969. Seção I.
Código de Defesa do Consumidor - Lei nº 8.078, de 11de
setembro de 1990. Diário Oficial da União. Brasília,
DF, 12 set 1990 suplemento. Portaria SVS/MS nº 1.428, de 26
de novembro de 1993.
Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária
de Alimentos. Diário Oficial da União. Brasília,
DF, 02 dez 1993. Seção I.
Portaria SVS/MS nº 326, de 30 de julho de 1997. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênicosanitárias
e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos
Produtores/Industrializadores de Alimentos. Diário Oficial
da União. Brasília, DF, 01 de ago 1997.
Seção I.
Portaria SVS/MS nº 27, de 13 de janeiro de 1998.
Regulamento Técnico Referente à Informação
Nutricional Complementar. Diário Oficial da União.
Brasília, DF, 16 jan 1998. Seção I.
Resolução ANVS/MS nº 386, de 05 de agosto de
1999.
Regulamento Técnico que aprova o uso de aditivos utilizados
segundo as Boas Práticas de Fabricação e suas
Funções. Diário Oficial da União, Brasília,
DF, 09 ago 1999. Seção 1, pt. 1.
Resolução ANVS/MS nº 23 de 15 de março
de 2000. Dispõe sobre o Manual de Procedimentos Básicos
para Registro e Dispensa da Obrigatoriedade de Registro de Produtos
Pertinentes à Área de Alimentos. Diário Oficial
da União. Brasília, DF, 16 mar 2000. Seção
1, pt.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 12, de 02 de janeiro
de 2001.
Regulamento Técnico sobre os Padrões Microbiológicos
para Alimentos. Diário Oficial da União. Brasília,
DF,10 jan 2001. Seção I.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 234 de 19 de agosto
de 2002.
Regulamento Técnico Sobre Aditivos utilizados Segundo as
Boas Práticas de Fabricação e Suas Funções.
Diário Oficial da União. Brasília, DF, 21 de
ago 2002. Seção I.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 259, de 20 de setembro
de 2002.
Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados.
Diário Oficial da União. Brasília, DF, 23 set
2002. Seção I.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 275, de 21 de outubro
de 2002.
Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados
aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de
Alimentos e Lista de Verificação das Boas Práticas
de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/Industrializadores
de Alimentos. Diário Oficial da União. Brasília,
DF, 06 nov 2002. Seção I.
Resolução ANVS/MS nº 227, de 28 de agosto de
2003.
Regulamento Técnico para Fixação de Identidade
e Qualidade de Chocolate e Chocolate Branco. Diário Oficial
da União, Brasília, DF, 01 set 2003.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 359, de 23 de dezembro
de 2003.
Regulamento Técnico de Porções de Alimentos
Embalados para Fins de Rotulagem Nutricional. Diário Oficial
da União. Brasília, DF, 26 dez 2003.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 360, de 23 de dezembro
de 2003.
Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional de Alimentos
Embalados, tornando obrigatória a rotulagem nutricional.
Diário
Oficial da União. Brasília, DF, 26 dez 2003.
Resolução ANVS/MS nº 227, de 28 de agosto de
2003.
Regulamento Técnico para Fixação de Identidade
e Qualidade de Chocolate e Chocolate Branco. Diário Oficial
da União, Brasília, DF, 01 set 2003.
Resolução ANVS/MS nº 386, de 05 de agosto de
1999.
Regulamento Técnico que aprova o uso de aditivos utilizados
segundo as Boas Práticas de Fabricação e suas
Funções. Diário Oficial da União, Brasília,
DF, 09 ago 1999. Seção 1, pt. 1.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 12, de 02 de janeiro
de 2001.
Regulamento Técnico sobre os Padrões Microbiológicos
para Alimentos. Diário Oficial da União. Brasília,
DF,10 jan 2001. Seção I.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 234 de 19 de agosto
de 2002.
Regulamento Técnico Sobre Aditivos utilizados Segundo as
Boas Práticas de Fabricação e Suas Funções.
