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Idéias de Novos Negócios - Croissanteria

Apresentação do Negócio

O pão é considerado o alimento mais popular do mundo, presente em eventos marcantes da história da humanidade. Por volta de 10.000 a.C., o homem neolítico assava uma massa feita de farinha de cereais, água e sal em pedras aquecidas na fogueira. Os egípcios aprimoraram a fórmula ao acrescentar líquido fermentado à farinha, para dar volume leveza e sabor à massa, e assar o pão levedado em forno a lenha.

Os padeiros franceses elevaram a arte de produzir pães ao criarem variações sofisticadas como baguete, brioche e croissant. O croissant, que significa crescente em francês, representa um pão característico de massa folhada em formato de meia-lua, feito de farinha, açúcar, sal, leite, fermento, manteiga e ovo para pincelar.

Embora, frequentemente, a origem do croissant seja atribuída à França, alguns relatos dão conta de que a sua invenção ocorreu em
Viena, em 1563. Enquanto trabalhavam à noite, alguns padeiros austríacos ouviram o barulho que o inimigo otomano fazia ao cavar
um túnel e, ao dar o alarme sobre o que estava acontecendo, conseguiram impedir o ataque. Após a vitória, os padeiros criaram o
pão Hornchen (corno pequeno) como símbolo da vitória, em alusão ao quarto de lua representado na bandeira turca.

Outra versão atribui a origem do croissant ao dono de um café vienense, que tendo recebido sacos de café provenientes do saque do
inimigo, criou um pão em forma de meia lua para acompanhar a bebida.

De qualquer forma, foi Maria Antonieta que, ao se mudar de Viena para o Palácio de Versailles, introduziu e popularizou o croissant na França, a partir de 1770. Hoje, o alimento é símbolo nacional e um componente obrigatório do café da manhã dos franceses.

No Brasil, o croissant pode ser encontrado nas melhores padarias e supermercados. Rebocadas pelo sucesso da iguaria, as croissanterias surgiram como uma alternativa sofisticada de degustação de sanduíches feitos de croissant. Trata-se de uma combinação de padaria, confeitaria, cafeteria e casa de chá que tem encontrado receptividade entre consumidores requintados que buscam alternativas de lazer e boa alimentação.

Mercado

"O setor de alimentação vive, nos últimos anos, uma fase de crescimento vertiginoso no Brasil. A correria da vida moderna e o aumento do número de mulheres no mercado de trabalho fizeram com que o brasileiro gastasse, todo ano, 15% mais com alimentação fora do lar. Em 2007, esta quantia representou R$ 79 bilhões.

A alimentação fora de casa representava 19,7% da despesa geral com comida em 1998. Hoje corresponde a 25% do total. Em dez anos, pode chegar a 40%, ainda abaixo do percentual norte-americano de 52%. Tais números mostram o potencial de crescimento do setor.

Nota-se um mercado mais expressivo nas classes sociais A e B, mais receptivo a novidades. Este público também é mais exigente em
relação a questões de higiene, validade dos produtos, qualidade dos ingredientes e atendimento.

Uma croissanteria vai disputar um pedaço deste mercado não só com outras croissanterias, mas também com estabelecimentos similares como cafeterias, confeitarias e casas de chá. Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de
mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:

• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado alvo.

• Pesquisa a guias especializados em restaurantes e lanchonetes. Este é um instrumento fundamental para fazer uma análise da concorrência, selecionando restaurantes por bairro, faixa de preço e especialidade.

• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.

• Participação em seminários especializados

Localização

A localização do ponto comercial é uma das decisões mais relevantes para uma croissanteria. Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se considerar prioritariamente a densidade populacional, o poder aquisitivo dos consumidores locais, a
concorrência, os fatores de acesso e locomoção, a visibilidade, a proximidade com fornecedores, a segurança e a limpeza do local.

Alguns detalhes devem ser observados na escolha do imóvel:

-O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de
expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet.

-O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta com serviços de
transporte coletivo nas redondezas.

-O local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco.

-O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais.

-A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura.

-Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva.

-As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município.

-Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia.

-O que a legislação local determina sobre o licenciamento das placas de sinalização.

Cabe ressaltar que a instalação da croissanteria em suporte / plataforma de “trailer” não altera a natureza jurídica do negócio. O estabelecimento está sujeito à mesma regulamentação legal de outra croissanteria qualquer, principalmente no que se refere à fiscalização e à vigilância sanitária. O trailer não pode ser considerado móvel ou itinerante, pois funciona fixado no endereço para o qual o alvará de localização foi expedido.

No caso de comércio ambulante, com característica de loja móvel itinerante, o empreendedor fica obrigado a obter licenciamento
específico para cada local onde permanecer, o que é regulamentado pela legislação do município onde o empreendedor pretende explorar a atividade.

Exigências legais específicas

Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador – profissional legalmente habilitado para elaborar os atos
constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas.

O contador pode informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador de serviço,
deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários com negócios semelhantes.

Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as devidas inscrições. As etapas do registro são:

-Registro de empresa nos seguintes órgãos:

o Junta Comercial;
o Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
o Secretaria Estadual da Fazenda;
o Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
o Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal).
o Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”.
o Corpo de Bombeiros Militar.

-Visita à prefeitura da cidade onde pretende montar a sua croissanteria (quando for o caso) para fazer a consulta de local.

-Obtenção do alvará de licença sanitária – adequar às instalações de acordo com o Código Sanitário (especificações legais sobre as
condições físicas). Em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso).

-Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estado para, solicitando a vistoria das instalações e equipamentos.

-Registro do produto (quando for o caso) As principais exigências legais aplicáveis a este segmento são:

-Lei nº. 6.437, de 20.08.77 e alterações posteriores – Configura infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções
respectivas e a necessidade da responsabilidade técnica.

-Lei nº.12.389 de 11 de Outubro de 2005 - Dispõe sobre a doação e reutilização de gêneros alimentícios e de sobras de alimentos e dá
outras providências.

-Resolução RDC nº. 91, de 11 de maio de 2001 - Aprova o Regulamento Técnico: Critérios Gerais e Classificação de Materiais para Embalagens e Equipamentos em Contato com Alimentos, constante do Anexo desta Resolução.

-Resolução RDC nº. 216, de 15 de setembro de 2004 - Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação.

-Resolução RDC nº. 218, de 29 de julho de 2005 – Dispõe sobre Regulamento Técnico de Procedimentos Higiênico-Sanitários para
Manipulação de Alimentos e Bebidas Preparados com Vegetais.

-Resolução RDC nº. 275, de 21 de outubro de 2002 – Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos.

-Portaria nº. 326/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores / Industrializadores de Alimentos.

-Portaria nº. 1.428/93 - Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos.

Essa legislação federal pode ser complementada pelos órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária, visando abranger requisitos inerentes às realidades locais e promover a melhoria das condições higiênico-sanitárias dos serviços de alimentação.

Em alguns estados e municípios, os estabelecimentos que produzem e/ou manipulam alimentos somente podem funcionar mediante licença de funcionamento e alvará expedido pela autoridade sanitária competente. A vistoria no estabelecimento segue o código sanitário
vigente e é feita pelos fiscais da prefeitura local.

As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor,
estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar a relação entre consumidores e fornecedores.

O CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final. Ou seja, é necessário que em uma negociação estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou serviço adquirido satisfaça as necessidades próprias do consumidor, na condição de destinatário final.

Portanto, operações não caracterizadas como relação de consumo não estão sob a proteção do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para serem revendidas pela casa. Nestas operações, as mercadorias adquiridas se destinam à revenda, e não ao consumo da empresa. Tais negociações se regulam pelo Código Civil brasileiro e legislações comerciais específicas.

Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados à venda, fornecimento de orçamento prévio dos serviços a serem prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças de dívidas.

Em relação aos principais impostos e contribuições que devem ser recolhidos pela croissanteria, vale uma consulta ao contador sobre da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (disponível em http://www.leigeral.com.br), em vigor a partir de 01 de julho de 2007.

Estrutura

Sugere-se uma estrutura inicial de 75m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Esta área inclui a
panificação, a despensa, o atendimento e o espaço necessário para mesas, cadeiras e banheiros aos clientes. O estabelecimento deve ser mantido em perfeitas condições de ordem e higiene.

Segundo orientações da Agência de Vigilância Sanitária – Anvisa, os banheiros e vestiários não devem se comunicar diretamente com as áreas de preparo e de armazenamento dos alimentos. O banheiro deve estar sempre limpo e organizado, com papel higiênico, sabonete, anti-séptico, papel toalha e lixeiras com tampa e pedal.

Para instalações em áreas mais reduzidas, onde não há necessidade de banheiros, mesas e cadeiras (praças de alimentação de shopping
centers e centros comerciais, por exemplo), a estrutura deve prever um balcão de atendimento, uma bancada para a confecção dos croissants, uma pia para lavar os alimentos e espaços reservados para o caixa, estoque e câmaras frias. A área reservada para estoque deve ser bem protegida, arejada e separada do público.

A disposição dos equipamentos deve estar de acordo com o processo produtivo de confecção dos croissants, reduzindo o trânsito
desnecessário dos funcionários. Os equipamentos fixos devem permitir fácil acesso e limpeza adequada.

Os funcionários devem apresentar características físicas adequadas ao desempenho de suas atividades, em ambiente arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.

O local de trabalho deve ser limpo e organizado, pois a sujeira acumulada propicia a multiplicação de micróbios. O piso, a parede e o
teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos.

Para impedir a entrada e o abrigo de insetos e outros animais, as janelas devem possuir telas. Os objetos sem utilidade devem ser
retirados das áreas de trabalho. O local deve ser mantido bem iluminado e ventilado e as lâmpadas protegidas contra quebras.

As caixas de gordura e de esgoto devem estar localizadas fora das áreas de preparo e de armazenamento de alimentos.

As superfícies que entram em contato com os alimentos, como bancadas e mesas, devem ser mantidas em bom estado de
conservação, sem rachaduras, trincas e outros defeitos.

