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Idéias de Novos Negócios - Churros

Apresentação do Negócio

O churro é um alimento muito consumido na América e Europa. Sua origem remonta a tempos distantes, já que foram os povos árabes que introduziram a receita na península ibérica no século 19. A partir daí, o alimento começou a ser produzido na Catalunha, e logo passou a fazer parte do hábito alimentar dos moradores.

Em razão do ímpeto conquistador da Espanha medieval, a iguaria foi introduzida em diversos países, adaptando-se ao paladar local. Atualmente, o churro é muito popular na América Latina, da Argentina ao México. Nestes países, ele é consumido sem recheio, em cafés e lanchonetes.

No Brasil, popularizou-se a versão frita, em formato de tubo, recheio de doce de leite e cobertura de açúcar. A produção e a comercialização expandiram-se a partir de vendedores ambulantes em carrocinhas semelhantes às de pipoca e de cachorro-quente. O produto é oferecido em praças, esquinas, praias, pontos turísticos e eventos a céu aberto. Já há variações de recheio (por exemplo, chocolate e leite condensado) e de cobertura (por exemplo, canela e brigadeiro).

Recentemente, este produto passou a ser disponibilizado em hipermercados, centros comerciais e shopping centers, através de
quiosques e lojas de churros, ou churrerias. Franquias internacionais também já identificaram o potencial deste mercado, inaugurando
unidades e expandindo sua marca.

Surge aí mais uma idéia de negócio, ancorada em um produto simples, popular e acessível que agrada crianças, jovens, adultos e idosos. A criatividade brasileira pode ser aplicada no lançamento de novos recheios, coberturas, formatos, embalagens e formas de atendimento.

Ou o foco pode ser direcionado para a tradição, com a oferta de churros espanhóis em formato de roda e sem recheio. Qualquer que
seja a estratégia, o negócio de churros apresenta-se como mais uma oportunidade empresarial no lucrativo ramo de alimentação.

Mercado

O setor de alimentação vive, nos últimos anos, uma fase de crescimento vertiginoso no Brasil. A correria da vida moderna e o
aumento do número de mulheres no mercado de trabalho fizeram com que o brasileiro gastasse, todo ano, 15% mais com alimentação fora do lar. Em 2007, esta quantia representou R$ 79 bilhões.

A alimentação fora do lar representava 19,7% da despesa geral com comida em 1998. Hoje corresponde a 25% do total. Em dez anos, pode chegar a 40%, ainda abaixo do percentual norte-americano de 52%. Tais números mostram o potencial de crescimento do setor.

A globalização e aumento do fluxo de turistas contribuíram para que hábitos alimentares internacionais fossem facilmente absorvidos no
Brasil. Hoje, numa praça de alimentação de um shopping center qualquer, o consumidor pode escolher entre comida árabe, japonesa,
chinesa, italiana, americana ou brasileira. No meio desta ampla oferta, o churro desponta como uma alternativa importada saborosa.

Já incorporado ao paladar nacional, o churro com recheio tornou-se uma preferência nacional. Tanto que o mercado tem sido explorado por ambulantes informais que iniciam o próprio negócio com um pequeno investimento. Em sua maioria, estes empreendedores preocupam-se, primeiramente, em servir um produto com preço baixo. A qualidade dos produtos oferecidos neste segmento ainda deixa a desejar.

Neste vácuo de mercado, surgem as lojas de churros, com pontos comerciais, carrinhos mais equipados e barracas em shopping centers e centros comerciais. Estas lojas não concorrem diretamente com o mercado informal, pois os impostos e encargos sociais não permitem a competição de preços. Em compensação, as lojas de churros podem oferecer um produto de maior valor agregado, com mais qualidade, atendimento diferenciado, em um ambiente limpo e higiênico. São capazes de atrair um público mais exigente.

Alguns levantamentos indicam que os maiores mercados estão nas regiões Sul e Sudeste. Claramente, o segmento encontra-se em plena
expansão, com potencial de crescimento em supermercados, sacolões, postos de gasolina, cinemas e festas infantis.

Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:

• Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado alvo.

