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Idéias de Novós Negocios - Cyber Café

Apresentação do Negócio

O café ocupa a segunda posição entre as bebidas mais presentes no dia-a-dia do brasileiro. Uma pesquisa realizada com 1.340 pessoas no ano de 2003, pela Interscience, uma empresa de pesquisa de mercado, para a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) constatou que 91% dos pesquisados eram consumidores de café.

“O consumo de café só perde para o de água”, destaca o diretor executivo da ABIC, Nathan Herszkowicz. Ele ressalta que 76% dos
entrevistados declararam que pretendiam aumentar o consumo de café nos 12 meses seguintes.

Na opinião de Herszkowicz, que também preside o Conselho do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo, Sindicafé-SP,
há um segmento pequeno, mas crescente, que se interessa por conhecer melhor o café. (Fonte: revista Metrópole, 2004).

Cybercafé é a composição de uma cafeteria com a agregação de serviços da tecnologia da informação. Trata-se de uma proposta que
mescla serviços e entretenimento num ambiente sofisticado, agradável e confortável, equipado com computadores conectados à internet.

É um local onde os clientes podem fazer uso dos recursos da internet, conectando-se com o resto do mundo, para encaminhar e receber e-mails, navegar na web, bater um papo nas salas de chat, realizar pesquisas, além de poder produzir textos, planilhas, imprimir seus trabalhos, fazer uso dos computadores com vários softwares instalados, enfim, onde está disponível uma gama de possibilidades
para facilitar a vida e, ao mesmo tempo, onde é possível saborear um delicioso cafezinho, ou refrescar-se com um suco ou refrigerante.
Tudo o que o cliente quer, concentrado num espaço altamente profissional.

Os “cafés” tornaram-se populares no começo do século 20, em Viena, Paris e Berlim. São lugares projetados para que ali as pessoas
encontrem seus amigos, leiam jornais, falem sobre política, futebol e discutam os eventos importantes do dia-a-dia. Essa cultura européia de cafés difundiu-se rapidamente para o Reino Unido, para os Estados Unidos, para o Canadá e para a Austrália.

Esse negócio deu certo também no Brasil e, na última década, começou a expansão dos cybercafés, iniciando-se pelas capitais e grandes cidades e estendendo-se rapidamente para todas as regiões. Com o passar do tempo, os artistas plásticos, escritores, músicos, videomakers e jornalistas começaram a perceber o potencial da computação multimídia, e começaram a partilhar seus trabalhos e exibir suas obras nesses lugares, como espaços alternativos e complementares às galerias e a outros espaços tradicionais.

Mercado

Há muito espaço para o crescimento desse ramo de negócio, desde que o empreendedor utilize sua capacidade de inovar e ofereça ambientes confortáveis e sintonizados com o momento atual da tecnologia da informação, aliados a bons serviços e produtos de qualidade. A consolidação da internet no Brasil é um fato. É por meio da rede que milhões de pessoas comunicam-se, quer estejam separadas por pequenas distâncias quer estejam em outros continentes.

Diariamente surgem novos atrativos e novas soluções que podem ser apropriadas pelas pessoas via internet.Grupos, comunidades, chats aproximam as pessoas e geram hábitos e necessidades. Criar e ofertar mecanismos de acesso à rede mundial é um negócio propriado à realidade. Soluções ligadas à tecnologia da informação também são bem-vindas em todos os lugares. Isso torna esse negócio atraente e promissor. A união da tecnologia da informação a um bom cafezinho é um casamento promissor para o mundo dos negócios.

No entanto, como em todos ramos, é necessário fazer um levantamento na região de interesse, pesquisando-se a clientela potencial, os concorrentes existentes, os níveis de renda da população residente ou que transita pelo local e outros dados considerados importantes, de acordo com a realidade do bairro ou da cidade.A taxa de crescimento do negócio de cybercafé situa-se na faixa de 150 a 200% ao ano.

Localização

Um cybercafé requer um local que ofereça conforto e espaço necessário para se montar a estrutura comercial. Deve ser de fácil
acesso e, preferencialmente, estar próximo a locais de grande fluxo de pessoas.

