Idéias
de Novos Negócios - Banca de Revistas
Apresentação do Negócio
Embora trabalhe no mesmo nicho de uma banca de jornal, uma Revistaria
vende jornais e revistas, oferecendo esses produtos de
forma prática, segura e próxima a outras opções
de consumo. Geralmente instaladas em empreendimentos comerciais,
terminais de
passageiros ou centros financeiros de grande circulação,
elas atraem freqüentadores e clientes que, em busca de notícias,
entretenimento ou informação, preferem adquirir jornais
e revistas usufruindo de maior espaço físico e conveniências
(estacionamento, banheiros, segurança, conforto, facilidades
etc.) não disponíveis em bancas instaladas em vias
públicas ou calçadas ou mesmo em outros estabelecimentos.
As Revistarias não necessitam de Termo de Permissão
de Uso para Bancas de Jornal (instaladas em calçadas em vias
públicas) que, na
maioria das cidades do País, é emitido pela prefeitura
local e que dependem, muitas vezes, de licitação e
sorteio público.
Mercado
Segundo dados do IVC - Instituto Verificador de Circulação
o percentual de vendas de assinaturas de jornais e revistas (feitas
diretamente pelas editoras e empresas jornalísticas) aumentou
6% no período de 2000-2004, diminuindo, na mesma proporção,
o percentual de vendas avulsas feitas pelo comércio varejista
(banca de jornal, lojas de conveniência, revistaria, etc.)
Esta alteração vem exigindo dos varejistas deste
segmento um maior grau de especialização, oferta diversificada
de produtos e conveniências, que agreguem valor aos produtos
comercializados para os clientes (segurança, conforto, estacionamento,
oportunidade/proximidade, etc.), características encontradas
nas revistarias.
Seus clientes habituais são os freqüentadores do estabelecimento
em que a Revistaria estiver instalada (rodoviárias, aeroportos,
shopping centers, etc.), havendo diferenças entre as preferências
dos consumidores conforme (classe social, sexo, idade, etc.). Portanto,
um bom conhecimento sobre o público freqüentador e seus
hábitos de leitura, poderá ajudar bastante no planejamento
das compras e, por conseqüência, nos resultados do negócio."
Localização
A escolha do ponto comercial é, seguramente, um dos aspectos
mais relevantes para o sucesso de uma Revistaria. Para a definição
do local o empreendedor deverá considerar diversos fatores
igualmente importantes tais como: concentração e poder
aquisitivo dos potenciais consumidores, proximidade de concorrentes
e serviços complementares e não concorrentes (bancos,
farmácias, lanchonetes,
etc.), segurança, estacionamento, transporte, visibilidade,
além de outras facilidades que possam tornar atrativa e conveniente
à sua
gestão e o acesso dos consumidores ao seu estabelecimento.
A característica do público que circula no local
também é de grande relevância, sendo os locais
com maior nível de permanência dos
freqüentadores (rodoviárias, aeroportos, hospitais,
etc.) mais recomendados. Em geral, locais de grande circulação
de pessoas, tais como Shopping Center, Galerias Comerciais, Hipermercados,
Aeroportos, Rodoviárias, Estações de Metrô,
Hotéis, Restaurantes de
grandes Hospitais e Universidades trazem bons resultados.
Ao se decidir pelo local o empreendedor deve especialmente atentar
para os aspectos de custo do imóvel, tal como: instalação
(reformas e adaptações), manutenção
(aluguel, condomínio e taxas), infra-estrutura (fornecimento
de energia, água, etc.), determinantes na lucratividade e
viabilidade do negócio. A localização e a estrutura
do imóvel deverão estar de acordo com o Plano Diretor
Urbano - PDU do município, para maiores informações
o empreendedor deve consultar a prefeitura de sua cidade, visto
que o PDU é, segundo a Lei Federal 10.257, obrigatório
para todos os municípios brasileiros com mais de 20.000 habitantes.
