Idéias
de Novos Negócios - Confecção de Cortinas
Apresentação do Negócio
As cortinas oferecem beleza, conforto e privacidade a diversos
ambientes residenciais e comerciais. Além de resolver problemas
práticos como falta de privacidade, excesso de sol e janelas
sem charme, as cortinas funcionam como um importante elemento de
decoração e composição de interiores,
juntamente com outras peças que utilizam tecidos: tapetes,
carpetes, colchas, sofás, cadeiras e
almofadas.
A cortina pode ser conceituada como um tecido, suspenso por argolas
ou trilhos, internamente instalado à frente de uma janela
ou porta de um recinto para protegê-lo de agentes externos,
como raios solares, e resguardá-lo da visibilidade de prédios
e construções vizinhas. A espessura e o material da
cortina vão determinar a quantidade permitida de passagem
de luz.
Vale lembrar que a cortina possui conceitos e características
diferentes da persiana. Embora tenha a mesma finalidade, a persiana
é composta por placas fixas que se movimentam por meio de
cordões. É produzida em alta escala por empresas de
grande porte, que distribuem e instalam os produtos por meio de
uma extensa rede de lojas autorizadas.
Portanto, os clientes que optam pela utilização de
cortinas ao invés de persianas, geralmente, buscam um tom
mais artesanal na decoração do ambiente. É
justamente este conceito que deve ser ressaltado pelo empresário
que deseja investir neste segmento. Os modelos de cortinas encomendados
tendem a satisfazer as necessidades de exclusividade, artesanalidade,
beleza e rusticidade. Muito mais do que meros elementos decorativos,
as cortinas tornaram-se indispensáveis para oferecer um clima
aconchegante e único para cada ambiente da casa.
Mercado
Os dados de mercado do setor têxtil no Brasil apontam para
o faturamento de US$ 34,6 bilhões por ano, com um contingente
de 1,65
milhão de empregados, sendo 75% de mão-de-obra feminina.
O setor é o segundo maior empregador da indústria
de transformação e o segundo maior gerador do primeiro
emprego, representando 3,5% do PIB nacional. Há mais de 30
mil empresas têxteis e confecções
brasileiras contribuindo para que o país alcance a posição
de sexto maior produtor têxtil do mundo, com a exportação
de US$ 2,4 bilhões.
Outro setor de destaque, o segmento de decoração,
representa um dos mercados que mais crescem no Brasil. Este segmento,
que
compreende desde móveis e objetos até cortinas e persianas,
movimenta R$ 4,8 bilhões por ano no país. Os pontos
comerciais, que
somavam 20 mil há dez anos, hoje correspondem a 40 mil. Os
shopping-centers temáticos saíram do eixo Rio –
São Paulo e já
marcam presença em diversas cidades, tais como Belo Horizonte,
sBrasília, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Niterói.
Os elementos de decoração ganharam o conceito de
qualidade de vida e superaram a característica de “luxo
para poucos”. A internet e o aumento da quantidade de revistas
sobre o tema formaram uma geração de consumidores
mais informados e interessados em
novidades. A abertura de mercado para produtos importados abasteceu
as prateleiras das lojas e estimulou a fabricação
nacional de artigos de decoração.
Com as complicações urbanas relacionadas a trânsito
e violência, o lar transformou-se num ponto de recepção
de amigos. A casa passou a ser um centro de entretenimento, com
atrativos visuais harmônicos e luxuosos. A valorização
do lar exige a adoção de modas e tendências
em design de interiores.
O boom de decoração reflete-se também na quantidade
de profissionais do ramo. Em dez anos, o Brasil passou de 4 mil
para 10
mil decoradores registrados, além da criação
de dezenas de novos cursos técnicos e faculdades de decoração.
Quanto ao mercado específico de cortinas, não há
dados publicados sobre o crescimento do setor. Pode-se afirmar que
o segmento é
pontuado por concorrentes informais e costureiras caseiras que prestam
serviços no mercado informal. O empresário de confecção
de
cortinas deve saber que irá concorrer diretamente com as
costureiras artesanais e indiretamente com os fabricantes de persianas
e sua
extensa rede de distribuidores autorizados.
Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se
a realização de ações de pesquisa de
mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas
sugestões:
• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações
de bairro para quantificação do mercado alvo.
• Pesquisa a guias especializados em lojas de decoração.
Este é um instrumento fundamental para fazer uma análise
da concorrência,
selecionando concorrentes por bairro, faixa de preço e especialidade.
• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos
fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.
• Participação em seminários especializados.
Localização
A decisão sobre a localização do negócio
dependerá da estratégia de venda dos produtos oferecidos.
Caso o empresário pretenda abrir um ponto comercial com stand
de vendas e produtos em demonstração, deve-se atentar
para aspectos como a densidade populacional da região, o
poder aquisitivo dos consumidores locais, a concorrência,
os fatores de acesso e locomoção, a visibilidade,
a proximidade com fornecedores, a segurança e a limpeza do
local.
Caso a estratégia de comercialização contemple
a utilização de vendedores externos, a localização
da loja não representa um fator
determinante para o sucesso do empreendimento.
Alguns detalhes devem ser observados na escolha do imóvel:
• O imóvel atende às necessidades operacionais
referentes à localização, capacidade de instalação
do negócio, possibilidade de
expansão, características da vizinhança e disponibilidade
dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet.
• O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento
para veículos, local para carga e descarga de mercadorias
e conta com serviços de
transporte coletivo nas redondezas.
• O local está sujeito a inundações
ou próximo a zonas de risco.
• O imóvel está legalizado e regularizado junto
aos órgãos públicos municipais.
• A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura.
• Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou
diminuindo a área primitiva.
• As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam
a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município.
• Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se
em dia.
• O que a legislação local determina sobre
o licenciamento das placas de sinalização.
Exigências legais específicas
Para legalizar a empresa, é necessário procurar os
órgãos responsáveis para as devidas inscrições.
As etapas do registro são:
1-Registro de empresa nos seguintes órgãos:
• Junta Comercial;
• Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
• Secretaria Estadual da Fazenda;
• Prefeitura do Município para obter o alvará
de funcionamento;
• Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará
obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical
Patronal).
• Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal
no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”.
• Corpo de Bombeiros Militar.
2-Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua confecção
(quando for o caso) para fazer a consulta de local.
3-Obtenção do alvará de licença sanitária
– adequar às instalações de acordo com
o Código Sanitário (especificações legais
sobre as
condições físicas). Em âmbito federal
a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias
Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso).
4-Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estado
para, solicitando a vistoria das instalações e equipamentos.
As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de
consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor,
estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação
de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar
a relação entre consumidores e fornecedores.
O CDC somente se aplica às operações comerciais
em que estiver presente a relação de consumo, isto
é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica)
adquire produtos ou serviços como destinatário final.
Ou seja, é necessário que em uma negociação
estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou
serviço adquirido satisfaça as necessidades próprias
do consumidor, na condição de destinatário
final.
Portanto, operações não caracterizadas como
relação de consumo não estão sob a proteção
do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para
serem revendidas pela casa. Nestas operações, as mercadorias
adquiridas se destinam à revenda, e não ao consumo
da empresa. Tais negociações se regulam pelo Código
Civil brasileiro e legislações comerciais específicas.
Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta
e exposição dos produtos destinados à venda,
fornecimento de
orçamento prévio dos serviços a serem prestados,
cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade
dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os
prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças
de dívidas.
Em relação aos principais impostos e contribuições
que devem ser recolhidos pela confecção, vale uma
consulta ao contador sobre da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa
(disponível em http://www.leigeral.com.br), em vigor a partir
de 01 de julho de 2007.
Estrutura
Para registrar uma empresa, a primeira providência é
contratar um contador – profissional legalmente habilitado
para elaborar os atos
constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma
jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os
formulários exigidos pelos órgãos públicos
de inscrição de pessoas jurídicas.
O contador pode informar sobre a legislação tributária
pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador
de serviço,
deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários
com negócios semelhantes.
Para um estabelecimento comercial que concentre a produção
e a venda de cortinas, exige-se uma estrutura inicial de 65 m2,
com
flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento
do negócio. Esta área inclui o espaço para
os equipamentos de confecção das
cortinas (por volta de 50 m2) e um pequeno stand de vendas para
atendimento dos clientes e demonstração de alguns
produtos (por volta de 15 m2). O estabelecimento deve ser mantido
em perfeitas condições de ordem e higiene.
Os funcionários devem apresentar características
físicas adequadas ao desempenho de suas atividades, em ambiente
arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas
pelo Corpo de Bombeiros.
O local de trabalho deve ser limpo e organizado, pois a sujeira
acumulada propicia a multiplicação de micróbios.
O piso, a parede e o
teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações,
mofos e descascamentos.