Cybercafés funcionam bem em pontos turísticos, em grandes metrópoles e também em lugares onde as pessoas não têm acesso a
conexões de alta velocidade ou precisam se conectar em trânsito.

Como o cybercafé oferece a união de dois serviços – cafeteria e acesso à rede mundial de computadores – é importante considerar que o negócio busca clientes que valorizam um bom ambiente e a oportunidade de encontrar amigos, assim como aqueles que desejam prioritariamente solucionar seus problemas de comunicação, pesquisa, elaboração de trabalho acadêmico ou de outra natureza. Muitas
pessoas, no intervalo de seus trabalhos, aproveitam o tempo escasso para fazerem um lanche e, ao mesmo tempo, despacharem e-mails, elaborarem algum trabalho, relatório ou pesquisa.

A localização do empreendimento deve levar em conta o tipo de público que se pretende atingir e deve-se estruturar o negócio de
acordo com o perfil da clientela.

Exigências legais específicas

Todos os tipos de negócios requerem consultas às leis e códigos de posturas dos municípios, depois às leis estaduais e federais. No caso de cybercafé, recomenda-se atenção à legislação federal descrita a seguir.Não se esqueça de solicitar ao contador que verifique o
conjunto de leis estaduais e municipais que envolvem esse ramo de atividade:

-Lei 8.078/1990 - Código de Defesa do Consumidor – alterada pela Lei 8.656/1993, pela Lei 8.703/1993, pela Lei 8.884/1994, pela Lei 9.008/1995, pela Lei 9.298/1996 e pela Lei 9.870/1999;

-Lei 6.437/77 - Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas e dá outras providências – alterada
pela Lei 9.005/1995, pela Lei 9.695/1998 e pela Medida Provisória 2.190-34/2001;

-Decreto-Lei 986/69 - Institui Normas Básicas sobre Alimentos – alterada pela Medida Provisória 2.190-34/2001;

-Portaria 326/SUS/MS/97. Aprova o Regulamento Técnico "Condições Higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para
Estabelecimentos Produtores / Industrializadores de Alimentos", disponível no site do Ministério da Agricultura;

-Lei de Programa de Computador 9.609/98. Promulgada em 19/02/98, substitui a Lei 7646/87, entrou em vigor na data de sua publicação, dando liberdade de produção e comercialização de softwares de fabricação nacional ou estrangeira. O art. 3º foi regulamentado pelo Decreto 2.556/1998;

-Lei de Direitos Autorais 9.610/98. Substitui a Lei 5988/73, entra em vigor 120 dias após sua publicação. Foi promulgada em 19 de
fevereiro de 1998, assegurou a integral proteção dos direitos dos autores e estabeleceu penas rigorosas a quem viole esses direitos.

Assim, piratear programas de computador tornou-se crime, passível de pena de seis meses a dois anos de prisão. O art. 113 foi regulamentado pelo Decreto 4.533/2002.
Para registrar a empresa é necessário contratar um contador. É importante que esse profissional seja, acima de tudo, um consultor,
que, além de realizar os procedimentos e registros necessários, seja capaz de orientar o empreendedor no campo fiscal, tributário, sobre
gestão financeira do empreendimento e sobre a escolha da forma jurídica mais adequada para o projeto.

Uma providência que antecede a todos os registros acima é a consulta prévia de local, que deve ser feita na prefeitura municipal, antes de qualquer providência de registro da empresa, para verificar se a instalação do negócio é permitida no local escolhido.

A adequação das instalações deve ser feita de acordo com o Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas). Em âmbito federal, a fiscalização cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária

– Anvisa. Em âmbito estadual e municipal, fica a cargo da Secretaria Estadual e da Secretaria Municipal de Saúde, respectivamente.
Para legalizar a empresa é necessário realizar as devidas inscrições:

-Registro na Junta Comercial;
-Registro na Secretaria da Receita Federal;
-Registro na Secretaria de Estado da Fazenda;
-Registro na Prefeitura do Município;
-Registro no INSS;
-Registro no Sindicato Patronal (a empresa ficará obrigada a recolher, por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical Patronal);
-Registro na Prefeitura para obter o Alvará de Funcionamento;
-Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal, no sistema “Conectividade Social - INSS”.