Os produtos de limpeza não podem ser guardados juntamente com os alimentos. Eles devem conter no rótulo o número do registro no
Ministério da Saúde ou a frase “Produto notificado na Anvisa”. A limpeza do ambiente é importante para prevenir e controlar baratas,
ratos e outras pragas. Os venenos devem ser aplicados somente quando necessário e sempre por empresa especializada.

Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da, orientando em questões sobre ergonometria, fluxo de operação, cores que estimulam o apetite, design dos móveis, iluminação, ventilação, etc. O balcão de atendimento deve ter estufas e vitrines para a exposição dos croissants, as pastas e frios que compõem os recheios e as sobremesas. O atendimento pode ser feito por garçons ou diretamente no caixa.

O piso deve ser de alta resistência e fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente.

Paredes pintadas com tinta acrílica facilitam a limpeza. As cores claras (amarelo, bege e branco) trazem a sensação de amplitude e
profundidade. Texturas e tintas especiais personalizam e valorizam o ponto.

Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes, que ressaltam as cores dos alimentos.

O local de armazenamento e manipulação precisa ser independente, onde não se transitam substâncias tóxicas, com área independente para higiene e guarda de utensílios de preparação.

O lixo, além de atrair insetos e outros animais para a área de preparo dos alimentos, é um meio ideal para a multiplicação de micróbios
patogênicos. Por isso, a cozinha deve ter lixeiras de fácil limpeza, com tampa e pedal e o lixo deve ser retirado para fora da área de preparo de alimentos em sacos bem fechados. Após o seu manuseio, deve-se lavar as mãos.

Pessoal

O número de funcionários varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, a croissanteria exige a seguinte equipe:

-Gerente: pode ser o proprietário. Deve ter conhecimento de gestão e do processo produtivo. Também será o responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e de supervisão das regras de higiene.

-Padeiro: responsável pelo preparo da massa e dos recheios e por assar os croissants. Deve ser extremamente higiênico, cuidadoso e
interessado em novas receitas. As mulheres devem utilizar cabelos presos, cobertos com redes ou toucas, e retirar brincos, pulseiras, anéis, aliança, colares, relógio e maquiagem. Os homens devem evitar bigodes, barba e costeleta. O uniforme deve ser usado somente na área de preparo dos alimentos, com troca diária.

-Ajudante: responsável pela lavagem das verduras, pelo preparo de sucos e por descascar, cortar e acondicionar os alimentos. Ocupa uma função subordinada ao padeiro.

-Atendente: responsável pelo atendimento ao público. Deve ser atencioso, versátil e prezar pelo bom atendimento ao público.

-Caixa: responsável pela manipulação de dinheiro e outros meios de pagamento. Deve ser confiável, rápido e com raciocínio matemático. Não pode ter qualquer contato com os alimentos. Muitas vezes, esta função é desempenhada pelo próprio gerente do estabelecimento.

De acordo com o horário de funcionamento e com o comportamento de vendas ao longo do dia (atenção aos horários de pico), podem ser necessários dois turnos de trabalho e a contratação de mais funcionários. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.

O atendimento é um item que merece a maior preocupação do empresário, já que nesse segmento de negócio há uma tendência ao
relacionamento de longo prazo com o cliente.

A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve
desenvolver as seguintes competências:

-Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes.
-Agilidade e presteza no atendimento.
-Capacidade de apresentar e vender os produtos da croissanteria, expandindo o consumo médio por cliente sem ser inconveniente.
-Motivação para crescer juntamente com o negócio.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.

O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e
sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.

Equipamentos

Um projeto básico certamente contará com:

-Balcão de atendimento refrigerado.
-Balcão caixa construído em alvenaria com tampo de mármore.
-Balcão para recheios com cubas e tampo de vidro.
-Vitrines refrigeradas.
-Cadeira para caixa.
-Estufa para salgados.
-Mesas e cadeiras.
-Freezer.
-Geladeira industrial.
-Fogão industrial de 4 bocas.
-Forno industrial com bandejas para pães.
-Forno de microondas.
-Depurador de ar.
-Liquidificador.
-Masseira.
-Cortador de frios.

A disposição dos equipamentos é importante para a integração das atividades do estabelecimento. Portanto, ao fazer o layout da cozinha e do salão, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

Os equipamentos devem estar conservados, limpos e funcionando bem. A temperatura deve estar regulada de forma que os alimentos
quentes permaneçam acima de 60ºC e os alimentos frios abaixo de 5ºC.

Matéria Prima / Mercadoria

Um bom croissant deve ter massa semifolhada, com menos gorduras e menos dobras. As dobras são responsáveis pela separação da massa e das camadas de gordura que proporcionam a folhagem do croissant. O seu aspecto deve ter o formato de lua em quarto crescente, com uma crosta crocante e uma bela cor dourada. As pontas devem estar descoladas do meio e o miolo deve ser alvo, aerado e mostrar a consistência certa.

