Idéias
de Novos Negócios - Criação de Ostras
Apresentação do Negócio
A aqüicultura, arte de multiplicar e criar animais e plantas
aquáticas, é uma atividade econômica de grande
importância para vários países no mundo, englobando
dimensões sociais, econômicas, ambientais e políticas.
No Brasil, há mais de uma década que pioneiros das
regiões sul, sudeste e nordeste fazem da aqüicultura
uma atividade econômica rentável e socialmente benéfica.
Da aqüicultura, em particular merece destaque a maricultura,
que engloba a produção de moluscos, algas marinhas,
crustáceos e peixes.
Dentre os moluscos, o cultivo de ostras e mexilhões é
chamado de malacocultura e mais especificamente em relação
às ostras, existe a
ostreicultura.
A ostreicultura, ou cultivo de ostras, configura-se como um ramo
da aqüicultura que vem se destacando como um negócio
viável para o
desenvolvimento das comunidades de pescadores artesanais.
Na ostreicultura devem-se respeitar critérios de avaliação
da qualidade da água, identificação do perfil
socioeconômico dos produtores e da região, sensibilização
e mobilização da comunidade, seleção
das famílias e transferência de tecnologia.
Os resultados obtidos com programas desta natureza vêem promovendo
o aumento da renda familiar mensal, a diminuição do
uso da pesca extrativista pela comunidade local e o aumento da preocupação
ambiental dos pescadores. A implantação de cultivos
dessa natureza, seguindo os critérios comentados demonstra
que a ostreicultura se configura como um importante instrumento
de desenvolvimento sustentável.
As espécies de ostras encontradas no Brasil são
Crassostrea rhizophorae (conhecida como ostra do mangue ou ostra
nativa), Ostrea
equestris e Ostrea puelchana. Porém a espécie mais
cultivada é a Crassostrea gigas (conhecida como ostra japonesa
ou ostra do pacífico).
Mercado
"As estatísticas acerca da produção de
ostras tanto em nível mundial, como nacional são pouco
precisas, embora ainda sejam as únicas
fontes de informações disponíveis na literatura
capazes de fornecer algum parâmetro de avaliação
do comportamento da produção de
ostras ao longo dos anos.
A maricultura representa um dos setores que mais crescem no cenário
global da produção industrial de alimentos. Entre
as espécies
cultivadas, o grupo dos moluscos representa 24%, o que equivale
a 9,6 milhões de toneladas; dos quais 36% , o equivalente
a 3,5 milhões de toneladas está relacionado à
produção de ostras.
Hoje a China é o líder mundial em produção
aqüícola, é detentora de 83% do total de ostras
produzidas no mundo. Por isso o seu
desenvolvimento da aqüicultura deve servir como referência
para países com potenciais para o desenvolvimento nesta atividade.
Apesar de não estar entre os dez maiores produtores mundiais,
o Brasil vem evoluindo na produção de ostras, mesmo
que de forma ainda artesanal, quando comparada à produção
da China, Estados Unidos, Coréia, Japão, França,
entre outros, que são países que se dedicam a mais
tempo à ostreicultura.
O Brasil tem acompanhado a tendência mundial de crescimento
na ostreicultura e vem apresentando um desenvolvimento considerável
nesta atividade. Em algumas regiões do país ainda
se pratica apenas o extrativismo de bancos naturais, mas a maior
parte das ostras
comercializadas é proveniente de cultivos.
Os Estados de Santa Catarina e São Paulo são os que
mais investem na ostreicultura, tanto em pesquisa, quanto em estímulos
à produção. Recentemente, os Estados da Bahia,
Sergipe, Ceará e Maranhão iniciaram atividades ligadas
ao cultivo da Crassostrea rhizophorae.
Santa Catarina destaca-se como o estado pioneiro e com os melhores
índices de produção de moluscos. Atualmente,
detém 90% da
produção nacional de moluscos marinhos.
Na safra de 2006, a produção do estado atingiu 1.941,6
toneladas de ostras, sendo que Florianópolis contribuiu com
1.056,38 toneladas do molusco, destacando-se como o maior produtor
estadual, seguido por Palhoça com 700 toneladas. Os dois
municípios juntos produzem 90,46% das ostras de Santa Catarina.
No que tange a profitabilidade como agronégocio, o cultivo
de ostras apresenta um valor mais elevado no mercado quando comparado
a outros moluscos e necessita menos mão-de-obra, porém
exige mais investimento em equipamentos e aquisição
de sementes. A maioria dos profissionais liberais que ingressaram
na maricultura, iniciaram sua atividade com o cultivo de ostras
e com isso têm conseguido manter micro empresas. A escala
de produção destes empresários encontra-se
numa posição intermediária entre um produtor
artesanal e um produtor industrial.