• Pesquisa a guias especializados em restaurantes e lanchonetes. Este é um instrumento fundamental para fazer uma análise da concorrência, selecionando restaurantes por bairro, faixa de preço e especialidade.

• Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho.

• Participação em seminários especializados

Localização

A localização do ponto comercial é uma das decisões mais relevantes para uma loja de churros. Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se considerar prioritariamente a densidade populacional, o perfil dos consumidores locais, a concorrência, os fatores de acesso e locomoção, a visibilidade, a proximidade com fornecedores, a segurança e a limpeza do local.

Mesmo produtos simples como churros podem se beneficiar de pontos sofisticados, com circulação de pessoas de alto poder aquisitivo. Pontos próximos a cinemas e áreas de lazer de crianças garantem um bom faturamento.

Alguns detalhes devem ser observados na escolha do imóvel:

-O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet.

-O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta com serviços de
transporte coletivo nas redondezas.

-O local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco.

-O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais.

-A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura.

-Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva.

-As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município.

-Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia.

-O que a legislação local determina sobre o licenciamento das placas de sinalização.

Cabe ressaltar que a instalação de uma barraca de churros em suporte/plataforma de “trailer” não altera a natureza jurídica do negócio. O estabelecimento está sujeito à mesma regulamentação legal de outra loja qualquer, principalmente no que se refere à fiscalização e à vigilância sanitária. A loja não pode ser considerada móvel ou itinerante, pois funciona fixada no endereço para o qual o alvará de localização foi expedido.

No caso de comércio ambulante, com característica de loja móvel itinerante (por exemplo, as famosas carrocinhas de churros), o
empreendedor fica obrigado a obter licenciamento específico para cada local onde permanecer, o que é regulamentado pela legislação do município onde o empreendedor pretende explorar a atividade.

Exigências legais específicas

Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador – profissional legalmente habilitado para elaborar os atos
constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas.

O contador pode informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador de serviço,
deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários com negócios semelhantes.

Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as devidas inscrições. As etapas do registro são:

-Registro de empresa nos seguintes órgãos:

-Junta Comercial;
-Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
-Secretaria Estadual da Fazenda;
-Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
-Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal).
-Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”.
-Corpo de Bombeiros Militar.
-Visita à prefeitura da cidade onde pretende montar a sua indústria (quando for o caso) para fazer a consulta de local.
-Obtenção do alvará de licença sanitária – adequar às instalações de acordo com o Código Sanitário (especificações legais sobre as
condições físicas). Em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso).
-Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estado para, solicitando a vistoria das instalações e equipamentos.
-Registro do produto (quando for o caso)

As principais exigências legais aplicáveis a este segmento são:

-Lei nº. 6.437, de 20.08.77 e alterações posteriores – Configura infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções
respectivas e a necessidade da responsabilidade técnica.

-Lei nº.12.389 de 11 de Outubro de 2005 - Dispõe sobre a doação e reutilização de gêneros alimentícios e de sobras de alimentos e dá
outras providências.

-Resolução RDC nº. 91, de 11 de maio de 2001 - Aprova o Regulamento Técnico: Critérios Gerais e Classificação de Materiais
para Embalagens e Equipamentos em Contato com Alimentos, constante do Anexo desta Resolução.

-Resolução RDC nº. 216, de 15 de setembro de 2004 - Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação.

-Resolução RDC nº. 218, de 29 de julho de 2005 – Dispõe sobre Regulamento Técnico de Procedimentos Higiênico-Sanitários para
Manipulação de Alimentos e Bebidas Preparados com Vegetais.

-Resolução RDC nº. 275, de 21 de outubro de 2002 – Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores / Industrializadores de Alimentos.

-Portaria nº. 326/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para
Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos.

-Portaria nº. 1.428/93 - Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos.

Essa legislação federal pode ser complementada pelos órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária, visando abranger
requisitos inerentes às realidades locais e promover a melhoria das condições higiênico-sanitárias dos serviços de alimentação.

Em alguns estados e municípios, os estabelecimentos que produzem e/ou manipulam alimentos somente podem funcionar mediante licença de funcionamento e alvará expedido pela autoridade sanitária competente. A vistoria no estabelecimento segue o código sanitário
vigente e é feita pelos fiscais da prefeitura local.