Diário Oficial da União. Brasília, DF, 21 de
ago 2002. Seção I.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 259, de 20 de setembro
de 2002.
Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados.
Diário Oficial da União. Brasília, DF, 23 set
2002. Seção I.
Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº. 216
da ANVISA, de 15 de setembro de 2004 - Em vigor dia 15 de março
de 2005. Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas
Práticas para Serviços de Alimentação.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 275, de 21 de outubro
de 2002.
Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados
aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de
Alimentos e Lista de Verificação das Boas Práticas
de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/Industrializadores
de Alimentos. Diário Oficial da União. Brasília,
DF, 06 nov 2002. Seção I.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 359, de 23 de dezembro
de 2003.
Regulamento Técnico de Porções de Alimentos
Embalados para Fins de Rotulagem Nutricional. Diário Oficial
da União. Brasília, DF, 26 dez 2003.
Resolução RDC ANVISA/MS nº 360, de 23 de dezembro
de 2003.
Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional de Alimentos
Embalados, tornando obrigatória a rotulagem nutricional.
Diário Oficial da União. Brasília, DF, 26 dez
2003.
Lei nº. 8.078/1990 - Código de Defesa do Consumidor.
O processamento, a produção em escala e a comercialização
na área de alimentos está sujeita ao cumprimento das
normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária – Anvisa, órgão responsável
pela qualidade e inspeção das indústrias de
alimentos. Toda a legislação aplicável pode
ser obtida através do site da Anvisa: www.anvisa.gov.br.
No âmbito municipal, o empreendedor deve consultar o Código
de Posturas e Atividades Urbanas de seu município. A Consulta
Prévia é documento fundamental para a instalação
de empresas. Sendo assim, deve ser o primeiro passo a ser dado quando
se pensa em abrir um negócio. A Consulta tem a finalidade
de informar se é permitida ou não a instalação
da atividade solicitada no endereço pretendido, de acordo
com o Plano Diretor Urbano de cada município.
No Brasil , a Resolução 45/77, da extinta Comissão
Nacional de Normas e Padrões para Alimentos – CNNPA,
dispõe sobre aprovação e regulamenta o uso
de polímeros, resinas e aditivos empregados na elaboração
ou revestimentos de embalagens, utensílios ou equipamentos
de produção, transporte, armazenamento e acondicionamento,
destinados a entrar em contato com alimentos e
bebidas.
O Decreto n° 12.342 de 27/09/78, que especifica as normas de
promoção, preservação e recuperação
de saúde, condena a utilização
materiais que não sejam lisos e impermeáveis em aplicações
nos estabelecimentos farmacêuticos, de produtos biológicos,
cosméticos e
congêneres, estabelecimentos comerciais e indústria
de gêneros alimentícios.
O uso de materiais porosos como madeira ou pedra (mármore
ou similares) é contra-indicado, sendo enquadrado no item
Fiscalização
de Alimentos e Normas Gerais, acarretando penalidades conforme a
Lei Federal 6.437 de 20/08/77, que vão desde advertência
até o
cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento,
além de penas na forma de multas. Para legalizar a empresa
é necessário procurar os órgãos responsáveis
para as devidas inscrições:
-Registro na Junta Comercial;
-Registro na Secretaria da Fazenda;
-Registro na Prefeitura do Município;
-Registro no INSS;
-Registro no Sindicato Patronal (empresa ficará obrigada
a recolher por ocasião da constituição e até
o dia 31 de janeiro de cada ano, a
Contribuição Sindical Patronal);
-Registro na Prefeitura para obter o alvará de funcionamento;
-Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema
“Conectividade Social - INSS”;
-Registro na Divisão da Vigilância Sanitária
Estadual – a fim de obter o alvará de licença
que deve ser renovado anualmente.
Estrutura
Este tipo de empreendimento requer um espaço específico,
que inicialmente poderá ser de 30m2, sendo que, com o aumento
da produção, essa área deverá aumentar
gradativamente. Essa área deverá ser dividida entre
a área de produção e de atendimento.