Cultivar ostras se configura como uma prática viável
para reduzir a pressão sobre os estuários em virtude
da coleta desordenada das
mesmas, contribuindo assim para a preservação deste
ecossistema e, também, gerando uma renda complementar para
as comunidades que possuem áreas propícias para tal
fim.
Embora ocorra uma evolução acentuada na produção
de moluscos no Brasil, particularmente no estado de Santa Catarina,
muito ainda tem que ser feito para que a produção
brasileira aumente atingindo os patamares alcançados pelos
grandes produtores mundiais. Existem fatores que impedem que isso
ocorra. Além dos entraves na legalização das
áreas de cultivo, da falta de linhas de crédito
específicas para a maricultura e da falta de organização
dos produtores, a inexistência de máquinas e equipamentos
adequados
para a mecanização do processamento da produção
é apontada como um grande entrave para o aumento da produtividade
das fazendas marinhas.
Configura-se como principal mercado para o escoamento da produção
de ostras o setor gastronômico e turístico.
Localização
Toda a costa brasileira pode abrigar o cultivo de ostras. Segundo
as técnicas de cultivo descritas no processo produtivo, tanto
podem ser realizadas em estuários e baías quanto em
águas mais profundas. A principal exigência é
quanto a qualidade da água.
As regiões sul e sudeste apresentam condições
mais favoráveis para a produção de ostras por
agregarem ao fator qualidade as baixas
temperaturas da água por períodos mais prolongados.
Exigências legais específicas
Os aspectos legais que normatizam e orientam aqüicultura
no Brasil são constituídos por um conjunto de leis,
decretos, resoluções e
portarias que, de forma direta ou indireta, buscam o uso equilibrado
dos recursos naturais.
De interesse específico da malacocultura têm-se dez
instrumentos legais vigentes que regulamentam desde a habilitação
do produtor até
a obtenção da cessão de uso do espaço
aquático bem como o controle das condições
sanitárias da água de cultivo.
Atualmente os principais instrumentos legais vigentes são:
1. Obtenção da cessão de uso do espaço
aquático:
-Decreto-Lei número 4.895, de 25 de novembro de 2003.
-Instrução normativa Interministerial (IN) número
7, de 28 de abril de 2005.
-Instrução normativa Interministerial (IN) número
6, de 31 de maio de 2004.
2. Obtenção do registro de aqüicultor:
-Portaria Normativa número 95, de 30 de agosto de 1993.
-Portaria número 136, de 14 de outubro de 1998.
-Instrução normativa número 03, de 12 de maio
de 2004.
3. Obtenção de permissão para o cultivo de
moluscos:
-Portaria IBAMA número 69, de 30 de outubro de 2003.
4. Controle sanitário das águas de cultivo:
-Resolução Conama número 357, de 17 de março
de 2005.
5. Controle sanitário dos moluscos cultivados:
-Decreto número 55.871, de 26 de março de 1965.
-Portaria número 685, de 27 de agosto de 1998.
-Resolução - RDC número 12, de 2 de janeiro
de 2001.
-Portaria SEAP número 122, de 4 de julho de 2007.
6. Controle sanitário do estabelecimento de aqüicultura:
-Instrução Normativa número 53, de 2 de julho
de 2003.
Torna-se de fundamental importância que o empreendedor interessado
na implantação de um cultivo de ostras entre em contato
com os
órgãos, Federais, Estaduais e Municipais competentes
para a viabilização do registro e das licenças
necessárias para o empreendimento, tendo como base:
• Licença ambiental Estadual;
• Licença ambiental Federal;
• Licença Prévia;
• Licença de Instalação;
• Licença de Operação.
Essa atividade exige além do conhecimento da legislação
apresentada acima, o conhecimento de algumas leis:
-Lei Federal nº. 9.984/2000 - Dispõe sobre a criação
da Agência Nacional de Águas - ANA, entidade federal
de implementação da
Política Nacional de Recursos Hídricos e de coordenação
do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos,
e dá outras
providências. Regulamentada pelo Decreto nº. 4024/2001.
-Lei Federal nº. 7.661/1988 - Institui o Plano Nacional de
Gerenciamento Costeiro, e dá outras providências.
-Decreto nº. 2.869/98, que regulamenta a cessão de
águas públicas para exploração da aqüicultura.
-IN/01 - Instrução Normativa Interministerial de
2001.
Quando nos estabelecimentos são processados moluscos para
comércio interestadual ou internacional, as normas mínimas
a serem
observadas durante a sua construção e funcionamento
estão descritas no Regulamento da Inspeção
Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal (RISPOA), sendo que a inspeção sanitária
de tais estabelecimentos é privativa da Divisão de
Inspeção de Produtos de
Origem Animal (D.I.P.O.A.), do Ministério da Agricultura.