Exigências legais específicas
O empreendimento está dispensado de obter registro específico,
junto a entidades ou órgãos fiscalizadores de atividades
regulamentadas, bastando o empreendedor obter a inscrição
junto aos órgãos exigíveis das sociedades empresárias
em geral. A pessoa
jurídica também não está sujeita a responsabilidade
técnica, i.e., não é necessário que
a empresa mantenha em seus quadros, profissional habilitado junto
a órgão ou conselho de classe fiscalizador de profissão
regulamentada.
Vale lembrar, que de acordo com o Estatuto da Criança e
do Adolescente, o jornal ou revista que publicar na capa matérias
e fotografias prejudiciais à formação e desenvolvimento
moral dos menores de 18 anos deve ser comercializado em embalagem
lacrada e opaca. Os Revendedores que forem encontradas em situações
irregulares receberão as sanções contidas no
ECA.
Para registrar sua empresa você precisa de um contador profissional.
Ele poderá auxiliá-lo a identificar o melhor regime
tributário para a sua Revistaria além de providenciar
a legalização desta junto aos órgãos
responsáveis para as devidas inscrições. Os
principais órgãos onde sua empresa deve ser inscrita
são:
- Junta Comercial;
- Receita Federal
- Secretaria da Fazenda;
- INSS;
- Sindicato Patronal (empresa ficará obrigada a recolher
por ocasião da constituição e até o
dia 31 de janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical
Patronal);
- Prefeitura do município (para consulta prévia e
obtenção do alvará);
- Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade
Social - INSS".
Estrutura
Embora o negócio possa ser operado em módulos ou
quiosques, instalados em locais de grande circulação
de pessoas e com espaço reduzido de até 8m².
Uma Revistaria padrão, no entanto requer um espaço
de cerca de 40m², organizado com prateleiras para acomodar
as revistas, porta-jornais e balcão de “checkout”,
com expositores para os produtos de “compra por impulso”
(chicletes,
balas, doces, isqueiros, chaveiros, etc.), além de cigarros,
cartões telefônicos, bilhetes de loteria, etc.
O balcão de checkout deve ser suficiente ainda para acomodar
um terminal de vendas (POS) ou uma caixa-registradora e estar disposto
de forma a permitir a visão integral da loja.As instalações
deverão possuir vitrines, onde serão afixados os jornais
do dia e produtos em promoção.
Pessoal
Esta atividade requer pouco emprego de mão-de-obra. Em geral
1 Gestor, com o auxilio de 1 ou 2 empregados (dependendo do
horário de funcionamento) são suficientes.
Equipamentos
Poucos equipamentos são requeridos neste tipo de empreendimento.
Normalmente somente um caixa registrador ou um terminal de vendas,
com os respectivos acessórios são suficientes (leitores
de código de barra, impressoras fiscais, teclados, etc.).
Matéria Prima / Mercadoria
A aquisição das mercadorias deve ser bem planejada
e irão variar de acordo com as características do
estabelecimento,
especialmente hábitos de consumo da clientela. Os principais
itens comercializados são:
- jornais
- revistas
- livros.
Como alternativa, consideramos a comercialização
de:
- Doces
- chocolates;
- adesivos;
Bilhetes de Loteria;
- Cigarros.
Organização do processo produtivo
Atendimento e Vendas – Uma revistaria em geral irá
abrir para o atendimento ao público conforme o horário
de expediente do
estabelecimento em que estiver instalada (seja ele um shopping center,
terminal de passageiros, centro médico, etc.). Embora muitas
Revistarias adotem o modelo de auto-serviço e organização
dos produtos em seções o que facilita o atendimento,
isto limita o
relacionamento com o cliente ao momento do fechamento da venda.
São atividades acessóriasao atendimento a organização
do mostruário, registro da venda (cobrança, abertura
e fechamento do caixa) e embalagem do produto. Como parte do processo
de vendas é de vital importância realizar pesquisas
sobre o interesse e preferências dos freqüentadores do
local e clientes do estabelecimento (shopping, rodoviária,
hospital, etc.) onde a revistaria esta instalada. Essas informações
darão ao empreendedor condições de estabelecer
quais as publicações de maior interesse do seu público
alvo e definir o mix de produtos da sua revistaria.
