Idéias
de Novos Negócios - Estúdio Fotográfico
Apresentação do Negócio
Estúdio fotográfico é um negócio que
está relacionado a experiências divertidas, eterniza
a integração, estimula a criatividade, ativa as
fantasias e cultua valores familiares tradicionais.
Estúdio fotográfico permite uma ampla variedade de
serviços. Dentre eles destacam-se: a produção
de fotografias para eventos e
publicidade, fotos para documentos, álbuns produzidos em
estúdio, serviços de revelação, ampliação,
revelação rápida (em até uma hora),
até a reprodução e recuperação
de fotos antigas e ilustrações de livros técnicos.
Ampliar os serviços e agregar produtos ao estúdio
transformando-o em loja, é uma tendência que parece
se impor no mercado. O estúdio alimenta a loja e vice-versa.
A permanência de clientes na loja estimula o desejo de comprar
filmes, câmeras, acessórios, álbuns,
enfim todos os produtos do segmento de fotografia e impressão.
Outra tendência que apresenta boas perspectivas é
a formação de uma rede de serviços através
de parcerias, ou seja, a ampliação do mercado do estúdio
através da promoção dos serviços de
fotografia por outras lojas, em outros pontos da cidade.
Mercado
"No passado, a explosão da fotografia colorida e das
câmeras para amadores, houve a proliferação
dos minilabs, que hoje estão nos
hipermercados e nos shopping centers, o que pressionou os preços
e fez as margens de rentabilidade caírem.
Com o crescimento da fotografia digital o empreendedor tem como
opção a configuração de lojas agregadas
ao estúdio fotográfico, o que passa a ser uma ótima
opção para aumentar as receitas do empreendimento.
O estúdio passa a ter um alto valor agregado ao
negócio, o que representa ampliação de receitas
em oposição à cópia digital, que está
cada vez mais barata.
O charme de produzir álbuns com fotografias para jovens,
retratos de crianças e fotos de gestantes é uma experiência
inovadora e demonstra que a fotografia em estúdio continua
tendo seu espaço. O ensaio fotográfico sempre teve
seu charme especial e continuará tendo. Um álbum bem
elaborado tem alto valor entre as mulheres, pela capacidade de eternizar
fases importantes em suas vidas, seja individualmente, ou com seus
filhos, companheiros e/ou familiares em geral.
As mulheres representam 70% do público freqüentador
das lojas e estúdios fotográficos.
Segundo José Mauro Batista, consultor e colunista da publicação
brasileira Fhox, especializada no setor, existem menos de cem
estúdios fotográficos em todo o país, enquanto
que o potencial é de um mil e trezentos estúdios.
Localização
A localização de um estúdio fotográfico
é fator determinante para o sucesso do empreendimento. Vários
fatores influenciam na escolha do local, como: os produtos que serão
agregados através da loja, perfil do público-alvo,
hábitos de compra, poder aquisitivo, além da concorrência
já instalada no local e na região.
A loja deve estar localizada em ruas de grande fluxo de pessoas
e veículos, como grandes avenidas e cruzamentos, para onde
fluem
pessoas de diversas regiões da cidade. Para isso é
necessário identificar no local os chamados pólos
geradores de público, representados por shopping center,
supermercados, hipermercados, agências bancárias, terminais
de ônibus e/ou metrô, serviços públicos,
hospitais, maternidades, parques, clubes, instituições
de ensino e outros que apresentem grande poder de atração
de pessoas.
Conveniência e proximidade são fatores fundamentais
na escolha do consumidor.
Exigências legais específicas
É necessário contratar um contador profissional para
legalizar a empresa nos seguintes órgãos:
-Junta Comercial;
-Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
-Secretaria Estadual de Fazenda;
-Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
-Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará
obrigada a recolher por ocasião da Constituição
e até o dia 31 de janeiro de cada ano a Contribuição
Sindical Patronal);
-Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema
“Conectividade Social – INSS/FGTS”;
-Corpo de Bombeiros Militar.
Além do cumprimento das exigências acima, é
necessário pesquisar na Prefeitura Municipal se a Lei de
Zoneamento permite a instalação de estúdio
fotográfico com estacionamento no local.
Estrutura
A estrutura de um estúdio fotográfico depende do
investimento realizado pelo empreendedor e poderá ser composto
por uma área de
atendimento e vendas, estúdio, trocador, banheiro e administração.