Paredes pintadas com tinta acrílica facilitam a limpeza.
As cores claras (amarelo, bege e branco) trazem a sensação
de amplitude e
profundidade. Texturas e tintas especiais personalizam e valorizam
o ponto.
Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No
final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento.
Quanto às artificiais, a preferência é pelas
lâmpadas fluorescentes, que ressaltam as cores dos alimentos.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores)
poderão ajudar a definir as alterações a serem
feitas no imóvel
escolhido para funcionamento da confecção, orientando
em questões sobre ergometria, fluxo de operação,
design dos móveis, iluminação, ventilação,
etc.
Pessoal
O número de funcionários varia de acordo com o tamanho
do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, a confecção
de cortinas exige a seguinte equipe:
• Gerente: responsável pelas atividades administrativas,
financeiras, de controle de estoque e da comercialização.
Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo
produtivo e do mercado. Precisa pesquisar sobre as novas tendências
de cortinas e sobre novidades em cores, estampas e tecidos. Pode
ser o proprietário.
• Costureira: responsável pela confecção
das cortinas sob encomenda. Deve saber operar com eficiência
a máquina de costura, conhecer os diversos modelos de cortinas
e trabalhar com produtividade e qualidade.
• Instalador: responsável pela instalação
da cortina na residência ou escritório do cliente.
Como o serviço é realizado na presença do
cliente, deve ser prestativo, educado, pontual e eficiente no ofício.
De acordo com o horário de funcionamento e com o comportamento
de vendas ao longo do dia (atenção aos horários
de pico), pode ser necessária a contratação
de mais costureiras ou vendedores. Esta expansão do negócio
precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.
O atendimento é um item que merece a maior preocupação
do empresário, já que nesse segmento de negócio
há uma tendência ao
relacionamento de longo prazo com o cliente e indicação
de novos clientes.
A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento
com a empresa, eleva o nível de retenção de
funcionários, melhora a
performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com
a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve
desenvolver as seguintes competências:
• Capacidade de percepção para entender e atender
as expectativas dos clientes.
• Agilidade e presteza no atendimento.
• Capacidade de apresentar e vender os produtos da confecção,
expandindo o consumo médio por cliente sem ser inconveniente.
• Motivação para crescer juntamente com o negócio.
Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do
Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como
balizadora dos salários e orientadora das relações
trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.
O empreendedor pode participar de seminários, congressos
e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se
atualizado e
sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade
poderá ser consultado para aprofundar as orientações
sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.
Equipamentos
Um projeto básico certamente contará com:
• Uma mesa de corte.
• Duas máquinas de costura reta.
• Ferro a vapor.
• Provador de cortina.
• Utensílios de costura
A disposição dos equipamentos é importante
para a integração das atividades do estabelecimento.
Portanto, ao fazer o layout da
confecção, o empreendedor deve levar em consideração
a ambientação, decoração, circulação,
ventilação e iluminação. Na área
externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas
e estacionamento.
As máquinas de costura devem estar conservadas, limpas e
em bom funcionamento, para garantir a produtividade do negócio
e a segurança das costureiras.
Matéria Prima / Mercadoria
As cortinas podem ser instaladas em trilhos ou tubos de ferro,
madeira e outros materiais, através de argolas, ilhoses ou
com o próprio tecido.
Dentre os diversos tipos de cortinas, os mais tradicionais são
os que contam com dois pedaços iguais de tecidos, pendurados
em trilhos,
que se encontram no meio da janela. Para combater a claridade, pode
ser utilizado um tecido chamado blackout que bloqueia a entrada
de luz e escurece o ambiente.
Existem modelos modernos de pregas que proporcionam à cortina
um toque de sofisticação. A qualidade e a diversidade
dos tipos de tecidos variam entre organzas, shantungs, tafetás,
microfibras, linhos, algodões estampados, acrílicos,
veludos e cambraias entre outros. A seguir, são listados
alguns tecidos que podem ser utilizados em cortinas:
• Tecido Especial (código: 2254):
-Composição: 72% algodão e 28% poliéster.
-Origem: Brasil.
-Largura: 1,40m.
-Uso: Tecido impermeável indicado para áreas externas
ou internas.
Resistente à: raios solares, esgarçamento, formação
de bactérias, manchas aquosas e oleosas.
• Acrílico (código: 01020461):
-Descrição: Acrílico.
-Largura: 1,40m.
-Uso: É o mais resistente e mais maleável da linha
de tecidos impermeáveis.
