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Idéias de Novos Negócios - Casa de Carnes

Apresentação do Negócio

Com a agitação da vida moderna, a exigência de maior qualidade, a fuga do trivial e o desejo de comodidade, está surgindo um
consumidor mais exigente e mais sofisticado, que busca serviços mais elaborados, variedade de produtos, lojas agradáveis e modernas.

De olho nesse novo nicho de mercado, os empreendedores começaram a investir em uma nova concepção de negócio. A casa de carnes é um negócio que relaciona alimentação e conveniência. Com a busca da qualidade de vida e o consumo de uma alimentação
saudável, o mercado das carnes naturais vem crescendo cada vez mais, e muitas oportunidades se abrem para os empresários.

Casas de carnes são lojas diferenciadas dos açougues tradicionais. As maiores diferenças estão no layout das lojas, nos tipos de corte das carnes oferecidas, na forma como os produtos são acondicionados dentro do freezer, no atendimento personalizado e na diversidade de tipos de carne oferecidos que podem incluir carnes raras e exóticas como: avestruz, javali, codorna, faisão e outras, dependendo do mercado potencial. A loja também pode oferecer carnes temperadas e preparadas especificamente para clientes especiais e para eventos específicos.

É comum encontrar-se casas de carnes que oferecem todos os complementos para acompanhar um bom churrasco, inclusive bebidas,
utensílios e equipamentos diversos, favorecendo a satisfação das necessidades do cliente em um único lugar. Lojas com essa concepção
podem ser montadas em qualquer região do país, com as devidas adaptações relacionadas à cultura local.

Mercado

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de carne de frango e o quarto maior produtor de carne suína. São dados indicativos de que a carne já faz parte da alimentação dos brasileiros e sua procura está ligada a vários fatores, como preço, qualidade, aspectos nutricionais, preferências e gosto.

O consumo de carne bovina no Brasil varia de acordo com o poder aquisitivo da população. Pessoas de renda elevada têm taxas de
consumo semelhantes às dos maiores consumidores mundiais — mais de 50 kg por habitante ao ano — enquanto que nas camadas de baixa renda o consumo é menor do que 10 kg por habitante ao ano. A oferta da carne bovina gira em torno de 34 kg anuais por habitante. O aumento do consumo da carne tem uma relação significativa com a ampliação da renda. Em um período em que as projeções da economia para os próximos anos indicam variações positivas da renda familiar, os empreendimentos ligados ao consumo de carnes apresentam um potencial de crescimento .

O consumo de carne bovina no Brasil deve aumentar aproximadamente 0,8% em 2008, de acordo com relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América – USDA, aumentando para aproximadamente 37,6 kg per capita. Mesmo com essa projeção de crescimento, o mercado de consumo de carne bovina perdeu espaço para a carne de frango, que já corresponde a 37,9 kg per capita.

Os supermercados e hipermercados são os grandes concorrentes das casas de carnes e açougues, respondendo hoje por 56% das carnes e aves vendidas no Brasil, segundo a pesquisa Consumidor Brasileiro – Comportamento de Compra, realizada pelo Instituto Latin Panel, dos grupos Ibope, Taylor Nelson Sofres e NPD.

Localização

A loja deve ser instalada em ruas de grande fluxo de pessoas e veículos, como grandes avenidas e cruzamentos, para onde fluem pessoas de diversas regiões da cidade. Para isso, é necessário identificar no local os chamados "pólos geradores de público", tais como: supermercados, agências bancárias, serviços públicos, terminais de ônibus e/ou metrô, parques, clubes, instituições de ensino superior, hospitais e maternidades.

Conveniência e proximidade são fatores fundamentais para o consumidor na escolha da loja. Os bairros com grande número de
residências podem ser considerados pontos excelentes para instalação. Outro aspecto fundamental é a visibilidade, ou seja, os clientes, ao se movimentarem em uma rua ou avenida, devem identificar facilmente a loja. Se possível, a casa de carnes deve dispor de estacionamento para os clientes.

Exigências legais específicas

Devido às suas peculiaridades e importância, o ramo de alimentação é bastante regulamentado, como se pode ver a seguir:

-A Lei nº 6.437/1977 — alterada pela Lei nº 9.005/1995, Lei nº 9.695/1998 e Medida Provisória nº 2.190-34-2001 — estabelece infrações à legislação sanitária federal e trata das punições e restrições respectivas.

-O Decreto Lei nº 986/1969, que foi alterado pela Medida Provisória nº 2.190-34/2001, prevê normas básicas sobre alimentos.

