Idéias
de Novos Negócios - Escola de Informática
Apresentação do Negócio
A tecnologia da informação (TI) tornou-se uma fonte
de vantagem competitiva para as empresas do século XXI. Cada
vez mais os
empregadores exigem uma mão-de-obra capacitada para operar
neste novo ambiente tecnológico, vital para a eficiência
dos processos e para a prestação de serviços
de qualidade.
No Brasil, um dos principais gargalos de crescimento refere-se,
justamente, ao baixo nível de educação e qualificação
profissional da
população brasileira. A capacitação
tecnológica de crianças e profissionais surge como
uma excelente oportunidade de negócios para micro e pequenos
empresários. Cursos de informática, que abordam desde
os conceitos básicos de processamento de dados até
os treinamentos avançados em softwares e sistemas de gestão,
possuem demanda constante de empresas nacionais e multinacionais.
Da mesma forma, os pais não hesitam em matricular seus filhos
em escolas de informática para capacitá-los a um mercado
de trabalho extremamente competitivo. E os editais de concursos
públicos, para níveis médio e superior, solicitam
dos candidatos conhecimentos gerais e específicos sobre informática.
Os programas governamentais de inclusão digital, o barateamento
dos equipamentos de informática, a proliferação
do uso de computadores em domicílios e empresas e o fenômeno
da internet anunciam a chegada da era digital. A prestação
de serviços nesta área permite ao empresário
surfar na onda tecnológica e auferir lucros em um mercado
dinâmico e efervescente.
Mercado
Segundo dados da ABES – Associação Brasileira
das Empresas de Software, o mercado brasileiro de software e serviços
ocupou a 13ª posição no mercado mundial, tendo
movimentado, em 2006, aproximadamente, US$ 9,09 bilhões,
equivalente a 0,97% do PIB
naquele ano. Deste total, foram movimentados US$ 3,26 bilhões
em software e US$ 5,83 bilhões em serviços relacionados,
incluindo
cursos e treinamentos em informática. Estudos apontam para
um crescimento médio anual superior a 12% até 2010.
As empresas costumam aplicar em treinamento pouco mais de 6% do
seu orçamento de TI, divididos em cursos técnicos
e gerenciais. O mercado de treinamento em TI registra uma evolução
muito acentuada nos últimos anos, com uma abundante oferta
de cursos e certificações. Observa-se uma carência
de cursos específicos para a complementação
da formação de técnicos e executivos da área
de
gestão de tecnologia. Mais do que bit e bytes, o novo profissional
de TI precisa conhecer o negócio da empresa e seus principais
produtos.
Atualmente, o segmento de atuação das escolas de
informática é extremamente competitivo, sem espaço
para os amadorismos dos
antigos cursos de computação. Qualidade e custo acessível
são fundamentais para a sobrevivência das empresas
que desejam atuar no
setor. O público consumidor exige garantia de qualidade,
atendimento personalizado, agilidade, conforto e excelência
em todos os aspectos, da prospecção inicial até
a avaliação final do treinamento.
Embora competitivo, o mercado é bem promissor e continua
em expansão. A melhor forma de se destacar é identificar
as deficiências
das escolas atuantes e oferecer atrativos para os clientes.
Um fator de vantagem competitiva é a disponibilização
de cursos flexíveis, com módulos complementares e
possibilidade de aprendizado à distância. Desta forma,
o professor pode adequar as aulas à conveniência dos
alunos, sem afetar a qualidade de
aprendizado. Esta modalidade de ensino exige um intenso acompanhamento
e monitoramento dos professores, além de disciplina dos alunos.
Outro nicho de mercado rentável é a parceria com
fabricantes de hardware e desenvolvedores de software para o treinamento
autorizado. Neste caso, os fabricantes e desenvolvedores terceirizam
o treinamento de seus clientes para escolas de informática.
A associação com grandes nomes da tecnologia confere
uma grife à escola e funciona como uma autenticação
de qualidade, garantindo um
mercado consumidor de cursos e treinamentos.
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se
a realização de ações de pesquisa de
mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas
sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações
de bairro para quantificação do mercado alvo.
• Pesquisa a guias especializados e revistas de tecnologia
e treinamento. Trata-se de um instrumento fundamental para fazer
uma análise da concorrência, selecionando concorrentes
por bairro, faixa de preço e especialidade.
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos
fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.
• Participação em seminários especializados.
Localização
A localização do ponto comercial é uma das
decisões mais relevantes para escola de informática.
Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se
considerar prioritariamente a densidade populacional, o perfil dos
consumidores locais, a concorrência, os fatores de acesso
e locomoção, a visibilidade, a proximidade com fornecedores,
a segurança e a limpeza do local.
Alguns detalhes devem ser observados na escolha do imóvel:
• O imóvel atende às necessidades operacionais
referentes à localização, capacidade de instalação
do negócio, possibilidade de
expansão, características da vizinhança e disponibilidade
dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet.
• O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento
para veículos, local para carga e descarga de mercadorias
e conta com serviços de
transporte coletivo nas redondezas.
• O local está sujeito a inundações
ou próximo a zonas de risco.
• O imóvel está legalizado e regularizado junto
aos órgãos públicos municipais.
• A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura.
• Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou
diminuindo a área primitiva.
• As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam
a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município.
• Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se
em dia.
• O que a legislação local determina sobre
o licenciamento das placas de sinalização.
Exigências legais específicas
Para registrar uma empresa, a primeira providência é
contratar um contador – profissional legalmente habilitado
para elaborar os atos
constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma
jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os
formulários exigidos pelos órgãos públicos
de inscrição de pessoas jurídicas.
O contador pode informar sobre a legislação tributária
pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador
de serviço,
deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários
com negócios semelhantes.
Para legalizar a empresa, é necessário procurar os
órgãos responsáveis para as devidas inscrições.
As etapas do registro são:
-Registro de empresa nos seguintes órgãos:
-Junta Comercial;
-Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
-Secretaria Estadual da Fazenda;
-Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
-Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará
obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical
Patronal).
-Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema
“Conectividade Social – INSS/FGTS”.
-Corpo de Bombeiros Militar.
-Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua escola
(quando for o caso) para fazer a consulta de local.
-Obtenção do alvará de licença sanitária
– adequar às instalações de acordo com
o Código Sanitário (especificações legais
sobre as
condições físicas). Em âmbito federal
a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias
Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso).
-Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estado
para, solicitando a vistoria das instalações e equipamentos.
-Registro do produto (quando for o caso).
As principais exigências legais aplicáveis a este
segmento são:
-Lei de Programa de Computador nº 9.609/98: promulgada em
19/02/98, substituiu a Lei 7646/87 e entrou em vigor na data de
sua
publicação, dando liberdade de produção
e comercialização de softwares de fabricação
nacional ou estrangeira.
-Lei de direitos autorais nº 9.610/98: substitui a Lei 5.988/73
e entrou em vigor 120 dias após sua publicação.
Foi promulgada em 19 de fevereiro de 1998. Assegurou a integral
proteção dos direitos dos seus autores e estabeleceu
penas rigorosas a quem viole esses direitos. Desta forma, piratear
programas de computador tornou-se crime, passível de pena
de seis meses a dois anos de prisão.
-Lei de Informática nº 10.176/01: altera a Lei nº
8.248, de 23 de outubro de 1991, a Lei no 8.387, de 30 de dezembro
de 1991, e o
Decreto-Lei no 288, de 28 de fevereiro de 1967, dispondo sobre a
capacitação e competitividade do setor de tecnologia
da informação.
As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado
de consumo devem observar as regras de proteção ao
consumidor,
estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação
de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar
a relação entre consumidores e fornecedores.
O CDC somente se aplica às operações comerciais
em que estiver presente a relação de consumo, isto
é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica)
adquire produtos ou serviços como destinatário final.