A área de produção não requer um espaço
físico muito grande para instalação –
dependendo, claro, da produção desejada. O que é
indispensável é que o tamanho seja suficiente para
alocar todos os equipamentos sem prejudicar o fluxo dos trabalhadores.
A disposição dos equipamentos deve estar de acordo
com a seqüência de utilização para que
haja o menor trânsito possível de pessoal e os equipamentos
fixos devem permitir fácil acesso e limpeza adequada.
Pisos e paredes - Material lavável, de preferência
azulejos, e de cor branca.
Ralos - Devem ter tampa tipo ‘abre-fecha’ ou as tradicionais
cobertas com plástico para não permitir a entrada
de insetos.
Iluminação - Aproveite a luz natural sempre. Quanto
as artificiais, dê preferência para as lâmpadas
fluorescentes.
Local de armazenamento e manipulação - Nesses locais
não devem transitar materiais com substâncias tóxicas.
Dê preferência para o aço inox.
Pessoal
O número de funcionários irá variar de acordo
com a estrutura do empreendimento, que, deve-se contar com pessoas
responsáveis pelas seguintes funções: chocolateiro,
doceira, auxiliares de doceiras, auxiliar de vendas etc.
As pessoas que trabalham na fabricação e na venda
de chocolate devem ter algumas características para saber
atender bem, tais como:
a habilidade em ouvir e atender os clientes;
naturalidade na orientação dos clientes, boa vontade,
persistência e paciência; saber negociar;
equilíbrio emocional; identificar as necessidades dos clientes;
iniciativa;
agilidade e presteza no atendimento;
identificar o perfil do usuário.
Equipamentos
Quanto aos equipamentos envolvidos e seus custos, deve-se definir
a produção e a produtividade industrial almejada para
depois avaliar os modelos mais indicados.
No site da Associação Brasileira de Máquinas
e Equipamentos – Abimaq (www.abimaq.org.br), no item “Para
Pequenos Negócios”,
encontram-se vários fornecedores nacionais de máquinas
e equipamentos da linha de processamento de diversos tipos de alimentos,
entre eles, os indicados para a produção de bombons
e ovos de chocolate. Os equipamentos citados são:
Alimentador de ingrediente
Cobrideira de chocolate
Misturador de tamboreamento
Misturador helicoidal
Misturador horizontal de alta velocidade
Moldadora rotativa
Tacho cozinhador fixo
Tacho cozinhador reversível
Tacho resfriador fixo
Tacho resfriador reversível
Tambor de resfriamento
Temperadeira contínua
Outros equipamentos necessários:
Eletrodomésticos em geral (freezer, geladeira, fogões,
batedeiras, processadores, liquidificadores etc.)
Talheres (garfos, colheres, facas de corte, travessas, bandejas
etc.)
Máquinas de ralar chocolate
Balanças eletrônicas
Estufas
Banho-maria elétrico
Panela e recipiente refratário – banho-maria convencional
Mesa de aço inox
Termômetro ambiente e culinário
Faca
Máquina de raspar
Placa de altileno
Formas e moldes
Matéria Prima / Mercadoria
O chocolate utilizado na fabricação caseira é
encontrado em barras de 1 kg. Os fabricantes produzem o chocolate
nobre e as coberturas (hidrogenado e fracionado) nas versões
brancas, ao leite e meio amargo. O hidrogenado também apresenta
na forma de gotas. Já o chocolate dietético é
vendido em barras de 500 gramas.
Na hora de escolher o fornecedor de matéria-prima para sua
fábrica caseira de chocolate, o empreendedor deve considerar
outros fatores, além da localização, preço
e prazo de entrega e pagamento do fornecedor. Deve avaliar a credibilidade
do fabricante junto ao
mercado, conhecer o processo de produção e verificar
se o produto está registrado na Agência Nacional de
Vigilância Sanitária - Anvisa.
É muito importante o empreendedor conhecer o produto para
reconhecer possíveis alterações nos ingredientes,
observar os sinais do
mercado e a opinião dos clientes.