As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor,
estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar a relação entre consumidores e fornecedores.

O CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final. Ou seja, é necessário que em uma negociação estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou serviço adquirido satisfaça as necessidades próprias do consumidor, na condição de destinatário final.

Portanto, operações não caracterizadas como relação de consumo não estão sob a proteção do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para serem revendidas pela casa. Nestas operações, as mercadorias adquiridas se destinam à revenda, e não ao consumo da empresa. Tais negociações se regulam pelo Código Civil brasileiro e legislações comerciais específicas.

Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados à venda, fornecimento de
orçamento prévio dos serviços a serem prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças de dívidas.

Em relação aos principais impostos e contribuições que devem ser recolhidos pela loja de churros, vale uma consulta ao contador sobre
da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (disponível em http://www.leigeral.com.br), em vigor a partir de 01 de julho de 2007.

Estrutura

Um quiosque de churros em shopping center ou centro comercial pode funcionar a partir de uma estrutura básica de 2 m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Esta área inclui apenas o equipamento para a preparação dos churros.

Para uma loja de churros, a estrutura pode ocupar o tamanho de uma loja comercial, em torno de 20 m2. A disposição dos equipamentos deve estar de acordo com o processo produtivo de confecção dos churros, reduzindo o trânsito desnecessário dos funcionários. Os equipamentos fixos devem permitir fácil acesso e limpeza adequada.

É preferível que a área de produção do churro esteja visível ao público, através de balcões e divisórias de vidro. Isso atrai a atenção dos transeuntes e aumenta a sensação de segurança e higiene dos clientes mais exigentes.

Os funcionários devem apresentar características físicas adequadas ao desempenho de suas atividades, em ambiente arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.

O local de trabalho deve ser limpo e organizado, pois a sujeira acumulada propicia a multiplicação de micróbios. O piso, a parede e o
teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos.

Para impedir a entrada e o abrigo de insetos e outros animais, as janelas devem possuir telas. Os objetos sem utilidade devem ser retirados das áreas de trabalho. O local deve ser mantido bem iluminado e ventilado e as lâmpadas protegidas contra quebras.

As caixas de gordura e de esgoto devem estar localizadas fora das áreas de preparo e de armazenamento de alimentos.

As superfícies que entram em contato com os alimentos, como bancadas e mesas, devem ser mantidas em bom estado de
conservação, sem rachaduras, trincas e outros defeitos.

Os produtos de limpeza não podem ser guardados juntamente com os alimentos. Eles devem conter no rótulo o número do registro no
Ministério da Saúde ou a frase “Produto notificado na Anvisa”. A limpeza do ambiente é importante para prevenir e controlar baratas,
ratos e outras pragas. Os venenos devem ser aplicados somente quando necessário e sempre por empresa especializada.

Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da, orientando em questões sobre ergonometria, fluxo de operação, cores que estimulam o apetite,
design dos móveis, iluminação, ventilação, etc.

Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes, que ressaltam as cores dos alimentos.

O local de armazenamento e manipulação precisa ser independente, onde não se transitam substâncias tóxicas, com área independente para higiene e guarda de utensílios de preparação.

O lixo, além de atrair insetos e outros animais para a área de preparo dos alimentos, é o meio ideal para a multiplicação de micróbios
patogênicos. Por isso, a cozinha deve ter lixeiras de fácil limpeza, com tampa e pedal e o lixo deve ser retirado para fora da área de preparo de alimentos em sacos bem fechados. Após o seu manuseio, deve-se lavar as mãos.

Pessoal

O número de funcionários varia de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo oscilar de dois a seis funcionários. Para a
estrutura de loja, a equipe deve contar com:

-Gerente: pode ser o proprietário. Deve ter conhecimento de gestão e do processo produtivo. Também será o responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e de supervisão das regras de higiene.

-Manipulador: responsável pelo preparo da massa, dos recheios e dos churros. Deve ser extremamente higiênico e cuidadoso. As mulheres devem utilizar cabelos presos, cobertos com redes ou toucas, e retirar brincos, pulseiras, anéis, aliança, colares, relógio e maquiagem. Os homens devem evitar bigodes, barba e costeleta. O uniforme deve ser usado somente na área de preparo dos alimentos, com troca diária.