A qualidade do croissant depende, além do processamento, da escolha das matérias-primas utilizadas na sua fabricação. Os seus ingredientes básicos são: farinha de trigo, sal, açúcar, fermento biológico, leite, manteiga e água. O maior problema dos panificadores é adquirir, regularmente, farinha de trigo com características e propriedades homogêneas, devido à grande variedade de tipos e de qualidade oferecidos.

Os defeitos mais comuns dos croissants são o aspecto engordurado, causado pelo uso de manteiga ruim, a massa com sabor muito doce, causado pela utilização excessiva de açúcar para mascarar ingredientes medíocres, e a falta de uniformidade na cor, causada pela utilização de forno imperfeito.

O índice glicêmico do croissant é 99, menor do que o do pão francês com 136. Porém, com 207 calorias contidas em 50 gramas, o croissant é mais calórico, devido à elevada quantidade de gordura saturada.

Os produtos congelados e refrigerados adquiridos para o recheio devem ser armazenados imediatamente após a compra, evitando a
aquisição de produtos com embalagens amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, com furos ou vazamentos, rasgadas, abertas ou com outro tipo de defeito. As embalagens devem ser limpas antes de abertas e os ingredientes que não forem totalmente consumidos devem ser armazenados em recipientes limpos e identificados com o nome do produto, data da retirada da embalagem original e prazo de validade após a abertura. Produtos com prazo de validade vencido não devem ser utilizados.

O mix de produtos e o nível de estoque ideal devem ser suficientes para atender à clientela, gerando receita em caixa suficiente para não
comprometer a disponibilidade de recursos, tanto humanos (muitos produtos exigem muitos funcionários envolvidos na compra, transporte, armazenagem) quanto financeiros (comprar além do necessário).

Há uma ampla variedade de fornecedores. É importante realizar uma pesquisa de mercado a fim de montar um cadastro dos fornecedores capazes de atender às necessidades. Além de satisfazer os critérios básicos de preço e prazo de entrega, os fornecedores escolhidos devem oferecer produtos com registro no órgão competente e dados que indiquem a origem do produto, tais como: nome, unidade de medida, data de fabricação, data de validade, ingredientes, dados de temperatura para armazenagem, endereço do fornecedor e telefone.

No caso de frutas, verduras e legumes, deve-se ficar atento à sazonalidade destes alimentos. Períodos de entressafra e escassez de
produtos podem dificultar a aquisição da matéria-prima, além de encarecer os custos e comprometer a lucratividade do negócio.
Portanto, recomenda-se o cadastro de um grande número de atacadistas, distribuidores, importadoras, supermercados, feiras livres,
casas de frios, panificadoras e adegas. Hipermercados, muitas vezes, oferecem produtos a preços mais baixos do que o distribuidor.

A compra de folhas pode ser diária, a compra de frutas e legumes pode ser em dias alternados e a compra de bebidas em latas e garrafas pode ser semanal, de acordo com o consumo. Produtos não perecíveis ou congelados podem ser adquiridos em prazos mais elásticos. Muitos distribuidores oferecem os serviço de delivery, o que traz mais conforto e agilidade ao processo produtivo.

A venda de produtos alimentícios é uma prática que requer muitos cuidados, pois os alimentos são grandes fontes de contaminação e
podem prejudicar a saúde do consumidor. Portanto, é necessário que o fabricante de qualquer produto alimentício conheça a legislação de alimentos e as boas práticas de fabricação para, assim, distribuir um produto adequado ao consumo humano.

Abaixo, seguem algumas opções de recheios de croissant:

-Croissants salgados: queijo com presunto, bacon com catupiry, frango com catupiry, queijo com tomate e orégano, escarola com
bacon, queijo com tomate e manjericão, espinafre com cogumelos, salmão, palmito, camarão, strogonoff e legumes.

-Croissants doces: banana com canela, chocolate, Romeu e Julieta, doce de leite e nuttela.

Organização do processo produtivo

O processo produtivo de fabricação de um croissant pode ser dividido nas seguintes etapas: recebimento, armazenamento, pesagem e
medição dos ingredientes, mistura na amassadeira, modelagem, descanso, corte e recheio, descanso, cocção e distribuição.

-Recebimento: são adquiridas as matérias-primas utilizadas nos processo, como farinha de trigo, água, sal, leite em pó, fermento
instantâneo, açúcar, gordura, ovos, margarina para folhados.

-Armazenamento: os produtos de armazenamento a seco são transferidos para o estoque, mantido seco, arejado, higienizado, cuja
temperatura não ultrapasse 26°C, empilhados com afastamento de no mínimo de 10cm das paredes e de outros gêneros, 20cm do piso e 60cm do forno.

-Pesagem e medição dos ingredientes: os ingredientes são pesados ou medidos, utilizando-se utensílios e equipamentos (como balança)
devidamente higienizados. Os ingredientes secos são peneirados.

-Mistura na amassadeira: a farinha de trigo e o fermento são colocados na amassadeira e misturados. Depois são adicionados os demais ingredientes, colocando por último a gordura. A água deve ser adicionada aos poucos, misturando em velocidade lenta por aproximadamente 3 minutos. A massa deve ser homogênea, batendo, até obter massa bem lisa e macia, chegando a ponto de véu.