• Blackout (código: 3260):
-Descrição: Blackout importado branco.
-Largura: 2,80m.
-Uso: Tem a função de impedir a entrada de luz.
• Gorgorão (código: 2183):
-Descrição: Firenze mostarda impermeabilizado.
-Largura: 1,40m.
-Uso: Cortinas e colchas.
• Organza (código: 3169):
-Descrição: Mystique liso branco.
-Largura: 3,00m.
-Uso: Cortinas e xales.
• Tafetá (código: 3141):
-Descrição: Ultra-seda palha.
-Largura: 1,40m.
-Uso: Cortinas, xales, colchas, mantas e almofadas.
• Veludo (código: 2485):
-Descrição: Veludo onça desenho 1012.
-Largura: 1,40 mts.
-Uso: O veludo estampado obtido pela pintura a quadro do veludo
liso apresenta estampas de animais.
• Voile e outros (código: 3006)
-Descrição: Voile liso branco.
-Largura: 3,00m.
-Uso: Cortinas e chales.
Alguns clientes preferem os modelos básicos, com tecidos
leves. Outros optam pelos gêneros clássicos, com xales
e outros acessórios.
O voile continua sendo um dos tecidos mais escolhidos porque é
leve e de fácil manutenção. Já o linho,
a seda, o shantung e o algodão são mais evitados porque
precisam ser lavados a seco.
Como o tecido representa o principal custo da cortina, é
fundamental a realização periódica de pesquisas
de preços com lojas de tecidos e confecções.
Volume e adimplência são importantes armas para a obtenção
de descontos e prazos de pagamento.
Depois de confeccionadas, as cortinas podem ser presas das seguintes
maneiras:
• Varão: sua maior vantagem é a simplicidade.
De inox, latão, alumínio ou madeira, esse suporte
pode ser único, duplo ou triplo
(varões alinhados paralelamente para forro, cortina e xale).
As ponteiras acopladas nas extremidades fazem o acabamento e evitam
que a cortina escape do varão pelos lados. Este modelo é
ideal para cortinas com alças de tecido, argolas e ilhoses.
• Trilho: outro acessório bem popular, também
pode ser encontrado em versões simples, duplas ou triplas.
Ocupa menos espaço que o
varão. Fixado no teto, é ideal para cortinas volumosas,
com pregas, presas por ganchos deslizantes (este acessório
também funciona para os varões).
• Bandô: faixa larga de tecido que pode ser presa
a uma estrutura de madeira. É utilizado para esconder o trilho,
o varão ou a caixa da
persiana.
• Braçadeiras: são acessórios utilizados
para prender os xales, indicados na decoração clássica
de quartos.
Muitas lojas de tecido estão verticalizando os serviços
prestados, oferecendo também o serviço de confecção
de cortinas. Deve-se
atentar para esta concorrência direta de fornecedores que,
por terem acesso à matéria-prima sem intermediários,
adquirem vantagens
competitivas de custos.
Outros concorrentes diretos são as lojas de persianas. Este
mercado, representado por grandes fabricantes e uma extensa rede
de
distribuidores e representantes, vem se especializando em produtos
com aspectos mais rústicos e naturais, simulando uma apresentação
mais artesanal e roubando clientes das confecções
de cortinas. Com persianas bonitas e práticas, aos poucos,
os fabricantes estão
ampliando o leque de produtos e se adaptando às preferências
dos consumidores. Trata-se de um importante competidor que, cada
vez
mais, aumenta a sua participação neste mercado.
Organização do processo produtivo
Para um estabelecimento comercial que concentre a produção
e a venda de cortinas, exige-se uma estrutura inicial de 65 m2,
com
flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento
do negócio. Esta área inclui o espaço para
os equipamentos de confecção das
cortinas (por volta de 50 m2) e um pequeno stand de vendas para
atendimento dos clientes e demonstração de alguns
produtos (por volta de 15 m2). O estabelecimento deve ser mantido
em perfeitas condições de ordem e higiene.
Os funcionários devem apresentar características
adequadas ao desempenho de suas atividadesque deverão ocorrer
em ambiente
arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas
pelo Corpo de Bombeiros.
O local de trabalho deve ser limpo e organizado, pois a sujeira
acumulada propicia a multiplicação de micróbios.
O piso, a parede e o
teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações,
mofos e descascamentos.
Paredes pintadas com tinta acrílica facilitam a limpeza.