-Lei Federal nº. 7.889/1989 - Dispõe sobre a inspeção
sanitária e industrial dos produtos de origem animal, e dá
outras providências.
É importante ressaltar que a fazenda marinha do ostreicultor
precisa passar pela inspeção do Ministério
da Agricultura Pecuária e
Abastecimento a fim de obter o registro do Serviço de Inspeção
Federal (SIF).
O empreendimento é sujeito ao controle sanitário
sistemático, uma inspeção que abrange a qualidade
das águas, uma avaliação dos impactos do meio
ambiente, os processos de cultivo, a preparação, o
tratamento e o transporte do produto. É uma garantia que
confere segurança e tranqüilidade ao consumidor.
Estrutura
A estrutura necessária para o cultivo e comercialização
de ostras divide-se entre a parte de cultivo, que fica no mar, onde
estão
depositadas as sementes de ostra para crescimento e a parte de manejo
e comercialização, que fica em terra e permite tanto
os trabalhos de seleção, limpeza e armazenagem quanto
a comercialização direta do produto.
A parte da estrutura que fica no mar é composta de cordas,
gaiolas de crescimento, bóias e estruturas de madeira, que
em muitos casos
podem ser materiais reciclados e uma embarcação para
promover o deslocamento do produtor e dos materiais até a
área de cultivo.
A parte que fica em terra deve possuir uma pequena área coberta
e com piso de cimento, com escoamento para o mar. Água encanada,
equipamentos de processamento, bandejas de movimentação
e armários e mesas de apoio.
Os produtores mais organizados ainda dispõem de um pequeno
escritório equipado para facilitar o controle do negócio.
Pessoal
São necessárias quatro pessoas para dar conta de
uma produção em torno de 30 toneladas por ano. Não
é necessária grande
formação escolar para realizar este tipo de atividade,
mas se exige grande disponibilidade das pessoas, pois na época
da colheita, tem-se que trabalhar duro todos os dias da semana.
Equipamentos
A atividade de ostreicultura apresenta de baixo nível tecnológico,
pois depende em grande parte da habilidade da mão-de-obra.
A definição das máquinas e equipamentos varia
de acordo com as especialidades a serem ofertadas pela empresa,
mas basicamente são utilizadas lanternas ou travesseiros
para abrigar as ostras em crescimento, mesas de trabalho, embarcação
para transporte, cordas, bóias e instalações
hidráulicas para lavação dos produtos e equipamentos.
A tecnologia de produção avança à medida
que as pesquisas das principais instituições de pesquisa
evoluem no aperfeiçoamento da genética das espécies
de ostras e suas adaptações ao ambiente de cultivo.
A falta de mecanização e tecnologia associada ao
processo produtivo é o principal motivo da baixa produtividade
das famílias brasileiras dedicadas à criação
de ostras, a maioria delas de baixo poder aquisitivo. Enquanto na
Espanha a produção por família gira em torno
de 80 toneladas por ano, no Brasil é de aproximadamente 12
toneladas por ano.
Matéria Prima / Mercadoria
A principal e mais delicada matéria-prima a ser providenciada
para o cultivo de ostras é a semente. As principais fontes
de sementes estão localizadas na região sul do país,
e podem oferecer ostras japonesas (as gigas) e as ostras nativas.
Crassostrea gigas – ostra japonesa tem um rápido crescimento,
mas requer temperaturas mais baixas, máximo 28 oC e melhor
abaixo de 24 oC, é indicada para o Sul do Brasil. Esta espécie
é cultivada em lanternas fixas em long-lines em baías
do litoral. Não é indicada para regiões estuarinas
de mangue. Não se reproduz no ambiente só em laboratório.
Crassostrea brasiliana – Ostra nativa do Brasil, com uma
distribuição ao longo de todo litoral e predominantemente
no Norte e Nordeste em regiões de mangue. Cultivo dessa espécie
é recomendado em travesseiros.
Nenhum molusco pode ser cultivado em águas poluídas,
pois acumula impurezas em seu interior, podendo contaminar consumidores.
Podem-se obter sementes de ostras nativas diretamente do ambiente
por meio de coletores artificiais. Podem-se utilizar telhas e garrafas
PET de 2 litros (sem fundo). Estes artefatos são banhados
em uma solução de cal, gesso e areia fina, desta forma
as sementes se fixam e são facilmente retiradas. É
muito importante saber o período da desova, geralmente na
primavera.