-A Portaria nº 326, de 30 de julho de 1997 da ANVISA, aprova o Regulamento Técnico sobre Condições Higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores e Industrializadores de Alimentos.

-O Decreto nº 30692, de 29 de março de 1952 da ANVISA, endossa o novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal.

-A Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, institui o Código de Defesa do Consumidor.

Caberá a um contador profissional — contratado pelo empreendedor — verificar a legislação e exigência dos órgãos municipais, estaduais e representação local da ANVISA e para legalizar a empresa nos seguintes órgãos:

-Junta Comercial;
-Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
-Secretaria Estadual de Fazenda;
-Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;
-Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada a recolher, por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano, a
Contribuição Sindical Patronal);
-Caixa Econômica Federal para cadastramento no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;
-Corpo de Bombeiros Militar.

Além de cumprir exigências acima, é necessário pesquisar na Prefeitura Municipal se a Lei de Zoneamento permite a instalação de
casa de carnes no local definido para a loja. O Sebrae local poderá dar orientações nesse sentido.

Estrutura

A estrutura de uma casa de carnes é bastante simples. Deve contar com um balcão para atendimento aos clientes, a área do caixa e um
espaço para exposição dos produtos em balcões refrigerados ou em freezers (congelados). Os demais produtos serão expostos em
gôndolas ou prateleiras. Se houver oferta de bebidas geladas, haverá a necessidade de geladeiras com portas de vidro.

O empresário poderá escolher entre o modelo convencional, com balcão de atendimento, ou o modelo self-service.A área destinada ao
depósito do estoque deverá ter câmara fria apropriada e estar instalada fora do espaço destinado ao atendimento dos clientes. De maneira geral, a estrutura sugerida a seguir é a mais utilizada.

Balcão de atendimento e exposição de produtos – Os balcões refrigerados são uma ótima solução, porque ao mesmo tempo que
expõem as diversas carnes, também servem de espaço para os pedidos dos clientes e entrega dos produtos vendidos. Expor as carnes de forma a evidenciar sua qualidade e aspecto saudável é fundamental para o empreendimento; portanto os balcões refrigerados com vidros transparentes são itens indispensáveis.

Prateleiras e gôndolas –É sobre elas que serão expostos os produtos agregados ao negócio de carnes. Devem, portanto, estar dispostas em locais de fácil visualização e ao alcance dos clientes.

Caixa – É aconselhável a instalação de local próprio para recebimento e, de acordo com o fluxo potencial de clientes, decidir a quantidade de caixas.

Depósito e estoques – Área destinada ao armazenamento do estoque. Cuidados especiais de higiene e refrigeração devem ser adotados, com o objetivo de manter a aparência e a qualidade dos alimentos armazenados. As carnes, de acordo com a sua origem e forma, devem ser armazenadas em temperaturas diferenciadas. O empresário deve buscar informações seguras sobre o tipo de geladeiras ou câmaras frias mais adequadas ao seu negócio, considerando o porte da loja e perspectivas de crescimento.

Administração – Área destinada às atividades de gestão do negócio. Engloba compras, relações com clientes, com fornecedores e eventuais parceiros, controle da movimentação financeira, pagamentos, definição das estratégias do negócio, atendimento aos empregados e outras. Deve ser instalada em ambiente reservado, fora do espaço destinado ao atendimento da clientela.

Estacionamento – Se não houver disponibilidade permanente de vagas nas proximidades, será necessário realizar convênio com
estacionamento próximo.

Pessoal

A quantidade de profissionais está relacionada ao porte do empreendimento. Para uma casa de carnes de pequeno porte pode-se
começar com três empregados:

-dois para atendimento no balcão;
-um operador de caixa.

Casas de carnes maiores podem necessitar de um auxiliar de serviços para o depósito, que será responsável pelo acondicionamento das
carnes, corte primário das peças e transporte para a loja.

O empresário deve contratar pessoas com experiência comprovada e com boas referências de empregos anteriores. Caso prefira capacitar novos colaboradores, deverá procurar cursos específicos existentes no mercado.

O bom atendimento é fator fundamental para o sucesso do negócio. Além de oferecer produtos de qualidade, é importante ouvir os clientes e perceber suas aspirações, gostos e desejos. O treinamento dos colaboradores deve ter como objetivo o desenvolvimento das seguintes competências:

-capacidade de percepção para entender as necessidades individuais e expectativas dos clientes;

-conhecimento da atividade, especialmente quanto às características e uso dos temperos em cada espécie de carne, teor de gordura, manuseio e armazenamento para criar o estado de satisfação pretendido pelo cliente;

-técnicas de embalagem;

-noções de vendas;

-relacionamento interpessoal.