Compras e Gestão do estoque – Antes de o jornal ou
revista chegar às prateleiras da loja existe um conjunto
de tarefas-chave, essencial no trabalho de uma revistaria, dentre
elas a aquisição, transporte e controle dos produtos
vendidos (estoque e definição do mix de produtos).Para
que o empreendedor atue neste segmento é necessário
se cadastrar junto às editoras onde irá receber um
código de identificação próprio.
A Revistaria ou seu proprietário são considerados
consignatário, pois os produtos são retirados na forma
de "consignação". As editoras e os distribuidores
fornecem o material e estabelecem cotas para cada produto. Cada
revendedor recebe um lote mínimo de produtos, definido em
função de uma pré-avaliação do
potencial/ localização.
O consignatário que retirar os produtos pela primeira vez,
não poderá devolver todo o material que não
foi vendido (encalhe). As distribuidoras pré-determinam que
alguns tipos de publicações não fazem parte
desse processo. É fundamental o preparo de uma escala para
visitas às editoras, levando em consideração
as datas em que as edições estarão disponíveis.
Essa providência é de extrema importância porque,
é nesse momento que se efetua a troca do encalhe pelas novas
publicações.
A retirada dos produtos junto às editoras e ou distribuidoras
é uma tarefa diária. Geralmente a coleta dos jornais
é feita de madrugada nos pontos de distribuição
ou entregues diretamente na Revistaria quando negociadas previamente.
A coleta dos jornais pode ser realizada por equipe própria
ou terceirizada com carreteiros. Possuir veículo próprio,
embora não seja fundamental, poderá ser de grande
utilidade nessa etapa das atividades.
As solicitações de edições anteriores
deverão ser analisadas com cautela pois, se o cliente desistir
da compra o empreendedor ficará com mais um encalhe. Administração
- São as atividades inerentes a gestão do negócio,
incluindo a limpeza da loja, controle e pagamento de fornecedores,
impostos e empregados, relacionamento com o Contabilista, distribuidores
de jornais e revistas, etc.
Automação
Existem pacotes específicos para automação
de revistarias e bancas de jornais qu podem ser adquiridos diretamente
dos fornecedores (Banca Fácil, Banca 2000, Aldea / Magis,
Data Vision, San Diego, etc).
Algumas distribuidoras Dinap (Abril) e Chinaglia (Globo) fornecem
aplicativos que permitem a integração com o revendedor,
facilitando a automação de suas atividades operacionais,
através de funcionalidades tais como:
Registro e controle de vendas, por operador e total recebido (cheques,
numerário e cartões)
Cadastro de Clientes, produtos e fornecedores, com consultas automáticas
de produtos, itens de estoque, clientes, etc.
Módulo de inventário, com lançamentos de Entradas
e Saídas de produtos em estoque, consignação,
Controle / cálculo do tipo do acerto no encalhe /devolução,
impressão de etiquetas, etc.
- Promoções- Reservas
Contas a Pagar.
Canais de distribuição
Embora já existam revistarias virtuais na internet, as lojas
instaladas em shoppings, aeroportos e galerias comerciais são
a maioria neste segmento. Nas lojas de tijolo e concreto, o próprio
ponto de venda é o canal de distribuição da
revistaria.
Investimentos
Os investimentos necessários para a implantação
de uma Banca de Revistas estão condicionados ao padrão
do negócio,
aquisição do ponto comercial, compra do mobiliário,
equipamentos utilizados e formação do estoque inicial
(embora grande parte dos
produtos seja consignada), totalizando cerca de R$ 60.000,00.
Capital de giro
Capital de giro é um montante de recursos financeiros que
a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo
de
negócio. Embora grande parte das mercadorias destinadas à
venda (revistas e jornais) sejam consignadas, i.e., somente serão
pagas ao
fornecedor após a venda, reduzindo significativamente a demanda
por capital de giro em relação a outros segmentos
de negócio, a
necessidade de um adequado controle financeiro não é
eliminada.