As sementes, ao atingirem o tamanho aproximado de um centímetro
são retiradas dos coletores uma a uma, e colocadas em recipientes
de crescimento que podem ser lanternas ou travesseiros. IMPORTANTE.
As sementes de ostras nativas às vezes atrofiam e não
crescem, o importante é classificar as ostras com uma peneira
a cada 45 dias.
Organização do processo produtivo
A produção de ostras, como já comentado, exige
dedicação constante por parte do produtor (empreendedor).
São várias etapas do processo produtivo que devem
ser cuidadosamente trabalhadas no sentido de garantir a melhor qualidade
e produtividade, sendo estas divididas em:
1-Produção das sementes;
2-Engorda;
3-Manejo dos coletores;
4-Preparação e tratamento, efetuando a limpeza;
5-Transporte e comercialização.
O ciclo de produção da ostra se inicia na semente,
uma larva extremamente pequena, proveniente naturalmente da ostra
matriz. No
ambiente natural, uma boa parte das sementes se perderia, devido
a ação dos predadores como os peixes, as estrelas
do mar, os siris,
caranguejos e os pássaros.
O ostreicultor, ao promover ações de captação
controlada evita que muitas sementes sejam perdidas e aproveita
o potencial da sua própria área de cultivo. Em vários
casos, pode-se aproveitar a capacidade natural da ostra, que procria
em grande quantidade, para coletar as sementes – desde que
seja respeitado o período do defeso. Este processo é
possível porque as pequenas larvas procuram um suporte que
lhe convêm para se fixar.
A coletora preparada cuidadosamente pelo ostreicultor tem várias
finalidades: serve de suporte, abrigo e proteção dos
predadores naturais. Existem várias formas e meios de coletores.
Eles são posicionados com apoio de balsas, colocados ao longo
dos bancos de engorda e expostos as correntezas da maré.
Cada passo deste processo tem época apropriada.
A temperatura da água, a salinidade, a oxigenação,
os ventos, as chuvas fazem avançar ou recuar o ciclo de vida
da ostra. O cuidado diário, as condições ambientais
favoráveis, a pureza das águas, são os fatores
das quais dependerá o sucesso do empreendimento.
Depois de fixar as larvas posicionadas em coletores, as ostras
alcançam um tamanho de 2 a 4 centímetros num prazo
de seis à oito
meses. Isto quer dizer que neste período já cresceram
200 vezes o tamanho inicial de nascença. Durante o crescimento
das ostras há
necessidade de ocupação de novos espaços. As
larvas estão sendo desprendidas dos coletores e ocorre uma
troca manual para ocupar
espaços mais amplos em outros coletores. É onde se
dá a engorda até o prazo de 18 a 20 meses de vida.
A engorda ocorre em coletores tipo bandeja, colocados sobre mesas,
protegendo as ostras e expondo-as aos altos e baixos da maré.
As correntes dos canais são águas ricas em plâncton,
a fonte de alimento natural da ostra. A salinidade do mar, a natureza
do fundo dos
manguezais, as variedades dos plânctons que fornecem o sabor
particular da ostra que a diferencia em cada região.
Características do cultivo:
Cultivo em lanternas é recomendado para águas profundas
onde não existem correntezas fortes, precisam ficar na vertical.
São muito
utilizadas no cultivo de gigas e vieiras em regiões costeiras
e baias.
Cultivo em travesseiros é recomendado para regiões
de mangue com grandes variações de marés e
em áreas rasas. Os travesseiros ficam fixos horizontalmente
a mesas feitas de vergalhões de aço de construção
16 mm.
Local para Instalação do cultivo com travesseiros:
As mesas são instaladas nas margens. Deve-se posicioná-las
numa profundidade que permaneçam submersas e só fiquem
fora da água
nas marés grandes ou de lua, quando se fará o manejo.
As ostras submersas filtram 24 horas por dia e crescem mais (um
cultivo de
1000 travesseiros, ou aproximadamente 180.000 ostras ocupa uma área
de 2.000m2 e filtra mais de 1,5 milhões de litros de água
p/hora). É importante que fiquem descobertas a cada 15 dias
para dar um “castigo”, que promove a eliminação
dos parasitas. Em todas as marés de lua deve-se virar e sacudir
um pouco o travesseiro, para mudar as ostras de posição
e inverter a posição das mesmas, este procedimento
é muito importante para acelerar o crescimento.
A cada 40 dias deve-se retirar as ostras e realizar uma classificação
por tamanho utilizando uma tela como peneira. As maiores vão
para
um travesseiro de malha maior como 9 mm, as menores voltam para
a malha de 4 mm ou 6 mm. Este procedimento deve se repetir até
que as ostras atinjam o tamanho adulto ou comercial.