As cores claras (amarelo, bege e branco) trazem a sensação
de amplitude e
profundidade. Texturas e tintas especiais personalizam e valorizam
o ponto.
Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No
final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento.
Quanto às artificiais, a preferência é pelas
lâmpadas fluorescentes, que ressaltam as cores dos alimentos.
Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores)
poderão ajudar a definir as alterações a serem
feitas no imóvel
escolhido para funcionamento da confecção, orientando
em questões sobre ergometria, fluxo de operação,
design dos móveis, iluminação, ventilação,
etc.
Automação
Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (softwares)
que podem auxiliar o empreendedor na gestão de uma confecção
de cortinas (vide http://www.baixaki.com.br ou http://www.superdownloads.com.br).
Seguem algumas opções:
• Aplicativo PIC Lojas de Confecção 3.1.
• Aplicativo PIC Indústria de Confecção
11.46.
• Sistema Integrado Administrativo 2.7.
• Aplicativo Integrado para Indústria de Confecções.
• Cacique – Confecções 2.13.0
• Raiz-loja 1.0.
Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor
deve avaliar o preço cobrado, o serviço de manutenção,
a conformidade em relação à legislação
fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações
oferecidas pelo fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui
funcionalidades tais como:
• Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão
de caixa e bancos (conta corrente).
• Controle do estoque.
• Organização de compras e contas a pagar.
• Emissão de pedidos.
• Controle de taxa de serviço.
• Lista de espera.
• Relatórios e gráficos gerenciais para análise
real do faturamento da confecção.
Canais de distribuição
Na maioria dos casos, a venda de uma cortina inclui o serviço
de instalação na residência ou escritório
do cliente. Portanto, o canal
de distribuição do produto passa por um funcionário
próprio ou por um serviço terceirizado que irá
instalar a cortina. Em alguns casos, o cliente pode solicitar a
entrega sem instalação.
Investimentos
O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento.
Uma confecção de cortinas estabelecida numa área
de 65m² exige um investimento inicial estimado em R$ 16.000,00
a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:
• Reforma do local.
• Uma mesa de corte.
• Duas máquinas de costura reta.
• Ferro a vapor.
• Provador de cortina.
• Utensílios de costura.
• Telefone.
• Fax.
• Microcomputador.
• Stand de vendas.
• Abertura da empresa.
• Marketing inicial.
• Estoque inicial.
Para uma informação mais apurada sobre o investimento
inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano
de negócio
disponível no Sebrae.
Capital de giro
Capital de giro é o montante de recursos financeiros que
a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo
de negócio.
O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função
de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios
onde a empresa atua.
O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente,
à ocorrência dos fatores a seguir:
• Variação dos diversos custos absorvidos pela
empresa.
• Aumento de despesas financeiras, em decorrência das
instabilidades desse mercado.
• Baixo volume de vendas.
• Aumento dos índices de inadimplência.
• Altos níveis de estoques.
O empreendedor deve ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
O empresário deve evitar a retirada de valores além
do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso
que entrar na empresa nela
deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão
do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar
mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de
capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.
Geralmente, a necessidade de capital de giro é alta para
a operação de uma confecção de cortinas.
Muitas vezes, a compra de tecidos e o pagamento de empregados são
realizados antes do recebimento do cliente. Para o atendimento dos
prazos acordados, há a necessidade de aquisição
de um estoque mínimo. E o cliente, invariavelmente, solicita
um prazo maior para o pagamento do serviço.
É possível minimizar a necessidade de capital de
giro através do recebimento de um sinal como primeira parcela
do serviço contratado. O sinal também garante que,
numa eventual desistência do cliente, o empreendedor não
arque com todo o prejuízo.
Custos
São todos os gastos realizados na produção
de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente
ao preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários,
honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima
e insumos consumidos no processo de produção.
O cuidado na administração e redução
de todos os custos envolvidos na compra, produção
e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio,
indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso,
na medida em que encarar como ponto fundamental a redução
de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle
de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a
chance de ganhar no resultado final do negócio.
Os custos para uma abrir uma confecção de cortinas
devem ser estimados considerando os itens abaixo:
• Salários, comissões e encargos.
• Tributos, impostos, contribuições e taxas.
• Aluguel, taxa de condomínio, segurança.
• Água, luz, telefone e acesso a internet.
• Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários.
• Recursos para manutenções corretivas.
• Assessoria contábil.
• Propaganda e publicidade da empresa.
• Aquisição de matéria-prima e insumos.
• Despesas com vendas.