Recuperação do Chocolate
O chocolate fica espesso e com grumos quando é derretido
em temperatura acima da ideal. A recuperação até
é possível, mas seu
sabor e textura sofrerão uma certa alteração,
portanto, é melhor associá-lo a recheios. Evite empregá-lo
puro.
Para recuperar esse tipo de chocolate, com ele ainda quente, adicione,
aos poucos, óleo de milho, vá misturando até
obter uma textura
parecida com a do chocolate normal.
Organização do processo produtivo
É fundamental dimensionar a produção antes
de adquirir algum equipamento.Deve-se, também, fazer uma
rigorosa previsão de
vendas e produção.
Etapas do processo
-Compra da Matéria-Prima
-Processamento do Produto-Atendimento ao Cliente
O PROCESSAMENTO
Segue os seguintes passos:
1º. -O chocolate (em barras) deve ser ralado
2º. - Derreter o chocolate. Parece muito simples e é,
mas deve-se seguir as técnicas adequadas. Para que o chocolate
fique com brilho,
boa textura boa e crocante, a temperatura nunca pode ultrapassar
42º.
Pode ser feito através dos seguintes processos:
* Derretedeira: é a melhor e a mais adequada maneira para
realizar esta operação. Existe um equipamento próprio
e especial para garantir e facilitar este trabalho.
* Microondas: seu uso, para o derretimento, é perigoso,
pois por sua agilidade pode aquecer o chocolate além do necessário,
alterando a sua estrutura.
* Banho-Maria: esse processo também pode ser utilizado,
porém, deve-se tomar cuidado com o vapor, pois, em contato
com o
chocolate, pode alterar suas propriedades.
3º. - Temperagem - Depois de derretido e muito bem misturado,
deve-se jogar esse chocolate sobre uma pedra (mármore ou
granito)
longe da cuba da pia, pois a umidade pode comprometer o produto.
Na falta dessa pedra, derramar sobre um refratário raso
e largo e iniciar movimentos com uma espátula.
Testar a temperatura (29º) encostando um pouco de chocolate
logo abaixo dos lábios. A sensação deve ser
fria. Para que o chocolate
cristalize perfeitamente essa operação deve ser efetuada
à risca. O movimento é fundamental durante o resfriamento,
pois o chocolate não deve esfriar parado. Sempre o chocolate
deverá passar pela Temperagem antes de utilizado.
4º. – Os produtos podem ser:
* Ovo de Páscoa: aplicar três camadas de chocolate.
A cada camada retirar o excesso, cobrir com papel manteiga e levar
à geladeira, virado para baixo. Na última camada fazer
as bordas.
* Ovo Recheado: aplicar duas camadas de chocolate, uma de recheio,
e vedar com outra camada de chocolate. Fechar bem para que o
recheio não escape.
* Bombons: para as casquinhas, duas camadas de chocolate é
o suficiente. Aplicar o recheio e tampar com o chocolate. As camadas
devem ser bem finas.
* Banhos (trufa, pão-de-mel): mergulhar a peça no
chocolate e retirar com um garfo próprio para essa operação.
Depositar em uma bandeja forrada com papel manteiga e esperar pela
secagem. Em dias muito quentes, levar à geladeira por alguns
minutos apenas: recortar as rebarbas.
5º. Embalgem e Armazenagem - Embalar com papel chumbo para
vedar bem e conservar a qualidade até a hora do consumo.
Os
chocolates devem ser armazenados em latas bem fechadas ou caixas
de papelão, longe da luz, do calor e da umidade -seus maiores
inimigos.
Automação
Geralmente, a fabricação caseira de chocolate envolve
a produção em pequena escala e o uso de equipamentos
mecânicos e eletrodomésticos.
A automação na fabricação de chocolates,
através do emprego de máquinas automática de
processamento e embalagem, é encontrada no processo industrial
de fabricação.
Quanto ao processo de vendas e administrativo, podem ser utilizados
diversos softwares (pacotes) que podem auxiliar o empreendedor na
gestão de seu negócio (vide baixaki.ig.com.br).