-Modelagem: a massa é modelada, tomando-se cuidado com a higiene das formas e das bancadas e também com as mãos dos manipuladores. A massa deve ser colocada na mesa em forma de retângulo, colocando a margarina tipificada para folhear em 2/3 da massa.

-Descanso: a massa deve descansar, coberta, por 15 minutos.

-Corte e recheio: a massa é aberta em retângulo, na espessura de 3mm. Recheia-se os croissants e fecha em forma de lua crescente. Os
recheios devem ser elaborados, preferencialmente, no dia da utilização, variando de acordo com o cardápio oferecido. Muitos recheios exigem o consumo no dia do preparo, enquanto outros podem ser armazenados em local adequadamente refrigerado.

-Descanso: a massa deve descansar por mais 20 minutos.

-Cocção/assar: a massa é colocada em fôrmas e levada para assar a 150°C por aproximadamente 15 minutos.

-Distribuição/comercialização:

o Quando houver recheio doce ou salgado, a distribuição é realizada em estufas ou vitrines quentes, onde permanecem por no máximo 6 horas, caso sua temperatura esteja acima de 60°C; e no máximo 3 horas, caso sua temperatura esteja abaixo de 60°. Fora desses limites, os salgados são descartados.

o Quando não houver recheio, os croissants podem ser armazenados em temperatura ambiente por até três dias.

Caso o empreendedor opte pela compra e congelamento da massa, corre-se o risco do não crescimento da massa no momento de assar. Isto se deve, provavelmente, às causas de destruição das leveduras existentes no fermento – organismos responsáveis pelo processo de fermentação que faz a massa crescer. Algumas medidas podem ser tomadas a fim de minimizar esse processo destrutivo, potencializando o crescimento da massa quando assada:

-Aumentar a quantidade de fermento colocado na massa: o próprio processo de congelamento em si já propicia uma perda e destruição de fermento significativa para inibir o crescimento da massa durante o tempo de forno do alimento, o que poderá ser suprido com a elevação da quantidade desse produto durante seu preparo, numa proporção média de 50%.

-Evitar variações de temperatura de congelamento: tais variações, mesmo que em baixas temperaturas (o que às vezes pode ocorre
durante o transporte ou de acordo com a quantidade de produto armazenado versus capacidade do congelador) pode proporcionar
diferenças na formação e no tamanho dos cristais de gelo, fator de influencia direta na destruição das leveduras.

-Utilizar procedimentos de congelamento rápido: o tipo de congelamento proporcionado pelos congeladores convencionais atua com processos de congelamento lento, o que implica na formação de cristais de gelo maiores. Esses, por sua vez, agem de forma mais eficaz na destruição das leveduras, tendo como conseqüência o comprometimento da etapa fermentação das massas.

Portanto, de acordo com as possibilidades e escala de produção do cliente, o mais adequado seria estar utilizando procedimentos de congelamento rápido, com o emprego de equipamentos e técnicas que usam o nitrogênio. Tal procedimento possibilita um congelamento rápido e como conseqüência, obtêm-se cristais de gelo menores, menos danosos a ação das leveduras.

-Utilizar fermentos específicos: existem no mercado tipos de fermento específicos para a utilização em produtos a serem congelados. Tais produtos têm em sua formulação adicionados produtos que possibilitam uma maior resistência das leveduras ao frio, o que minimiza a perda de tais organismos.

Para preparar os sanduiches com higiene, deve-se:

-Lavar as mãos antes e depois de manipular alimentos crus.

-Utilizar temperaturas superiores a 70ºC para os alimentos cozidos.

-Verificar a mudança na cor e textura da parte interna do alimento para se certificar do completo cozimento.

-Evitar o contato de alimentos crus com alimentos cozidos.

-Lavar os utensílios crus antes de utilizá-los em alimentos cozidos.

-Não deixar alimentos congelados e refrigerados fora do freezer ou geladeira por tempo prolongado.

-Não descongelar os alimentos à temperatura ambiente.

-Utilizar o forno de microondas se for prepará-lo imediatamente ou deixar o alimento na geladeira até descongelar. As carnes devem ser
descongeladas dentro de recipientes.Frutas, legumes e hortaliças devem ser higienizados, tendo em vista que esses alimentos podem ser consumidos crus. A correta higienização elimina os micróbios patogênicos e os parasitas. Para preparar estes alimentos para o consumo, deve-se:

-Selecionar, retirando as folhas, partes e unidades deterioradas.

-Lavar em água corrente vegetais folhosos (alface, escarola, rúcula, agrião) folha a folha e fruas e legumes um a uma.

-Colocar de molho por 10 minutos em água clorada, utilizando produto adequado para este fim (ler o rótulo da embalagem), na diluição de 200 PPM (uma colher de sopa para 1 litro).

-Enxaguar em água corrente vegetais folhosos, folha a folha, e frutas e legumes um a um.

-Cortar os alimentos para montagem dos pratos com as mãos e utensílios bem lavados.

-Manter sob refrigeração até a hora de servir.

Antes da abertura da croissanteria ao público, deve-se:

-Verificar os níveis de estoques de alimentos, bebidas e gás.