Isto porque, é prática do setor o empreendedor ter
que se comprometer com cotas mínimas de vendas dos produtos
fornecidos pelos distribuidores, além do que a gestão
do capital de giro de uma empresa envolve outros fatores e, que
requerem a atenção do empreendedor para evitar e corrigir
eventos tais como:
- Altos níveis de estoques (demais produtos além
de revistas e jornais)
.- Baixo volume de vendas;
- Aumento do volume de vendas a prazo (prazos de recebimento maiores
que os prazos de pagamento)
- Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
- Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades
desse mercado;
Aumento dos índices de inadimplência;
O empreendedor deverá ter um controle orçamentário
rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.
Além disso, ele deve evitar a retirada de valores além
do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso
que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando
o crescimento e a expansão do negócio.
Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente
sua auto-sustentação, favorecendo a formação
de um capital de giro próprio (e reduzindo a necessidade
de uso de capital de giro de terceiros ou aportes de recursos feitos
pelo empreendedor) e agregando maior valor ao novo negócio.
Custos
Os custos para uma abrir uma banca de revistas devem ser estimados
considerando os itens abaixo:
-Água, Luz, Telefone e acesso a internet;
-Aluguel, taxa de condomínio, segurança;
-Aquisição de mercadorias;
-Assessoria contábil;
-Despesas com armazenamento e transporte;
-Despesas com vendas;
-Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;
-Propaganda e Publicidade da empresa;
-Recursos para manutenções corretivas;
-Salários, comissões e encargos;
-Tributos, impostos, contribuições e taxas;
Diversificação / Agregação de valor
Existem Revistarias que diversificam suas atividades prestando
serviços de envio e recebimento de fax, venda de produtos
lotéricos, cigarros, doces, dentre outros artigos. Porém,
vale lembrar que uma característica marcante das Revistarias
é a especialização na venda de Revistas e Jornais
(o que as diferenciam das vendas destes artigos em supermercados
e lojas de conveniência e lojas não especializadas).
Há Revistarias que concentram ainda mais a sua oferta, especializando-se
na comercialização de revistas religiosas, concursos,
revistas técnicas, de personagem ou heróis de conteúdo
nacional ou importado. Nos casos de opção pela especialização,
o empreendedor deve ter cuidado redobrado com a identificação
das características do público-alvo (volume de demanda,
poder aquisitivo, preferências, etc.), já que a rentabilidade
virá de uma faixa muito estreita de consumidores, o que pode
inviabilizar o negócio.
No caso das Revistarias especializadas em revistas de personagens
e heróis, o empreendedor pode optar pela comercialização
de outros produtos referentes aos personagens das histórias
em quadrinhos, como bonecos, livros, filmes, DVD's, dentre outros
itens. A opção pela diversificação ou
especialização deve estar embasada em um cuidadoso
levantamento das necessidades e características do
público-alvo. Esta identificação pode dar-se
por meio de uma pesquisa de mercado.
A agregação de valor se dá por meio da oferta
de conveniências para o consumidor (segurança, lazer,
estacionamento, quiosque de banco 24 horas, etc.)
Divulgação
A divulgação da Revistaria poderá ser feita
através de folhetos e anúncios, principalmente em
jornais de bairro. Também podem ser distribuídas malas-direta,
além da utilização de banners, displays e informes
publicitários nas proximidades do estabelecimento. A fachada
da loja deve ser atraente e convidativa ao consumidor.
A disposição dos produtos no interior da loja também
tem fundamental importância, de modo a estimular o cliente
à compra. O layout da loja deve proporcionar circulação
livre, iluminação correta e cores adequadas, de modo
a obter um ambiente descontraído e agradável a permanência
do cliente.
Informações Fiscais e Tributárias
O segmento de banca de revistas e jornais poderá optar pelo
SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação
de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas
e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar
nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não
ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa
de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na
Lei.
Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes
tributos e contribuições, por meio de apenas um documento
fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do
Simples Nacional):
IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
CSLL (contribuição social sobre o lucro);
PIS (programa de integração social);
COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade
social);
ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
INSS (contribuição para a seguridade social).
Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006,
as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade,
vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta
auferida pelo negócio. No caso de início de atividade
no próprio ano-calendário da opção pelo
SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota
no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará,
como receita bruta total acumulada, a receita do próprio
mês de apuração multiplicada por 12 (doze).
Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade
conceder benefícios de isenção e/ou substituição
tributária para o
ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso.
Na esfera Federal poderá ocorrer o quando se tratar de PIS
e/ou COFINS
(Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor
de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte).
Essa opção de tributação poderá
ser amplamente vantajosa para o segmento de negócio de banca
de revistas e jornais, motivo pelo qual sugerimos uma avaliação
cuidadosa do regime de tributação apresentado.
Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências
legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem
ser
atendidos para operacionalização dessa atividade.
Glossário
Cabeça de página - Alto da página. Espaço
nobre que deve ser reservado para publicação de textos
mais importantes, com título
ocupando toda a largura da página.
Cabeçalho - É o nome que se dá à parte
superior da Primeira Página de um jornal. Dele constam logotipo
e informações como data, número, ano, nome
do diretor ou redator-chefe e endereço da sede. Nas páginas
internas, usa-se o fio-data.
Caderno - Cada um dos conjuntos de folhas dobradas, com no mínimo
quatro páginas, que compõem o jornal.
Encalhe - Número de exemplares não vendidos da tiragem
de uma edição.
Fechamento - Conclusão do trabalho de edição.
Quem fecha deve estar tão preocupado com a qualidade da edição
quanto com o cumprimento do cronograma industrial. Deve se dispor
a reabrir a edição sempre que um imprevisto relevante
o exigir, mas apenas com autorização da Secretaria
de Redação. O atraso no fechamento prejudica a impressão
e distribuição do jornal.
Macarrão - Folha solta (simples, e não dupla) incluída
em um caderno de jornal. Pode ser programada com antecedência
ou servir à necessidade de aumentar ou diminuir o número
de páginas previsto para uma edição.
Mancha - Espaço útil de impressão de uma página.
A mancha da Folha mede 54 cm de altura por 33 cm de largura.
Manchete - É a principal notícia do dia e deve receber
o título mais importante da Primeira Página.
Dicas do Negócio
Analisar em detalhes e escolher com cuidado o local de instalação
(ponto). Observe atentamente o fluxo de pessoas que por ali
passam para se ter uma idéia aproximada do publico consumidor,
sua preferência e potencial de consumo. Assegurar a regularidade
no
recebimento de todos os jornais e revistas, definindo cotas adequadas
junto às distribuidoras.
Negociando com cuidado as cotas e devoluções. É
importante ter cartões telefônicos e cigarros, que
não dão lucro, mas atraem o cliente. Já os
doces e chicletes, além de ajudarem no fluxo, possuem uma
boa margem de lucro.
Características específicas do empreendedor
É importante observar que este tipo de negócio exige
do empreendedor habilidade no relacionamento inter-pessoal, dentre
outras habilidades, em especial a flexibilidade.
- é necessário ter criatividade e disposição
para ouvir a opinião dos clientes, a cerca dos produtos existentes
e sugestões de novos produtos e serviços sugeridos,
além de naturalidade para orientar a clientela na escolha
dos produtos, boa vontade, persistência e paciência.
Saber ouvir e observar
- o empreendedor deve conversar com outros profissionais e fornecedores,
visitar estabelecimentos similares, definir o público alvo
(o que determinará o estilo do negócio), saber negociar
e realizar pesquisa de mercado a fim de identificar o potencial
da região, carências no mercado, tendências,
etc., completam as características do empreendedor deste
setor.
Bibliografia Complementar
SEBRAE MG. Ponto de Partida – Para Início de Negócio:
Banca de Jornal. Atualizado em 01/03/2007.
SEBRAE SP. Comece Certo – Revistaria. 1º Edição
2005.