A apresentação pessoal dos empregados em termos de limpeza, asseio e higiene confere boa imagem ao empreendimento. O empreendedor deverá participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e
sintonizado com as tendências do setor.

Deve-se estar atento à Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e
orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.

Equipamentos

Uma casa de carnes de pequeno porte poderá fazer uso dos seguintes móveis e equipamentos:

-um microcomputador completo;
-uma impressora;
-uma linha telefônica – telefone e banda larga;
-uma impressora de cupom fiscal;
-mesas, cadeiras, armários, de acordo com o dimensionamento das instalações;
-gaveteiro para guardar dinheiro, cheques e tickets de cartões de débito e crédito;
-equipamento para recebimento através de cartões de débito e crédito (à escolha do empreendedor);
-veículo para transporte – decidir pela compra ou terceirização;
-balcões refrigerados;
-freezer horizontal;
-freezer vertical com porta de vidro;
-câmara refrigerada;
-balanças eletrônicas com etiquetadora;
-moedor de carne industrial;
-serra-fita para cortar carnes congeladas ou com ossos;
-gancheira – para pendurar carne;
-picador de carne;
-amaciador de carne;
-mesa de corte em polipropileno;
-utensílios de cozinha.

Veículos para transporte devem ser refrigerados ou térmicos a fim de conservar a temperatura adequada das carnes.

Matéria Prima / Mercadoria

As mercadorias básicas a serem adquiridas nesse tipo de estabelecimento são as carnes das mais variadas origens: aves, suínos,
ovinos, caprinos, pequenos animais, bovinos de corte, peixes e outras, conforme decisão do empresário.

Havendo a opção de incluir outros produtos complementares no estoque, o mix de produtos definirá o conjunto de mercadorias a serem
adquiridas.

Organização do processo produtivo

Os processos de uma casa de carnes são divididos em:

1. Compras – Compreende o processo de suprimento das mercadorias e geração de estoques. Requer fornecedores cadastrados, negociação de condições favoráveis para se obter qualidade garantida, regularidade na entrega e preços razoáveis.

2. Estocagem e armazenamento – Cada produto ou grupos de produtos requerem cuidados específicos com a guarda e armazenamento. As carnes necessitam de ambiente refrigerado para a sua conservação. É necessário ter conhecimento sobre as temperaturas indicadas para cada tipo de carne. O empresário deve se informar sobre as normas estabelecidas pelos órgãos de fiscalização municipais e pela ANVISA.

3. Atendimento ao cliente e exposição de produtos – Uma boa e adequada exposição dos produtos estimula o cliente e transmite
confiança com relação à higiene e à segurança. A organização do processo de atendimento deve permitir fácil visualização e acesso aos
produtos desejados pelo cliente. Rapidez e presteza são fatores fundamentais para que ele volte outras vezes e continue comprando na
loja. Tanto no fornecimento dos produtos, quanto no atendimento do caixa, o serviço deve ser rápido, eficiente e amistoso.

4. Serviço de entrega –Deverá ser rápido. O funcionário responsável pela entrega deverá ter a noção de que é uma extensão da loja,
dispensar tratamento respeitoso, ouvir o cliente e dar retorno para possibilitar melhoria no atendimento.

Automação

Há no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de casas de carnes. Os softwares possibilitam o controle dos estoques, cadastro de clientes, serviço de mala direta para clientes e potenciais clientes, controle de estoque de produtos, cadastro de móveis e equipamentos, controle de contas a pagar e a receber, fornecedores, folha de pagamento, fluxo de caixa, fechamento de caixa, etc. Investir em embalagens com códigos de barras, impressoras para preenchimento automático de cheques e sistemas de gerenciamento integrado permite ao empresário redução de custos e aumento na produtividade.

Canais de distribuição

O canal de distribuição é a própria loja.O empresário pode utilizar também o atendimento de pedidos por telefone e a entrega por motoboys ou pequenos furgões refrigerados.