• Despesas com armazenamento e transporte.
Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:
• Comprar pelo menor preço.
• Negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores.
• Evitar gastos e despesas desnecessárias.
• Manter equipe de pessoal enxuta.
• Reduzir a inadimplência, através da utilização
de cartões de crédito e débito.
Diversificação / Agregação de valor
Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares
ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo
o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos
concorrentes não oferecem. É necessário que
esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva
e aumente o seu nível de satisfação com o produto
ou serviço prestado.
As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação
de benefícios de valor agregado. No caso de uma confecção
de cortinas, há várias oportunidades de diferenciação,
tais como:
• Disponibilização de um stand de vendas para
a exposição dos produtos.
• Oferta de mostruários e revistas de decoração
aos clientes.
• Prestação gratuita do serviço de instalação
das cortinas.
• Uniformização e padronização
dos vendedores e instaladores.
• Visita técnica para a definição de
modelos e tecidos de cortinas.
• Convênio com decoradores de interiores para auxiliar
na composição do ambiente.
• Ampliação da oferta de serviços, como
a confecção de almofadas, colchas, edredons e sofás.
Divulgação
A divulgação é um componente fundamental para
o sucesso de uma confecção de cortinas. As campanhas
publicitárias devem ser
adequadas ao orçamento da empresa, à sua região
de abrangência e às peculiaridades do local. Abaixo,
sugerem-se algumas ações
mercadológicas acessíveis e eficientes:
• Confeccionar folders e flyers para a distribuição
em escritórios e casas.
• Montar stands de vendas itinerantes, para demonstração
dos produtos em pontos de grande circulação.
• Divulgar a confecção e disponibilizar cartões
de visitas para arquitetos e decoradores, oferecendo uma comissão
por indicação.
• Divulgar a confecção e disponibilizar cartões
de visitas para lojas de tecidos, oferecendo uma comissão
por indicação.
• Oferecer brindes para clientes que indicam outros clientes.
• Confeccionar cortinas para feiras, mostras, revistas e
lojas de arquitetura e decoração.
• Presentear clientes com convites para feiras e mostras
de decoração.
O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando
puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor
propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de confecção de cortinas, assim entendida
a fabricação de cortinas e semelhantes (travesseiros,
edredons e almofadas), poderá optar pelo SIMPLES Nacional
- Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos
e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela
Lei Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade
não
ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa
de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos
previstos na Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-IPI (imposto sobre produtos industrializados);
-INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo II da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade,
vão de 4,5% até 12,11%, dependendo da receita bruta
auferida pelo negócio. No caso de início de atividade
no próprio ano-calendário da opção pelo
SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota
no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará,
como receita bruta total acumulada, a receita do próprio
mês de apuração multiplicada por 12 (doze).
Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade
conceder benefícios de isenção e/ou substituição
tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso.
Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando
se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007,
do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte).
Essa opção de tributação poderá
ser amplamente vantajosa para o segmento de confecção
de cortinas, motivo pelo qual sugerimos uma
avaliação cuidadosa do regime de tributação
apresentado. Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico
Exigências legais especificas, que inclui as normas e regulamentos
que devem ser atendidos para operacionalização dessa
atividade.
Glossário
Seguem alguns termos utilizados pelo segmento e os principais instrumentos
de trabalho, extraídos respectivamente dos websites
http://www.cadhouse.com.br e http://www.editoraonline.com.br.
ALFINETE: Indicado para prender os tecidos antes de serem costurados,
evitando que fiquem tortos no momento de passá-los na
máquina de costura ou alinhavá-los à mão.
ARGOLA: Anel vazado, metálico ou de madeira, que permite
o encaixe dos varões nas alças das peças, possibilitando
prender e puxar
com maior facilidade o conjunto.
BANDÔ: O bandô é aquela peça muito utilizada
como acabamento de uma cortina, pois esconde o trilho ou o varão.
Normalmente de tecido, apresenta-se como uma faixa larga que arremata
a parte superior das cortinas.
BOTÃO: Item fundamental para o acabamento das cortinas e
bandos, pode ser encontrado em inúmeros formatos e tamanhos,
além de
materiais variados. Também pode ser forrado com o mesmo tecido
da cortina ou em cores complementares, para oferecer resultados
especiais.
BRISE: Elemento horizontal ou vertical cuja função
é a proteção contra os raios solares.
BASCULANTE: Tipo de movimento realizado por uma janela, por exemplo.