Ou seja, é necessário que em uma negociação
estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou
serviço adquirido satisfaça as necessidades próprias
do consumidor, na condição de destinatário
final.
Portanto, operações não caracterizadas como
relação de consumo não estão sob a proteção
do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para
serem revendidas pela casa. Nestas operações, as mercadorias
adquiridas se destinam à revenda, e não ao consumo
da empresa. Tais negociações se regulam pelo Código
Civil brasileiro e legislações comerciais específicas.
Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta
e exposição dos produtos destinados à venda,
fornecimento de orçamento prévio dos serviços
a serem prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas,
responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços,
os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças
de dívidas.
Vale lembrar também que:
-Comete crime o empresário que importar, expor ou manter
em estoque programas estrangeiros que não tenham sido registrados
na
SEPIN - Secretaria de Política de Informática e Automação,
órgão ligado ao Ministério da Ciência
e Tecnologia. A lei prevê pena de
detenção de até quatro anos, além de
multa.
-Os produtos e equipamentos importados adquiridos pelo empreendedor
devem entrar no país com toda a documentação
legal
em ordem. Caso contrário, o empreendedor pode ser enquadrado
como cúmplice em crime de contrabando.
-O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia
federal vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio
e Turismo, é o
órgão responsável pelos registros dos programas
de computador. Para que possa garantir a exclusividade na produção
uso e comercialização de um programa de computador,
o interessado deve comprovar a autoria do mesmo através do
registro no INPI.
Em relação aos principais impostos e contribuições
que devem ser recolhidos pela croissanteria, vale uma consulta ao
contador sobre da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (disponível
em http://www.leigeral.com.br), em vigor a partir de 01 de julho
de 2007.
Estrutura
Para uma estrutura mínima com oito alunos e um professor,
estima-se ser necessária uma área de 50 m2, com flexibilidade
para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio.
Os ambientes devem ser divididos em sala de aula, recepção
e banheiro. As salas devem ser confortáveis, com boa iluminação
e ausência de ruídos. O empreendedor deve fazer adaptações
nas instalações elétricas de modo a proporcionar
a perfeita adequação aos equipamentos de informática.
Os funcionários devem apresentar características
físicas adequadas ao desempenho de suas atividades, em ambiente
arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas
pelo Corpo de Bombeiros.
O local de trabalho deve ser limpo e organizado. O piso, a parede
e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações,
mofos e descascamentos.
O piso deve ser de alta resistência e durabilidade e de fácil
manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos
proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem
luxo e sofisticação ao ambiente.
Paredes pintadas com tinta acrílica facilitam a limpeza.
A cor branca é ideal para o ambiente de aprendizado, pois
transmite calma e
tranqüilidade e evita distrações dos alunos.
Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam
o ponto.
Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No
final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento.
Quanto às artificiais, a preferência é pelas
lâmpadas fluorescentes, que ressaltam as cores dos alimentos.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores)
poderão ajudar a definir as alterações a serem
feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando
em questões sobre ergometria, fluxo de operação,
design dos móveis, iluminação,
ventilação, etc.
Pessoal
O número de funcionários varia de acordo com o tamanho
do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, a escola
de
informática exige a seguinte equipe:
• Gerente: responsável pelas atividades administrativas,
financeiras, de controle de estoque e da comercialização.
Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo
produtivo e do mercado. Precisa manter contato com fabricantes de
hardware e software. Também administra a coordenação
técnica e pedagógica da escola. Pode ser o proprietário.
• Recepcionista: responsável pelo atendimento aos
alunos e professores e venda de cursos. Precisa ser educada e prestativa,
pois
muitas vezes representa a imagem da empresa perante o público
externo.
• Técnico em informática: responsável
pelo bom funcionamento dos equipamentos, realizando a manutenção
preventiva, a configuração de máquinas, o conserto
de hardware e a substituição de peças defeituosas.
• Instrutores: responsáveis por ministrar os cursos,
conforme orientação pedagógica determinada.
Precisam ter capacidade didática
para a transmissão de conhecimentos e domínio técnico
sobre o conteúdo.
De acordo com o horário de funcionamento das turmas, pode
ser necessária a contratação de mais instrutores
e a utilização de vários
períodos de treinamento. Esta expansão do negócio
precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.
O atendimento é um item que merece uma atenção
especial do empresário, visto que nesse segmento de negócio
há uma tendência ao relacionamento de longo prazo com
o cliente e à indicação de novos clientes.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento
com a empresa, eleva o nível de retenção de
funcionários, melhora a
performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com
a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve
desenvolver as seguintes competências:
• Capacidade de percepção para entender e atender
as expectativas dos clientes.
• Agilidade e presteza no atendimento.
• Capacidade de apresentar e vender os cursos da escola.
• Motivação para crescer juntamente com o
negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do
Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como
balizadora dos salários e orientadora das relações
trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos
e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se
atualizado e
sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade
poderá ser consultado para aprofundar as orientações
sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.
Equipamentos
Um projeto básico certamente contará com:
• Móveis e materiais de escritório.
• Telefone.
• Aparelho de fax.
• Mesas de computador.
• Cadeiras.
• Microcomputadores.
• Impressora.
• Datashow.
• Softwares de treinamento.
A disposição dos móveis e computadores é
importante para proporcionar conforto aos alunos e um ambiente adequado
de
aprendizagem. Portanto, ao fazer o layout da escola de informática,
o empreendedor deve levar em consideração a ambientação,
decoração, circulação, ventilação
e iluminação. Na área externa, deve-se atentar
para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.
Os microcomputadores devem possuir uma capacidade mínima
de processamento que permita o acompanhamento eficaz das aulas e
o
desempenho das tarefas necessárias.
Matéria Prima / Mercadoria
Como o serviço prestado lida com a transmissão de
conhecimento, não há o consumo direto de matéria
prima, nem a produção de
mercadorias.
Os produtos comercializados referem-se aos cursos e treinamentos
vendidos. Os cursos mais comuns são:
• Montagem e manutenção de micros.
• Configurações avançadas.
• Segurança da Informação.
• Banco de dados SQL.
• Banco de dados Oracle.
• Manutenção de impressoras.
• Linux.
• Web designer.
• Web developer.
• Web master.
• ASP.
• Java.
• .Net.
• Visual Basic.
• Infra-estrutura Cisco.
• Microsoft Windows.
• Microsoft Word.
• Microsoft Excel.
• Microsoft Powerpoint.
• Microsoft Access.
• Microsoft Outlook.
• Microsoft Project.
• Corel Draw.
• PhotoPaint.
• HTML.
• Dreamweaver.
• Fireworks.
• Flash.
Há uma tendência no mercado em oferecer cursos complementares,
na forma de pacotes promocionais de carreira profissional. É
uma
maneira de aumentar as vendas e atender as exigências de capacitação
do mercado de trabalho. Seguem algumas sugestões de carreiras:
• Administrador de banco de dados.
• Programador em . Net.
• Programador em Java.
• Web designer.
• Especialista em segurança da informação.
Outros cursos que possuem apelo no mercado são as certificações
profissionais, com avaliações realizadas pelo próprio
fabricante do software ou certificadores autorizados. Tais certificações
são exigidas por muitas empresas e realmente agregam valor
ao currículo
profissional dos alunos. Os principais fabricantes certificadores
são:
• Apple.
• IBM.
• Microsoft.
• Sun.
• Oracle.
• Cisco.
Organização do processo produtivo
O processo produtivo de um treinamento de TI depende da didática
de ensino. Basicamente, um curso de informática passa pelas
fases de transmissão de conteúdo, resolução
de dúvidas, avaliação final e feedback de resultados.