-Atendente: responsável pelo atendimento ao público. Deve ser atencioso e versátil.

-Caixa: responsável pela manipulação de dinheiro e outros meios de pagamento. Deve ser confiável, rápido e com raciocínio matemático. Não pode ter qualquer contato com os alimentos. Muitas vezes, esta função é desempenhada pelo próprio gerente do estabelecimento. De acordo com o horário de funcionamento e o comportamento de vendas ao longo do dia (atenção aos horários de pico), podem ser necessários dois turnos de trabalho e a contratação de mais funcionários. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.

O atendimento é um item que merece a maior preocupação do empresário, já que nesse segmento de negócio há uma tendência ao
relacionamento de longo prazo com o cliente.

A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a
performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve
desenvolver as seguintes competências:

-Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes.
-Agilidade e presteza no atendimento.
-Capacidade de apresentar e vender os produtos da loja, expandindo o consumo médio por cliente sem ser inconveniente.
-Motivação para crescer juntamente com o negócio.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.

O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e
sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.

Equipamentos

Bons equipamentos são fundamentais para levar ao consumidor final um produto de alta qualidade. Dentre as opções de máquinas de churro dispostas no mercado, existem os modelos fixo, ambulante, compacto e tacho, nas versões a gás ou elétrico.

Em quiosques de shopping centers, há exigências referentes à emissão de fumaça de frituras. Para tanto, exigem-se fritadeiras especiais e sistemas de exaustão avançados.

Para uma loja, a disposição dos equipamentos é importante para a integração das atividades do estabelecimento. Portanto, ao fazer o
layout da cozinha e do salão, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e
iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento. Um projeto básico certamente contará com:

-Fritadeira.
-Cilindro para moldar churros.
-Batedeira industrial para massa.
-Fogão industrial (4 bocas).
-Coifa para exaustão.
-Escorredor.
-Balcão seco.
-Vitrines geladas.
-Freezer horizontal.
-Liquidificador industrial.

Os equipamentos devem estar conservados, limpos e funcionando bem. A temperatura de armazenamento deve estar regulada de forma
que os alimentos quentes permaneçam acima de 60ºC e os alimentos frios abaixo de 5ºC.

Matéria Prima / Mercadoria

Para se diferenciar do mercado informal, uma loja de churros precisa oferecer um produto com qualidade superior. A qualidade do churro depende, além do processamento, da procedência das matérias-primas utilizadas na sua fabricação. Os produtos congelados e refrigerados devem ser armazenados imediatamente após a compra, evitando a aquisição de produtos com embalagens amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, com furos ou vazamentos, rasgadas, abertas ou com outro tipo de defeito. As embalagens devem ser limpas antes de abertas e os ingredientes que não forem totalmente consumidos devem ser armazenados em recipientes limpos e identificados com o nome do produto, data da retirada da embalagem original e prazo de validade após a abertura. Produtos com prazo de validade vencido não devem ser utilizados.

Os churros admitem uma variedade muito grande de recheios, além do previsível doce de leite. Alguns dos sabores oferecidos pelas lojas de churros são: chocolate, caramelo, goiaba, morango, nuttela, leite condensado, baunilha e mel. A bebida que melhor acompanha o produto é o chocolate quente.

O mix de produtos e o nível de estoque ideal devem ser suficientes para atender à clientela, gerando receita em caixa suficiente para não
comprometer a disponibilidade de recursos, tanto humanos (muitos produtos exigem muitos funcionários envolvidos na compra,
transporte, armazenagem) quanto financeiros (comprar além do necessário).

Há uma ampla variedade de fornecedores. É importante realizar uma pesquisa de mercado a fim de montar um cadastro dos fornecedores capazes de atender às necessidades.

A venda de produtos alimentícios é uma prática que requer muitos cuidados, pois os alimentos são grandes fontes de contaminação e
podem prejudicar a saúde do consumidor. Portanto, é necessário que o fabricante de qualquer produto alimentício conheça a legislação de alimentos e as boas práticas de fabricação para, assim, distribuir um produto adequado ao consumo humano.