Investimentos

Investimento compreende todo o capital empregado para iniciar e viabilizar o negócio até o momento de sua auto-sustentação. Pode ser
caracterizado como:

-investimento fixo – compreende o capital empregado na compra de imóveis, máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, instalações,
reformas, veículos (se for o caso) etc.;

-investimentos pré-operacionais – são todos os gastos ou despesas realizadas com projetos, pesquisas de mercado, registro da empresa, projeto de decoração, honorários profissionais e outros;

-capital de giro – é o capital necessário para suportar todos os gastos e despesas iniciais, geradas pela atividade produtiva da empresa. Destina-se a viabilizar as compras iniciais, pagamento de salários nos primeiros meses de funcionamento, impostos, taxas, honorários de
contador, despesas com vendas, financiamento de vendas a prazo, giro de estoques e outros. Para uma pequena casa de carnes, o empreendedor terá de dispor de capital suficiente para fazer frente aos seguintes itens de investimento:

-reforma e adaptação do imóvel – inclui placa de identificação e mecanismos de segurança;

-um microcomputador completo, software, impressora e impressora de cupom fiscal;

-infra-estrutura de comunicação – telefone, internet, site;

-móveis, veículo de entregas, estantes, balcões, prateleiras, refrigeradores;

-câmara frigorífica;

-despesas de registro da empresa, honorários profissionais, taxas etc.;

-capital de giro para suportar o negócio nos primeiros meses de atividade.

Capital de giro

Capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio. Precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios no qual a empresa atua.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência de :

-variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;

-aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado provocadas pela sazonalidade da produção;

-perdas provocadas por mudança de hábitos de consumo;

-altos níveis de estoques;

-perda do estoque por refrigeração insuficiente, queda de energia elétrica, etc.

O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão. Deverá, também, evitar a
retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma, a empresa poderá alcançar mais rapidamente sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.

No caso de uma casa de carnes, o empresário deve reservar em torno de 20% do total do investimento inicial para o capital de giro. Esse ramo de negócio trabalha com vendas à vista, podendo contar com retorno rápido de capital.

Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou
serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de comercialização.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Os custos para abrir uma casa de carnes devem ser estimados considerando-se os itens abaixo:

1. salários, comissões e encargos;
2. tributos, impostos, contribuições e taxas;
3. aluguel, taxa de condomínio, segurança;
4. água, luz, telefone e acesso à internet;
5. serviços de limpeza, higiene, manutenção e segurança;
6. assessoria contábil;
7. propaganda e publicidade da empresa;
8. aquisição de matéria-prima e insumos;
9. despesas com armazenamento e transporte.

Diversificação / Agregação de valor

A concorrência acirrada dos supermercados e hipermercados é o principal fator que justifica a alteração substancial que se verifica no
mercado de carnes. O açougue antigo está desaparecendo e em seu lugar surgem casas de carnes modernas, com alto nível de
especialização, ambientação e layout diferenciados.

Carnes nobres e exóticas são oferecidas como novidade, desafiando o gosto do consumidor. Com certa facilidade, encontra-se carne de avestruz, búfalo, capivara, javali, cabrito, coelho, cordeiro, marreco, perdiz, faisão, galinha-de-angola, codorna, pato, entre outras.

O mix de produtos agregados pode ser bastante diversificado, e alguns outros itens estão sendo comercializados, tais como: utensílios para churrasco, temperos e complementos variados, bebidas, sorvetes, latarias, produtos de primeira necessidade como feijão, arroz, leite, açúcar e café. A tendência de mercado que atrai clientes é a diversificação na oferta de produtos e serviços e já representa, em
média, 10% do faturamento mensal do negócio.

A qualidade do atendimento é sempre fator de diferenciação e agregação de valor. Conhecer o gosto e a preferência do cliente
permite a satisfação das suas expectativas e desejos. Para fidelizar a clientela é preciso surpreender e encantar cada consumidor.

É importante manter site na internet com exposição da variedade de produtos ofertados. O atendimento por telefone, com entrega em
domicílio, pode ser um diferencial valioso. A comodidade deve estar à disposição do cliente.

Divulgação

Os meios para divulgação de uma casa de carnes variam de acordo com o porte e o público-alvo escolhido.

Para um empreendimento de pequeno porte, pode-se utilizar a distribuição de panfletos nas proximidades da loja contendo informações sobre alimentos, receitas balanceadas, modos de embalar e acondicionar os produtos para manter sua qualidade por mais tempo e evitar desperdícios, etc. Trata-se de uma ótima estratégia de marketing, pois o consumidor está cada vez mais em busca de alimentos que lhe proporcionem melhor qualidade de vida.

Divulgar promoções e novos produtos via contatos telefônicos também pode estimular as vendas.

De acordo com o interesse e as possibilidades, poderão ser utilizados ainda anúncios em jornais de bairro, jornais de grande circulação,
rádio, revistas, outdoor e internet

Um site na internet, aliás, representa uma possibilidade de comunicação muito interessante, pois nele pode-se expor fotografias do ambiente e dos produtos comercializados.

Outros recursos poderão ser utilizados e, se for de interesse do empreendedor, um profissional de marketing e comunicação poderá
ser contratado para desenvolver campanha específica.

Vale lembrar que descontos, brindes, estímulos para a compra de quantidades maiores, etc. são boas estratégias para promover mais
vendas e podem ser divulgados em quaisquer dos meios acima relacionados.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de casa de carnes, assim entendido o comércio varejista de carnes de bovino, suíno, caprino, ovino e eqüídeo, frescas,
frigorificadas e congeladas, e ainda aves frescas e pequenos animais abatidos, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial
Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei
Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00
(empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional):

-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-INSS (contribuição para a seguridade social).

Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer a redução quando se tratar de PIS e/ou
COFINS (Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

Essa opção de tributação poderá ser amplamente vantajosa para o segmento de negócio de casa de carnes, motivo pelo qual sugerimos
uma avaliação cuidadosa do regime de tributação apresentado.

Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.

Dicas do Negócio

Para ter sucesso em seu empreendimento e tornar-se mais competitivo, o empresário deve:

-dimensionar o conjunto de serviços que serão agregados, avaliando o custo-benefício;

-investir na qualidade global de atendimento ao cliente, ou seja, qualidade do serviço, com profissionais atenciosos e interessados no
cliente;

- oferecer comodidades adicionais: atendimento rápido, boa iluminação e ventilação do ambiente, organização e facilidade para encontrar os produtos;

-procurar fidelizar a clientela com ações de pós-venda, como: envio de cartões de aniversário, comunicação de novos serviços e novos
produtos ofertados, contato telefônico lembrando de eventos e promoções;

-estar presente na loja em tempo integral;

-estar sintonizado com a evolução do setor e com as exigências legais que envolvem o negócio.

Características específicas do empreendedor

O empreendedor envolvido com atividades relacionadas ao comércio de carnes e alimentos precisa adequar-se a um perfil comprometido com a evolução acelerada de um setor altamente disputado por concorrentes. É aconselhável uma auto-análise para
verificar qual a situação do futuro empreendedor frente a esse conjunto de características e identificar oportunidades de desenvolvimento. A seguir, algumas características desejáveis ao empresário desse ramo:

-Conhecer bem o ramo de negócio.
-Pesquisar e observar permanentemente o mercado em que está instalado, promovendo ajustes e adaptações no negócio.
-Ter atitude e iniciativa para implementar as mudanças necessárias.
-Acompanhar o desempenho dos concorrentes.
-Saber administrar todas as áreas internas da empresa.
-Saber negociar, vender benefícios e manter clientes satisfeitos.
-Ter visão clara de onde quer chegar.
-Planejar e acompanhar o desempenho da empresa.
-Ser persistente e não desistir dos seus objetivos.
-Manter o foco definido para a atividade empresarial.
-Ter coragem para assumir riscos calculados.
-Estar sempre disposto a inovar e promover mudanças.
-Ter grande capacidade para perceber novas oportunidades e agir rapidamente para aproveitá-las.
-Ter habilidade para liderar a equipe de profissionais da casa de carnes.

Bibliografia Complementar

AIUB, George Wilson et al. Plano de negócios: serviços. 2.ed. Porto
Alegre: Sebrae, 2000.

BARBOSA, Mônica de Barros; LIMA, Carlos Eduardo de. A cartilha
do ponto comercial: como escolher o lugar certo para o sucesso do seu
negócio. São Paulo: Clio, 2004.

BIRLEY, Sue; MUZYKA, Daniel F. Dominando os desafios do
empreendedor. São Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2004.

COSTA, Nelson Pereira. Marketing para empreendedores: um guia
para montar e manter um negócio. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003.

DAUD, Miguel; RABELLO, Walter. Marketing de varejo: como
incrementar resultados com a prestação de Serviços. São Paulo:
Artmed, 2006.

DOLABELA, Fernando. O segredo de Luisa. 14.ed. São Paulo:
Cultura Editores Associados, 1999.

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: a edição do novo
milênio. 10.ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

SILVA, José Pereira. Análise financeira das empresas. 4.ed. São
Paulo: Atlas, 2006.