Canais de distribuição
A elaboração de catálogos, o estabelecimento
de pontos de vendas próprios e a comercialização
-através de lojas virtuais - são os canais usuais
na venda de produtos caseiros de chocolate.
A priorização do canal de distribuição
deverá ser adequada a necessidade de cada negócio/empreendedor.
Caso o empreendedor não
queira ter um ponto de venda próprio, poderá comercializar
o seu produto através do telefone ou indo ao encontro dos
clientes, ou,
ainda, buscar comercializá-lo através de terceiros,
incluindo padarias, lanchonetes, cantinas, restaurantes etc.
O uso de franquias como canal de distribuição para
produtos de chocolates caseiros é frequentemente empregado.
Investimentos
A seguir apresentamos a relação de itens necessários
na formação de uma unidade caseira de produção
de chocolate :
Ar condicionado:Balcões e expositores
Abertura da empresaBatedeiras e Misturadores
Mobiliário (armários, mesas e cadeiras)
Estufas
Moldadoras
Luminoso
Túnel de resfriamento
Balanças eletrônicas (2)
Geladeira
Freezer
Fogões
Derretedeiras
Banho-maria elétrico
Mesa de aço inox
Placas de altileno (polietileno)
Processadores
Marketing inicial
Formas e moldes
Máquina de raspar
Talheres (garfos, colheres, facas de corte)
Panela e recipiente refratário – banho-maria convencional
Liquidificadores
Travessas e bandejas
Termômetro ambiente e culinário
Capital de giro
O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente,
à ocorrência dos fatores a seguir:
-Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
-Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades
desse mercado;
-Baixo volume de vendas;
-Aumento dos índices de inadimplência;
-Altos níveis de estoques.
O montante de capital giro para abrir uma fábrica caseira
de chocolate deve ser estimado considerando os itens abaixo:
1. Salário dos funcionários;
2. Tributos, impostos e contribuições;
3. Aluguel;
4. Água, Luz, Telefone e acesso a internet;
5. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;
6. Recursos para manutenções corretivas;
7. Assessoria contábil;
8. Propaganda e Publicidade da empresa;
9. Giro de estoque
O empreendedor deverá calcular o gasto total destas verbas,
de forma mensal, e manter uma reserva para cobrir tais pagamentos
por um período mínimo até que o empreendimento
consiga uma estabilização mínima e comece a
gerar recursos financeiros.
A necessidade de manter esta reserva financeira, será utilizada
para cobrir os desembolsos necessários até que a empresa
tenha condições de se manter com seu próprio
movimento de vendas e suas respectivas receitas.
O empreendedor deverá ser extremamente rígido com
suas finanças.O controle orçamentário tem que
ser seguido de forma a não consumir recursos sem previsão,
bem como efetiva disponibilidade de capital.
O empresário não deve sucumbir à vontade de
reaver os recursos investidos em um determinado negócio,
pois no início todo o recurso
que entrar na empresa deverá ficar na própria empresa.
Isto significa que todos os rendimentos obtidos nas operações
da empresa deverão ser reinvestidos no desenvolvimento/crescimento
do seu comércio. Assim os possíveis ganhos angariados
irão compor o Capital de Giro necessário a agregação
de valor do novo negócio.
Quando a empresa atingir sua auto-sustentação a necessidade
de capital de giro poderá estabilizar-se em patamares inferiores,
destinando-se principalmente, à cobertura de possíveis
desequilíbrios de contas. Assim os possíveis ganhos
angariados irão compor o
Capital de Giro necessário a agregação de valor
do novo negócio.
O capital de giro será definido pelo nível de produção
e pela forma de comercialização do produto, que, por
sua vez, irá determinar a
necessidade de mão-de-obra, custos diretos e indiretos de
fabricação.
Geralmente, a necessidade de capital de giro na fabricação
caseira de chocolate envolve de 20 a 25% do investimento inicial.