Uma forma de limpar os travesseiros e eliminar parasitas é
mergulhar o mesmo, com as ostras, num tambor com água quente
80ºC, durante 2 segundos e rapidamente banhar as ostras em
água fria. Este procedimento é realizado quando a
ostras tem um porte médio acima de 5cm.
Depuração de ostras:
O processo de depuração das ostras, ou limpeza interna,
é recente. Sua aplicação vem sendo cada vez
mais requisitada pelo fato de oferecer maior controle da segurança
alimentar. Este processo é realizado através de um
equipamento composto por tanque em PVC com capacidade para 1000
litros de água, sistema de Ultra Violeta em conjunto com
ozônio, filtro de areia e micro filtros com 5 micras, além
de um sistema de refrigeração da água, com
recirculação.
A capacidade de depuração fica em torno de 120-150
dúzias de ostras / ciclo de 24 horas por tanque. A unidade
depuradora é capaz de reduzir valores de 12.000 a 20 unidades
de coliformes fecais/100ml de água salina durante período
de 6 horas de purificação da água.
Automação
No Brasil ainda não se produzem máquinas e equipamentos
de forma sistemática destinados à mecanização
dos cultivos de ostras, e este fator é um dos entraves à
expansão da produção deste molusco, no entanto,
pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveram
um sistema modular de equipamentos capaz de aumentar a produtividade
nacional de ostras.
O conjunto representa a mecanização de quatro das
oito etapas do cultivo de ostras. Além do potencial lucrativo,
o sistema poderá melhorar as condições de trabalho
dos criadores, que atualmente exercem as atividades de forma artesanal.
O protótipo, idealizado pelo Núcleo de Desenvolvimento
Integrado de Produtos (Nedip), em parceria com o Laboratório
de Moluscos Marinhos da UFSC e a Empresa de Pesquisa Agropecuária
e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), foi construído
por técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai) de Florianópolis.
Cada unidade é constituída por peças que
executam a desgranação (separação das
conchas, que ao serem retiradas da água estão unidas
em blocos), a limpeza (retirada de outros animais e plantas aquáticos),
a seleção das ostras de acordo com seu tamanho, e
a limpeza refinada (extração do limo e de outras impurezas,
por meio de escovação).
O módulo processa cerca de duas toneladas de produto por
hora, número 50 vezes superior ao método tradicional,
no qual são
processados aproximadamente 40 kg por hora. O custo estimado de
cada sistema modular gira em torno de R$ 2 mil.
Numa próxima fase, os pesquisadores pretendem automatizar
as demais etapas, que são o encordoamento dos moluscos (colocação
das larvas em uma corda, onde são cultivadas), o içamento
dos cestos onde são criadas as ostras (chamados "lanternas")
e a descarnação (retirada dos moluscos da concha).
Canais de distribuição
Ainda são tímidas as iniciativas de melhorar a amplitude
da distribuição dos produtos além das redondezas
de onde se cultivam as
ostras. Por se tratar de produto altamente perecível, o transporte
e comercialização das ostras deve ser rápido
e cuidadoso. As ostras não processadas, ou seja in natura,
devem ser comercializadas ainda vivas.
A entrega diária de ostras frescas às peixarias e
restaurantes próximos é a principal forma de comercialização
adotada pelos produtores.
Outra maneira se restringe a manter um balcão de atendimento
na própria área de cultivo vendendo no varejo para
os clientes
tradicionais.
Alguns produtores já vêm explorando o transporte aéreo
de produtos altamente selecionados para mercados diferenciados em
regiões do país que não produzem ostras.
Investimentos
A decisão de iniciar um negócio de produção
de ostras passa necessariamente por um levantamento de quanto dinheiro
e esforço o
empresário irá gastar para poder iniciar o negócio.
Este fato é decisivo para que os riscos de ocorrerem problemas
financeiros sejam menores. O empresário tem que pesquisar
o preço das máquinas, equipamentos e acessórios
a serem adquiridos para o início das atividades.
Este estudo não aprofunda esta informação
por entender que cada situação é particular,
e cada empreendedor vai definir quais os
equipamentos pretende adquirir para iniciar suas atividades.
Como referência, apresenta-se a seguir uma relação
com os principais investimentos a serem efetuados para uma produção
de 30 toneladas de ostra por ano referentes a implantação
de uma estrutura de produção próxima a 1 há,
com a instalação de 10 Long-Lines, com 100 metros
de superfície cada uma, e a utilização de um
milhão de sementes:
Montagem dos Long-Lines - 7.000,00
-Poita
-Cabo Madre e Calões
-Flutuadores
-Cabo para Encastoar
Lanternas -23.000,00
-Berçário
-Intermediária
-Definitiva
-Cabo
Manejo - 14.000,00
-Embarcação de madeira
-Guincho manual
-Motor
-Balsa Flutuante
-Bomba Hidrolavadora de Alta Pressão
-Peneira
Colheita - 1.000,00
-Bomba Hidrolavadora de Baixa Pressão
-Caixa Plástica
Classificação - 500,00
-Banca de Classificação
Capital de giro
Capital de giro é um montante de recursos financeiros que
a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo
de negócio.