• Transmissão de conteúdo: fase em que o instrutor
repassa os conhecimentos aos alunos. Além da própria
aula, o instrutor pode
utilizar livros, apostilas, conteúdos on line, dentre outros.
• Resolução de dúvidas: embora destacado
como fase, este processo deve ser aplicado juntamente com a transmissão
de conteúdo.
• Avaliação final: esta fase pode ser caracterizada
como uma certificação profissional, aplicada por uma
empresa certificadora autorizada, uma prova de conhecimentos sobre
o conteúdo ou uma prova prática de desenvolvimento
de um sistema ou construção de um projeto tecnológico.
• Feedback de resultados: muitas vezes negligenciada, esta
tarefa é fundamental para avaliar o desempenho dos instrutores,
da estrutura
administrativa da escola, do atendimento aos alunos e do conteúdo
e metodologia utilizados. Permite a correção de eventuais
erros e o
aprimoramento constante do serviço prestado.
Automação
Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (softwares)
que podem auxiliar o empreendedor na gestão de uma escola
de
informática (vide http://www.baixaki.com.br ou http://www.superdownloads.com.br).
Seguem algumas opções:
• SIAE – Sistema Integrado de Automação
Escolar.
• DKSoft – Sistema para o gerenciamento de escolas de
idiomas e informática.
• Acadêmico 1.0.
• Acadesc – Sistema de Administração Escolar.
• College – Administração Escolar 1.0.
• Administrativo e Financeiro Escolar – Escolas Brasil.
• Extreme Alunos 3.5.
• Controle de Alunos 3.6.
Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor
deve avaliar o preço cobrado, o serviço de manutenção,
a conformidade em relação à legislação
fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações
oferecidas pelo fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui
funcionalidades tais como:
• Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão
de caixa e bancos (conta corrente).
• Controle de alunos.
• Acompanhamento de manutenção e depreciação
dos equipamentos.
• Organização de compras e contas a pagar.
• Emissão de pedidos.
• Controle de taxa de serviço.
• Lista de espera.
• Relatórios e gráficos gerenciais para análise
real do faturamento da escola.
Canais de distribuição
O canal de distribuição de uma escola de informática
abrange as modalidades de ensino presencial, ensino à distância
e ensino
semipresencial.
O ensino presencial refere-se às aulas tradicionais ministradas
em laboratório de informática, com a presença
do professor. Esta
modalidade é indicada para os cursos mais básicos,
destinados a pessoas com baixa familiaridade com a tecnologia da
informação.
Recomenda-se também a utilização do ensino
presencial para crianças, evitando problemas como dispersão
e falta de motivação. O
acompanhamento direto do professor facilita o aprendizado e transmite
segurança aos alunos menos experientes.
O e-learning (ensino à distância) utiliza a internet
para a transmissão de conteúdo, discussões
através de fóruns e chats e avaliação
de
aprendizado. Com uma base de usuários de mais de 21 milhões
de internautas, a adoção do ensino à distância
no Brasil tem registrado
um crescimento vertiginoso nos últimos anos. O conteúdo
dos cursos de informática contribui para a implantação
desta modalidade. Suas principais vantagens são:
• Redução de custos.
• Padronização do ensino.
• Aumento do intercâmbio de conhecimento, através
de fóruns e chats.
• Quebra das barreiras geográficas.
• Gestão e mensuração dos programas de
investimento.
• Integração com outros sistemas.
• Rápida atualização dos conteúdos.
• Personalização dos conteúdos transmitidos.
• Facilidade de acesso e flexibilidade de horários.
• Flexibilidade para o usuário determinar o ritmo do
treinamento.
• Disponibilidade permanente do conteúdo.
• Redução do tempo necessário para o
aprendizado.
• Ampla capacidade de treinamento de alunos.
• Capilaridade.
• Diversificação da oferta de cursos.
Há uma tendência para a utilização
de tecnologias de ensino à distância aliadas ao ensino
presencial. Esta modalidade, chamada de
semipresencial, busca combinar as vantagens das duas abordagens,
dividindo o curso em aulas presenciais e módulos à
distância.
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento.
Uma escola de informática estabelecida numa área de
50m² exige um investimento inicial estimado em R$ 30 mil, aproximadamente,
a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
• Reforma do local.
• Móveis e materiais de escritório.
• Telefone.
• Aparelho de fax.
• Mesas de computador.
• Cadeiras.
• Microcomputadores.
• Impressora.
• Datashow.
• Softwares de treinamento.
• Abertura da empresa.
• Marketing inicial.
• Estoque inicial.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento
inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano
de negócio disponível no Sebrae.
Capital de giro
Capital de giro é o montante de recursos financeiros que
a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo
de negócio.
O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função
de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios
onde a empresa atua.
O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente,
à ocorrência dos fatores a seguir:
• Variação dos diversos custos absorvidos pela
empresa.
• Aumento de despesas financeiras, em decorrência das
instabilidades desse mercado.
• Baixo volume de vendas.
• Aumento dos índices de inadimplência.
• Altos níveis de estoques.
O empreendedor deve ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
O empresário deve evitar a retirada de valores além
do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso
que entrar na empresa nela
deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão
do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar
mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de
capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.
Geralmente, a necessidade de capital de giro é baixa para
a operação de uma escola de informática. Não
há compras freqüentes de matéria prima e os custos
totais não sofrem grande variação com a quantidade
de alunos.
Custos
São todos os gastos realizados na produção
de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente
ao preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários,
honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima
e insumos consumidos no processo de produção.
O cuidado na administração e redução
de todos os custos envolvidos na compra, produção
e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio,
indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso,
na medida em que encarar como ponto fundamental a redução
de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle
de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a
chance de ganhar no resultado final do negócio.
Os custos para uma abrir uma escola de informática devem
ser estimados considerando os itens abaixo:
• Salários, comissões e encargos.
• Tributos, impostos, contribuições e taxas.
• Aluguel, taxa de condomínio, segurança.
• Água, luz, telefone e acesso a internet.
• Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários.
• Recursos para manutenções corretivas.
• Assessoria contábil.
• Propaganda e publicidade da empresa.
• Aquisição de matéria-prima e insumos.
• Despesas com vendas.
• Despesas com armazenamento e transporte.
Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:
• Comprar pelo menor preço.
• Negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores.
• Evitar gastos e despesas desnecessárias.
• Manter equipe de pessoal enxuta.
• Reduzir a inadimplência, através da utilização
de cartões de crédito e débito.
Diversificação / Agregação de valor
Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares
ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo
o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos
concorrentes não oferecem. É necessário que
esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva
e aumente o seu nível de satisfação com o produto
ou serviço prestado.
As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação
de benefícios de valor agregado. No caso de uma escola de
informática, há várias oportunidades de diferenciação,
tais como:
• Disponibilização de conteúdo na internet
para ser acessado à distância.
• Parcerias com fabricantes para aplicação de
provas de certificação autorizada.
• Convênios com empresas para colocação
de alunos aprovados no mercado de trabalho.
• Oferta de pacotes de cursos para a formação
profissional em forma de carreiras.
• Oferta de cursos com didática especializada em crianças
e adolescentes.
Divulgação
A divulgação é um componente fundamental
para o sucesso de uma escola de informática. As campanhas
publicitárias devem ser
adequadas ao orçamento da empresa, à sua região
de abrangência e às peculiaridades do local. Abaixo,
sugerem-se algumas ações
mercadológicas acessíveis e eficientes:
• Confeccionar folders e flyers para a distribuição
em escritórios e residências.
• Participar de feiras tecnológicas em escolas, faculdades
e empresas.
• Oferecer brindes para alunos que indicam outros alunos.
• Oferecer descontos e pacotes promocionais para cursos combinados.