Janelas basculantes são aquelas do tipo que comumente
chamamos de "vitrô", movimentam-se em torno de eixo
horizontal, e são muito utilizadas em banheiros ou em áreas
que requerem maior
segurança
COMPOSÊ: Diz-se "composê" quando são
utilizados tecidos de diversas estampas em uma mesma peça
ou ambiente.
CORES FRIAS E QUENTES: São qualidades das cores - a "temperatura"
da cor -, que exercem diferentes efeitos no sistema nervoso do expectador.
Definir quais são as cores frias e quais são as quentes
não é um processo simples. Geralmente, vermelho e
amarelo são consideradas cores quentes, e as demais –
tais como azul e verde – cores frias.
ENTRETELA E FRANZIDOR: Tecidos consistentes, colocados entre o
forro e o tecido principal da peça, para proporcionar melhor
caimento ao conjunto ou torna-lo armado. Os franzidores formam desenhos
simétricos e diferenciados no cabeçote da cortina.
GANCHO DESLIZANTE: são acessórios de plástico
resistente que, quando fixados nos franzidores, permitem que estes
sejam deslocados com maior facilidade.
ILHÓS: Aro de metal, de plástico ou de outro material
usado no acabamento de um projeto. Em geral, é utilizado
para dar um efeito
diferenciado à peça ou para compor um modelo especial.
LINHA: Material básico para a confecção de
peças, sendo necessário observar a espessura e a cor
para combinar com o tecido a ser
costurado e evitar que a peça descosture facilmente.
LUMINOSIDADE DE UMA COR: Refere-se a uma qualidade da cor que
indica a quantidade de branco que a ela foi adicionado.
MÁQUINA DE COSTURA: Acessório indispensável
para a confecção por facilitar e agilizar o trabalho
das costureiras. Os modelos encontrados no mercado variam desde
os mais simples até os mais sofisticados, cujos recursos
proporcionam resultados mais elaborados.
MÁQUINA DE FORRAR BOTÕES: Aparelho apropriado para
revestir os botões com tecido. Facilita e agiliza o trabalho
da
costureira, além de permitir que o material seja recoberto
com perfeição.
MATIZ: Refere-se à uma cor propriamente dita.
PINCEL: Instrumento usado em trabalhos manuais de pinturas, ele
deve ter sua numeração observada para um melhor resultado,
conforme a descrição abaixo:
• Numeração 0: indicado para pintar filetes
e arabescos.
• Numeração 2: indicado para acabamentos em
peças menores e arabescos.
• Numerações 4 e 6: têm a mesma finalidade
dos pincéis nº 2, mais com traços mais definidos.
• Numerações 8 e 10: ideais para peças
maiores e para esfumar o fundo dos trabalhos.
PINGENTE: Item indispensável para o acabamento das cortinas
e dos bandôs, ele é encontrado em estilos e cores diferentes
como franjas, cordões, trançados ou torcidos e muitos
outros. Faz a diferença para tornar as peças exclusivas.
POLICROMIA: Diz-se que algo é policromado quando apresenta
mais de três cores.
PONTEIRA: Peça de metal, madeira ou outro tipo de produto,
encaixada nas pontas dos varões para dar um acabamento melhor
e
acompanhar o estilo da cortina ou do bandô.
SATURAÇÃO DE UMA COR: Refere-se a uma das qualidades
das cores, que indica o grau de pureza do matiz. Quanto mais saturada,
mais viva uma cor se torna.
SANETA: Saneta é a extensão do bandô de uma
cortina - quando ele desce pelas laterais da janela.
TESOURA: Em diversos tamanhos e modelos, as tesouras são
indispensáveis para a costura, tanto para cortar os tecidos,
as linhas e
outros acessórios, quanto para auxiliar em pequenos detalhes
de picotes.
TINTA: Material encontrado em várias tonalidades, que formam
uma parceria harmoniosa com os tecidos, possibilitando inúmeros
estilos e criações de peças.
TRILHO: Suporte de alumínio para cortina.
VARÃO: Objeto de madeira, ferro ou outro tipo de metal que
serve para pendurar as cortinas e os bandos, substituindo os tradicionais
rodízios.
Dicas do Negócio
O empreendedor deve definir muito bem o raio de atuação
da sua confecção de cortinas, pois geralmente a venda
começa com uma
visita à residência ou ao escritório do cliente
para tirar medidas. Outras visitas podem ser necessárias,
incluindo a visita obrigatória
final de instalação da cortina. Uma área de
atuação muito extensa pode atrasar o tempo das visitas,
prejudicando o atendimento. Já uma área de atuação
muito restrita pode inviabilizar financeiramente o crescimento das
vendas.
Outra atitude importante é pesquisar modelos, tecidos e
formatos de cortinas para ampliar o portfólio de produtos.
Existem no mercado
revistas especializadas em modelos de cortinas e decoração.
Disponibilizar este material ao cliente também auxilia na
escolha do modelo ideal.
A principal decisão a ser tomada sobre o modelo de cortina
desejado refere-se ao tipo de tecido. No mercado, há inúmeras
versões de tecido que atendem a diversos gostos e bolsos.
Para a mesma área de janela, os tecidos finos exigem uma
metragem maior porque precisam de mais volume. As pesadas sobreposições
de panos, utilizadas antigamente, cederam espaço a cortinas
mais leves e simples.
É importante definir a função da cortina no
ambiente. Se o cliente deseja ter um pouco de luminosidade no ambiente,
os tecidos mais
indicados são os claros ou os transparentes, como gaze de
linho, organdi, voile e chiffon. Quando se deseja ausência
de luz,
recomendam-se os tecidos grossos, como o linho puro, seda rústica,
brim e lona, ou o black-out, como forro. A combinação
de tecido e forro pode controlar com eficiência a melhor a
intensidade de luz no ambiente.
O forro é útil ainda para proteger o tecido principal
da cortina, os móveis e o piso, quando a incidência
do sol é grande no ambiente. O
forro também é utilizado para dar volume e bom caimento
a um tecido nobre, como a seda. Os tecidos mais utilizados para
forro são tergal verão, náilon, gabardine e
microfibra.
Um alerta importante é a possibilidade de a cortina adquirida
causar desconforto para pessoas alérgicas na família.
Para regiões litorâneas e de clima tropical, não
se recomenda a instalação de cortinas de tecidos pesados
e quentes, como o veludo. As melhores opções são
os tecidos leves como a seda, pois pouco interferem na climatização
do ambiente, além de facilitar a limpeza.
Quanto à cor, aconselha-se a utilização de
cortinas claras. Com o tempo e a incidência dos raios solares,
as cortinas mais escuras
perdem a intensidade da cor e desbotam com facilidade.
Quanto à instalação, atualmente a preferência
é de cortinas com sistemas de ilhós. A adaptação
deste tipo de cortina é mais simples do
que as demais. Qualquer pessoa pode manusear e retirar essas cortinas
para limpeza, sem grandes dificuldades. Este tipo de cortina também
é mais simples, moderno e não possui forro, facilitando
na hora da lavagem.
Os clientes devem ser alertados que, para aumentar a durabilidade,
as cortinas precisam ser lavadas a cada oito meses. Isso vale para
todos os tecidos, inclusive os forros. Os sintéticos, principalmente
os 100% poliéster, podem ser lavados em casa. Nesse caso,
recomenda deixar de molho em água fria por 30 minutos e trocar
a água antes de continuar o processo, para que a poeira se
desprenda do tecido. Quando se utiliza máquina de lavar,
deve-se selecionar o programa para roupas delicadas. Já os
tecidos naturais, como seda, linho e algodão, exigem cuidados
especiais, pois estão sujeitos a encolhimento e desbotamento.
Neste caso, recomenda-se a lavagem
em locais especializados.
A cortina representa a combinação entre o modelo
desejado, o tipo de tecido, com sua gravura, cor e textura. O sucesso
no processo de venda ao cliente depende de uma proposta harmoniosa
de união destes elementos.
Por fim, o empreendedor deve atentar que a prestação
do serviço inclui desde o primeiro contato com o cliente
para receber o pedido até o momento final de pagamento do
produto. Em nenhum momento durante o processo o bom atendimento
pode ser negligenciado.
Características específicas do empreendedor
No ramo de confecção de cortinas, o empreendedor
precisa estar atento às tendências de decoração.
Deve identificar os movimentos
deste mercado e adaptá-los à sua oferta, reconhecendo
as preferências dos clientes e renovando continuamente o mostruário.
Outras características importantes, relacionadas ao risco
do negócio, podem ajudar no sucesso do empreendimento:
• Busca constante de informações e oportunidades.
• Persistência.
• Comprometimento.
• Qualidade e eficiência.
• Capacidade de estabelecer metas e calcular riscos.
• Planejamento e monitoramento sistemáticos.
• Independência e autoconfiança.