Organização do processo produtivo

O processo produtivo de churros é extremamente simples. Tem início com a preparação da massa e dos recheios. Para simplificar mais
ainda, já existe no mercado massa pronta para churros e os recheios podem ser comprados prontos, diretamente de fornecedores. Muitos recheios exigem o consumo no dia do preparo, enquanto outros podem ser armazenados em local adequadamente refrigerado.

Após a aquisição dos ingredientes, a massa do churro deve ser armazenada numa ferramenta com um dispositivo de pressão. Este
dispositivo envia a massa para uma forma, conferindo ao ingrediente o aspecto ondulado de tubo com um canal central.

Posteriormente, a massa modelada é frita em óleo e deixada em espera no escorredor. A temperatura do óleo deve ser de 200ºC. Óleo
reutilizado prejudica a qualidade do produto e a saúde dos consumidores.

Já secos, os churros fritos são envoltos na cobertura desejada, aguardando a inserção do recheio. Esta inserção é realizada com outra
ferramenta em forma de cano, que despeja o recheio no interior do churro. Todo o processo de fritura e aplicação da cobertura e do
recheio deve ser realizado no momento do pedido, de preferência na frente do cliente, para tornar o produto mais fresco possível.

Antes da abertura da loja de churros ao público, deve-se:

-Verificar os níveis de estoques de alimentos, bebidas e gás.
-Abastecer a loja com os insumos necessários para seu funcionamento.
-Limpar o ambiente.
-Preparar previamente (quando for o caso) os recheios dos churros que devem ser consumidos naquele dia.
-Preparar o caixa com troco.

Durante o funcionamento, deve-se:

-Manter as mesas limpas e arrumadas (se houver).
-Fechar as contas com rapidez.
-Receber e emitir as notas fiscais.

Após o horário de funcionamento, deve-se:

-Fechar e conferir o caixa.
-Limpar o ambiente.
-Lavar todos os pratos, talheres e utensílios e guardá-los.
-Recolher o lixo.
-Trancar a loja.

A própria rotina do estabelecimento fornecerá dados para a estruturação do programa de compras. Embora o sistema de trabalho varie de um estabelecimento para outro, algumas rotinas são comuns a todos eles. Diariamente, o empreendedor deverá certificar-se de que todos os itens do cardápio estão disponíveis e de que o local está em perfeitas condições de higiene. É recomendável que a verificação de estoque e a limpeza sejam feitas logo após o fechamento do estabelecimento. No dia seguinte, a rotina prosseguirá com a realização das compras necessárias e com a armazenagem dos produtos.

Em geral, as lojas de churros funcionam doze meses ao ano, vinte e seis dias por mês e doze horas por dia. O horário de funcionamento
dependerá da localização do estabelecimento e do público que se pretende atingir. Porém, trabalha-se além do horário de atendimento
ao publico, em tarefas como compras de mercadorias, limpeza, preparo dos alimentos e atividades administrativas.

Automação

Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (software) que podem auxiliar o empreendedor na gestão de sua loja de churros (vide http://www.baixaki.com.br ou http://www.superdownloads.com.br). Seguem algumas opções:

-Bom Apetite 4.0.
-Dataprol Gourmet Máster 4.121.
-Food Pay Live.
-Gerenciamento integrado de Lanchonete, Restaurante, Pizzaria e Delivery 2.0.
-LM Delivery.
-Onbit S2 Comanda.
-Plexis POS 2.8.8.36
-Restaurante 1.1.
-SCL – Sistema para Controle de Lanchonetes 3.0.
-Sigebar – Sistema de Gerenciamento de Bares e Restaurantes.

Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor deve avaliar o preço cobrado, o serviço de manutenção, a conformidade em relação à legislação fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações oferecidas pelo fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui funcionalidades tais como:

-Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão de caixa e bancos (conta corrente).
-Controle do estoque e validade de produtos.
-Organização de compras e contas a pagar.
-Emissão de pedido a cozinha.
-Controle de taxa de serviço.
-Lista de espera.
-Relatórios e gráficos gerenciais para análise real do faturamento da loja.