Estrutura

A estrutura básica exigida compreende uma área mínima de 60m². Esta deverá proporcionar aos funcionários características físicas
adequadas ao desempenho de suas atividades, com um ambiente arejado, bem iluminado e dentro das normas de segurança
pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.

Esse espaço deve ser bem dimensionado na hora do arranjo, distribuindo-o de forma que computadores e mesas para cafés estejam
em perfeita harmonia. A loja de cybercafé deve proporcionar um ambiente agradável, oferecendo conforto aos clientes e facilidade aos
empregados.

O cybercafé deve ter, pelo menos, três espaços bem definidos cozinha, cafeteria e a área dos computadores.

Pessoal

Num cybercafé trabalharão pessoas na cafeteria e na área de computadores. Todos os colaboradores, no entanto, devem direcionar seus esforços num mesmo sentido, procurando oferecer ao cliente o melhor serviço. As pessoas que freqüentam esses ambientes desejam ser bem servidas, num ambiente calmo, onde possam passar momentos agradáveis, seja tomando um bom café ou um bom drink, seja fazendo um bom lanche, acompanhado da oportunidade de acesso à internet, ou simplesmente satisfazendo a necessidade de alimentação ou de consumo da sua bebida preferida.

Todos os empregados devem estar cientes do seu papel, seja qual for sua atividade.

Quantitativo - a quantidade de pessoas para cada área de trabalho depende muito do dimensionamento do negócio, porém pode-se
estabelecer um quantitativo mínimo, para se atender a uma pequena loja:

Cozinheiro - no mínimo uma pessoa, em tempo integral;

Barista - avaliar se o porte do negócio comporta um profissional com essa especialidade. O barista poderá atender em determinados dias da semana e constituir-se em atração, em diferencial para o cybercafé;

Atendente de balcão - duas pessoas, no mínimo, por turno, ajustando a quantidade de acordo com a previsão de espaço e clientela a ser atendida;

Atendentes para as mesas - em média um garçom para cada seis mesas colocadas à disposição do público;

Auxiliar de limpeza - no mínimo uma pessoa;

Monitores para a sala de computadores - em média uma pessoa, por turno, para cada seis máquinas;

Gerente - a primeira questão a se decidir é quem exercerá as funções de gerência. Se for o proprietário, ele poderá tomar a decisão de estar presente em tempo integral, ou dividir com outro sócio. Se a gerência for exercida por pessoa contratada, será necessário estabelecer o horário de trabalho e verificar a forma de cobertura de todo o período de atendimento ao público. A gerência poderá ser compartilhada entre o proprietário e um gerente contratado, que cobrirá o espaço de tempo remanescente.

Todas as pessoas que irão trabalhar no cybercafé deverão receber treinamento específico, visando oferecer atendimento qualificado ao
cliente.

O empreendedor deverá estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores dessa área, para evitar conseqüências
desagradáveis.

O Sebrae da localidade poderá ser consultado, para orientações sobre o treinamento adequado ao pessoal.

Equipamentos

Para montar um cybercafé, é necessário dois tipos de equipamentos distintos, os equipamentos de informática e os equipamentos para a
instalação da cafeteria.

Equipamentos, móveis e utensílios básicos para a cafeteria:

-moedor de café;
-máquina de café expresso;
-cafeteira para café simples – se for o caso;
-estufa fria e estufa quente;
-fogão
-balcão refrigerado, freezer e geladeira;
-microondas, forno elétrico e fogão;
-eletrodomésticos (liqüidificador, espremedor de fruta etc.);
-caixa registradora, microcomputador com impressora e impressora fiscal;
-utensílios (talheres, louças, toalhas de mesa etc.);
-prateleiras e vitrines – de acordo com o projeto;
-condicionadores de ar;
-equipamentos de som ambiente.

Equipamentos básicos de informática e móveis:

-computadores completos;
-servidores;
-impressoras;
-software de gerenciamento das máquinas equipadas;
-aplicativos – processadores de texto, planilhas, games e plataforma para pequenos cursos;
-modems ADSL
-antivirus;
-fones de ouvido
-mesas e cadeiras próprias;
-linhas telefônicas;
-linhas de acesso – banda larga.

Será necessário contratar um provedor de acesso à internet.

Mantenha as notas fiscais de compra dos equipamentos à disposição da fiscalização.

Matéria Prima / Mercadoria

Para a cafeteria, a matéria-prima mais importante é o próprio café. A qualidade dos grãos, a mistura das variedades, tudo isso vai influenciar na qualidade do café expresso ou do café tradicional (de coador), que será servido.

O empreendedor poderá avaliar a alternativa de servir café orgânico, atentando para os custos, que são superiores. A decisão sobre o café (mistura) a ser utilizado é fundamental e aconselha-se que se procure fornecedores que disponham de variedades, que mostrem disposição na orientação e que ajudem a desenvolver um bom blend, ou seja, o conjunto de acidez, sabor, corpo e aroma. Um bom blend sugerido para o expresso é a mistura do café arábica e robusta.

Além do café, haverá ainda a utilização de frutas para sucos, coquetéis e cafés especiais, se for o caso. Os demais produtos deverão ser
adquiridos prontos ou pré-acabados, como é o caso de salgados, tortas e doces.

Organização do processo produtivo

Um cybercafé deve ser visto como uma cafeteria que agrega os serviços de acesso à internet e a possibilidade de se produzirem, no
local, textos e planilhas, slides para apresentações, além de se poder imprimir esses trabalhos, tendo-se ainda a opção de oferecer jogos
eletrônicos.

Assim sendo, é necessário estruturar uma pequena cozinha com fogão ou chapa para lanches, fornos elétricos e microondas, com freezer e geladeira, para a conservação de alimentos e a guarda de outros utensílios, como liquidificador ou processador para sucos.

Tradicionalmente, as cafeterias servem café, lanches e bebidas em balcões. Essa decisão deverá ser tomada antes da locação do imóvel, pois balcão requer espaço.

A próxima decisão será a respeito da área destinada a mesas. Poderá se ter ou não ter mesas, em função da disponibilidade de recursos
financeiros, espaço físico ou perfil da clientela. A definição desse conceito é muito importante para o direcionamento da montagem. Um
espaço com mesas define um ambiente de maior permanência dos clientes, ao passo que o balcão direciona para um atendimento mais
rápido.

A montagem da sala de informática terá de ser proporcional ao potencial de público que a casa almeja receber, considerando-se que
apenas uma parcela do público freqüentador utilizará o espaço.

Uma pesquisa prévia à clientela potencial poderá oferecer parâmetros para esse dimensionamento.

O empreendedor poderá também procurar fabricantes ou grandes distribuidores de equipamentos de informática e propor a eles parceria na montagem desse espaço, pois um cybercafé abre uma boa oportunidade para se promoverem equipamentos, periféricos e
softwares.

Automação

Na área da cafeteria, apenas o processo de emissão de cupom fiscal será automatizado. Pode-se considerar que o café expresso, ou de
máquina, como se diz popularmente, é um processo automatizado, mas o nível de controle do barista e sua interferência para extrair
diferentes tipos de café reduzem essa característica de automação.

Na área dos computadores, todo o sistema estará interligado em rede e um servidor fará as conexões aos provedores externos.

A decisão de colocar jogos eletrônicos exigirá a instalação de estação própria, nos moldes de uma Lan House.

Canais de distribuição

Um empreendimento nos moldes de um cybercafé distribui seus produtos e serviços na própria loja. Os clientes são atendidos no ato
da solicitação e a entrega é direta.

Investimentos

O investimento varia muito, de acordo com o porte do empreendimento e da qualidade das instalações a que o proprietário pretende.