Atendimento e vendas – É o local onde serão
realizadas as vendas de produtos e deve, também, contar com
um espaço especial para
atendimento específico aos clientes do estúdio fotográfico.
O atendimento aos clientes do estúdio deve oferecer boa sinalização
interna. Geralmente existe um balcão de atendimento direcionado
exclusivamente para clientes do estúdio. A área destinada
para os serviços de fotografias deve ser bem definida e separada
das atividades da loja.
Estúdio – É o local de trabalho para a produção
das fotografias e montagem dos álbuns. Nele ficam os equipamentos
e utensílios que
serão utilizados.
Trocador – É neste local que os clientes que se preparam
para a fotografia. É através de pequenos detalhes,
como lenço de papel,
produtos de maquiagem, etc, que a empresa demonstra os cuidados
essenciais com a imagem do cliente. Outros itens que podem constar
no trocador são os complementos para compor a imagem desejada
pelo cliente, como: chapéus, plumas, brinquedos, fantasias
e outros acessórios.
Banheiros – Devem estar localizados em ambiente próximo
do estúdio e seu uso deve ser exclusivo aos clientes do estúdio.
Devem ser
amplos, arejados, limpos e confortáveis.
Administração – Nessa área estão
localizadas as atividades administrativas direcionadas à
compra de mercadorias e insumos que
compõem o estoque, controles financeiros e acompanhamento
do desempenho do negócio, pagamentos de fornecedores e gestão
de
pessoas, além de outras que o empreendedor julgar necessárias.
Estacionamento – Se não houver disponibilidade permanente
de vagas nas proximidades, será necessário realizar
convênio com
estacionamento próximo.
Pessoal
A quantidade de profissionais está relacionada ao porte
do empreendimento. Para um estúdio fotográfico de
pequeno porte
pode-se começar com três colaboradores, sendo:
-dois atendentes;
-um fotógrafo.
A atividade de caixa poderá ser executada pelo empresário
ou por um dos atendentes.
Se houver loja agregada ao estúdio o empresário deverá
dimensionar sua necessidade de pessoal adicional.
O empreendedor deve contratar pessoas com experiência comprovada
e com boas referências de empregos anteriores. Caso prefira
capacitar novos colaboradores, deverá procurar cursos específicos
existentes no mercado.
O bom atendimento ao cliente é um item que merece atenção
especial.
O treinamento dos funcionários deve ter como objetivo o
desenvolvimento das seguintes competências:
-capacidade de percepção para entender as expectativas
gostos e desejos dos clientes, uma vez que a fotografia está
relacionada a
sentimentos e emoções;
-conhecimento da atividade, especialmente sobre o tipo de filmes
e/ou máquinas, para orientar os clientes;
-noções de vendas;
-relacionamento interpessoal;
-atendimento cortês, rápido e personalizado.
O empreendedor deverá participar de seminários,
congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio,
para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências
do setor.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do
Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como
balizadora dos salários e orientadora das relações
trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.
O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar
as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos
adequados.
Equipamentos
São necessários os seguintes móveis e equipamentos:
-dois microcomputadores completos;
-uma impressora;
-duas linhas telefônicas – uma com canal ADSL;
-uma impressora de cupom fiscal;
-mesas, cadeiras, armários, estantes, de acordo com o dimensionamento
das instalações;
-gaveteiro para guardar dinheiro, cheques e tickets de cartões
de débito e crédito;
-equipamento para recebimento através de cartões de
débito e crédito – decisão do empreendedor;
-prateleiras;
-balcão de atendimento;
-tela de fundo finito com suporte;
-baterias, cabos e outras instalações;
-refletores profissionais tipo guarda-chuva;
-duas câmeras fotográficas de 35 mm;
-uma máquina de médio formato;
-três flashs de 400W/Seg;
-um gerador de 1.200W/seg;
-acessórios (sombrinhas, soft, tripés, girafa, refletor,
etc);
-minilab digital – decisão do empreendedor;
-equipamentos e utensílios para revelação e
ampliação (processador de filmes, banheira e bacias
para produtos fotográficos);
-veículo – decisão do empreendedor.