O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função
de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios
onde a empresa atua.
O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente,
à ocorrência dos fatores a seguir:
-Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
-Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades
desse mercado;
-Baixo volume de produção e vendas;
-Aumento dos índices de inadimplência;
-Altos níveis de estoques de matéria-prima e também
de produtos acabados.
O empreendedor deverá ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
O empresário deve evitar a retirada de valores além
do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso
que entrar na empresa nela
deverá permanecer possibilitando o crescimento e a expansão
do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar
mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de
capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.
Da mesma forma que se sugere um investimento inicial de R$ 45.500,00,
estima-se a necessidade do capital de giro em torno de R$
9.750,00. Valor que deve estar disponível na conta para pagamentos.
Custos
São todos os gastos realizados na produção
de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente
no preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários,
honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima
e insumos consumidos no processo de produção.
O cuidado na administração e redução
de todos os custos envolvidos na compra, produção
e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio,
indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso,
na medida em que encarar como ponto fundamental a redução
de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle
de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a
chance de ganhar no resultado final do negócio.
É fundamental que o produtor chegue ao nível de detalhamento
do custo unitário de produção, podendo desta
forma calcular a margem de contribuição unitária
de cada produto. A relação a seguir procura apresentar
de forma simplificada os principais itens de custo mensal que devem
ser absorvidos pelo negócio de produção de
ostras:
• Aluguel – R$ 500,00
• Compra de sementes – R$ 1.500,00
• Luz, telefone, água – R$ 1.000,00
• Contador – R$ 400,00
• Salários diretos (mais encargos) – R$ 2.000,00
• Salários indiretos – R$ 800,00
• Manutenção – R$ 1.500,00
• Despesas correntes – R$ 500,00
• Outras despesas mensais com insumos – R$ 500,00
• Pró-labore – R$ 1.000,00
• Taxas – R$ 50,00
Salienta-se que os valores são meramente ilustrativos e
dependem muito da estrutura do negócio, assim como não
foram previstos os
impostos e tributos, pois estes dependem do tipo de registro adotado
pela empresa.
Diversificação / Agregação de valor
Os empresários devem ter em mente que fatores como qualidade,
prazo e preços são condições mínimas
para que uma empresa
permaneça no mercado. O diferencial a ser oferecido é
que vai cativar o cliente e agregar valor ao negócio, chegando
ao ponto do cliente estar disposto a pagar mais caro pelo produto
em função de um serviço especial agregado,
como tele entrega, reserva por telefone, pronto atendimento, entre
outros. Estes diferenciais são muito particulares da relação
entre os negócios, e podem estar fundamentados em ofertas
de produto e serviço diferentes da maioria oferecida pelos
concorrentes.
No caso da produção de ostras, à medida que
o produtor vai aperfeiçoando sua estrutura e criando canais
de comercialização, pode
passar a oferecer ostras previamente preparadas, como: ostras gratinadas
embaladas e congeladas, ostras em conserva, ostras
defumadas, etc. Qualidades que melhoram significativamente a lucratividade
dos produtos.
Divulgação
“Propaganda é a alma do negócio”, este
ditado popular é válido para qualquer tipo de negócio.
Existem muitas formas de se promover a divulgação
das atividades e capacidades das empresas, e todas estão
relacionadas às atividades de marketing. No caso específico
dos
produtores de ostras, não adianta pensar em divulgação
em massa, propaganda, ou qualquer forma de colocar a empresa na
mídia a não ser que se estabeleça, além
da produção de ostras, um processo de industrialização
e agregação de valor para consumo.
O produtor deve procurar estabelecer parcerias com restaurantes
e peixarias, vinculando a qualidade do produto ao seu nome, e
divulgando o endereço de sua criação para visitas
e compras diretas. Além disso, deve participar de campanhas
coletivas para o consumo de ostras, participar de feiras e eventos
gastronômicos, entre outras ações possíveis.
Informações Fiscais e Tributárias
As empresas de cultivo de ostras estão amparadas pela legislação
do SIMPLES NACIONAL (Lei Complementar 123/2006), e podem se enquadrar
inicialmente como micro empresa (faturamento anual até R$
240.000,00).