-Abastecer a croissanteria com os insumos necessários para seu funcionamento.

-Limpar o ambiente.

-Preparar previamente os recheios dos croissants que devem ser consumidos naquele dia.

-Preparar o caixa com troco.

Durante o funcionamento, deve-se:

-Manter as mesas limpas e arrumadas.

-Fechar as contas com rapidez.

-Receber e emitir as notas fiscais.

Após o horário de funcionamento, deve-se:

-Fechar e conferir o caixa.

-Limpar o ambiente.

-Lavar todos os pratos, talheres e utensílios e guardá-los.

-Recolher o lixo.

-Trancar a loja.

A própria rotina do estabelecimento fornecerá dados para a estruturação do programa de compras. Embora o sistema de trabalho varie de um estabelecimento para outro, algumas rotinas são comuns a todos eles. Diariamente, o empreendedor deverá certificar-se de que todos os itens do cardápio estão disponíveis e de que o local está em perfeitas condições de higiene. É recomendável que a verificação de estoque e a limpeza sejam feitas logo após o fechamento do estabelecimento. No dia seguinte, a rotina prosseguirá com a realização das compras necessárias e com a armazenagem dos produtos.

Em geral, as croissanterias funcionam doze meses ao ano, vinte e seis dias por mês e doze horas por dia. O horário de funcionamento
dependerá da localização do estabelecimento e do público que se pretende atingir. Porém, trabalha-se além do horário de atendimento
ao publico, em tarefas como compras de mercadorias, limpeza, preparo dos alimentos e atividades administrativas.

O croissant é um alimento que pode ser consumido pela manhã, à tarde ou à noite. O horário de atendimento dependerá do perfil do
negócio. O empreendedor pode incentivar o consumo no café da manhã, no lanche da tarde ou na refeição noturna.

Automação

Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (software) que podem auxiliar o empreendedor na gestão de uma croissanteria (vide http://www.baixaki.com.br ou http://www.superdownloads.com.br).

Seguem algumas opções:

-Bom Apetite 4.0.
-Dataprol Gourmet Máster 4.121.
-Food Pay Live.
-Gerenciamento integrado de Lanchonete, Restaurante, Pizzaria e Delivery 2.0.
-LM Delivery.
-Onbit S2 Comanda.
-Plexis POS 2.8.8.36
-Restaurante 1.1.
-SCL – Sistema para Controle de Lanchonetes 3.0.
-Sigebar – Sistema de Gerenciamento de Bares e Restaurantes.

Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor deve avaliar o preço cobrado, o serviço de manutenção, a conformidade em relação à legislação fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações oferecidas pelo fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui funcionalidades tais como:

-Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão de caixa e bancos (conta corrente).
-Controle do estoque e validade de produtos.
-Organização de compras e contas a pagar.
-Emissão de pedido a cozinha.
-Controle de taxa de serviço.
-Lista de espera.
-Relatórios e gráficos gerenciais para análise real do faturamento da croissanteria.

Canais de distribuição

A distribuição dos produtos de uma croissanteria pode ser feita de duas formas:

-Vendas realizadas na própria croissanteria: exige um ponto comercial e o atendimento eficiente aos clientes. O produto pode ser consumido na própria loja ou preparado para viagem.

-Entrega domiciliar: pode utilizar um serviço próprio de motoboy ou contratar uma empresa especializada. Trata-se de um canal de
distribuição imprescindível para ampliar as vendas e divulgar a croissanteria. Os pedidos podem ser feitos por telefone ou internet.

Investimentos

O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma croissanteria estabelecida numa área de 75m² exige um investimento inicial estimado em R$ 60 mil, aproximadamente, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:

-Reforma do local.
-Balcão de atendimento refrigerado.
-Balcão caixa construído em alvenaria com tampo de mármore.
-Balcão para recheios com cubas e tampo de vidro.
-Vitrines refrigeradas.
-Cadeira para caixa.
-Estufa para salgados.
-Mesas e cadeiras.
-Freezer.
-Geladeira industrial.
-Fogão industrial de 4 bocas.
-Forno industrial com bandejas para pães.
-Forno de microondas.
-Depurador de ar.
-Liquidificador.
-Masseira.
-Cortador de frios.
-Armários e prateleiras para estocagem.
-Panela e recipientes.
-Vasilhames e louças em geral.
-Talheres
-Emissor de cupom fiscal.
-Computador.
-Abertura da empresa.
-Marketing inicial.
-Estoque inicial.

Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio
disponível no Sebrae.

Capital de giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio.

O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir:

-Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa.
-Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado.
-Baixo volume de vendas.
-Aumento dos índices de inadimplência.
-Altos níveis de estoques.

O empreendedor deve ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.

O empresário deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela
deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.

Geralmente, a necessidade de capital de giro é baixa para a operação de uma croissanteria, visto que uma das vantagens deste mercado é a maioria dos clientes pagar os produtos à vista e os fornecedores faturarem o pagamento da matéria-prima em até 30 dias.

Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos
consumidos no processo de produção.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Os custos para uma abrir uma croissanteria devem ser estimados considerando os itens abaixo:

-Salários, comissões e encargos.
-Tributos, impostos, contribuições e taxas.
-Aluguel, taxa de condomínio, segurança.
-Água, luz, telefone e acesso a internet.
-Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários.
-Recursos para manutenções corretivas.
-Assessoria contábil.
-Propaganda e publicidade da empresa.
-Aquisição de matéria-prima e insumos.
-Despesas com vendas.
-Despesas com armazenamento e transporte.

Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:

-Comprar pelo menor preço.
-Negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores.
-Evitar gastos e despesas desnecessárias.
-Manter equipe de pessoal enxuta.
-Reduzir a inadimplência, através da utilização de cartões de crédito e débito.

Diversificação / Agregação de valor

Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado.

As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios de valor agregado. No caso de uma croissanteria, há inúmeras oportunidades de diferenciação, tais como:

-Decoração francesa do ponto comercial.
-Recheios exclusivos de croissant, adaptados à cultura local.
-Oferta de recheios diet.
-Cardápio de croissants infantis.
-Oferta de tortas e doces franceses.
-Oferta de ampla variedade de cafés, chás e chocolates quentes.
-Serviços diferenciados de entrega em domicílio e escritórios.
-Música mecânica ou ao vivo.

Divulgação

A divulgação é um componente fundamental para o sucesso de uma croissanteria. As campanhas publicitárias devem ser adequadas ao
orçamento da empresa, à sua região de abrangência e às peculiaridades do local. Abaixo, sugerem-se algumas ações mercadológicas
acessíveis e eficientes:

-Confeccionar folders, flyers e cardápios para a distribuição em escritórios e casas.

-Distribuir ou sortear brindes relacionados ao país do croissant – França.

-Oferecer degustações em pontos de grande circulação.

-Lançar promoções combinadas (croissant salgado + croissant doce, croissant + bebida)

-Criar programas de fidelidade com descontos e croissants grátis.

O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor
propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de croissanteria, assim entendidos as atividades e vender e servir croissant para consumo local, com venda ou não de bebidas, em estabelecimentos com ou sem serviço completo, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (instituído pela Lei Complementar nº 123/2006), caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional):

-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-INSS (contribuição para a seguridade social).

Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

Essa opção de tributação poderá ser amplamente vantajosa para o segmento de negócio de croissanteria, motivo pelo qual sugerimos
uma avaliação cuidadosa do regime de tributação apresentado.

Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.

Glossário

Acabamento - Tratamento dado à massa, momentos antes de ser forneada e/ou após o forneamento.

Aumentar a força da massa - Significa aumentar o aditivo à receita ou dar mais tempo de boleamento.

Boleamento - Dar forma de bola à massa. O boleamento facilita ao padeiro visualizar o crescimento da massa e favorece a reestruturação das moléculas de glúten e retenção de gás na massa.

Cálculo de fermentação - Cálculo que possibilita fazer o ajuste do tempo de fermentação em função do tempo disponível de produção.

Cálculo de produção - Cálculo que informa com precisão a quantidade necessária ao balanceamento de uma receita. Dentre os métodos mais conhecidos se destaca o "Método do Padeiro", em que os ingredientes são calculados com base na farinha, cuja quantidade seja ela qual for, corresponde a 100%.

Cozimento - Momento em que a massa colocada no forno é cozida e tem sua crosta formada; é o mesmo que forneamento ou assamento.

Descanso da Massa – Etapa de produção em que a massa é deixada em repouso para recuperar sua extensibilidade.

Elasticidade - É a propriedade da massa de se portar como elástico quando esticada.

Envelhecimento do pão – Processo inevitável pelo qual o pão passa. Inicia-se logo que a massa cozida começa a ser esfriada, caracterizando-se pela retrogradação do amido, que expulsa a água que o envolve e pela diminuição da temperatura da massa.

Esponja - É a primeira fase do processo de mistura dos ingredientes, denominada também de pré-fermentação.

Extensibilidade - É a propriedade da massa de se estender sem se rasgar, retornando ao estado inicial.

Farinha forte - Farinha com grande poder de absorção; é também conhecida com farinha de glúten duro. Ideal para fabricação do pão
francês.

Farinha fraca - Farinha com pouco poder de absorção; é também conhecida como farinha de glúten mole.

Fornear - Ato de assar, trabalhar como forneiro. Giletar - Cortar a superfície da massa.

Glúten - Composto de farinha responsável pela estruturação do pão.

Grumos - Partículas duras que podem surgir nos produtos mal elaborados.

Impanificável – Algo impossibilitado de ser utilizado na panificação.

Massa aerada - Massa leve.

Massa forte - Massa que cresce verticalmente e não abaixa quando tocada com os dedos.

Massa fraca - Massa que cresce horizontalmente e ao ser tocada com os dedos afunda.

Métodos de panificação - Métodos de fabricação de pães dentre os mais conhecidos destacam-se Esponja, Direto, Chorleywood (Método Direto Rápido) Esponja Líquida (Processo contínuo) e AFA (Método Direto) Eles se diferenciam basicamente nas etapas de mistura e fermentação da massa.