Considerando-se um cybercafé com área média de 70m², com dez computadores completos , um servidor, uma impressora multifuncional, webcam e móveis necessários, estima-se um investimento em torno de R$150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais)
aproximadamente.

Estima-se valores em torno de R$50.000,00 para instalação da infra-estrutura tecnológica, móveis e serviços da sala dos computadores, R$65.000,00 para eletrodomésticos, louças, cafeteiras, estufas, mesas, cadeiras e balcões e R$35.000,00 para adaptação e reforma da sala. Esses valores foram dimensionados para uma instalação sem sofisticação.

O site www.abf.com.br oferece estimativas de custos e de investimentos para a instalação de franquias de cafeterias. Os investimentos médios variam entre R$115.000,00 e R$ 250.000,00.

Os gastos com reforma e adaptação da loja, bem como os custos com balcões, prateleiras e demais instalações variam de acordo com a região e conforme o padrão de ambiente que o investidor pretende instalar.

Capital de giro

Uma das funções do capital de giro é suprir uma nova empresa de recursos financeiros necessários para a realização das suas operações, enquanto ela não alcançar sua auto-sustentabilidade.

No caso de empresa nova, deverá ser estabelecido um plano que garanta o seu funcionamento, suportando faturamento baixo nos
primeiros meses de existência. Começar o negócio sem reserva para capital de giro é garantia de dificuldades em curto espaço de tempo. E, muitas vezes, essas dificuldades tornam-se a razão principal das altas taxas de mortalidade de novas empresas, o que se verifica no Brasil.

É preciso realizar um planejamento, prevendo um determinado nível de faturamento, e “correr atrás” do objetivo, fazendo divulgação do
novo negócio e trazendo clientes para o cybercafé.

No caso de um cybercafé, sugere-se uma reserva de 30% em relação ao total do investimento inicial, para capital de giro.

Exemplo:

R$150.000,00 – investimento total para a instalação do negócio;

R$45.000,00 – reserva para capital de giro, destinado a suportar os 6 primeiros meses de operações.

O prazo de seis meses é um bom horizonte de tempo para equilíbrio das contas. A partir daí, um bom controle do Fluxo de Caixa indicará o melhor caminho a seguir. No caso de busca de empréstimo para capital de giro, sugerem-se: boas pesquisas para se encontrarem as melhores taxas de juros e prazos condizentes com a perspectiva que o empreendedor tem para vencer o desequilíbrio entre receita e despesa. Um cybercafé conta com a vantagem de vender somente à vista, o que facilita, em muito, o controle financeiro.

Custos

Trata-se, aqui, dos custos relativos à instalação do negócio, ou seja, projetos, reforma e adaptação do imóvel, instalações, compras de
equipamentos, que irão definir o montante inicial a ser investido no negócio. É necessário pesquisar cybercafés já instalados ou buscar
dados na internet, nos sites sugeridos no tópico “Entidades em Geral”, visando reduzir custos de instalação e maximizar os recursos
investidos.

Na fase de operação do negócio, a gestão dos custos é fator fundamental para o sucesso do empreendimento.

Nessa fase, os custos estarão representados pelos gastos com aquisição de matéria prima, produtos para revenda, salários e encargos sociais, aluguel do imóvel, aluguel de equipamentos (como pode ser o caso da máquina de café expresso).

Reduzir custos e oferecer serviços de qualidade é um dos grandes desafios do empreendedor de sucesso. Seu lucro dependerá
fundamentalmente do resultado da fórmula: receita – despesas.

A receita resulta das vendas realizadas e as despesas têm origem em duas vertentes usualmente denominadas de despesas fixas e despesas variáveis. As despesas fixas são aquelas que ocorrem independentemente do volume de negócios realizados.

A partir da decisão da instalação, essas despesas começam a existir, vindo com a contratação do contador, locação do imóvel, contratação de pessoas. Se o cybercafé ainda não estiver funcionando, ou se estiver faturando muito pouco, de qualquer forma terá de pagar o aluguel, os salários, os honorários do contador, o provedor de internet, a conta de água, de luz, telefone.

As despesas variáveis mantêm-se em níveis mais baixos enquanto a loja está com baixo volume de serviços e vão crescendo à medida que aumenta a freqüência de clientes. Estas são representadas pela compra de café, leite, bebidas, alimentos em geral, taxas, impostos e outros.

No mundo competitivo dos negócios, quem gerencia bem seus custos sobrevive e encontra espaço para crescer e prosperar; por outro lado, o empresário que negligencia a gestão de custos, geralmente tem baixo desempenho empresarial.

Diversificação / Agregação de valor

Agregar valor nada tem a ver com o preço, ou com valor monetário. Quando alguém associa um benefício adicional a um produto ou serviço, está agregando valor.A sensibilidade do empreendedor será muito importante para identificar novos serviços capazes de ampliar os níveis de satisfação dos clientes. Um cybercafé tem infinitas oportunidades de diversificar a oferta de produtos e serviços aos seus clientes, tanto na área de cafeteria como nos serviços da área de tecnologia da informação.

É importante contar com assessoria de técnicos nas áreas de serviços via web e de jogos eletrônicos, para avaliarem a possibilidade de ampliação de serviços, de acordo com o perfil da clientela.A cafeteria poderá agregar novos produtos e novos serviços, como, por exemplo:

-novos sabores de sucos naturais;

-chás gelados e associados a sabores diversos;

-novos tipos de café – aromáticos com especiarias, gelados, cremosos;

-novos tipos de bebidas – chopp;

-variedade de lanches;

-refeições expressas;

-vendas de produtos de bombonière, revistas, jornais;

-desenvolvimento de parcerias com artistas plásticos, escritores, músicos, para realizar eventos no ambiente do cybercafé.

É necessário ter sempre em mente que a qualidade do serviço interno é fator fundamental para a satisfação dos clientes e a fidelização ao estabelecimento. Empregados bem preparados e conscientes do seu papel cativam as pessoas e mantém-nas fiéis.

Divulgação

O Cybercafé pode começar sua divulgação com as pessoas que circulam nas proximidades, distribuindo panfletos, fazendo promoções
atrativas em locais sugestivos tais como: escolas, faculdades, cursinhos, escritórios, lojas, entre outros.

A qualidade nos serviços prestados é, ainda, a melhor forma de tornar-se conhecida e sólida num mercado competitivo. A propaganda
boca a boca é fator de fortalecimento das marcas. Além dessas alternativas o empreendedor pode contar com propagandas em rádio, jornais de bairro, revistas técnicas, revistas e jornais de associações, pode patrocinar eventos culturais.

No entanto, todas as iniciativas devem contar com uma boa análise que contemple a relação custo x benefício. E, é claro que o cybercafé deve contar com um site bem interessante e deve figurar nos sites de indicação de endereços gastronômicos.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de cyber café, assim entendido pelo IBGE como outros serviços prestados principalmente às empresas, por envolver uma
variedade de serviços (acesso à internet, uso de facilidades computacionais, telefone, etc., e de forma subsidiária vendem produtos de alimentação) poderá optar pelo SIMPLES Nacional

- Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional):

IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);

CSLL (contribuição social sobre o lucro);

PIS (programa de integração social);

COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);

ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) – se comercializar mercadorias, como refeições, bebidas, etc.;

ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza); e,

INSS (contribuição para a seguridade social).

Conforme o Anexo III da referida Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para o ramo de atividade de serviços prestados, vão de 6% até 17,42%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. Se o empreendedor realiza atividade de comercialização de refeições e bebidas (desde que previsto nos atos de constituição do empreendimento), o Anexo I determina alíquotas entre 4% até 11,61%.

Havendo as duas atividades, cada receita específica deverá ser incluída no Anexo pertinente. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

No caso do ICMS (se houver comercialização de alimentos), o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder
benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal
poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor de Tributação das
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.

Glossário

Barista – A profissão de barista surgiu na Itália no século passado. No Brasil, a atividade é considerada nova e vem se consolidando
paralelamente ao crescimento da cultura do café entre os brasileiros. Ele faz a correta moagem do grão, ajusta a máquina para que o café seja tirado no tempo adequado. A função desse especialista é justamente zelar pela qualidade do produto e por sua apresentação ao cliente. O barista está para o café assim como o barman está para os drinques. Com o barista, além de tomar um café tirado corretamente, o cliente tem a oportunidade de conversar com o profissional e conhecer um pouco mais sobre a bebida.

Rede Interna de Computadores – Integração e compartilhamento de informações entre os equipamentos instalados.

Servidor – Equipamento utilizado para compartilhar o acesso das diversas máquinas e gerenciar o sistema de contas dos usuários, níveis
de acesso e privilégios.

Dicas do Negócio

-manter site na internet;
-conhecer outros cybercafés antes de abrir o seu;
-não começar o negócio sem preparar/treinar a equipe em atendimento qualificado;
-conhecer bem o mercado onde vai instalar o cybercafé – verificar concorrentes, perfil das pessoas que freqüentam a região: poder
aquisitivo, nível cultural, interesse em freqüentar um ambiente com essas características;
-conhecer os cursos que o Sebrae oferece e aproveitá-los para si e para a equipe;
-procurar um contador que seja também um consultor em nível fiscal e tributário. Os contadores que só registram fatos e dados e recolhem encargos e tributos não atendem mais às empresas dos novos tempos;
-fazer pesquisa de satisfação dos clientes pode fornecer elementos para a melhoria dos serviços prestados;
-inovar sempre, oferecer serviços e atendimento que surpreenda o cliente;
-fidelizar – o cliente deve “permanecer cliente” e trazer novos;
-manter-se informado sobre os assuntos atuais e tendências do ramo de negócio de cybercafé.

Características específicas do empreendedor

Empreendedores de sucesso, em geral, apresentam um conjunto de características pessoais que os distinguem da grande massa. Essas
características podem estar presentes naturalmente nos indivíduos ou podem ser desenvolvidas, desde que haja interesse na busca pelo
aprimoramento pessoal.

A seguir estão descritas algumas características que podem facilitar o sucesso de um empreendedor direcionado ao negócio a que ora se propõe. É aconselhável uma auto-análise para verificar qual a situação do futuro empreendedor frente a esse conjunto de características e identificar oportunidades de desenvolvimento:

-ter paixão pela atividade e conhecer bem o ramo de negócio;

-ter disposição e dedicação ao negócio – estar presente, não deixar na mão de terceiros;

-pesquisar e observar permanentemente o mercado onde está instalado, promovendo ajustes e adaptações no negócio;

-acompanhar o desempenho dos concorrentes;

-ter facilidade para identificar fornecedores para o seu negócio;

-saber administrar todas as áreas internas da empresa;

-saber negociar, vender e manter clientes satisfeitos;

-ter visão clara de onde quer chegar;

-planejar e acompanhar o desempenho da empresa;

-ter coragem para assumir riscos calculados;

-estar sempre disposto a inovar e promover mudanças;

-ter grande capacidade para perceber novas oportunidades e agir rapidamente para aproveitá-las.

Bibliografia Complementar

Guia BookmarQz Cybercafés no Brasil PETTIGREW, Jane. Café. São Paulo, Nobel Editora, 1999 Site da Fapesp. http://www.fapesp.org/porque_registrar

Revista : Pequenas Empresas Grandes Negócios – fev. 2003, nº169, p. 50. Site: http://www.pegn.globo.br/
MATOS, Antônio Carlos de; VALLIM Cláudio Roberto; BARBOSA Norberto Marcos ; MELCHIOR Paulo. Cafeteria: Comece Certo, 22. Brasília: Sebrae 2004

Perfil de negócio: café expresso. Fortaleza: Ed. Sebrae, 1996.Série: oportunidades de negócios

SAMPAIO, Rafael – Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para construir marcas e empresas de sucesso. Rio de Janeiro , Campus, 1999.

Site da Agência Câmara – http://www.agenciacamara.gov.br