Canais de distribuição

A distribuição de uma loja de churros pode ser feita de duas formas:

-Vendas realizadas na loja: exige um ponto comercial e o atendimento eficiente aos clientes. O produto pode ser consumido na própria loja ou preparado para viagem.

-Entrega domiciliar: pode utilizar um serviço próprio de motoboy ou contratar uma empresa especializada. Trata-se de um canal de
distribuição importante para ampliar as vendas e divulgar a loja. Os pedidos podem ser feitos por telefone ou internet.

Investimentos

O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma loja de churros, ocupando uma área útil de 20m², exige um investimento inicial estimado em R$ 25 mil, aproximadamente, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:

-Reforma do local.
-Fritadeira.
-Cilindro para moldar churros.
-Batedeira industrial para massa.
-Fogão industrial (4 bocas).
-Coifa para exaustão.
-Escorredor.
-Balcão seco.
-Vitrines geladas.
-Freezer horizontal.
-Mesas e cadeiras.
-Armários e prateleiras para estocagem.
-Panela e recipientes.
-Vasilhames e louças em geral.
-Emissor de cupom fiscal.
-Computador.
-Abertura da empresa.
-Marketing inicial.
-Estoque inicial.

No caso de um carrinho ambulante de churros, o custo do equipamento gira em torno de R$ 900,00. O modelo para quiosques de
shopping centers custa entre R$ 2.000,00 e R$ 3.000,00.

Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio
disponível no Sebrae.

Capital de giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio.

O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir:

-Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa.
-Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado.
-Baixo volume de vendas.
-Aumento dos índices de inadimplência.
-Altos níveis de estoques.

O empreendedor deve ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão. Deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.

Geralmente, a necessidade de capital de giro é baixa para a produção e venda de churros, visto que uma das vantagens deste mercado é a maioria dos clientes pagar os produtos à vista e os fornecedores faturarem o pagamento da matéria-prima em até 30 dias.

Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos
consumidos no processo de produção.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Os custos para uma abrir uma loja de churros devem ser estimados considerando os itens abaixo:

-Salários, comissões e encargos.
-Tributos, impostos, contribuições e taxas.
-Aluguel, taxa de condomínio, segurança.
-Água, luz, telefone e acesso a internet.
-Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários.
-Recursos para manutenções corretivas.
-Assessoria contábil.
-Propaganda e publicidade da empresa.
-Aquisição de matéria-prima e insumos.
-Despesas com vendas.
-Despesas com armazenamento e transporte.

Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:

-Comprar pelo menor preço.
-Negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores.
-Evitar gastos e despesas desnecessárias.
-Manter equipe de pessoal enxuta.
-Reduzir a inadimplência, através da utilização de cartões de crédito e débito.

Diversificação / Agregação de valor

Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado.

As pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios de valor agregado. No caso de uma loja de
churros, há inúmeras oportunidades de diferenciação, tais como:

-Decoração do ponto comercial com tema espanhol (terra dos churros).
-Recheios exclusivos de churros, adaptados à cultura local.
-Utilização de recheios diet.
-Produção de churros temáticos, com formatos diferenciados.
-Opções de churros infantis.
-Cardápio de churros com nomes originais e criativos.
-Serviços diferenciados de entrega em domicílio e escritórios.
-Quiosques itinerantes para acompanhar a sazonalidade do fluxo de pessoas: praia, clube, campo.
-Estrutura móvel com carrinhos para atendimento em festas infantis.
-Oferta de bebidas variadas, incluindo chocolate quente.
-Oferta de produtos correlatos que possam aproveitar a massa, como waffles e crepes.

Divulgação

Por ainda ser uma novidade ao paladar brasileiro e pela alta concorrência do setor, a divulgação torna-se um componente fundamental para o sucesso de uma loja de churros. As campanhas publicitárias devem ser adequadas ao orçamento da empresa, à sua região de abrangência e às peculiaridades do local. Abaixo, sugerem-se algumas ações mercadológicas acessíveis e eficientes:

-Associar o ponto ao conceito de alegria e diversão.
-Confeccionar folders, flyers e cardápios para a distribuição em escritórios e casas.
-Distribuir ou sortear brindes infantis.
-Oferecer degustações em pontos de grande circulação.
-Lançar promoções combinadas (churro + chocolate quente).
-Criar programas de fidelidade com descontos e churros grátis.