Custos
Para operar uma pequena fábrica e um ponto de venda de cerca
de 30m², com o auxilio de 3 a 4 empregados o empreendedor terá,
aproximadamente, o seguinte custo mensal (sem contar o custo de
matéria-prima, que dependerá do tipo e volume de produto
a ser
fabricado):
Mão-de-obra – Cerca de 3 a 4 empregados. (Chocolateiro,
Encarregado de Recheio, Encarregado de Embalagem, Administração,
Vendas e Atendimento). Custo Mensal - R$ 2.100,00
Impostos Custo Mensal - R$ 1.000,00
Deslocamentos (transporte) Custo Mensal - R$ 1.000,00
Aluguel, Condomínio e IPTU Custo Mensal - R$ 900,00
Água, Luz e Telefone Custo Mensal - R$ 600,00
Manutenção & Conservação Custo
Mensal - R$ 400,00
Contador Custo Mensal - R$ 350,00
Outros Custo Mensal - R$ 200,00
Material de Limpeza Custo Mensal - R$ 120,00
Marketing & Publicidade Custo Mensal - R$ 100,00
Material de Escritório Custo Mensal - R$ 100,00
Total: R$6.870,00
Diversificação / Agregação de valor
Inovar nos sabores, nas texturas e explorar diversos formatos,
essas são algumas das saídas para diferenciar o produto.
Pode-se, ainda, oferecer serviços adicionais, como decoração
de mesas, entrega em domicílio, etc.
Divulgação
Há várias formas de divulgar os produtos de sua fábrica
caseira de chocolate.
-A exposição e a divulgação de seu
produto são essenciais para o sucesso de seu negócio.
-Confeccione cartões com seu telefone e endereço
e elabore folhetos e catálogos com dados de seus produtos.
Eles ajudam a apresentação junto a clientes.
-Procure oferecer sempre novidades para diversificar a clientela
e não economize na apresentação dos produtos.
-A embalagem é um excelente cartão de visitas.
Tenha sempre amostras grátis na venda. Fazer degustações
é essencial, pois mostra ao cliente em potencial que o dinheiro
desembolsado será por um produto de qualidade.Procure oferecer
sempre novidades para diversificar a clientela e não economizar
na
apresentação dos produtos.
-A exposição e divulgação de seu produto
são essenciais para o sucesso de seu negócio.
-Confeccionar cartões, com seu telefone e endereço
e elaborar folhetos e catálogos com dados de seus produtos
ajudam a apresentação junto aos clientes.
-Procure oferecer sempre novidades para diversificar a clientela
e não economizar na apresentação dos produtos.
A embalagem é um excelente cartão de visitas.
Não esqueça o ditado popular que diz que a propaganda
é a alma do negócio.Devemos nos preocupar em comunicar
os serviços, tanto para clientes externos quanto para os
internos, que no caso, os próprios funcionários.
Levar amostras grátis na venda, fazer degustações
(elas são essenciais, pois mostrarão ao cliente em
potencial que o dinheiro desembolsado será por um produto
de qualidade).
Não esquecer o ditado popular que diz que a propaganda é
a alma do negócio, devemos nos preocupar em comunicar sobre
nossos serviços tanto com os clientes externos quanto com
os internos que no caso são seus próprios funcionários.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de fabricação caseira de chocolate, assim
entendida a atividade de fabricação de bombons, chocolates
e farinhas à base de
chocolate, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial
Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições
devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído
pela Lei Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de
sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa)
ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais
requisitos previstos na Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
CSLL (contribuição social sobre o lucro);
PIS (programa de integração social);
COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
IPI (imposto sobre produtos industrializados);
INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo II da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para o ramo de atividade
de
produção de polpa de frutas, vão de 4,5% até
12,11%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio.
No caso de início de atividade no próprio ano-calendário
da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação
da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor
utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita
do próprio mês de apuração multiplicada
por 12 (doze).
Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade
conceder benefícios de isenção e/ou substituição
tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso.
Na esfera Federal poderá ocorrer o quando se tratar de PIS
e/ou COFINS
(Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor
de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte).
Para registrar sua empresa você precisa de um contador,
ou seja, um profissional legalmente habilitado para elaborar os
atos constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma
jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os
formulários exigidos pelos órgãos públicos
de inscrição de pessoas jurídicas. Além
disso, ele é conhecedor da legislação tributária
à qual estão subordinadas a produção
e a comercialização.
No momento de escolher tal prestador de serviço, deve-se
dar preferência aosprofissionais qualificados verificando
se possuem boa reputação no mercado. É melhor
que seja indicado por alguém que já tenha estabelecido
com ele uma relação de trabalho.
Em relação aos principais impostos e contribuições
que devem ser recolhidos pelas empresas em geral citamos:
No âmbito federal:
Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ
Contribuição Social sobre o Lucro - CSLLPrograma de
Integração Social - PIS/Pasep
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
- Cofins Previdência Social - INSS
Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
No âmbito estadual:
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
- ICMS
No âmbito municipal:
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS
As empresas enquadradas no SIMPLES Federal também estão
sujeitas a todos os tributos federais citados acima, porém
consolidados em uma única guia, como se fosse uma cesta de
tributos (IRPJ, PIS/Pasep, CSLL, Cofins, INSS).
Para as indústrias, será acrescido 0,5% na alíquota
devida do SIMPLES. Se houver convênio do SIMPLES Federal com
a prefeitura de seu município, o ISS, sempre que incidir,
também estará nesta cesta.
Você deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar
a sua fábrica para fazer a consulta prévia de localização.
Glossário
Chocolate Dietético - Também chamado diet, é
formulado para atender a certos tipos de patologia, como por exemplo,
o diabetes. O termo light é usado para alimentos que apresentam
redução de pelo menos 25% do valor calórico
total. Entre o chocolate normal e o diet a diferença de calorias
é muito pequena, apenas 16 kcal. Por isso, o chocolate diet
não é adequado para regimes de emagrecimento, mas
sim para atender a quem não pode consumir açúcar
refinado, como é o caso dos diabéticos.
Chocolate nobre - É aquele o contém alto percentual
de manteiga de cacau em sua composição. É o
único chocolate verdadeiro. Para garantir a facilidade de
manuseio, brilho e uma textura que o faça derreter na boca
o chocolate deve passar pela temperagem, antes do emprego.
Chocolate “que sua” - É aquele que ficou mais
tempo que o necessário dentro da geladeira. Depois de seco,
ele ficará manchado.
Fracionados (Cobertura) - Como os hidrogenados, também são
coberturas. A diferença entre eles é que os fracionados
são feitos com gordura extraída de um coco denominado
palmisde, que segundo o fabricante da Siber acentua mais o sabor
do chocolate e melhora a sua textura. De brilho acentuado, dispensa
o choque térmico (temperagem).
Hidrogenados (cobertura) - Os hidrogenados levam o título
de cobertura. São aqueles onde a manteiga de cacau foi substituída
por óleo extraído da soja e, portanto, não
é considerado um chocolate nobre.
Custa mais barato, é mais fácil de trabalhar, pois
dispensa o resfriamento. Encontrado nas mesmas versões do
chocolate nobre (ao leite, meio amargo, branco e colorido), é
ideal para a decoração em geral. Geralmente é
empregado em produções de grande escala, diminuindo
os custos. Porém, a qualidade final fica comprometida quando
comparada a chocolates nobres, pois ele é inferior em sabor
e em textura. Ele é encontrado em barra ou pastilhas.
Secagem do chocolate - Deve ser feita gradualmente, sempre em geladeira.
Nunca use o freezer, pois o choque térmico que ele provoca
faz a fôrma suar e essa umidade vai comprometer o produto.
Temperagem - É o nome técnico do processo de derretimento
e resfriamento do chocolate nobre (inclusive o diet), antes de ele
ser empregado. O derretimento adequado é feito a 42°C.
Em seguida, é feito um resfriamento gradual até ele
ficar frio (29°C a28°C), para garantir a estabilidade do
produto e a facilidade de
manuseio.
Use um termômetro culinário para fazer essa conferência.
Deve-se fazer a temperagem sempre que os produtos forem feitos
com chocolate nobre e diet.
Dicas do Negócio
No começo é aconselhável produzir pequenas
quantidades de cada tipo para avaliar aqueles que têm mais
saída. Assim, você evita os gastos desnecessários
ou excesso de estoque de matéria-prima e produto acabado.
Outra dica importante é em relação a higiene.
O trabalho com alimentos deve ser executado com todo o cuidado obedecendo
todas as
regras impostas pela Anvisa.
Para os funcionários da área de produção
os cuidados com a higiene são imprescindíveis. As
mãos devem ser sanitizadas, no mínimo,
sempre que o funcionário voltar à área de produção,
mas o ideal é que a lavagem e desinfecção das
mãos sejam feitas periodicamente,
mesmo que não tenha saído do ambiente.
Os funcionários devem estar sempre de unhas curtas, cabelos
presos (sempre com protetor, como gorro ou boné). Nunca usarem
adornos como relógios e anéis, usar uniforme completo,
que deve ser trocado diariamente. A validade é outro ponto
essencial. Se você não tem experiência em culinária,
procure um profissional da área para saber que prazo de validade
deve imprimir em seus produtos. Use etiquetas, através delas,
além da validade deverá constar informação
sobre o peso, prazo de validade (a partir do dia da fabricação),
tipo de recheio ou ingredientes usados nos produtos.
Procure diferenciar seu o produto, mais do que com recursos e
equipamentos, criativamente na elaboração e na comercialização
dos
produtos e serviços. Lembre sempre que, além do chocolate
em si, os consumidores compram conceitos de novidade, satisfação
e
exclusividade. Nunca esqueça de mensurar bem seus custos,
volume e lucro do seu negócio.
Por meio destas análises e acompanhamento regular é
possível prever retorno de investimento, margem de lucro
e preço e custo por unidade de produto, evitando surpresas
desagradáveis.
Características específicas do empreendedor
O sucesso de qualquer trabalho depende de “um certo”
conhecimento prévio. Com o chocolate não é
diferente. Neste caso, conhecer um pouco de “cozinha”,
ter disponibilidade de tempo, experiência e muita paciência
são ingredientes que guardam tanto o segredo do sucesso quanto
encontrar o ponto certo do chocolate.
Além disso, na hora de comercializar seus produtos, o empreendedor
deverá demonstrar habilidade para ouvir e atender os clientes,
orientar dos clientes, demonstrar boa vontade, persistência
e paciência, saber negociar, equilíbrio emocional,
identificar as necessidades dos clientes, ser proativo e agil no
atendimento.
Bibliografia Complementar
Doce Revista, em sua seção Guia de Fornecedores traz
um item para fornecedores de máquinas e equipamentos. Ao
consultar na listagem os equipamentos indicados para o “processo
de chocolates e bombons”, a revista indica nomes de fabricantes
e seus respectivos endereços.
Chocolate Caseiro, O Estado de São Paulo, Encarte Painel
de Negócios, 13/01/98.
Produção Artesanal de Chocolate - Revista Mulher
de Negócios, nº. 05, 1996.
Chocolate no Ponto Certo, Revista Mulher de Negócios, nº.
13, 1996. Sebrae/CE. Indústria de Chocolates Caseiros - Fortaleza,
1996. Aiub, George Wilson. Plano de Negócios: Serviços.
George Wilson Aiub, Nadir Andreolla, Rogério Della Fávera
Allegretti. 2ª. edição – Porto Alegre:
Sebrae/2000.
Aprenda a fazer chocolate, Editora Três.
Chocolate Caseiro, O Estado de São Paulo, Encarte Painel
de Negócios, 13/01/98.
Produção Artesanal de Chocolate - Revista Mulher
de Negócios, nº. 05, 1996.
Chocolate no Ponto Certo, Revista Mulher de Negócios, nº.
13, 1996.
Sebrae/CE. Indústria de Chocolates Caseiros - Fortaleza,
1996.
Aiub, George Wilson. Plano de Negócios: Serviços.
George Wilson Aiub, Nadir Andreolla, Rogério Della Fávera
Allegretti. 2ª. edição –Porto Alegre: Sebrae
/2000.