Modelagem da Massa - Etapa de fabricação de um produto em que é dada forma aos pedaços da massa.

Oxidação da massa - Fenômeno que ocorre na massa enquanto está sendo realizado o assamento. O resultado da oxidação é o branqueamento e o fortalecimento da rede de glúten em intensidade proporcional ao tempo de assamento.

Ponto ideal ou ponto de massa - Ponto em que a massa está lisa, coesa, homogênea e, ao mesmo tempo, extensível e firme.

Reforço - É a segunda fase do processo de mistura dos ingredientes. A primeira fase é a esponja.

Sacos de farinha desmanchados - Índice que mede o nível de produção de uma padaria, medido com base nos sacos de farinha de trigo
consumidos no processo de fabricação, durante determinado período.

Sova de pão - As células do fermento produzem muito dióxido de carbono. O pão fica tão aerado porque a massa captura e prende o dióxido de carbono que o fermento produz. Ela faz isto porque a farinha contém uma proteína chamada glúten. O glúten é uma proteína
que forma cadeias como um fio. Misturando (ou melhor, sovando) a massa, o glúten se desenvolve em cadeias longas e entrelaçadas. Sovar é melhor para desenvolver estas cadeias porque o ato de sovar, as cadeias não se partem. Quando se sova uma massa de pão, criam-se cadeias de glúten. Se fôssemos pular a parte da sova, o pão não iria crescer muito bem, todo o dióxido de carbono no fermento borbulharia e escaparia pelo lado de cima da massa ao invés de ser capturado dentro da massa elástica.

Untuoso - Untado com gordura, lubrificado, gorduroso.

Dicas do Negócio

Uma croissanteria precisa ser um local moderno para a clientela. Por servir uma comida de origem francesa, o ponto exige uma atmosfera agradável e diferenciada de um restaurante popular. A limpeza do ambiente é fundamental.

O cardápio deve apresentar uma grande variedade de recheios, se possível com receitas exclusivas. Deve-se utilizar intensamente
alimentos frescos e integrais e ofertar produtos relacionados que possam aumentar o faturamento: sucos, sorvetes, vinhos, espumantes,
tornas, doces, saladas, etc.

A oferta de produtos deve se limitar a sanduíches de croissant e produtos correlatos. A expansão sem controle da oferta pode
descaracterizar o conceito de croissanteria e afastar clientes.

Além da qualidade dos ingredientes utilizados, o croissant precisa conter uma apresentação visual capaz de “encher os olhos” do
consumidor. Pequenos detalhes contribuem para este enobrecimento do produto final: louça impecável, decoração no prato e adornos no produto.

A promoção de degustação de novos sabores pode ajudar a clientela a conhecer melhor o cardápio. Da mesma forma, a escolha de um
sanduíche com desconto, por dia da semana, estimula a fidelização de clientes.

Dependendo da viabilidade financeira, pode haver compensação em esticar o horário de funcionamento do estabelecimento até a madrugada. A croissanteria pode se tornar um ponto de encontro de jovens e adultos que desejam matar a fome após a balada.

Da mesma forma, deve ser estudada a possibilidade de oferecer café da manhã. Esta opção torna-se atraente para croissanterias instaladas próximas a centros comerciais. Oferecer jornais e revistas pela manhã pode tornar o estabelecimento um ponto agradável para se tomar o desjejum.

Convênios e parcerias de descontos com empresas, escolas e faculdades auxiliam na formação de uma clientela cativa. A divulgação precisa ser permanente, sempre prezando pela criatividade e qualidade do material produzido.

O sistema de entregas é fundamental para o incremento do negócio. Entregas rápidas em escritórios e domicílios trazem comodidade ao
cliente e expandem a área de atuação da empresa.

Por fim, o empreendedor deve atentar que a prestação do serviço inclui desde o primeiro contato com o cliente para receber o pedido até o momento final de pagamento do produto. Em nenhum momento durante o processo o bom atendimento pode ser negligenciado.

Características específicas do empreendedor

No ramo de croissanterias, o empreendedor precisa estar atento à evolução dos hábitos alimentares das pessoas ligadas a novos sabores e opções de refeição. O empreendedor deve identificar estes movimentos de mercado e adaptá-los à sua oferta, reconhecendo as preferências dos clientes e renovando continuamente o cardápio.

Outras características importantes, relacionadas ao risco do negócio, podem ajudar no sucesso do empreendimento:

-Busca constante de informações e oportunidades.
-Persistência.
-Comprometimento.
-Qualidade e eficiência.
-Capacidade de estabelecer metas e calcular riscos.
-Planejamento e monitoramento sistemáticos.
-Independência e autoconfiança.

Bibliografia Complementar

-Um Panorama do Segmento de Padarias no Brasil. BNDES: Gerência Setorial de Comércio e Serviços, nº 26, maio/2001, 6p.

-Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br.

-Material da Biblioteca On-line do Sebrae. Disponível em: http://www.sebrae.com.br.

-Glossário Temático de Alimentação e Nutrição. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoe...

-Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas.