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Idéias de Novos Negócios - Casa de Sucos

Apresentação do Negócio

A atual consciência da sociedade com relação à saúde incentiva o surgimento de novos negócios nas áreas de nutrição e
condicionamento físico. A tendência de consumo de produtos naturais abre um campo de oportunidades para empreendedores competentes. A casa de sucos é o exemplo típico de um negócio contemporâneo que visa atender às necessidades das pessoas que buscam uma vida mais saudável.

A atratividade do negócio reside, principalmente, no baixo investimento inicial e na possibilidade de oferecer produtos e serviços
agregados. A grande diversidade de frutas existentes no território brasileiro amplia o leque de opções de bebidas. E o nosso clima
tropical aumenta a sede do consumidor por sucos naturais, vitaminas e milkshakes.

As frutas possuem não só um grande valor nutritivo, mas também efeito medicinal: desintoxicam o organismo, além de repor as
vitaminas necessárias e os sais indispensáveis. Neste ambiente frutífero aos negócios, aumenta o número de inaugurações de casas de
sucos que combinam bebidas originais com lanches rápidos. Elas também atraem os turistas nacionais e internacionais, interessados em
conhecer o sabor das frutas típicas da região.

Mercado

"O potencial de consumo no Brasil está fortemente ligado às mudanças na renda do consumidor, desde a estabilização da economia
com o Plano Real, com impactos surpreendentes no consumo de bebidas. Se a economia continuar crescendo às taxas atuais, o mercado de sucos pode duplicar em cinco anos.

Alguns dados do mercado de sucos prontos demonstram as excelentes perspectivas para o setor. Enquanto no Brasil o consumo anual é de dois litros de sucos por pessoa, na Argentina é de cinco litros, no México é de nove litros, nos Estados Unidos é de 40 litros e na
Alemanha é de 47 litros. Há um imenso espaço para o crescimento deste mercado. Acredita-se numa demanda brasileira imediata de 10 litros por pessoa, somente de suco de laranja natural, sem contar os produtos industrializados.

Mais alguns números reforçam esta tendência. Enquanto o crescimento do setor de refrigerantes foi de 1,3%, de 2005 para 2006, o crescimento do setor de sucos prontos foi de 12%, sem incluir o suco natural extraído da fruta. O consumo passou de 197 milhões para 221 milhões de litros. Há mais de cinco anos que o mercado cresce, percentualmente, a patamares superiores a dois dígitos.

O Brasil consolidou-se como o maior produtor mundial de sucos. O país é responsável por incríveis 81% de todo suco de laranja
negociado no mundo, um feito sem paralelo no agronegócio mundial. Consumidores de 70 países já tomam o suco made in Brasil. Este
posicionamento reforça o mercado interno de produção e consumo de sucos, além de estimular a racionalização de custos e a gestão eficiente dos produtores nacionais.

Outra variável importante para o mercado de sucos naturais é a educação. O processo de universalização da alfabetização e o aumento
do nível educacional da população ajudam a construir uma sociedade mais culta e propícia ao consumo de produtos mais elaborados e
nutritivos. Como os refrescos em pó carregam uma imagem muito forte de artificialidade e a correria da vida moderna não disponibiliza
tempo para o preparo do suco em casa, cada vez mais as pessoas recorrem aos sucos prontos (em garrafa ou embalagem PET). A outra opção, muito mais saudável e alinhada à busca constante de qualidade de vida, consiste no consumo de sucos naturais em lanchonetes, restaurantes e, principalmente, casas de sucos.

Localização

A localização do ponto comercial é uma das decisões mais relevantes para uma casa de sucos. Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se considerar prioritariamente a densidade populacional, o poder aquisitivo dos consumidores locais, a
concorrência, os fatores de acesso e locomoção, a visibilidade, a proximidade com fornecedores, a segurança e a limpeza do local.

Outros fatores de atratividade podem ser alavancadores do desempenho. A vizinhança com centros clínicos, academias, quadras
de esporte, praias, clubes, parques e locais de prática de exercícios físicos auxiliam no atingimento do público-alvo.

Alguns detalhes devem ser observados na escolha do imóvel:

-O imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de
expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet.

-O ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta com serviços de
transporte coletivo nas redondezas.

-O local está sujeito a inundações ou próximo a zonas de risco.

-O imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais.

-A planta do imóvel está aprovada pela Prefeitura.

-Houve alguma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva.

-As atividades a serem desenvolvidas no local respeitam a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do Município.

-Os pagamentos do IPTU referente ao imóvel encontram-se em dia.

-O que a legislação local determina sobre o licenciamento das placas de sinalização.

Cabe ressaltar que a instalação da casa de sucos em suporte / plataforma de “trailer” não altera a natureza jurídica do negócio. O
estabelecimento está sujeito à mesma regulamentação legal de outra loja qualquer, principalmente no que se refere à fiscalização e à
vigilância sanitária. O quiosque não pode ser considerado móvel ou itinerante, pois funciona fixado no endereço para o qual o alvará de
localização foi expedido. Na hipótese de comércio ambulante, com característica de loja móvel itinerante, o empreendedor fica obrigado a obter licenciamento específico para cada local onde permanecer, o que é regulamentado pela legislação do município onde o empreendedor pretende explorar a atividade.

Exigências legais específicas

Para registrar uma empresa, a primeira providência é contratar um contador – profissional legalmente habilitado para elaborar os atos
constitutivos da empresa, auxiliá-lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os formulários exigidos pelos órgãos públicos de inscrição de pessoas jurídicas.

O contador pode informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas, no momento da escolha do prestador de serviço,
deve-se dar preferência a profissionais indicados por empresários com negócios semelhantes.

Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as devidas inscrições. As etapas do registro são:
-Registro de empresa nos seguintes órgãos:

o Junta Comercial;
o Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
o Secretaria Estadual da Fazenda;
o Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
o Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal);
o Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;
o Corpo de Bombeiros Militar.

-Visita à prefeitura da cidade onde pretende montar a sua indústria (quando for o caso) para fazer a consulta de local;

-Obtenção do alvará de licença sanitária – adequar às instalações de acordo com o Código Sanitário (especificações legais sobre as
condições físicas). Em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, estadual e municipal fica a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso);

-Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estado para solicitar a vistoria das instalações e equipamentos;
-Registro do produto (quando for o caso).