Em virtude do objetivo deste material não contemplar o aprofundamento
nos temas relacionados, mas sim servir de orientação
inicial para o futuro empresário, sugere-se que todos os
aspectos relacionados com o registro da empresa, identificação
das legislações
relacionadas à operação, principalmente as
que tratam da contratação de pessoal, produção
e comercialização de alimentos devem ser
orientadas por profissionais especializados.
O movimento por regularização das atividades de empresas
atuando na informalidade (ilegalmente) está cada vez mais
forte. E a fiscalização das atividades vem contribuindo
muito com isto. Neste caso, o empreendedor deve tomar as providências
para regularizar sua atividade, por mais complicada, cara e dificultosa
que possa parecer, pois sem dúvida passa a ser um diferencial
competitivo frente aos clientes.
É importante que o empreendedor converse com um contabilista
devidamente registrado no CRC, Conselho Regional de Contabilidade
para os devidos esclarecimentos quanto aos aspectos legais e tributários
relacionados à situação específica do
negócio que está almejando iniciar.
O prestador de serviços contábeis tem a incumbência
de informar e orientar quanto aos aspectos tributários da
empresa. A relação a seguir mostra os tributos que
mais influenciam os preços de venda de produtos e serviços.
• IPI - (imposto sobre produtos industrializados) -Na TIPI
(tabela) é possível saber a condição
de enquadramento do produto;
• PIS – (programa de integração social)
- Há duas situações de alíquotas diferentes,
uma para empresas no regime de lucro presumido
e outra para empresas no regime de lucro real (neste caso com direito
a crédito nas compras efetuadas);
• COFINS – (contribuição para financiamento
da seguridade social) Há duas situações de
alíquotas diferentes, uma para empresas no
regime de lucro presumido e outra para empresas no regime de lucro
real (neste caso com direito a crédito nas compras efetuadas);
• IRPJ – (imposto de renda pessoa jurídica)
- Há duas situações de enquadramento, lucro
real ou lucro presumido;
• Contribuição Social sobre Lucros - Segue
exemplo do IRPJ, duas situações de enquadramento,
lucro real ou lucro presumido;
• Encargos sociais sobre a folha de pagamento - As porcentagens
variam de empresa para empresa em função de diversos
fatores;
• Simples Federal - Aplicável apenas às micro
e pequenas empresas. Engloba os 6 tributos acima;
• ICMS – (Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços) - As porcentagens variam em função
de diversos fatores;
• Simples Estadual - Aplicável apenas às micro
e pequenas empresas.
Refere-se ao ICMS;
• ISS – (Imposto sobre Serviços) - Aplicável
às empresas prestadoras de serviço.
Nem todos os tributos mencionados na relação acima
serão recolhidos pelo produtor de ostras. Para a exata definição
de quais impostos e suas respectivas alíquotas é necessário
saber o real modo de funcionamento da empresa. Por exemplo, a empresa
apenas
comercializará produtos? Quais tipos de produtos a empresa
irá comercializar? A empresa comercializará produtos
e prestará serviços?
Qual o porte da empresa em termos de faturamento mensal? É
preciso ressaltar que sem estas respostas fica muito difícil
definir o regime tributário da empresa e por isso é
importante a definição da sua forma de atuação
e a orientação do prestador de serviços contábeis,
tendo em vista o estudo das alíquotas a serem praticadas.
Glossário
Aqüicultura: Cultivo de organismos que tenham na água
o seu normal, ou mais freqüente, meio de vida, incluindo as
atividades de:
Piscicultura - Cultivo de peixes,
Carcinicultura - Cultivo de crustáceos, a exemplo de camarões,
Malacocultura - Cultivo de moluscos, a exemplo de ostras e mexilhões,
Ranicultura - Cultivo de rãs,
Algacultura - Cultivo de algas,
Equinodermocultura - Cultivo de equinodermos,
Herpetocultura – Cultivo de répteis e anfíbios.
Aqüicultor: Pessoa física, ou jurídica, que
se dedique ao cultivo de organismos cujo ciclo de vida ocorre integral,
ou parcialmente, no
meio aquático.
Encastoar: ato de fixar um fio.
Licença Ambiental Estadual: Instrumento administrativo pelo
qual o órgão estadual competente estabelece condições,
restrições e medidas de controle ambiental, que deverão
ser obedecidas pelos empreendedores, pessoa física ou jurídica,
para localizar, instalar,
ampliar e operar empreendimentos, ou atividades, que utilizem os
recursos ambientais, considerados efetiva, ou potencialmente,
poluidores, ou àquelas que, sob qualquer forma, possam causar
degradação ambiental;
Licença Ambiental Federal: Instrumento administrativo pelo
qual o órgão federal competente estabelece condições,
restrições e medidas
de controle ambiental, que deverão ser obedecidas pelos empreendedores,
pessoa física ou jurídica, para localizar, instalar,
ampliar e operar empreendimentos, ou atividades, que utilizem os
recursos ambientais, considerados efetiva, ou potencialmente, poluidores,
ou àquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação
ambiental, localizados em águas interiores de domínio
da União.
Moluscos: constituem um grande filo de animais invertebrados, marinhos,
de água doce ou terrestres, que compreende seres vivos
como os caramujos, as ostras e as lulas.
Poita: A poita, também conhecida como âncora, é
a principal responsável por boas pescarias na modalidade
apoitada, já que é ela
quem segura o barco na posição desejada.
Sementes: Formas jovens de organismos aquáticos destinados
à engorda em cultivos, entre os quais estão considerados:
alevinos,
larvas, pós-larvas, spats., girinos e ovos;
Dicas do Negócio
• Para comercializar ostras é importante que todo
cultivo possua legalização fiscal, sanitária
e ambiental;
• A melhor maneira de conduzir a negociação
de preços e prazos com os clientes é mostrando organização
e conhecimento sobre os
processos e os custos de operação da fábrica;
• Quanto mais precisa for a pesquisa a respeito das necessidades
de investimento, menores as surpresas quanto à previsão
financeira para iniciar o novo negócio, e isto evita inclusive
a armadilha de afundar em dívidas por falha na programação
financeira;
• Para descobrir o que pode agregar valor na relação
com o cliente, o empresário deve estar atento aos detalhes
e sempre que possível
precisa escutar seus clientes, conversar com eles e descobrir o
algo mais que vai cativar a relação comercial;
• O empresário deve ter em mente que é importantíssimo
acompanhar e questionar constantemente o prestador de serviço
de contabilidade.
Características específicas do empreendedor
Na literatura, existem variadas definições para o
que vem a ser um empreendedor e de forma resumida, pode-se perceber
em pessoas
empreendedoras a dedicação, a persistência,
a disciplina, além da autoconfiança, da facilidade
em se relacionar e comunicar e ainda a
capacidade de planejar e se organizar.
Numa atividade como cultivo e comercialização de
ostras, a condição de saber se relacionar com as pessoas,
tanto os clientes como os
colaboradores é fator que define se terá ou não
sucesso no negócio.
Associada a esta característica e não menos importante
está a qualificação técnica para a realização
da atividade.
Apenas como complementação das informações,
sugere-se uma auto avaliação para medir o quanto o
empreendedor está preparado para ingressar no mundo dos negócios.
E neste sentido são apresentados alguns questionamentos importantes,
como os que seguem, e que foram extraídos da coleção
OS PRIMEIROS PASSOS PARA O SUCESSO, desenvolvida e disponibilizada
pelo SEBRAE/SC:
1. Tenho capital suficiente para abrir a empresa e ainda me manter
enquanto estruturo o negócio?
2. Estou preparado emocionalmente para correr os riscos do mundo
dos negócios?
3. Como trato os desafios que a vida me oferece? Com paciência
e perseverança?
4. Estou preparado e disposto a abrir mão de uma série
de hábitos e se for preciso trabalhar 10 horas por dia todos
os dias?
5. Conheço bem as minhas limitações?
6. Sou disciplinado o suficiente para estabelecer e cumprir regras
e métodos de trabalho?
Cabe mais uma série de questões que teriam como
finalidade avaliar o perfil empreendedor. Portanto o empreendedor
deve refletir e revisar seus objetivos várias vezes, conversar
com amigos e buscar certezas para tomar a decisão de empreender,
pois quando iniciado o processo não se pode mais parar, sob
pena de se tornar um fracasso.
Bibliografia Complementar
-IGARASHI, Marco Antônio. Aqüicultura. Edição
SEBRAE/CE. 2005.
-MENEZES, Américo. Aqüicultura na Prática.
Editora Hoper. 2005.
-Revista Globo Rural – Fev./2005
-OLIVEIRA NETO, F. M. Diagnóstico do cultivo de moluscos
em Santa Catarina. Florianópolis: Epagri, 2005. 67p.
-Custo da Produção da Ostra Cultivada. Instituto
CEPA/SC. Secretaria de Estado da Agricultura e Política Rural.
2003.
-Biologia e Cultivo de Ostras. Prefeitura Municipal de Bombinhas.
Governo do Estado de Santa Catarina, 1998.
ÁREA RESPONSÁVEL E DATA DE ATUALIZAÇÃO
- Empresa contratada: Valor em Foco Consultoria e Treinamento Ltda.
Gerência de Comunicação e Mercado Centro de
Difusão de Informação - CDI/SC SEBRAE/ SC.