O novo empresário poderá optar por não investir
em equipamentos para revelação e ampliação
de fotografias, o que exigirá a terceirização
dos serviços para um laboratório de confiança
que garanta a qualidade e prazos contratados.
Outra opção poderá ser a instalação
de cabine para fotografias de meio corpo da pessoa fotografada,
para uso em documentos e para
lembranças. Esse recurso existe a pronta entrega, com iluminação
embutida e calibrada.
Matéria Prima / Mercadoria
A base da matéria-prima utilizada no estúdio fotográfico
são os insumos para a fotografia, material para impressão
e revelação.
Se houver loja em anexo, o empreendedor deverá decidir-se
pelo mix de produtos que irá compor a loja.
Organização do processo produtivo
Os processos de um estúdio fotográfico são
divididos em:
1. Serviço de recepção e atendimento ao cliente
– é o processo responsável pelo primeiro contato
com o cliente, quando será
identificada sua demanda, elaborado o orçamento do serviço
pretendido e realizado o fechamento da venda. Após a realização
dos
trabalhos, é nesse local que o cliente irá retirar
o produto elaborado. Trabalhos com maior grau de complexidade, elaborados
para clientes especiais, poderão ser entregues em domicílio.
2. Serviço de produção fotográfica
– é o processo responsável pela execução
dos serviços contratados. Inicia-se com a pré-produção,
onde são realizados os testes de imagem. Após a escolha
do cliente é realizada a produção efetiva da
fotografia, com a adequação do
ambiente do estúdio e dos equipamentos necessários.
Em algumas situações o fotógrafo pode se deslocar
para o cenário das imagens em um ambiente externo escolhido
pelo cliente.
3. Serviço de edição e impressão –
é o processo responsável pela edição
e preparação das fotografias para a escolha do cliente.
Nesta
fase o fotógrafo escolhe as fotografias de sua preferência
e após a impressão em formato provisório, os
envia ao cliente para escolha
final. Após a seleção pelo cliente as fotografias
serão impressas em forma definitiva e enviadas ao cliente
através de protocolo de entrega.
4. Serviço administrativo – é o processo responsável
pelo recebimento dos valores contratados no orçamento e pela
gerência e controle das atividades produtivas do estúdio
fotográfico. Geralmente é exercido pelo proprietário.
Automação
Há no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento
de estúdios fotográficos. Os softwares possibilitam
o controle dos estoques, cadastro de clientes, serviço de
mala direta para clientes e potenciais clientes, controle de estoque
de produtos, cadastro de móveis e equipamentos, controle
de contas a pagar e a receber, fornecedores, folha de pagamento,
fluxo de caixa, fechamento de caixa etc.
Canais de distribuição
O canal de distribuição é a própria
loja. Alguns serviços podem ser realizados por terceiros,
como é o caso da entrega de produtos em
domicílio.
Um bom site na internet poderá auxiliar muito no desempenho
do estúdio e da loja, promovendo produtos e serviços.
A prestação de serviços externos representa
uma alternativa importante. Os serviços de fotos para formaturas,
casamentos, aniversários, congressos e outros eventos a serem
prospectados pelo empresário, certamente farão diferença
no volume de negócios.
Investimentos
Investimento compreende todo o capital empregado para iniciar e
viabilizar o negócio até o momento de sua auto-sustentação.
Pode ser caracterizado como:
-investimento fixo – compreende o capital empregado na compra
de imóveis, máquinas, equipamentos, móveis,
utensílios, instalações,
reformas, veículos (se for o caso) etc;
-investimentos pré-operacionais – são todos
os gastos ou despesas realizadas com projetos, pesquisas de mercado,
registro da empresa, projeto de decoração, honorários
profissionais e outros;
-capital de giro – é o capital necessário
para suportar todos os gastos e despesas iniciais, geradas pela
atividade produtiva da empresa.
Destina-se a viabilizar as compras iniciais, pagamento de salários
nos primeiros meses de funcionamento, impostos, taxas, honorários
de
contador, despesas com vendas, financiamento de vendas a prazo,
giro de estoques e outros. Para um pequeno estúdio fotográfico,
o empreendedor terá que dispor de capital suficiente para
fazer frente aos seguintes itens de investimento:
-reforma e adaptação da loja - inclui placa de identificação
e mecanismos de segurança;
-microcomputadores, software, impressora e impressora de cupom
fiscal;
-infra-estrutura de comunicação – telefone,
internet, site;
-móveis, estantes, balcões, prateleiras;
-equipamentos para instalação do estúdio;
-laboratório de revelação e ampliação
de fotografias;
-despesas de registro da empresa, honorários profissionais,
taxas etc;
-capital de giro para suportar o negócio nos primeiros meses
de atividade.
Capital de giro
Capital de giro é um montante de recursos financeiros que
a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo
de negócio.
O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função
de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios
no qual a empresa atua.
O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente,
à ocorrência dos fatores a seguir:
-variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
-aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades
desse mercado;
-aumento dos índices de inadimplência;
-altos níveis de estoques.
O empreendedor deverá ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
O empresário deve evitar a retirada de valores além
do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso
que entrar na empresa nela
deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão
do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar
mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de
capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.
No caso de um estúdio fotográfico, o empresário
deve reservar em torno de 30% do total do investimento inicial para
o capital de giro.
Custos
São todos os gastos realizados na produção
de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente
ao preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários,
honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima
e insumos
consumidos no processo de produção.
O cuidado na administração e redução
de todos os custos envolvidos na compra, produção
e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio,
indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso,
na medida em que encarar como ponto fundamental a redução
de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle
de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a
chance de ganhar no resultado final do negócio.
Os custos para abrir um estúdio fotográfico devem
ser estimados considerando-se os itens abaixo:
1. salários, comissões e encargos;
2. tributos, impostos, contribuições e taxas;
3. aluguel, taxa de condomínio, segurança;
4. água, luz, telefone e acesso a internet;
5. serviços de limpeza, higiene, manutenção
e segurança;
6. assessoria contábil;
7. propaganda e publicidade da empresa;
8. aquisição de matéria-prima e insumos.
Diversificação / Agregação de valor
É fundamental a definição de um mix de produtos
a serem agregados ao estúdio fotográfico, para atrair
mais clientes e ampliar as
oportunidades de negócio.
Criatividade é fundamental, pois esse é um ramo que
muda rapidamente criando novas oportunidades, ou gerando novas dificuldades
e ameaças. O empresário deverá estar sintonizado
com as tendências e promover adaptações rápidas
para tirar proveito de situações favoráveis.
O nicho de negócio de fotografias através de aparelhos
de telefonia celular não é absorvido pelos estúdios
fotográficos. De maneira geral, os jovens procuram soluções
através da internet para a impressão de fotografias
produzidas nos aparelhos celulares. Esse é um público
que responde favoravelmente às campanhas via internet.
Muitas empresas desse ramo estão trazendo clientes para
seus estúdios através de pacotes de promoções
que estimulam revelações em grande escala, ou seja,
quanto maior a quantidade de fotografias, menor o preço.
Conhecer bem a clientela é importante e possibilita a oferta
de promoções personalizadas e diferenciadas da concorrência.
É importante pesquisar junto aos concorrentes para conhecer
os serviços que estão sendo adicionados e desenvolver
opções específicas com o objetivo de proporcionar
ao cliente um produto diferenciado.
Além disso, conversar com os clientes atuais para identificar
suas expectativas é muito importante para o desenvolvimento
de novos
serviços ou produtos personalizados, o que amplia as possibilidades
de fidelizar os atuais clientes, além de cativar novos.
Divulgação
Os meios para divulgação de um estúdio fotográfico
variam de acordo com o porte e o público-alvo escolhido.
Para um empreendimento de pequeno porte pode-se utilizar panfletos,
bem elaborados e direcionados a pessoas que freqüentam os estabelecimentos
próximos ao estúdio.
A utilização do telefone para contato com clientes
e potenciais clientes, costuma ser uma iniciativa que rende bons
resultados. Através do telefone pode-se oferecer serviços
e divulgar produtos da loja de material fotográfico.
Na medida do interesse e das possibilidades, poderão ser
utilizados anúncios em jornais de bairro, jornais de grande
circulação, rádio,
revistas, outdoor e internet.
O marketing de massa é fundamental para tornar o estúdio
fotográfico conhecido. Neste sentido a melhor mídia
é o rádio e a televisão.
A construção de site na internet representa uma possibilidade
de comunicação muito interessante, com a exposição
de fotografias do
ambiente, fotos e depoimentos de clientes que autorizarem a publicação,
além de ofertar produtos da loja. Se for do interesse do
empresário, uma loja virtual poderá realizar vendas
via internet.
A promoção de vendas é uma estratégia
bastante utilizada pelos empresários, incluindo: descontos,
brindes, estímulos para a compra
de quantidades maiores etc.
Outros recursos poderão ser utilizados e, se for de interesse
do empreendedor, um profissional de marketing e comunicação
poderá
ser contratado para desenvolver campanha específica.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de estúdio fotográfico, assim entendido
como as atividades de produção fotográfica,
como fotografia para passaportes,
escolas, casamentos, poderá optar pelo SIMPLES Nacional -
Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos
e Contribuições
devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (instituído
pela Lei Complementar nº 123/2006), por autorização
do artigo 17, parágrafo 2º, caso a receita bruta de
sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa)
ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais
requisitos previstos na Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços)
– se comercializar mercadorias, como álbuns fotográficos,
etc.;
-ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza); e,
-INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo III da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para o ramo de atividade
de serviços prestados, vão de 6% até 17,42%,
dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. Se o empreendedor
realiza atividade de comercialização de produtos,
como álbuns fotográficos (desde que previsto nos atos
de constituição do empreendimento), o Anexo I
determina alíquotas entre 4% até 11,61%. Havendo as
duas atividades, cada receita específica deverá ser
incluída no Anexo pertinente.
No caso de início de atividade no próprio ano-calendário
da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação
da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor
utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita
do próprio mês de apuração
multiplicada por 12 (doze).
A opção de tributação pelo SIMPLES
Nacional poderá ser amplamente vantajosa para o segmento
de negócio de estúdio fotográfico, motivo pelo
qual sugerimos uma avaliação cuidadosa do regime de
tributação apresentado.
Ressalta-se que não estão permitidos no SIMPLES Nacional
os serviços de fotografia exerçam atividades concernentes
à criação de
material publicitário, diretamente relacionadas às
atividades de publicitário ou também ligadas a cursos;
referidas atividades
sujeitam-se a tributação com base no lucro real ou
presumido, conforme a opção escolhida.
Para os serviços do parágrafo acima o segmento de
negócio deverá optar por um dos regimes de tributação
abaixo:
Lucro Real: É o lucro líquido do período de
apuração ajustado pelas adições, exclusões
ou compensações estabelecidas em nossa legislação.
Este sistema é o mais complexo de todos; entretanto, dependendo
de uma série de fatores a serem avaliados, o lucro real
pode ser opção vantajosa para o segmento.
Alíquotas:
-IRPJ - 15% sobre a base de cálculo (lucro líquido).
Haverá um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder
o valor de R$
20.000,00, multiplicado pelo número de meses do período.
O imposto poderá ser determinado trimestralmente ou anualmente;
-CSLL - 9%, determinada nas mesmas condições do IRPJ;
-PIS - 1,65% - sobre a receita bruta total, compensável;
-COFINS – 7,6% - sobre a receita bruta total, compensável.
Lucro Presumido: É o lucro que se presume através
da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação
de serviços. Trata-se de uma forma de tributação
simplificada utilizada para determinar a base de cálculo
do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social
sobre o Lucro (CSLL) das pessoas jurídicas que não
estiverem obrigadas à apuração do lucro real.
Nesse regime a apuração do imposto será feita
trimestralmente.
A base de cálculo corresponde a 32% da receita bruta para
a atividade de centro de estética. A alíquota é
mesma determinada para o Lucro Real.
Alíquotas:
-IRPJ - 15% sobre a base de cálculo (após a aplicação
do percentual sobre a receita bruta). Haverá um adicional
de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20.000,00,
multiplicado pelo número de meses do período. O imposto
poderá ser determinado trimestralmente ou anualmente;
-CSLL - 9%, determinada nas mesmas condições do
IRPJ;
-PIS - 0,65% - sobre a receita bruta total;
-COFINS – 3% - sobre a receita bruta total.
Já no caso das contribuições previdenciárias
(tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido):
-INSS - Valor devido pela Empresa - 20% sobre a folha de pagamento
de salários, pró-labore e autônomos;
-Valor devido pelo Empresário e Autônomo - A empresa
também deverá descontar e reter na fonte, 11% da remuneração
paga devida ou creditada a qualquer título no decorrer do
mês, ao autônomo e empresário (sócio ou
titular), observado o limite máximo do salário de
contribuição (o recolhimento do INSS será feito
através da Guia de Previdência Social - GPS).
ISS – Calculado sobre a receita de prestação
de serviços, varia conforme o município onde o segmento
estiver sediado.
Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências
legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem
ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.
Glossário
Minilab digital: equipamento instalado na loja, que faz revelações
e cópias em até uma hora.
Dicas do Negócio
-É importante, para se tornar mais competitivo, dimensionar
o conjunto de serviços que serão agregados; avaliar
o custo–benefício
desses serviços é vital para a sobrevivência
do negócio, porque pode representar um elevado custo sem
geração do mesmo volume de
receitas.
-Investir na qualidade global de atendimento ao cliente, ou seja:
qualidade do serviço, ambiente agradável, profissionais
atenciosos,
respeitosos e interessados pelo cliente, além de comodidades
adicionais com respeito a estacionamento.
-Procurar fidelizar a clientela com ações de pós-venda,
como: remessa de cartões de aniversário, comunicação
de novos serviços e novos produtos ofertados, contato telefônico
lembrando de eventos e promoções.
-A presença do proprietário em tempo integral é
fundamental para o sucesso do empreendimento.
-O empreendedor deve estar sintonizado com a evolução
do setor, pois esse é um negócio que requer inovação
e adaptação constantes, em face das novas tendências
que surgem dia-a-dia.
-Os empregados devem participar de cursos de aperfeiçoamento,
congressos e seminários, para garantir a atualização
do estúdio
fotográfico.
Características específicas do empreendedor
O empreendedor envolvido com atividades relacionadas à fotografia
precisa adequar-se a um perfil arrojado e comprometido com a evolução
acelerada de um setor altamente disputado pela concorrência.
É aconselhável uma auto-análise para verificar
qual a situação do futuro empreendedor frente a esse
conjunto de características e identificar oportunidades de
desenvolvimento. A seguir, algumas características desejáveis
ao empresário desse ramo.
-Ter paixão pela atividade e conhecer bem o ramo de negócio.
-Pesquisar e observar permanentemente o mercado em que está
instalado, promovendo ajustes e adaptações no negócio.
-Ter atitude e iniciativa para promover as mudanças necessárias.
-Acompanhar o desempenho dos concorrentes.
-Saber administrar todas as áreas internas da empresa.
-Saber negociar, vender benefícios e manter clientes satisfeitos.
-Ter visão clara de onde quer chegar.
-Planejar e acompanhar o desempenho da empresa.
-Ser persistente e não desistir dos seus objetivos.
-Manter o foco definido para a atividade empresarial.
-Ter coragem para assumir riscos calculados.
-Estar sempre disposto a inovar e promover mudanças.
-Ter grande capacidade para perceber novas oportunidades e agir
rapidamente para aproveitá-las.
-Ter habilidade para liderar a equipe de profissionais do estúdio
fotográfico.
Bibliografia Complementar
AIUB, George Wilson et al. Plano de Negócios: Serviços.
2. ed. Porto Alegre: Sebrae, 2000.
BARBOSA, Mônica de Barros; LIMA, Carlos Eduardo de. A Cartilha
do Ponto Comercial: Como escolher o lugar certo para o sucesso do
seu negócio. São Paulo: Clio Editora, 2004.
BIRLEY, Sue; MUZYKA, Daniel F. Dominando os Desafios do Empreendedor.
São Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2004.
COSTA, Nelson Pereira. Marketing para Empreendedores: um guia para
montar e manter um negócio. Rio de Janeiro: Qualitymark,
2003.
DAUD, Miguel; RABELLO, Walter. Marketing de Varejo: Como incrementar
resultados com a prestação de Serviços. São
Paulo:
Artmed Editora, 2006.
DOLABELA, Fernando. O Segredo de Luisa. 14. ed. São Paulo:
Cultura Editores Associados, 1999.
KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição
do novo milênio. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall,
2000.
SEBRAE. Estúdio Fotográfico – Série
Ponto de Partida. Belo Horizonte: SEBRAE-MG.
SILVA, José Pereira. Análise Financeira das Empresas.
4. ed. São Paulo: Atlas, 2006.