As principais exigências legais aplicáveis a este segmento são:

-Lei nº. 6.437, de 20.08.77 e alterações posteriores – Configura infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções
respectivas e a necessidade da responsabilidade técnica;

-Lei nº.12.389, de 11 de Outubro de 2005 - Dispõe sobre a doação e reutilização de gêneros alimentícios e de sobras de alimentos e dá outras providências;

-Resolução RDC nº. 91, de 11 de maio de 2001 - Aprova o Regulamento Técnico: Critérios Gerais e Classificação de Materiais para Embalagens e Equipamentos em Contato com Alimentos, constante do Anexo desta Resolução;

-Resolução RDC nº. 216, de 15 de setembro de 2004 - Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação.

-Resolução RDC nº. 218, de 29 de julho de 2005 – Dispõe sobre Regulamento Técnico de Procedimentos Higiênico-Sanitários para
Manipulação de Alimentos e Bebidas Preparados com Vegetais;

-Resolução RDC nº. 275, de 21 de outubro de 2002 – Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos;

-Portaria nº. 326/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos;

-Portaria nº. 1.428/93 - Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos.

Essa legislação federal pode ser complementada pelos órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária, visando abranger
requisitos inerentes às realidades locais e promover a melhoria das condições higiênico-sanitárias dos serviços de alimentação.

Em alguns estados e municípios, os estabelecimentos que produzem e/ou manipulam alimentos somente podem funcionar mediante licença de funcionamento e alvará expedido pela autoridade sanitária competente. A vistoria no estabelecimento segue o código sanitário
vigente e é feita pelos fiscais da prefeitura local.

As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor,
estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar a relação entre consumidores e fornecedores.

O CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final. Ou seja, é necessário que em uma negociação estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou serviço adquirido satisfaça as necessidades próprias do consumidor, na condição de destinatário final.

Portanto, operações não caracterizadas como relação de consumo não estão sob a proteção do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para serem revendidas pela casa. Nessas operações, as mercadorias adquiridas se destinam à revenda e não ao consumo da empresa. Tais negociações se regulam pelo Código Civil brasileiro e legislações comerciais específicas.

Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados à venda, fornecimento de
orçamento prévio dos serviços a serem prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças de dívidas.

Em relação aos principais impostos e contribuições que devem ser recolhidos pela casa de sucos, vale uma consulta ao contador sobre da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (disponível em http://www.leigeral.com.br), em vigor a partir de 01 de julho de 2007.

Estrutura

Sugere-se uma estrutura inicial de 30m2, com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Esta área inclui a
produção dos sucos, o atendimento aos clientes e o espaço necessário para mesas, cadeiras e banheiros. O estabelecimento deve ser mantido em perfeitas condições de ordem e higiene.

Segundo orientações da Agência de Vigilância Sanitária ( Anvisa), os banheiros e vestiários não devem se comunicar diretamente com as áreas de preparo e de armazenamento dos alimentos. O banheiro deve estar sempre limpo e organizado, com papel higiênico, sabonete, anti-séptico, papel toalha e lixeiras com tampa e pedal.

Para instalações em áreas mais reduzidas, onde não há necessidade de banheiros, mesas e cadeiras (quiosques e shopping centers, por
exemplo), a estrutura deve prever um balcão de atendimento, uma bancada para a produção dos sucos, uma pia para lavar as frutas e
espaços reservados para o caixa, estoque e câmaras frias. A área reservada para estoque deve ser bem protegida, arejada e separada do público.

A disposição dos equipamentos deve estar de acordo com o processo produtivo de confecção dos sucos, reduzindo o trânsito desnecessário dos funcionários. Os equipamentos fixos devem permitir fácil acesso e limpeza adequada.

É preferível que a área de preparo dos sucos esteja visível ao público, através de balcões e divisórias de vidro. Isso atrai a atenção dos
transeuntes e aumenta a sensação de segurança e higiene dos clientes mais exigentes.

Os funcionários devem apresentar características físicas adequadas ao desempenho de suas atividades, em ambiente arejado, limpo, claro e dentro das normas de segurança pré-estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.

O local de trabalho deve ser limpo e organizado, pois a sujeira acumulada propicia a multiplicação de micróbios. O piso, a parede e o
teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos.

Para impedir a entrada e o abrigo de insetos e outros animais, as janelas devem possuir telas. Os objetos sem utilidade devem ser
retirados das áreas de trabalho. O local deve ser mantido bem iluminado e ventilado e as lâmpadas protegidas contra quebras.

As superfícies que entram em contato com as frutas, como bancadas e mesas, devem ser mantidas em bom estado de conservação, sem
rachaduras, trincas e outros defeitos.

Os produtos de limpeza não podem ser guardados juntamente com os alimentos. Eles devem conter no rótulo o número do registro no
Ministério da Saúde ou a frase “Produto notificado na Anvisa”. A limpeza do ambiente é importante para prevenir e controlar baratas,
ratos e outras pragas. Os venenos devem ser aplicados somente quando necessário e sempre por empresa especializada.

Profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel
escolhido para funcionamento da empresa, orientando em questões sobre ergonometria, fluxo de operação, cores que estimulam o apetite, design dos móveis, iluminação, ventilação, etc.

Os pisos e paredes devem ser de material lavável de cor clara, de preferência azulejos, cerâmicas e porcelanatos. Decks de madeira
também são excelentes opções.

Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes, que ressaltam as cores das frutas.

O local de armazenamento e manipulação precisa ser independente, onde não se transitam substâncias tóxicas, com área independente para higiene e guarda de utensílios de preparação.

O lixo, além de atrair insetos e outros animais para a área de preparo dos alimentos, é o meio ideal para a multiplicação de micróbios
patogênicos. Por isso, a cozinha deve ter lixeiras de fácil limpeza, com tampa e pedal e o lixo deve ser retirado para fora da área de preparo de alimentos em sacos bem fechados. Após o seu manuseio, deve-se lavar as mãos.

Pessoal

O número de funcionários varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, a casa de
sucos exige a seguinte equipe:

-Gerente: pode ser o proprietário. Deve ter conhecimento de gestão e do processo produtivo. Também será o responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e de supervisão das regras de higiene.

-Manipuladores (dois): responsáveis por lavar, descascar, cortar e acondicionar as frutas e preparar os sucos e alimentos. Devem ser
extremamente higiênicos, cuidadosos e interessados em novas receitas. As mulheres devem utilizar cabelos presos, cobertos com redes ou toucas, retirar brincos, pulseiras, anéis, aliança, colares, relógio e maquiagem. Os homens devem evitar bigodes, barba e costeleta. O uniforme deve ser usado somente na área de preparo dos sucos, com troca diária.