O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor
propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de churros, assim entendidos as atividades e vender e servir churro para consumo local, com venda ou não de bebidas, em
estabelecimentos com ou sem serviço completo, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (instituído pela Lei Complementar nº 123/2006), caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional):

-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-INSS (contribuição para a seguridade social).

Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

Essa opção de tributação poderá ser amplamente vantajosa para o segmento de negócio de churros, motivo pelo qual sugerimos uma
avaliação cuidadosa do regime de tributação apresentado.

Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.

Glossário

Seguem alguns termos técnicos extraídos do Glossário Temático de Alimentação e Nutrição.

Alimentação saudável: padrão alimentar adequado às necessidades biológicas e sociais dos indivíduos e de acordo com as fases do curso da vida. Deve ser acessível (física e financeiramente), saborosa, variada, colorida, harmônica e segura quanto aos aspectos sanitários. Esse conceito considera as práticas alimentares culturalmente referenciadas e valoriza o consumo de alimentos saudáveis regionais (como legumes, verduras e frutas), sempre levando em consideração os aspectos comportamentais e afetivos relacionados às práticas alimentares.

Alimento diet: alimento industrializado em que determinados nutrientes como proteína, carboidrato, gordura, sódio, entre outros, estão ausentes ou em quantidades muito reduzidas, não resultando, necessariamente em um produto com baixas calorias.

Alimento in natura: alimento ofertado e consumido em seu estado natural, sem sofrer alterações industriais que modifiquem suas propriedades físico-químicas (textura, composição, propriedades organolépticas). As frutas e o leite fresco são exemplos de alimentos in natura.

Alimento integral: alimento pouco ou não-processado e que mantém em perfeitas condições o conteúdo de fibras e nutrientes. Não existe legislação que defina esse tipo de alimento.

Alimento light: alimento produzido de forma que sua composição reduza em, no mínimo, 25% o valor calórico e/ou os seguintes nutrientes: açúcares, gordura saturada, gorduras totais, colesterol e sódio, comparado como produto tradicional ou similar de marcas
diferentes.

Boas práticas de fabricação de alimentos: procedimentos necessários para garantir a qualidade dos alimentos. O regulamento que estabelece os procedimentos necessários para a garantida da qualidade higiênico-sanitária dos alimentos preparados é a Resolução RDC nº. 216, de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), denominado Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação.

Composição dos alimentos: descrição do valor nutritivo dos alimentos e de substâncias específicas existente neles, como vitaminas, minerais e outros princípios.

Deficiência nutricional: estado orgânico que resulta de um processo em que as necessidades fisiológicas de nutrientes não estão sendo
atendidas. A deficiência nutricional pode ser decorrente tanto de problemas alimentares quanto de problemas orgânicos.

Estado nutricional: resultado do equilíbrio entre o consumo de nutrientes e o gasto energético do organismo para suprir as necessidades nutricionais, em plano individual ou coletivo. Há três tipos de manifestação: adequação nutricional, carência nutricional e distúrbio nutricional.

Gordura trans: tipo específico de gordura formada por meio de um processo de hidrogenação natural na gordura de animais ruminantes ou industrial. Essas gorduras estão presentes na maioria dos alimentos industrializados, em concentrações variáveis. Os alimentos de origem animal, como a carne e o leite, possuem pequenas quantidades de gorduras trans. A gordura hidrogenada é um tipo especifico de gordura trans produzido pela indústria. O processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente é utilizado para melhorar a consistência dos alimentos e o tempo de prateleira de alguns produtos. A gordura trans (hidrogenada) é prejudicial à saúde, podendo contribuir para o desenvolvimento de algumas doenças crônicas como dislipidemias.

Manipulação de alimentos: conjunto de procedimentos e técnicas operacionais aplicadas aos alimentos, desde o tratamento da matéria-prima até a obtenção do alimento acabado. Esses procedimentos e técnicas ocorrem nas fases de processamento, de armazenamento e de transporte e de distribuição dos alimentos.