O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando
puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor
propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de escola de informática, assim entendido como
as atividades dos cursos de informática, não poderá
optar pelo SIMPLES
Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação
de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte (instituído pela Lei Complementar
nº 123/2006), por expressa vedação legal emitida
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, através do
artigo 17, incisos XI e XIII, uma vez que configuram a prestação
de serviços decorrentes do exercício de atividade
intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva,
artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada
ou não, bem como a que preste serviços de instrutor,
de corretor, de despachante ou de qualquer tipo de intermediação
de negócios.
Dessa forma, o segmento de negócio de escola de informática
deverá optar por um dos regimes de tributação
abaixo:
Lucro Real: É o lucro líquido do período
de apuração ajustado pelas adições,
exclusões ou compensações estabelecidas em
nossa legislação. Este sistema é o mais complexo
de todos; entretanto, dependendo de uma série de fatores
a serem avaliados, o lucro real
pode ser opção vantajosa para o segmento.
Alíquotas:
-IRPJ - 15% sobre a base de cálculo (lucro líquido).
Haverá um adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder
o valor de R$
20.000,00, multiplicado pelo número de meses do período.
O imposto poderá ser determinado trimestralmente ou anualmente;
-CSLL - 9%, determinada nas mesmas condições do IRPJ;
-PIS - 1,65% - sobre a receita bruta total, compensável;
(vide Obs. abaixo)
-COFINS – 7,6% - sobre a receita bruta total, compensável.
(vide Obs. abaixo)
Lucro Presumido: É o lucro que se presume através
da receita bruta de vendas de mercadorias e/ou prestação
de serviços. Trata-se de uma forma de tributação
simplificada utilizada para determinar a base de cálculo
do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social
sobre o Lucro (CSLL) das pessoas jurídicas que não
estiverem obrigadas à apuração do lucro real.
Nesse regime a apuração do imposto será feita
trimestralmente.
A base de cálculo corresponde a 32% da receita bruta para
a atividade de centro de estética. A alíquota é
mesma determinada para o Lucro Real.
Alíquotas:
-IRPJ - 15% sobre a base de cálculo (após a aplicação
do percentual sobre a receita bruta). Haverá um adicional
de 10% para a parcela do lucro que exceder o valor de R$ 20.000,00,
multiplicado pelo número de meses do período. O imposto
poderá ser determinado trimestralmente ou anualmente;
-CSLL - 9%, determinada nas mesmas condições do
IRPJ;
-PIS - 0,65% - sobre a receita bruta total; (vide Obs. abaixo)
-COFINS – 3% - sobre a receita bruta total. (vide Obs. abaixo)
Já no caso das contribuições previdenciárias
(tanto para o lucro real quanto para o lucro presumido):
-INSS - Valor devido pela Empresa - 20% sobre a folha de pagamento
de salários, pró-labore e autônomos;
-Valor devido pelo Empresário e Autônomo - A empresa
também deverá descontar e reter na fonte, 11% da remuneração
paga devida ou creditada a qualquer título no decorrer do
mês, ao autônomo e empresário (sócio ou
titular), observado o limite máximo do salário de
contribuição (o recolhimento do INSS será feito
através da Guia de Previdência Social - GPS).
ISS – Calculado sobre a receita de prestação
de serviços, varia conforme o município onde o segmento
estiver sediado.
Ressalta-se que os serviços de treinamento em sistemas
de informática, em regime de escola livre ou curso técnico
podem optar
pelo SIMPLES Nacional, e devem respeitar os valores constantes do
Anexo IV da referida Lei Complementar nº 123/2006, cujas alíquotas,
para o ramo de atividade de serviços prestados, vão
de 4,5% até 16,85% (inclui IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS),
dependendo da receita bruta auferida pelo negócio.
Na hipótese específica desse segmento, não
está incluída a contribuição para a
seguridade social (INSS), que deverá ser recolhida a parte,
nas alíquotas previstas pela Previdência Social.Orienta-se
ao empreendedor que atente ao tópico Exigências legais
especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem ser atendidos
para operacionalização dessa atividade.
Glossário
Access: Gerenciador de Banco de Dados da Microsoft.
Acesso Remoto: Trata-se de conectar microcomputadores que estejam
fisicamente distantes da rede local, de forma que estes operem como
se estivessem localmente conectados.
Acrobat: Software da Adobe Systems. Executa intercâmbio entre
plataformas diferentes, ou seja, permite a troca de documentos entre
Unix, Windows ou computadores Macintosh através do formato
.pdf.
ActiveX: Desenvolvida pela Microsoft está tecnologia permite
controlar objetos animados nos arquivos de trabalho em aplicativos
como PowerPoint, Internet Explorer, Word, Access, Excel entre outros.
Adaptive Tecnology: Tecnologia Intel, que permite a atualização
do micro código do chip controlador de uma placa ou equipamento,
otimizando o desempenho do sistema para vários sistemas operacionais
diferentes.
ADSL - Asymmetric Digital Subscriber Line: Tecnologia que permite
transmissões de dados em alta velocidade em cabos comuns
de
telefone. ADSL foi criada para se beneficiar da troca de dados assimétrica
entre o usuário e a Internet. Funciona sobre cabos de
par-trançado. Pode-se usar o telefone enquanto trafega dados,
sem perda de banda.
AFT - Adapter Fault Tolerance: Tecnologia que cria dois links de
comunicação de dados entre dispositivos. Caso existam
problemas no link principal, os dados são desviados para
o link secundário de backup, evitando a paralisação
da comunicação.
AGP - Porta Gráfica Aceleradora: Barramento que aumenta
sensivelmente o desempenho do vídeo em ambientes gráficos
e aplicativos com recursos 3D com texturização (Cad
e Jogos).
ANSI - American National Standards Institute: Principal órgão
responsável pelo desenvolvimento de padrões nos Estados
Unidos. ANSI é uma instituição não-governamental
sem fins lucrativos, patrocinada por organizações
de comércio, sociedades profissionais e
pela indústria.
Anonymous: Anônimo, sem nome. Muito usado para conexão
em servidores FTP.
API - Application Program Interface: Conjunto de rotinas e chamadas
de software que podem ser referenciadas por um programa aplicativo
para acessar serviços do sistema operacional.
Apple: Empresa criada pela dupla Steve Jobs e Steve Wosniac. A
Apple foi a maior responsável pelo desenvolvimento da
microinformática.
Apple Talk: Padrão para comunicação de rede
para computadores proprietário da Apple Computer. Para uso
na conexão de
computadores Macintosh.
ASCII - American Standard Code for Information Interchange: Código
de dados binário que consiste de 7 bits de dados mais 1 bit
de
paridade ou símbolos especiais. Estabelecido pela ANSI para
padronização do serviço de dados.
ASP - Active Server Pages: ASP é um ambiente para programação
de páginas dinâmicas e interativas que permite recursos
como HTML, linguagem de scripts (VBScript ou JavaScript) e acesso
à base de dados.
ATAPI - Attachment Package Interface: Extensão do formato
IDE para drives de CD-ROM e outros dispositivos que não sejam
disco
rígido IDE.
Attachment: Arquivo atachado. Arquivo associado a uma mensagem.
ATM - Assynchronous Transfer Mode: Modo de Transferência
Assíncrono (ATM) é uma técnica de comunicação
de pacotes rápidos,
suporta taxas de transferência de até 10 Gbps. ATM
atinge altas velocidades em parte pela transmissão de dados
em células de
tamanho fixo, dispensando protocolos de correção de
erros. Em vez disso, ele depende da integridade das linhas digitais
para assegurar a integridade dos dados, o que a torna uma tecnologia
cara.
Backbone: Parte da rede que concentra o tráfego mais pesado
de dados. Usado normalmente para conectar LANs ou WANs entre si.
Backplane: Barramento interno de um Hub ou Switch por onde trafegam
dados da rede.
Bandwidth - Largura de banda: Quantidade máxima de dados
que podem trafegar pelo barramento ou cabo.
Baud: Unidade que mede a velocidade de sinalização.
A velocidade em bauds é o número de mudanças
na linha de transmissão ou eventos por segundo. O mesmo que
baud rate.
Bit: Menor unidade de informação em um sistema binário.
BIOS - Basic Input Output System: Em sistemas PC executa as funções
necessárias para inicialização do hardware
do sistema quando o equipamento é ligado.
Boot: Processo de iniciar a execução do sistema
operacional após as tarefas executadas pelo BIOS.
BPS - Bits por Segundo: Unidade de medida, que mede a velocidade
da transmissão de dados na rede.
Bridge: Dispositivo que conecta duas redes de estruturas diferentes.
Utiliza a camada de enlace da OSI para fazer a conexão.
Broadcast: Sistema de envio de mensagem, onde a mensagem é
enviada para todos os computadores conectados a uma rede.
Browser: Software utilizado para navegar pela Internet. Pode ser
ele Microsoft Internet Explorer, Netscape Navigator, Opera, NeoPlanet,
entre outros.
Buffer: Dispositivo de armazenagem temporária de dados usado
para compensar as diferenças no fluxo de dados entre os dois
dispositivos. Pode ser tanto um hardware como um software instalado
no computador.
Byte: Unidade de informação. Bytes são formados
por 8 (oito) bits. Também chamado de caracter.
Canais Lógicos: No X.25 há a possibilidade de conectar
até 4096 canais lógicos em um único circuito
físico. A forma de viabilizar este
tipo de implementação é usar uma técnica
de intercalação de pacotes no tempo, permitindo assim
a um DTE receber e enviar dados para vários outros DTEs simultaneamente
operando com um número bastante inferior de circuitos físicos.
Conhecida como uma técnica de multiplexação
da informação.
CCITT - Comité Consulatif de Télégraphique
et Téléphonique: Associação internacional
que prepara padrões de comunicação aceitos
mundialmente (tais como V.21, V.22 e X.25). Cedeu lugar ao ITU-TSS
(International Telegraphic Union - Telecommunications Standards
Sector).
CGI - Common Gateway Interface: É uma interface definida
de maneira a possibilitar a execução de programas
(gateways) sob um
servidor de informações. Neste contexto, os gateways
são programas ou scripts (também chamados cgi-bin)
que recebem requisições de informação,
retornando um documento com os resultados correspondentes. Esse
documento pode existir previamente, ou pode ser gerado pelo script
especialmente para atender à requisição.
Chat: Em inglês, bate-papo.
Circuito Físico: Forma de conexão física entre
um DTE e um DCE, por exemplo interfaces RS-232C.
CMOS - Complementar Metal Oxid Semiconductor: Uma tecnologia de
semicondutores usada em muitos circuitos integrados. Normalmente
descreve o hardware que contém o BIOS e o relógio
de hardware.
Código Fonte - Source Code: Um conjunto de instruções
que podem ser entendidas por um ser humano e que fazem com que um
programa funcione. Conhecido também como fonte, sem ele é
muito difícil alterar ou conhecer um programa.
CPU - Central Process Unit: Unidade central de processamento. Trata-se
do cérebro do microcomputador, onde são processados
todos os dados que dão entrada no microcomputador.
Cracker: São especialistas em quebrar sistemas de segurança.
Destroem trabalho alheio, ou são profissionais que alertam
para falhas
de segurança de redes.
Cyberpunk: É o invasor de computador que altera as páginas
Web por puro vandalismo.
Cylinder: Ao referenciar-se a discos rígidos, significa
o número de diferentes posições do disco que
as cabeças de leitura e gravação
podem acessar ao mesmo tempo, considerando-se um movimento de rotação
dos diversos pratos.
DAT - Digital Audio Tape: Fita cassete, com mídia magnética
de 4mm, normalmente usada para backup de grandes quantidades de
dados.
DDC - Display Data Channel: É um canal de comunicação
através do qual o monitor informa ao computador a respeito
de suas
características.
DDC2B: Proporcionam um canal de comunicação unidirecional
entre o computador e o monitor. Sob esta situação
o PC envia dados de vídeo para o monitor, mas não
pode enviar comandos para controlar o monitor.
DDS - Digital Data Storage: Forma de armazenamento de dados, normalmente
utilizada para backups com uma grande quantidade de
dados.
Delphi: É uma linguagem de programação que
surgiu da evolução do Turbo Pascal para Windows, aderindo
à programação visual e
orientação a objetos.
DHCP - Dynamic Host Configuration Protocol: Recurso utilizado por
servidor de rede que distribui endereços IPs dinamicamente
para as estações a ele conectado. Realizado pelo sistema
operacional do servidor.
DHTML: O HTML dinâmico é um aperfeiçoamento
da Microsoft para o HTML versão 4.0 que permite criar efeitos
especiais, como texto que se desprende da página, uma palavra
de cada vez ou efeitos de giro, da transição do estilo,
de mensagem entre páginas.
Digital: É a forma de transmissão ou armazenagem
em que os dados são codificados como binário um (1)
ou zero (0).
DIMM - Dual In-line Memory Module: Tecnologia de memória.
Uma DIMM é uma placa de circuito impresso com chips soldados
nela. São designadas para trabalhar com sistemas de 64-bit,
portanto apenas um pente de memória é necessário.
Disco Rígido: Um disco rígido contém uma mídia
magnética que gira como um disco. Pequenas cabeças
sobre a superfície de cada disco são usadas para ler
e gravar informações à medida que ele rotaciona.
DMA - Direct Memory Access: Canal de acesso direto a memória,
usado por vários dispositivos para acessar dados diretamente
da
memória, sem utilizar o processador aumentando o desempenho
do sistema.
DMI - Desktop Management Interface: Tecnologia que permite gerenciamento
dos componentes internos de um micro utilizando
software.
DMI 2.0: Atualização da primeira versão de
gerenciamento DMI, possui mais parâmetros de controle.
DNS - Domain Name Service: Serviço da Internet que mapeia
endereços IP (números) para nomes de servidores. Quando
um usuário
deseja acessar um site, digitando o nome, um servidor de DNS local
converte esse nome para seu endereço IP correspondente e
manda a requisição para a Internet.
DOS - Disk Operation System: Sistema Operacional em Disco. Antigo
sistema operacional da Microsoft baseada em comandos em modo texto,
digitados para executar algum programa.
Download: Transferência de arquivos de uma rede, por exemplo
a Internet, para o computador local.
DRAM - Dynamic RAM: Tipo de memória que é instalado
em quase todos os computadores pessoais. Dynamic significa que a
memória necessita ser constantemente recarregada (milhares
de vezes por segundo) ou seu conteúdo será perdido.
Driver: Programa que controla os dispositivos existentes no computador,
como placa de som, placa de vídeo, CD-ROM, etc.
DTMF - Dual Tone Multiple Frequency: Sistema de sinalização
através de freqüências de áudio usado em
telefones com teclado digital
geradores de tom.
EDO - Extended Data Output: Tipo de memória DRAM mais rápida
que a convencional DRAM, porque ela pode copiar um bloco inteiro
de memória para seu cache interno ao invés de ler
um byte por vez.
EGP - Exterior Gateway Protocol: Protocolo de roteamento. Faz parte
do conjunto de protocolos TCP/IP. Roteadores que conectam a Lan
com a Wan, em geral através da Internet, são determinados
roteadores externos. Roteadores externos tornam-se vizinhos EGP,
que trocam informações sobre as redes que podem ser
acessadas.
EIDE - Enhanced Integrated Device Eletronic: O qual é uma
versão atualizada do padrão de interface IDE. EIDE
viabiliza discos rígidos
maiores e mais rápidos.
Endereço IP: Um número que identifica de modo único
um host conectado a uma rede TCP/IP. Também chamado Internet
Protocol
Address ou IP address. Servidores e estações convencionais
possuem endereço IP.
Energy Star da EPA: Agência de Proteção Ambiental
Americana, cujo objetivo é determinar aos produtores de equipamentos
de informática padrões para projetos de circuitos
que gastem menos energia quando não estão em uso.
Ethernet: Tipo de rede em desuso. Taxa de transmissão de
10Mbps.
FAQ - Frequently Asked Questions: Perguntas feitas com frequência.
Tira-dúvidas de perguntas comuns.
Fast Ethernet: Tecnologia de rede emergente. Melhora o desempenho
e segurança das redes. Taxa de transmissão de 100Mbps.
Fax-modem: Equipamento acoplado ao computador para permitir envio
de fax e conexão a Internet.
FCC - Federal Communication Commission: Comissão do governo
dos Estados Unidos que regulamenta todas as telecomunicações,
inclusive as transmissões em linhas telefônicas.
FCPGA - Flip-Chip Pin Grid Array: Encapsulamento usado em novos
processadores Pentium III e Celeron da Intel. Voltou-se a usar o
formato antigo de soquete do processador na placa-mãe.
Fdisk: É um utilitário usado para criar, remover
ou modificar partições em um disco rígido.
Firewall: Um sistema de segurança cujo principal objetivo
é filtrar acesso a uma rede.
Fonte Full Range: Fonte inteligente, capaz de detectar a tensão
da rede e se auto-configurar para 110V ou 220V.
Formatar: O ato de gravar um sistema de arquivos em um disco rígido.
Fórum: Espaço para deixar uma mensagem sobre determinado
assunto. Muito usado na Internet para tirar dúvidas.
Frame Rate: O número de vezes que o aplicativo atualiza
a informação que está sendo mostrada na tela.
Geralmente medida em quadros por segundo (FPS). Não confundir
com Refresh Rate.
Frame Relay: Protocolo que permite a transmissão de dados
a uma alta velocidade, e com uma baixa perda de pacotes. Usado em
WANs, atua na camada 2 do modelo OSI.
Freeware: Software gratuito. Permite ilimitado número de
copias. Não é necessário o registro do software
para usá-lo.
FTP - File Transfer Protocol: Protocolo para transferência
de arquivos. Permite copiar arquivos da rede para o computador do
usuário e vice versa.
Full-duplex: Transmissão onde o envio e a recepção
de dados são feitos ao mesmo tempo em ambos os sentidos.
Gateway: Dispositivo que interliga duas ou mais redes distintas.
Ele serve de portal entre elas.
GIF: Um dos formatos de arquivos de imagens mais utilizados na
Web. Cria arquivos de imagens de tamanho relativamente pequeno.
Gigabit Ethernet: Tecnologia de redes que transmite 1Gbps. É
dez vezes mais rápida que a Fast Ethernet.
Half-duplex: Transmissão onde o envio e a recepção
de dados são feitos em tempos diferentes, primeiro é
necessário receber para depois enviar e vice-versa.
Handshaking: Troca de sinais predeterminados entre dois dispositivos
que estão estabelecendo uma conexão, em geral como
parte de um protocolo de comunicação.
HDLC - High Level Data Link Control: Padrão de protocolo
de comunicação internacional definido pela ISO para
o enlace de dados.
HDSL - High Bit Rate Digital Subscriber Line: Tecnologia de transmissão
de alto desempenho por par trançado, com comunicação
full-duplex simétrica, conhecida como E1 (Europa) ou T1 (EUA).
Head – Cabeça: Ao referenciar-se a discos rígidos,
significa o componente usado na leitura e gravação
de dados naquela mídia.
Hiperlink: Imagens ou texto que dão acesso a outros documentos
hipertexto.
Home Page: Página da Web.
Host: Computador ligado a uma rede física. O tamanho de
um host varia desde um computador pessoal até um supercomputador.
Armazena arquivos e permite acesso de usuários.
Hot Swap - Troca a quente: Possibilidade de conectar ou desconectar
um dispositivo do computador, sem a necessidade de desligar o
aparelho, podendo ser utilizado imediatamente.
HTTP - Hyper Text Transfer Protocol: É o protocolo de transferência
de documentos HTML, utilizado também como protocolo de
distribuição de programas em geral.
HTML - Hyper Text Markup Language: Linguagem de Marcações
de Hipertexto. Linguagem utilizada para criar páginas Web.
Hub: Concentrador de cabos para uma rede em estrela. Usado para
centralizar o gerenciamento, é capaz de isolar pontos defeituosos
da rede e expandir a capacidade de conexões da mesma.
ICQ: I seek You, eu procuro você. É o programa mais
popular da Internet usado para comunicação instantânea.
Com ele você sabe se
algum amigo(a) está conectado no mesmo momento que você.
IDE - Integrated Device Eletronic: Dispositivo Eletrônico
Integrado, que é o nome da interface padrão usada
para conectar discos rígidos e CD-ROM em um computador.
IEEE - Institute of Eletrical and Eletronics Engineers: Corpo que
define padrões e especificações de produtos
eletrônicos.
Intel: Companhia responsável pela produção
da maioria dos microprocessadores em computadores pessoais PC-compatíveis.
Internet: Conjunto de redes interconectadas por gateways e por
produtos que a fazem funcionar como uma única rede virtual.
Internetwork: Diversas redes ou subredes conectadas entre si para
formar uma grande rede abrangente.
InterNIC - Network Information Center: Organização
que tem o objetivo de manter e distribuir informações
sobre TCP/IP e Internet.
IP - Internet Protocol: Protocolo connectionless (sem estabelecimento
de circuito) da camada internet na arquitetura TCP/IP, responsável
pela conexão lógica entre as redes. São números
como 200.255.11.1.
IPX/SPX: Protocolo proprietário para redes Netware, variantes
do protocolo XNS (Xerox Network Systems). A diferença principal
entre eles está no uso de diferentes formatos de encapsulamento
Ethernet. Outra diferença está no uso pelo IPX do
SAP (Service Advertisement Protocol), protocolo proprietário
da Novell.
IRC: Sistema de conversa por computador (chat) em que várias
pessoas podem participar ao mesmo tempo.
ISDN - Integrated Services Digital Network: Rede digital que opera
com grandes volumes de informação em tempo real. Sua
característica mais marcante é a capacidade de transmitir
simultaneamente dados, voz, imagens e som, de forma rápida,
confiável e com alto padrão de qualidade. Perde-se
banda ao usar ao mesmo tempo o telefone enquanto trafega dados.
ISO - International Standards Organization: Organização
que prove regras e padrões para desenvolvimento de padrões
de comunicação.
ISP - Internet Server Provider: Termo usado para designar um provedor
de acessos a Internet.
Janela: Quantidade de pacotes ou quadros que o DTE pode enviar
ao DCE sem esperar resposta ou confirmação de recebimento
da
mensagem.
Java: Linguagem de programação desenvolvida e criada
pela Sun Microsystems baseada na orientação a objetos,
famosa por seu uso na Internet.
Javascript: Scripts para páginas Web. Derivado da linguagem
Java, o JavaScript não é compilado, mas sim inserido
entre as tags de Uma página HTML.
JPEG: Comprime imagens (fotos e desenhos). Mas não é
eficiente com desenhos de letras, linhas e cartoons.
JVM - Java Virtual Machine: É um interpretador de instruções
feito na linguagem Java e pode ser aplicado em diferentes sistemas
operacionais.
LAN - Local Area Network: Conecta vários dispositivos de
comunicação (computadores, impressoras) permitindo
a transmissão de grandes volumes de dados em uma mesma área
limitada geograficamente.
LanDesk Manager: Uma série de softwares desenvolvidos pela
Intel para gerenciamento de redes. Possui versões para estações
e
servidores, incluindo antivírus.
LAP - Link Access Procedure: Protocolo usado no nível de
quadros de forma Simétrica.
LAPB - Link Access Procedure Balanced: Protocolo usado em nível
de quadros para iniciar a ligação entre terminal e
rede. É um subset do HDLC.
Linux: Um robusto e funcional sistema operacional, de livre distribuição,
que foi desenvolvido por Linus Torvalds.
Login: Processo de acesso (identificação) no computador
remoto.
Loopback: Teste diagnóstico em que o sinal transmitido é
retornado ao dispositivo transmissor, depois de passar através
de partes do link ou da rede. Um teste loopback permite a comparação
de um sinal retornado com o sinal transmitido.
MDI - Medium Depedent Interface: Predefinições da
camada física da interface para 10BASE-T.
MIB - Management Information Base: Banco de dados que armazena
as informações de dispositivos gerenciáveis
por SNMP.
MII - Medium Independent Interface: Predefinições
da camada física da interface para 100BASE-T.
MMX™: Tecnologia desenvolvida pela Intel que consiste em
57 novas instruções e 4 novos tipos de dados que fazem
certas aplicações
rodarem mais rápidas, pelo processador. O resultado é
melhorias na qualidade de som, vídeo e gráficos.
Modem: Modulador-Demodulador. Dispositivo usado para converter
dados digitais para sinais analógicos para transmissão
serial em um canal telefônico, ou para converter o sinal analógico
transmitido a um sinal digital para ser recebido por um dispositivo.
MTBF - Mean Time Between Failure: Tempo de uso estimado pelo fabricante,
que um determinado produto deve funcionar sem
apresentar problemas.
Multicasting - Consiste na utilização de um único
endereço IP para referir-se a um grupo de computadores dentro
de uma rede.
MVS - Multiple Virtual Storage: Sistema operacional IBM que tem
a capacidade de suportar múltiplos usuários realizando
múltiplas tarefas simultaneamente.
Navegador Programa utilizado para navegar na Web. Permite utilizar
correio eletrônico, transferência de arquivos, abrir
páginas Web.
NetBIOS - Network Basic Input/Output System: Interface de programação
que habilita aplicações de alto-nível acessarem
recursos
de rede de baixo-nível.
Newbies: Usuários novatos, recém-chegados à
rede.
Newsgroup: Grupos de discussão da Usenet.
Netmask: Conjunto de quatro números separados por pontos.
Cada número representa o decimal equivalente de um número
binário de oito bits, podendo variar de 0 a 255.
NIC - Networking Interface Card: É uma placa de rede.
NLSP - Netware Link Services Protocol: Protocolo de roteamento,
do tipo link state, concebido pela NOVELL para redes IPX. Promove
a troca de informações entre os roteadores, permitindo
que cada roteador crie um mapa lógico da rede que é
usado para a tomada de decisões sobre o roteamento.
OSI - Open System Interconnection: Modelo de comunicações
de rede desenvolvido pela ISO. Separa em sete níveis diferentes
as formas de comunicação entre dois dispositivos de
uma rede.
OSPF - Open Shortes Path First: Protocolo de roteamento interno
do tipo link state, que faz parte do conjunto de protocolos TCP/IP.
Pacote: Uma unidade de mensagem numa rede, a qual é associada
um cabeçalho, um endereço, dados e outras informações
opcionais.
PCMCIA - Personal Computer Memory Card International Association:
Associação sem fins lucrativos com o objetivo de estabelecer,
comercializar e manter padrões para cartões de PC
de circuito integrado com as dimensões de um cartão
de crédito que podem ser utilizados para memória,
modems, adaptadores de rede.
Pixel: Nome dado para elemento de imagem. É a menor área
retangular de uma imagem.
PLIP - Protocolo Internet de Linha Paralela: Permite a comunicação
TCP/IP através de uma porta paralela de computador através
de um cabo especialmente desenhado para a tarefa.
Plug-in: Pequeno programa acoplado a outro programa, acrescentando-lhe
mais funções.
Portal: Site que funciona como entrada à Internet, oferecendo
desde serviços como e-mail, notícias, bate-papo, etc.
POP: Protocolo usado para receber mensagens de correio eletrônico.
PPGA - Plastic Pin Grid Array: Encapsulamento usado no processador
Pentium MMX e no Celeron.
PPP - Point to Point Protocol: Protocolo usado em WANs, é
o protocolo mais rápido, porém o menos seguro, os
dados são enviados
sem nenhuma verificação. Atua na camada 3 do modelo
OSI.
Protocolo: Conjunto de regras, formatos e temporização,
que são utilizados para a troca de informações
entre dois ou mais computadores. Dois computadores devem utilizar
o mesmo protocolo para trocarem informações.
RAID - Redundant Arrays of Independent Disks: Tecnologia, capacidade,
confiabilidade, alto desempenho e economia no armazenamento de dados
on-line. O sistema RAID gerencia um conjunto de discos, mas aparece
ao usuário como um único disco grande, a vantagem
dos discos múltiplos é que, em caso de falha, os dados
são transferidos para um disco próximo e o sistema
continua
trabalhando, sem perda de dados.
Refresh Rate: Termo utilizado para se falar sobre a taxa de atualização
de monitores, por exemplo.
Repetidores: Utilizados para amplificar o sinal de dados enviado
de uma estação, permite que o dados trafeguem uma
distância maior pelo condutor.
RIP - Routing Information Protocol: Um roteador RIP transmite
periodicamente uma mensagem de atualização da tabela
de roteamento, que possui um dado para cada rede que ele pode alcançar,
representando a distância do roteador até a rede.
RIP II: Aprimoramento do RIP que inclui uma máscara de sub-rede
em suas rotas.
RMon - Remote Monitor: Padrão para gerenciamento de dispositivos
de rede baseado no SNMP. Possui diversas classes para gerenciamento.
Router: Dispositivo que conecta duas LANs através de uma
WAN, utiliza a terceira camada OSI. Tem a função de
escolher as melhores rotas dentro da WAN para melhorar a comunicação
de dados.
SCSI - Small Computer Systems Interface: Sistema de Interfaces
para barramento de entrada e saída de dados de computadores.
SCSI-1: O padrão SCSI original foi aprovado em 1986. Suporta
dispositivos SCSI assíncronos e síncronos, suporta
taxas de transferência de até 5 Mbps e 7 dispositivos
SCSI em um bus de 8 bits. O conector mais comum para SCSI-1 é
o Centronics 50.
SCSI-2: Aprovado em 1992, o SCSI-2 introduz barramento Wide SCSI
de 16 e 32 bits opcionais. A taxa de transferência, normalmente
de 10 Mbps, pode ir até 20 Mbps, quando combinada com Fast
e Wide SCSI. O SCSI-2 usualmente utiliza os Conectores MicroD de
50 pinos com thumbclips.
SCSI-3: Encontrado em vários sistemas high-end, o SCSI-3
comumente utiliza os conectores MicroD de 68 pinos com parafusos
de orelha. O comprimento de bus mais comum para o SCSI-3 é
16bits, com taxas de transferência de 20 Mbps chegando a 40Mbps.
SDLC - Syncronous Data Link Control: Padrão de protocolo
da IBM que engloba o padrão Bissíncrono (BSC).
SDRAM - Synchronous Dynamic Random Access Memory: Memória
feita com simples capacitores onde são sincronizados com
o clock do sistema. Mais rápida que a convencional DRAM.
SECC - Single Edge Contact Cartridge: Encapsulamento usado nos
primeiros processadores Pentium II da Intel. Novo conceito de
processadores em linha (slot), mas não deu certo.
SECC2 - Single Edge Contact Cartridge 2: Encapsulamento usado nos
novos processadores Pentium II e Pentium III da Intel. Novo conceito
de processadores em linha (slot), mas não deu certo.
SEPP - Single Edge Processor Package: Encapsulamento usado nos
primeiros processadores Celeron da Intel.
Servidor: Um computador configurado para fornecer serviços
a uma rede.
Shareware: Software que pode ser experimentado antes da compra.
Alguns shareware funcionam por determinado período e depois
desabilitam algumas opções ou não podem mais
ser usados até a compra do mesmo.
Single Chip: Tecnologia que utiliza um único circuito integrado
para controlar as funções de uma placa. Facilita a
manutenção do
equipamento e aumenta seu desempenho.
Slocket: Adaptador que permite que um Celeron que usa o Socket
370 seja usado em um soquete do tipo Slot-1.
Slot-1: Soquete usado para processadores Pentium II e Pentium
III.
Slot-2: Soquete usado para processadores Pentium II Xeon e Pentium
III Xeon.
SMTP - Simple Mail Transfer Protocol: Permite enviar, receber e
armazenar mensagens eletrônicas para usuários de outros
computadores (correio), observando os endereços eletrônicos.
SNA - Systems Network Architecture: Arquitetura de redes da IBM
que define procedimentos e estruturas de comunicações
entre
programas de aplicação ou entre um programa de aplicação
e um terminal. Similares às camadas OSI.
SNMP - Simple Network Management Protocol: Protocolo que permite
ao administrador verificar dados, localizar e corrigir
problemas em uma rede TCP/IP. Através de um cliente SNMP,
o administrador da rede consegue visualizar as estatísticas
de tráfego na
rede e modificar suas configurações remotamente.
Socket 370: Soquete usado para os novos processadores Celeron de
370 pinos. Parecido com o soquete 7.
STP - Shielded Twisted Pair: Cabeamento baseado em um cabo de par
trançado blindado. Oferece proteção extra contra
interferências
elétricas.
Subnet: É uma LAN dentro da Internet ou dentro de uma rede
de outras LANs.
TCP - Transmission Control Protocol: É um protocolo connection-oriented
(com estabelecimento de circuito) da camada "transporte"
na arquitetura TCP/IP. Ele garante a entrega de dados a um usuário
local ou remoto. Os dados são entregues sem erros na ordem
correta e sem duplicação.
Token Ring: Utiliza topologia em estrela, onde todas as estações
de trabalho são conectadas. Um token é enviado de
estação para estação, as estações
que desejam ter acesso a rede tem que esperar o token chegar antes
de enviar seus dados. Possui tolerância contra falhas e velocidade
de até 16 Mbps.
Transmissão Assíncrona: Transmissão onde o
envio e recepção de cada caracter ocorrem de forma
aleatória (tempo). Para um caracter ser transmitido, são
acrescentados 1 bit de início (start bit), bits opcionais
de paridade e 1 bit de fim (stop bit).
Transmissão Síncrona: Transmissão onde há
um sinal de sincronismo disponível tanto no emissor como
no receptor para o envio de dados. Os dados são transmitidos
em grupos, não possuindo start ou stop bits, mas sim headers
e trailers, ganhando assim melhor performance que a transmissão
assíncrona.
URL - Universal Resource Location: Identificador na Internet que
mostra qual tipo de servidor deve se acessado, o equipamento onde
a
informação reside e sua localização
neste equipamento.
USB - Universal Serial Bus: Barramento para PCs, permite que os
vários periféricos sejam conectados a uma única
porta do computador.
UTP - Unshielded Twisted Pair: Cabeamento baseado em um cabo de
par trancado, cabeamento mais comum hoje em instalações
de rede.
VLAN - Virtual Lan: É um conceito, não um recurso,
que trata de subdividir, via software (sem o uso de routers, switches,
etc), o
ambiente de rede em vários segmentos independentes.
VM - Virtual Machine: Sistema operacional IBM designado para suportar
vários sistemas operacionais, possibilitando a cada um,
realizar funções distintas. O VM também tem
a capacidade de isolar os sistemas operacionais um dos outros.
VPN - Virtual Private Network: Tecnologia que consiste em criar
um túnel de conexão entre dois ou mais routers na
Internet. Somente após a criação deste túnel
é que os dados são enviados/recebidos, impedindo que
Hackers fora do túnel consigam acessar as informações
que estão sendo transmitidas.
V.90: Em fevereiro de 1998 o ITU (International Telecommunication
Union) definiu o protocolo padrão para conexões 56K.
O novo padrão, V90, foi aceito pelos principais fabricantes
de modems, substituindo os antigos padrões proprietários,
56Kflex e X2 (US Robotics).
Wake On Lan: Tecnologia que permite que um equipamento conectado
a rede seja ligado e configurado remotamente.
WAN - Wide Area Network: Rede extensa, geograficamente dispersa
que conecta uma ou mais LANs, normalmente envolve linhas
telefônicas dedicadas e satélites.
WWW - World Wide Web: Sistema de busca de informações
por hipermídia através de um mecanismo conhecido como
hiper-texto, a
informação como um texto ou uma imagem pode servir
de elo com outros documentos de modo a disponibilizar de modo rápido
e
eficiente a informação requerida.
X.25: Protocolo usado em WANs. É o protocolo mais seguro
para transmissão de dados, porém é o mais lento.
Atua na camada 2 do
modelo OSI.
Dicas do Negócio
Um componente estratégico para o sucesso do empreendimento
é o investimento em equipamentos e atualização
dos cursos de
informática. Uma escola de informática precisa proporcionar
aos seus alunos um ambiente com tecnologia avançada em hardware
e
software.
Uma importante fonte de receita pode ser obtida através
de convênios com empresas, escolas, fabricantes e órgãos
públicos. A escola deve ter flexibilidade inclusive para
ministrar aulas nas próprias instalações dos
clientes.
O programa de curso não deve copiar apostilas e métodos
de outras escolas. Muito menos trabalhar com programas piratas,
o que pode acarretar sérios prejuízos financeiros
e de imagem.
O processo de contratação de instrutores deve ser
criterioso, pois estes profissionais são os principais fatores
de qualidade dos cursos
ministrados. Um bom professor é capaz de transmitir com eficiência
os conteúdo do curso e motivar os alunos para o aprendizado.
Caso o empreendedor não possua conhecimentos técnicos
de informática ou de pedagogia, pode contratar profissionais
especializados.
Por fim, num país com baixos índices educacionais
como o Brasil, ações sociais de inclusão digital
são muito bem-vindas. Se houver
oportunidade, o empreendedor pode oferecer cursos gratuitos de informática
básica para crianças e jovens carentes. Programas
específicos de informatização para idosos também
podem ser aplicados. As aulas devem ser ministradas em horários
ociosos e com
instrutores voluntários. Estas atividades contribuem para
promover a imagem da escola, além de proporcionar boas ações
para a
comunidade.
Características específicas do empreendedor
No segmento de escolas de informática, o empreendedor precisa
estar atento às tendências de tecnologia da informação
e treinamento. Deve identificar os movimentos deste mercado e adaptá-los
à sua oferta, reconhecendo as preferências dos clientes
e renovando continuamente a oferta de cursos.
Outras características importantes, relacionadas ao risco
do negócio, podem ajudar no sucesso do empreendimento:
• Busca constante de informações e oportunidades.
• Persistência.
• Comprometimento.
• Qualidade e eficiência.
• Capacidade de estabelecer metas e calcular riscos.
• Planejamento e monitoramento sistemáticos.
• Independência e autoconfiança.
Bibliografia Complementar
• Glossário. Disponível em: http://www.informadicas.com.br.
• Material da Biblioteca On-line do Sebrae. Disponível
em: http://www.sebrae.com.br.
• Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas.
Disponível em: http://www.sbrt.ibict.br