-Vendedor: responsável pelo atendimento ao público, tirar dúvidas e servir os produtos. Deve ser atencioso e versátil.

-Caixa: responsável pela manipulação de dinheiro e outros meios de pagamento. Deve ser confiável, rápido e com raciocínio matemático.

Não pode ter qualquer contato com os alimentos. Muitas vezes, essa função é desempenhada também pelo próprio gerente do
estabelecimento.

De acordo com o horário de funcionamento e o comportamento de vendas ao longo do dia (atenção aos horários de pico), podem ser
necessários dois turnos de trabalho e a contratação de mais funcionários. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.

O atendimento é um item que merece a maior preocupação do empresário, já que nesse segmento de negócio há uma tendência ao
relacionamento de longo prazo com o cliente.

A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a
performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:

-Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
-Agilidade e presteza no atendimento;
-Capacidade de apresentar e vender os produtos, expandindo o consumo médio por cliente sem ser inconveniente;
-Motivação para crescer juntamente com o negócio.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.

O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio para manter-se atualizado e
sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do
pessoal e treinamentos adequados.

Equipamentos

O layout dos equipamentos é importante para a integração das atividades do estabelecimento. O empreendedor deve levar em
consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros,
entradas, saídas e estacionamento. Um projeto básico certamente contará com:

-Liquidificadores domésticos (quatro);
-Extratores de sucos industriais (dois);
-Geladeiras domésticas (duas);
-Freezer vertical (um);
-Balcão caixa em vidro com expositor de produtos;
-Balcão seco;
-Vitrines geladas;
-Multiprocessador de alimentos.

Matéria Prima / Mercadoria

Os sucos de frutas são todos os produtos obtidos pela extração de frutas maduras através de processos tecnológicos adequados. Sua qualidade aumenta quando são extraídos de frutas frescas. Qualquer tratamento da fruta, como clarificação ou preservação, resulta em
diferenças no sabor do produto.

Quanto à natureza da fruta, os sucos podem ser classificados em:

-Sucos cítricos: obtidos de frutas cítricas, como a laranja, o limão e a tangerina;

-Sucos de frutas tropicais: obtidos de frutas tropicais, como o maracujá, o caju, o abacaxi, a goiaba e a manga;

-Outros sucos: obtidos de frutas de clima frio, como a uva e a maçã.

Os sucos também podem ser classificados de acordo com a concentração de sólidos dissolvidos. Basicamente, essa classificação
representa o teor aproximado de açúcar no mosto. Assim, um suco, com 10 graus Brix, contém aproximadamente 10% de açúcar. Os
sucos podem ser divididos em:

-Sucos simples: são os prontos para beber, com concentração de sólidos solúveis na faixa de 8 a 13 graus Brix;

-Sucos integrais: possuem concentração de sólidos variável em função da fruta utilizada na fabricação do suco;

-Sucos concentrados: com teor de sólidos solúveis de 55 a 66 graus Brix.

Quanto à forma de preservação, pode-se classificar em:

-Sucos congelados: preservados pela temperatura baixa de estocagem e comercialização (cerca de –18 °C);.

-Sucos estáveis à temperatura ambiente: conservados principalmente pela ação de conservantes químicos;

-Sucos refrigerados: com vida útil curta, comercializados na cadeia de refrigeração (4 a 8 °C).

Na hora da compra de um suco natural, o cliente quer se sentir beneficiado não só pela escolha de uma bebida mais saudável, mas
também pela qualidade do que está consumindo.

Portanto, o suco deve ser o mais fresco possível, com ingredientes adquiridos em estabelecimentos limpos, organizados e confiáveis. A fruta utilizada para o preparo de sucos não deve ser insípida. De preferência, deve apresentar um sabor marcante, com cheiro agradável, alta qualidade e gosto levemente ácido. O suco precisa reter satisfatoriamente as suas qualidades, depois de extraído, engarrafado ou enlatado.

O mix de produtos e o nível de estoque ideal devem ser suficientes para atender à clientela, gerando receita em caixa suficiente para não
comprometer a disponibilidade de recursos, tanto humanos (muitos produtos exigem muitos funcionários envolvidos na compra,
transporte, armazenagem) quanto financeiros (comprar além do necessário).

Há uma ampla variedade de fornecedores. É importante realizar uma pesquisa de mercado a fim de montar um cadastro dos fornecedores capazes de atender as necessidades.

Deve-se ficar atento à sazonalidade das frutas. Períodos de entressafra e escassez de produtos podem dificultar a aquisição da matéria-prima, além de encarecer os custos e comprometer a lucratividade do negócio. Portanto, recomenda-se o cadastro de um grande número de atacadistas, distribuidores, supermercados e feirantes.

A compra das frutas pode ser em dias alternados e a compra de bebidas em latas e garrafas pode ser semanal, de acordo com o
consumo. Produtos não perecíveis ou congelados podem ser adquiridos em prazos mais elásticos. Muitos distribuidores oferecem
os serviço de delivery, o que traz mais conforto e agilidade ao processo produtivo.

A venda de sucos naturais requer muitos cuidados, pois os alimentos são grandes fontes de contaminação e podem prejudicar a saúde do consumidor. Portanto, é necessário que o empreendedor conheça a legislação de alimentos e as boas práticas de fabricação para, assim, servir um produto adequado ao consumo humano.

A água utilizada na confecção dos sucos é de suma importância para a qualidade final do suco. A água corrente de torneira, embora em
muitas cidades apresente níveis razoáveis de salubridade, não é recomendável para a preparação do suco. Deve-se utilizar água filtrada
ou água mineral.

Os sucos naturais mais consumidos no Brasil são de laranja e de limão. Porém, frutas exóticas e combinações de frutas atraem o
paladar dos clientes e ampliam a oferta de produtos.

Organização do processo produtivo

O processo produtivo da elaboração de um suco natural pode ser resumido da seguinte forma:

1) Colheita e transporte: os sucos devem ser preparados somente com frutas sadias e maduras. Mesmo uma fermentação leve ou a presença de fungos, que não afetam seriamente a fruta para o consumo in natura, são muito prejudiciais ao sabor final do suco. Por isso, para a colheita e o transporte da fruta até a casa de sucos, é necessário utilizar sacolas e caixas limpas, sem qualquer resquício de mofo.

2) Escolha e lavagem: deve-se fazer uma escolha adequada da fruta antes de fazer o suco. A maioria das frutas apresenta um acúmulo de poeira proveniente dos campos e do transporte. Por isso, devem ser lavadas completamente com esguichos de água antes de serem manipuladas (inclusive frutas que serão descascadas).

As frutas contaminadas por outras que já estavam doentes, como geralmente acontece com as maçãs nas caixas de depósito, devem ser submetidas a uma lavagem mais rigorosa.

3) Extração do suco: o método de extração depende da estrutura da fruta, da disposição e das características dos tecidos que contém o
suco. Em algumas frutas, como as maçãs e as uvas, o suco se localiza na totalidade da fruta e é facilmente obtido usando o liquidificador.

Em outras, como as frutas cítricas, os tecidos sucosos são revestidos por uma casca grossa contendo substâncias solúveis indesejáveis ao gosto e à cor. O suco dessas frutas deve ser extraído sem que tais substâncias, consideradas inconvenientes, misturem-se ao líquido,
geralmente com espremedores que separam a casca da polpa. Recomenda-se a utilização de luvas descartáveis para manipular as
frutas.

Uma casa de sucos deve sempre oferecer aos clientes produtos naturais feitos na hora. Dependendo da forma de comercialização,
exige-se algum processo de conservação e envasamento.

A conservação é determinada, primeiramente, pela prevenção do desenvolvimento de microorganismos deteriorantes e pela inibição da
ação de enzimas naturais. Pode ser obtida por meio do tratamento térmico (pasteurização), pelo uso de conservantes químicos, por
congelamento ou por refrigeração. Essa última alternativa apresenta-se como a menos intrusiva ao sabor e à consistência do suco.

No envasamento, as garrafas, latas e tampas devem ser esterilizadas antes de usadas, pois são focos de proliferação de fungos. Além da
embalagem, o produto deve conter a etiqueta de identificação com informações sobre ingredientes, prazo de validade, data de fabricação e temperatura de armazenamento. A identificação da empresa já pode estar no filme principal, impressa pela fornecedora da embalagem.

O escurecimento rápido de algumas frutas é causado pela oxidação de substâncias presentes na ação de enzimas. A fruta contém substâncias químicas oxidantes e enzimas, mas que estão originalmente em locais separados em seu interior. Quando ocorre uma lesão ou um corte na fruta, há uma reação química no contato das duas substâncias com o oxigênio presente no ar. Maçãs, pêras e banana são facilmente oxidadas.

Antes da abertura da casa de sucos ao público, deve-se:

-Verificar os níveis de estoques de frutas e bebidas;
-Abastecer a casa com os insumos necessários para seu funcionamento;
-Limpar o ambiente;
-Preparar o caixa com troco.

Durante o funcionamento, deve-se:

-Manter as mesas limpas e arrumadas;
-Fechar as contas com rapidez;
-Receber e emitir as notas fiscais.

Após o horário de funcionamento, deve-se:

-Fechar e conferir o caixa;
-Limpar o ambiente;
-Lavar todos os copos e utensílios e guardá-los;
-Recolher o lixo;
-Trancar a loja.

Em geral, as casas de sucos funcionam doze meses ao ano, vinte e seis dias por mês e doze horas por dia. O horário de funcionamento
dependerá da localização do estabelecimento e do público que se pretende atingir. Porém, trabalha-se além do horário de atendimento
ao público em tarefas como compras de mercadorias, limpeza, preparo dos alimentos e atividades administrativas.

A própria rotina do estabelecimento fornecerá dados para a estruturação do programa de compras. Embora o sistema de trabalho varie de um estabelecimento para outro, algumas rotinas são comuns a todos eles. Diariamente, o empreendedor deverá certificar-se de que
todas as frutas do cardápio estão disponíveis e de que o local está em perfeitas condições de higiene. É recomendável que a verificação de estoque e a limpeza sejam feitas logo após o fechamento do estabelecimento. No dia seguinte, a rotina prosseguirá com a
realização das compras necessárias e com a armazenagem dos produtos.

Automação

A automação de uma casa de sucos não é condição fundamental para o seu funcionamento. Caso o empreendedor tenha interesse em
automatizar os processos, existem diversos sistemas informatizados (softwares) que podem auxiliá-lo na gestão de seu empreendimento
(vide www.baixaki.com.br ou www.superdownloads.com.br). Seguem algumas opções:

-Bom Apetite 4.0;
-Dataprol Gourmet Máster 4.121;
-Food Pay Live;
-Gerenciamento integrado de Lanchonete, Restaurante, Pizzaria e Delivery 2.0;
-LM Delivery;
-Onbit S2 Comanda;
-Plexis POS 2.8.8.36;
-Restaurante 1.1;
-SCL – Sistema para Controle de Lanchonetes 3.0;
-Sigebar – Sistema de Gerenciamento de Bares e Restaurantes.

Antes de se decidir pelo sistema a ser utilizado, o empreendedor deve avaliar o preço cobrado, o serviço de manutenção, a conformidade em relação à legislação fiscal municipal e estadual, a facilidade de suporte e as atualizações oferecidas pelo fornecedor, verificando ainda se o aplicativo possui funcionalidades, tais como:

-Controle dos dados sobre faturamento/vendas, gestão de caixa e bancos (conta corrente);
-Controle do estoque e validade de produtos;
-Organização de compras e contas a pagar;
-Emissão de pedidos;
-Controle de taxa de serviço;
-Lista de espera;
-Relatórios e gráficos gerenciais para análise real do faturamento do estabelecimento.

Canais de distribuição

Uma casa de sucos sempre deve preparar e servir as bebidas no momento do pedido. Ainda mais sucos de frutas que têm o sabor
alterado rapidamente após a extração.

Adicionalmente, para ampliar a oferta dos produtos, a empresa pode distribuir as bebidas através de entrega domiciliar ou venda para
outros estabelecimentos.

A entrega domiciliar refere-se à utilização de um serviço próprio de motoboy ou à contratação de uma empresa especializada para a
entrega de produtos em domicílios e escritórios. Os pedidos podem ser feitos por telefone ou internet. Trata-se de uma excelente forma de divulgar a casa e ampliar as vendas.

Já a venda para outros estabelecimentos refere-se à atuação do empreendedor como fabricante, já que outra loja fará a venda ao
cliente final. Estabelece-se contratualmente os prazos de retirada de produtos vencidos, sugestão de preço final ao consumidor e padrão de armazenagem em temperatura adequada. Lojas de conveniência em postos de combustíveis, quiosques e lanchonetes são bons pontos de distribuição e venda de sucos naturais.

Investimentos

O investimento varia muito de acordo com o porte do empreendimento. Uma casa de sucos de 25m² exige um investimento
inicial estimado em R$ 29 mil, aproximadamente, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:

-Reforma do local;
-Liquidificadores domésticos (quatro);
-Extratores de sucos industriais (dois);
-Geladeiras domésticas (duas);
-Freezer vertical (um);
-Balcão caixa em vidro com expositor de produtos;
-Balcão seco;
-Vitrines geladas;
-Multiprocessador de alimentos;
-Aparelhos de ventilação;
-Emissor de cupom fiscal;
-Computador;
-Vasilhames e louças em geral;
-Mesas e cadeiras;
-Armários e prateleiras para estocagem;
-Abertura da empresa;
-Marketing inicial;
-Estoque inicial.

Para informações mais apuradas sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio
disponível no Sebrae.

Capital de giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio.

O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir:

-Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
-Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado;
-Baixo volume de vendas;
-Aumento dos índices de inadimplência;
-Altos níveis de estoques.

O empreendedor deve ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.

O empresário deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado. Todo o faturamento da empresa deve ser reinvestido,
possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma, a empresa pode alcançar em menor tempo a sua auto-sustentação,
reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando mais valor ao novo negócio.

Geralmente, a necessidade de capital de giro é baixa para a operação de uma casa de sucos, visto que a maioria dos clientes paga os
produtos à vista e os fornecedores de frutas permitem faturar o pagamento em até 30 dias.

Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos
consumidos no processo de produção.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Os custos para uma abrir uma casa de sucos devem ser estimados considerando os itens abaixo:

-Salários, comissões e encargos;
-Tributos, impostos, contribuições e taxas;
-Aluguel, taxa de condomínio, segurança;
-Água, luz, telefone e acesso a internet;
-Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;
-Recursos para manutenções corretivas;
-Assessoria contábil;
-Propaganda e publicidade da empresa;
-Aquisição de matéria-prima e insumos;
-Despesas com vendas;
-Despesas com armazenamento e transporte;

Seguem algumas dicas para manter os custos controlados:

-Comprar pelo menor preço;
-Negociar prazos mais extensos para pagamento de fornecedores;
-Evitar gastos e despesas desnecessárias;.
-Manter equipe de pessoal enxuta;
-Reduzir a inadimplência, através da utilização de cartões de crédito e débito.

Diversificação / Agregação de valor

Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir algo que as empresas concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado.

Pesquisas quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios de valor agregado. No caso de uma casa de sucos, há
inúmeras oportunidades de diferenciação, tais como:

-Receitas exclusivas e combinações de sucos. Algumas casas relatam que sucos de abacaxi com hortelã, coco com abacaxi e maçã com
clorofila fazem o maior sucesso;

-Exploração da casa para a venda de produtos relacionados à alimentação saudável, como sanduíches naturais, saladas, vitaminas, milkshakes, açaí, guaraná, sobremesas light, etc. Um dos itens mais consumidos é o açaí com granola, banana, mel, castanhas, pó de
guaraná, ginseng e flocos de arroz;

-Adaptações à cultura local. Sabores típicos brasileiros estão chegando ao consumidor como opções exóticas. Mandioca, guaraná, banana da terra, graviola, raízes e frutas brasileiras ganharam a atenção da indústria de alimentos e bebidas. A redescoberta das origens está incrementando inclusive as vendas de produtos como suco em pó, sorvetes, isotônicos e salgadinhos;

-Ampliação do horário de funcionamento para matar a fome e a sede das pessoas que saem de festas e boates;

-Decoração temática do ponto comercial;

-Serviços de entrega diferenciados em domicílio e escritórios;

-Fornecimento de sucos naturais para buffets e festas.

Divulgação

“A propaganda é a alma do negócio”. Ainda mais para uma casa de sucos, onde a divulgação dos produtos é essencial para o sucesso do negócio. As campanhas devem ser adequadas ao orçamento da empresa, à sua região de abrangência e às peculiaridades do local.
Abaixo, sugerem-se algumas ações mercadológicas acessíveis e eficientes:

-Confeccionar folders, flyers e cardápios para a distribuição em escritórios e casas;

-Distribuir ou sortear brindes relacionados à alimentação saudável (garrafinha de academia, boné, bolinha anti-stress);

-Divulgar a casa em academias e clubes;

-Patrocinar eventos esportivos;

-Oferecer degustações em pontos de grande circulação;

-Lançar promoções combinadas de sanduíches e sucos;

-Criar programas de fidelidade com descontos e sucos grátis.

O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor
propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de casa de sucos, assim entendidos os serviços de fornecimento de sucos, para consumo local, sem venda de bebidas
alcoólicas, em estabelecimentos que não oferecem serviço completo, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (instituído pela Lei
Complementar nº 123/2006), na forma prevista do artigo 17, parágrafo 2º, caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional):

-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-INSS (contribuição para a seguridade social).

Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

Essa opção de tributação poderá ser amplamente vantajosa para o segmento de negócio de casa de sucos, motivo pelo qual sugerimos
uma avaliação cuidadosa do regime de tributação apresentado.

Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.

Glossário

Seguem algumas definições de frutas, extraídas do Glossário “Frutas de A a Z”.

ABACAXI: Rica fonte de vitamina C, com quantidades úteis de vitamina B6, folato, tiamina, ferro e manganês. Embora possa ser
encontrado o ano inteiro, o pico da safra se dá de dezembro a fevereiro. O abacaxi é rico em fibras solúveis. O abacaxi cozido ou em
compota perde a maior parte de sua fibra, além da bromelina que é uma enzima que atua sobre as proteínas. Para verificar se o abacaxi
está maduro retire uma de suas folhas, se sair com facilidade é porque está maduro. Evite os que têm manchas escuras.

ABACATE: Rica fonte de vitamina A e potássio, fornece quantidades úteis de proteína, ferro, magnésio e vitaminas C, E e B6. Oferece o inconveniente de possuir alto valor calórico, 85 % do qual vem das gorduras. No Brasil ele é consumido como parte de vitamina batido com leite ou como sobremesa, mas em outros países seu consumo é feito em saladas e acompanhamento de carnes. Deve ser usado com moderação por conter alto índice de gordura em sua composição. A maior parte de sua gordura é monoinsaturada, portanto não há tendência para elevação do nível de colesterol. Pode ser usado como um lanche, preparado com adoçante e suco de limão, costuma oferecer bastante saciedade. O abacate só amadurece depois de colhido, portanto compre-o verde e aguarde seu amadurecimento.

BANANA: Boa fonte de folato, potássio e vitaminas C e B6. Saudáveis, nutritivas, baratas e saborosas, as bananas são um dos
melhores lanches naturais. Uma banana média fornece um terço das necessidades diárias recomendadas de potássio. Também fornece
vitamina B6, folato, vitamina C e 2 g de fibra solúvel. Apesar de muito condenada nas antigas dietas, a banana pode ser utilizada como
um lanche que produz bastante saciedade.

BERGAMOTA: Boa fonte de vitamina C, beta caroteno, potássio e magnésio. Contém boa quantidade de pectina, uma excelente fibra
solúvel. Possui vários nomes, dependendo da região onde é consumida: tangerina, laranja cravo, mexerica, mandarina. Uma fruta de tamanho médio fornece cerca de 50 % da ingestão recomendada diária de vitamina C. Além disso, as tangerinas são mais ricas em
vitamina A do que qualquer outra fruta cítrica.

CAQUI – Essa fruta como alimento vale não somente pelo que representa como valor nutritivo, mas também pelas chances de ser
aproveitada totalmente para consumo e pela facilidade em conservá-la e consumi-la. Possui quantidade expressiva de vitamina A e vitamina C. A quantidade diária recomendada de vitamina A para uma criança é de 300 mg por dia, o que pode ser fornecido por um caqui médio. Sabe-se também que a polpa do caqui é um laxativo eficaz.

COCO: Semente de uma palmeira, que cresce no litoral de áreas tropicais, é utilizado em grande número de produtos alimentícios.
Tudo é aproveitado no coco, desde a casca que serve para a confecção de tapetes, da polpa desidratada que se fazem doces, a água de coco usada como bebida e o leite de coco utilizado na culinária. O grande inconveniente desta fruta é que mais de 90% dos seus ácidos graxos é saturado, assim a gordura do coco é mais saturada que a manteiga ou a gordura da carne vermelha.

FIGO: Rico em magnésio, potássio, cálcio e ferro, além de muita fibra solúvel (pectina). Como os figos frescos se machucam e deterioram rapidamente, a maior parte é seca ou enlatada, o que representa aumento do seu valor calórico reduzindo seu consumo por parte de quem deseja emagrecer. Apesar de bastante calóricos os figos secos contribuem com um quinto das necessidades diárias de cálcio, ferro e magnésio, assim como 5 g de fibra, mais de 750 mg de potássio. Os figos podem proporcionar um efeito laxativo.

GOIABA: A goiaba é uma fruta tropical nativa da América do Sul e do Caribe. As goiabas variam quanto à cor da polpa, que pode ser
amarela, vermelha ou branca. Excelente fonte de vitamina C, a goiaba possui cinco vezes mais vitamina C que a laranja. Possui alto teor de pectina, 6 g de fibra em uma fruta média. Apresenta ainda boa quantidade de potássio e ferro. Excelente para quem faz dieta, pois
possui baixo valor calórico e muitas fibras, que auxiliam na saciedade.

LARANJA: originárias do sudoeste asiático as laranjas são hoje cultivadas no mundo inteiro. É uma das frutas mais populares e está
associada à vitamina C, que é antioxidante que protege contra os danos causados às células pelos radicais livres e ajuda a reduzir o risco de alguns tipos de câncer. As laranjas têm ainda quantidades menores de outras vitaminas e minerais, como beta caroteno, tiamina, folato e potássio. Uma grande vantagem dessa fruta é que as membranas entre os gomos fornecem uma boa quantidade de pectina. As laranjas frescas não somente constituem um delicioso lanche ou sobremesa como são um ótimo ingrediente de saladas e pratos de carne. Os sucos de fruta industrializados, em sua maioria, perdem boa quantidade de vitamina C e alguns minerais, além de perderem quase todas as fibras. Deve-se tomar cuidado com o suco de laranja, pois ele costuma apresentar uma concentração de calorias provenientes do açúcar da fruta (frutose), o que deve ser evitado por quem possui altos índices glicêmicos e por quem deseja emagrecer. Uma dica é bater a laranja sem a casca no liquidificador, com limão sem casca ou polpa de maracujá e depois de coar pode ser adoçado com adoçante artificial, tornando-se um suco pouco calórico, nutritivo e muito gostoso.

LIMA: Assim como o limão, a lima é uma fruta subtropical que contém muita vitamina C, antioxidantes e potássio. Metade das necessidades diárias de um adulto é fornecida em um copo de suco de lima. Ela pode ser utilizada como tempero, para amaciar carnes e
ainda realçar o sabor de aves e peixes. Procure comprar a fruta lisa, pesada e com casca fina, pois esses fatores indicam grande quantidade de suco.

LIMÃO: Ideal para temperar qualquer alimento, desde peixes e vegetais ao chá. A limonada é uma bebida muito usada para matar a
sede e também uma excelente fonte de vitamina C. O suco de um limão médio tem mais de 30 mg de vitamina C. Para obter o máximo
de suco, coloque o limão em água morna por alguns minutos antes de espremer. Para comprar, prefira os de casca lisa e brilhante, pois
contêm mais suco. O suco de limão pode ser usado como tempero para saladas, pois intensifica o sabor dos vegetais sem acrescentar nenhum valor calórico.

KIWI: Foi desenvolvido na Nova Zelândia a partir de uma groselha chinesa. Hoje em dia, kiwis são plantados em vários países. Trata-se de uma fruta que, além de bonita e saborosa, contém muita vitamina C: uma unidade média contém mais de 100 mg dessa vitamina.
Também fornece uma boa quantidade de potássio e pectina. O kiwi contém actinidina, uma enzima que amacia naturalmente as carnes
sem alterar o sabor. Esta substância impede a gelatina de endurecer e coagula produtos à base de leite. Na hora de comprar, escolha kiwis firmes que cedam levemente à pressão. Não devem estar duros como pedra, nem moles. Guarde-os na geladeira por até uma semana.

MAÇÃ: Não é à toa que a maçã seja considerada o lanche ideal. Ela é fácil de carregar, saborosa e tem poucas calorias. É importante lavar bastante sua casca ou retirá-la para evitar o consumo de pesticidas. O aspecto mais positivo da maçã é sua ótima quantidade de fibras, principalmente a pectina que gelatiniza, ajudando a remover toxinas, estimulando o movimento peristáltico do intestino e a evacuação. A maçã ajuda a fazer a higiene bucal: morder e mastigar uma maçã estimula as gengivas e o sabor da maçã aumenta a quantidade de saliva diminuindo o número de bactérias na boca e evitando as cáries.

MAMÃO: Como a maioria das frutas alaranjadas, possui muita vitamina A e C. Possui muitas fibras e facilita o movimento intestinal.
Possui papaína, que é uma enzima similar à pepsina, uma enzima do suco gástrico. Na hora da compra, escolha o mamão que já estiver
amarelando, o que indica que já está amadurecendo. O mamão maduro cede a uma pressão suave e deve ser guardado na geladeira. Se ainda não estiver maduro deixe à temperatura ambiente por uns dois dias.

MANGA: Também faz parte das frutas alaranjadas e portanto excelente fonte de beta-caroteno e vitamina C. Boa fonte de vitamina
E, niacina e alto teor de potássio e ferro. Apesar de ser muito doce e proporcionar saciedade, possui baixo valor calórico e alto teor de
fibras. Muito versátil, pode ser consumida natural ou em sucos, como sorvete, com iogurte, como mousse ou ainda incluída nas saladas,
dando um toque exótico. Na hora de comprar, observe: a casca macia, pode se apresentar verde, amarelada e com manchas rosas ou
vermelhas. Quando está madura cede a uma pressão suave e apresenta fragrância forte e doce no local onde se inseria o pedúnculo. Rejeite frutas machucadas, duras ou moles demais. O melhor é que elas amadureçam a temperatura ambiente.

MARACUJÁ: Contém vitaminas A e C, além de vitaminas do complexo B. É rico em minerais como cálcio, fósforo e ferro. O maracujá tem propriedades depurativas, sedativas, adstringentes e antiinflamatórias. Pode ser consumido ao natural ou sob forma de
sucos, sorvetes, mousses. Seu suco industrializado apresenta muito poucas vitaminas, pois se perdem no processo de industrialização,
perdendo 50 % de seu conteúdo original de vitamina A e 100% dos valores de vitamina B, além de ter muito mais água e corantes que o suco natural caseiro. Uma ótima sugestão é acrescentar uma polpa de maracujá ao iogurte com adoçante de sua preferência, pois dessa maneira são preservados todos os nutrientes. Na hora da compra, para consumo imediato, prefira os frutos murchos, pois estão mais maduros e possuem mais polpa, outra maneira é sacudir o fruto, para se ouvir sua polpa solta. Para o preparo de seu suco: corte ao meio e retire a polpa com a ajuda de uma colher, passe por uma peneira desprendendo as sementes. Acrescente água na proporção de um copo de água para uma xícara de suco. Ao servir o suco adoce e sirva gelado. Experimente acrescentar a este suco pedaços de outras frutas como manga, maçã ou mamão, isso neutraliza seu sabor ácido.

MELÃO: Doces e saborosos, possuem poucas calorias e alto teor de vitamina A. Embora constituído em sua maior parte de água, esse
parente próximo da melancia é muito nutritivo e pouco calórico, pois fornece vitamina A e C, potássio e muita pectina. Além dos minerais que possui, o melão é um alimento alcalinizante, o que é bastante benéfico para pessoas com altas taxas de ácido úrico. Podemos verificar se os melões estão maduros apertando ligeiramente o lugar onde havia o talo, que deve estar ligeiramente verde. Pode-se guardá-los inteiros até 10 dias na gaveta da geladeira e quando cortados no máximo por cinco dias. Existe uma grande variedade de espécies. Nos últimos anos vêm aparecendo nos supermercados os mais variados tipos, tudo dependendo da sua apreciação. Fala-se que no melão cantalupo (casca verde coberta por uma rede em alto relevo e polpa amarela) encontra-se mioinositol, um lipídio que diminui a ansiedade, a insônia e ajuda a prevenir o endurecimento dos artérias. Contém ainda grandes quantidades de enzimas digestivas.

MELANCIA: Para saber que a melancia é diurética e refrescante basta comê-la. Contém vitamina A, C e várias vitaminas do complexo B. Considero a melancia a fruta do verão, pois além de ser refrigerante e possuir poucas calorias, costuma saciar a vontade de comer doces. Por seu alto conteúdo de minerais e poucas calorias, seu suco pode ser consumido à vontade. Muitas variedades de melancia e melão contém bioflavonóides, carotenóides e outros pigmentos vegetais que pesquisas comprovam ser eficazes no combate ao câncer e outras doenças. A melancia, assim como o tomate, contém licopeno, um antioxidante extremamente eficiente no combate aos radicais livres.

MORANGO: Os morangos, além de lindos e delicados, têm baixas calorias e muita vitamina C. São também boa fonte de folato, que é
uma das vitaminas importantes do complexo B, riboflavina e ferro. O morango é rico em pectina e outras fibras solúveis. As sementes do morango contêm fibras insolúveis, que ajudam a evitar a prisão de ventre. O que dá mais valor ao morango é que contém bioflavonóides, como o ácido elágico, que reduz e muitas vezes neutraliza os efeitos danosos do carcinógeno PAH, existente na fumaça do cigarro. Além disso, essa substância não costuma ser destruída com o cozimento, mantendo-se portanto na geléia. Na hora da compra, escolha morangos bem vermelhos, firmes, brilhantes e com o “chapéuzinho” verde bem firme. Lave-os em água fria deixando-os de molho por 30 minutos (serve para diminuir a concentração de pesticidas, se houver), coloque-os sobre papel absorvente para secarem. Quando secos, coloque-os em um saco de papel e guarde-os na geladeira por até sete dias (essa medida também contribui para reduzir o resíduo de pesticidas).

NECTARINA – Fonte razoavelmente rica de betacaroteno e potássio. Fornece quantidades moderadas de vitamina C. Rica em pectina, uma fibra extremamente solúvel. Embora seja bastante comentado, não há fundamento para o mito de que a nectarina seja o cruzamento do pêssego com a ameixa. Na verdade, ela se originou de uma variação genética do pêssego. Mais doce e nutritiva que o pêssego, seu primo genético, a nectarina foi batizada em homenagem a Nekter, deus grego. Geralmente descrita como um pêssego sem pelo, a nectarina é especialmente rica em beta caroteno, um antioxidante que o organismo converte em vitamina A. A polpa amarela da nectarina é rica em bioflavonóides, e especialmente em carotenóides, pigmentos que ajudam a proteger contra o câncer e outras doenças, reduzindo os danos causados às células pela queima do oxigênio no organismo. Na hora da compra, escolha as frutas que estejam macias e com um colorido brilhante. A fruta está madura quando a polpa cede ao ser pressionada e tem um aroma doce. Evite as nectarinas duras demais ou com a casca verde, pois foram colhidas muito cedo.

PÊRA: Fruta de procedência européia, sendo cultivada mundialmente por causa do seu delicioso sabor e por suas propriedades nutritivas. Possui muitas vitaminas do complexo B que contribuem para a saúde cardiovascular, equilíbrio da pressão sanguínea e vigor físico. Além disso, contêm boa dose de vitamina C e sais minerais, como fósforo, potássio e cálcio. A pêra serve como um ótimo diurético, além de auxiliar no funcionamento intestinal, devido a seu alto teor de fibras solúveis. Possui mais pectina (fibra solúvel) que a maçã. Procure comprar pêras firmes, pois as mais maduras estão muito macias e podem estar machucadas pelo manuseio. Se compra-las duras e verdes, e para seu consumo preferi-las mais macias, deixe-as à temperatura ambiente por alguns dias, até que amadureçam.

PÊSSEGO: Boa fonte de vitamina A, vitamina C e potássio, além das várias vitaminas do complexo B. Também apresenta boa fonte de
fibras. O pessegueiro é originário da China. Chegou ao Brasil em 1532 e hoje é cultivado em várias regiões do país. Nutritivo e versátil, o pêssego pode ser saboreado fresco, acrescentado a saladas de frutas ou acrescentado a pratos típicos. Ainda costuma ser bastante apreciado em compotas e geléias. O pêssego fresco é uma fonte pouco calórica de vitaminas antioxidantes. Fala-se que possui substâncias que estimulam o funcionamento do pâncreas, produzindo mais insulina. Uma fruta de tamanho médio contém apenas 35 calorias, 353 UI vitamina A. Na hora da compra: o pêssego deve ser pesado, o que é um sinal de polpa suculenta, e deve ter um odor doce. A pele deve ser macia e com uma tonalidade amarelada ou avermelhada. Ao comprar pêssegos verdes, coloque-os em um saco de papel e deixe-os à temperatura ambiente para apressar o amadurecimento. As frutas maduras devem ser guardadas na geladeira.

UVA: Apresenta alto teor de pectina e bioflavonóides. Boa fonte de ferro, potássio e vitamina C. A uva é uma das mais antigas e
abundantes frutas do mundo e é cultivada em seis dos sete continentes. As uvas são divididas em duas espécies principais: a européia, que engloba a maioria das variedades usadas para consumo direto e produção de vinho, e a americana, que pode ter sua casca facilmente removida e é usada para o preparo de geléias e sucos. Com seu baixo teor calórico, as uvas são muito apreciadas por seu sabor doce e suculento. Um outro bom motivo para consumir uvas consiste no papel dos bioflavonóides e outros elementos químicos na prevenção de doenças. As cascas das uvas contém quercetina, um pigmento vegetal que regula os níveis de colesterol e reduz a ação das plaquetas.

Dicas do Negócio

Uma casa de sucos precisa proporcionar ao cliente um ambiente atraente para o consumo de bebidas saudáveis. Portanto, é
recomendável que o ponto comercial seja claro, bem iluminado, arejado, silencioso e sem odores. Uma decoração com plantas e frutas
expostas ajuda na construção de uma atmosfera agradável.

O cardápio deve apresentar uma grande variedade de sucos e combinações inusitadas, se possível com receitas exclusivas. Uma das
dificuldades enfrentadas é a inovação constante do cardápio, já que a matéria-prima, a fruta, não pode ser inventada. Por isso, a pesquisa de novos ingredientes e o lançamento de produtos é fundamental. Acompanhamentos de iogurte, hortelã, guaraná e suplementos alimentares ajudam na renovação do cardápio.

O cardápio deve ter de 20 a 30 sucos fixos e fazer lançamentos sazonais, de acordo com a safra das frutas, para melhorar a
rentabilidade do negócio. Devem-se utilizar, preferencialmente, frutas frescas. Para as frutas fora de época e de regiões distantes, utilizam-se polpas congeladas.

Nos meses frios, as vendas caem 40%. Neta época, recomenda-se a inclusão de bebidas quentes no cardápio.

Não é aconselhável servir bebidas alcoólicas, como batidas e cervejas. Descaracteriza o negócio e pode atrair uma clientela diferente do público-alvo desejado.

Além da qualidade das frutas, o suco deve ter uma apresentação visual capaz de “encher os olhos” do consumidor.

Convênios e parcerias de descontos com empresas, clubes e academias auxiliam na formação de uma clientela cativa. A divulgação precisa ser permanente, sempre prezando pela criatividade e qualidade do material produzido.

O sistema de entregas é fundamental para o incremento do negócio. Entregas rápidas em escritórios e domicílios trazem comodidade ao
cliente e expandem a área de atuação da empresa.

Por fim, o empreendedor deve atentar que a prestação do serviço inclui desde o primeiro contato com o cliente para receber o pedido até o momento final de pagamento do produto. Em nenhum momento durante o processo o bom atendimento pode ser negligenciado.

Características específicas do empreendedor

O empreendedor precisa estar atento aos hábitos das pessoas com um estilo de vida mais saudável. Frequentemente surgem novidades
nutricionais que geram ondas repentinas de consumo, como o açaí, por exemplo. Informação é a melhor forma de surfar nestas ondas e
rentabilizar o negócio de sucos de frutas. Deve-se identificar os movimentos de mercado e adaptá-los à oferta, reconhecendo as
preferências dos clientes e renovando continuamente o serviço prestado.

Outras características importantes, relacionadas ao risco do negócio, podem ajudar no sucesso do empreendimento:

• Busca constante de informações e oportunidades;
• Persistência;
• Comprometimento;
• Qualidade e eficiência;
• Capacidade de estabelecer metas e calcular riscos;
• Planejamento e monitoramento sistemáticos;
• Independência e autoconfiança.

Bibliografia Complementar

Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Frutas de “A a Z”