Recomendações nutricionais: prescrições quantitativas que se aplicam aos indivíduos para ingestão diária de nutrientes e calorias, conforme as suas necessidades nutricionais. As recomendações são determinadas por meio de pesquisas científicas.

Rotulagem nutricional: informação ao consumidor sobre os componentes nutricionais de um alimento ou de sua preparação, incluindo a declaração de valor energético e de nutrientes que o compõem. Existe legislação específica elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para a rotulagem de alimentos.

Segurança alimentar e nutricional: conjunto de princípios, políticas, medidas e instrumentos que assegure a realização do direito de todos
ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis. Acrescenta-se, que, além de acesso e consumo, o organismo deve dispor de condições fisiológicas adequadas para o aproveitamento dos alimentos por meio de boa digestão, absorção e metabolismo de nutrientes.

Tradições alimentares: usos e costumes alimentares que se transmitem de geração a geração, segundo a cultura tradicional de determinadas etnias ou grupamentos antropologicamente homogêneos.

Vigilância sanitária: conjunto de ações capazes de eliminar, de diminuir ou de prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e da circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. Essa
vigilância abrange o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, em todas as etapas, do processo de produção até o consumo; o controle da prestação de serviços que se relacione, direta ou indiretamente, com a saúde.

Dicas do Negócio

Para o negócio de churros ser lucrativo, é importante que ocorra economia de escala com a produção e venda do produto, visto que o
seu preço unitário é relativamente barato.

O churro é um produto consumido como lanche ou sobremesa. Não pode ser considerado uma refeição. Portanto, seu ponto de venda deve ser rápido e divertido, sem qualquer formalidade.

O churro também precisa ter uma qualidade superior aos churros vendidos por carrocinhas e ambulantes. Esta diferenciação pode ser
obtida pela qualidade dos ingredientes e pela variedade de sabores. O cardápio deve apresentar um grande leque de recheios e coberturas, se possível com receitas exclusivas. Algumas opções podem ser recheios salgados, como requeijão e cheddar, e coberturas inusitadas, como chantilly, confeitos e sorvete. Também é muito simpático disponibilizar uma caixinha de sugestões, para o cliente propor novos recheios.

Embora utilize fritura em seu processo produtivo, o churro deve possuir a apresentação mais saudável possível. Evita-se servir churros
ainda molhados ou úmidos de óleo.

O ponto também pode ofertar várias opções de bebidas, como sucos, refrigerantes e água. Porém, a bebida que mais combina com o
produto, e que não pode faltar, é o chocolate quente. A combinação de churro com chocolate quente, embora ainda pouco solicitada no Brasil, é uma preferência latino-americana que atende aos paladares mais globalizados.

Convênios e parcerias de descontos com empresas, escolas e faculdades auxiliam na formação de uma clientela cativa. A divulgação precisa ser permanente, sempre prezando pela criatividade e qualidade do material produzido.

O sistema de entregas pode ser um diferencial do negócio. Não é muito comum haver lojas com este serviço. Entregas rápidas em
escritórios e domicílios trazem comodidade ao cliente e expandem a área de atuação da empresa.

Por fim, o empreendedor deve atentar que a prestação do serviço inclui desde o primeiro contato com o cliente para receber o pedido até o momento final de pagamento do produto. Em nenhum momento durante o processo o bom atendimento pode ser negligenciado.

Características específicas do empreendedor

No ramo de churros, o empreendedor precisa estar atento à evolução dos hábitos alimentares das pessoas ligadas a novos sabores e opções de refeição. O empreendedor deve identificar estes movimentos de mercado e adaptá-los à sua oferta, reconhecendo as preferências dos clientes e renovando continuamente o cardápio.

Outras características importantes, relacionadas ao risco do negócio, podem ajudar no sucesso do empreendimento:

-Busca constante de informações e oportunidades.
-Persistência.
-Comprometimento.
-Qualidade e eficiência.
-Capacidade de estabelecer metas e calcular riscos.
-Planejamento e monitoramento sistemáticos.
-Independência e autoconfiança.

Bibliografia Complementar

-Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br.

-Material da Biblioteca On-line do Sebrae. Disponível em: http://www.sebrae.com.br.

-Glossário Temático de Alimentação e Nutrição. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoe...